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25 de dez. de 2014

Novo projeto de reuso de água

Quem acompanha o blog ou chega aqui pelo Google sabe que eu sempre desejei fazer um projeto de reuso de água aqui em casa.
Já comecei com algumas iniciativas que não deram muito certo ou foram abandonadas ao longo do tempo, mas com a crise hídrica em São Paulo, cheguei a um ponto onde não podia mais deixar a questão de lado.
O projeto exigiu um certo trabalho e uma mudança de atitude e postura da família toda, mas acredito que os resultados compensam o esforço.
O projeto envolve o reuso de água de duas fontes: máquina de lavar roupas e banho.
Na máquina de lavar, o reuso tem dois destinos: reuso na própria lavagem de roupas e ao final, uso na descarga do banheiro.
Já a água do banho vai diretamente para a descarga.

Reuso no banheiro
Para o reuso de água na descarga, foram necessárias algumas obras um tanto trabalhosas e que ainda precisam de acabamento final (em suma, o banheiro está bem feio). São elas:

1) Troca do vaso sanitário comum por um de caixa acoplada. Esse era um projeto que eu sempre quis fazer pois sempre detestei o vaso anterior que gastava uma enormidade de água e na verdade só provocava um turbilhão que mais atrapalhava do que ajudava a sujeira a descer.
Essa etapa, claro, deu bastante trabalho pois não basta trocar o vaso, tive que arrebentar a parede para retirar a válvula de descarga tipo Hydra e criar o ponto de saída de água para abastecer a caixa.


Adeus!


Olá! Seja bem-vinda!


Quebrando a parede e descobrindo um cano que não deveria estar lá.

2) Instalação de um cano com uma saída de água secundária, ligando o banheiro à área onde eu armazenaria a água de reuso.
Essa etapa envolveu quebrar um bom pedaço de parede e fazer toda uma tubulação na parte externa da casa, para enviar a água de reuso para o banheiro, para abastecer a caixa do vaso.


Passando o cano pela parede.


Ligando a saída à caixa


Como está hoje.

3) Instalação de um reservatório de água de reuso a pelo menos 1 metro de altura do vaso sanitário, para permitir usar a própria válvula boia original da caixa do vaso.
Em testes, verifiquei que menos de 1 metro de coluna d'água inviabiliza o uso da válvula boia original. Cheguei a fazer duas versões de válvulas caseiras (bem gambiarra mesmo), mas não gostei tanto do resultado, além de ter que ou fazer um furo na caixa do vaso (vai que quebra tudo!) ou retirar a válvula original (prefiro manter tudo como veio). Com o uso da válvula original, eu posso voltar a usar água da rede caso haja algum problema com o sistema de reuso.


Gambiarra 1.


Gambiarra 2.

Como reservatório, eu comprei um tambor de 200 litros usado (antes armazenava azeitonas ~ R$ 80 na Picillo) e instalei em um pequeno espaço de uma laje que já sustenta uma caixa d'água da casa de baixo.

Reservatório principal instalado.
Repare na mangueira transparente que permite ver o nível da água armazenada.

Esse tambor é abastecido a partir de uma bombona menor de 60 litros (que eu já tinha do projeto anterior) através de uma bomba elétrica de máquina de lavar (marca Emicol ~ R$ 35). Essa bombona fica no mesmo nível do topo da máquina de lavar e é abastecida diretamente pela água da lavagem da máquina e também pela água coletada no banho, que é retirada por baldes da bacia que usamos no banho. O uso da bacia pra armazenar a água do banho também ajudou a diminuir o desperdício, pois é um indicativo visual do tempo no banho e acelera o pessoal a terminar mais rápido.


Reservatório inicial, com a bomba.
O balde em cima serve como funil e
tem uma peneira para filtrar cabelos da água do banho.

Tanto a água da máquina de lavar quanto a do banho são sujas e podem gerar mal cheiro se ficarem paradas por muito tempo e aquecidas pelo sol, então usamos sempre um pouco de cloro e desinfetante para garantir (Uns R$ 6,00 ao mês, no máximo). A água é turva e não fica bonito no vaso, mas para o que ela serve está de bom tamanho. Um filtro faria esse papel de melhorar a aparência da água, mas é um luxo que não está nos meus planos no momento.


Não é límpida, mas não é esse o objetivo do projeto

Reuso na lavagem
O reuso de água na lavagem é um esquema de rodízio, que funciona assim:
1) A água da lavagem, por ser suja demais, vai para o reuso na descarga;
2) A água do primeiro enxague, se não estiver muito suja, vai para a lavagem da próxima roupa;
3) A água do segundo enxague, vai para o primeiro enxague da próxima roupa.
Muita gente torceria o nariz para esse esquema, mas aqui tem funcionado bem sem maiores problemas.
Um cuidado importante é usar algum tipo de retenção de sujeira para evitar que as fibras das roupas entupam o sistema de reuso na descarga ou sujem a próxima roupa a lavar. Isso é feito com um tubo de PVC todo furado envolvido por tecido. No caso, tenho usado meias esportivas velhas, que seguram bem a sujeira e as fibras. Mas devem ser trocadas e limpas a cada 3 lavagens pelo menos.


O "filtro" de meias montado.


A sujeira retida após algumas lavagens.

A água dos enxagues para reuso está sendo armazenada em dois tambores de 100 litros (tambores novos ~ R$ 120 na Picillo) e o abastecimento da máquina deve ser feito manualmente com baldes ou por uma bomba caseira similar a que eu fiz anteriormente.


Armazenando o enxague.


Bombeando para a máquina.

Infelizmente, toda essa manobra exige tempo e atenção, então não dá mais pra colocar a roupa na máquina e virar as costas como antes.

Mas é isso. O resultado na conta de água é expressivo e em menos de 1 ano vai pagar o custo. Sem falar na questão de responsabilidade em reduzir o consumo de água, que anda bem escassa em São Paulo.
Abaixo a planilha e o gráfico com o consumo do último ano.

Mês Valor M3
01/14 49,42 14
02/14 49,42 13
03/14 49,42 13
04/14 44,16 12
05/14 59,94 15
06/14 27,22 11
07/14 30,92 12
08/14 23,54 10
09/14 23,54 9
10/14 23,54 10
11/14 23,54 10
12/14 23,54 10

11 de set. de 2012

Atraso

Muito tempo sem postar, eu sei. Muitas coisas na vida, complicando o dia-a-dia e acabando com os momentos de sossego. Mas há algumas novidades à vista. Como ninguém acompanha o blog, não deve ser nenhum prejuízo essa escassez de textos. Mas em breve, detalharei um projetinho novo que está funcionando lá em casa. Coisa linda. Só que não.

6 de abr. de 2012

Obras (do acaso?)

Acho que nem comentei muito antes (exceto aqui), mas realmente tive um vazamento no encanamento do chuveiro.
Chamei um encanador/pedreiro (tipo generalista de "faz tudo" que prolifera nessa área que não exige formação profissional) que quebrou a parede, consertou o cano, fez o reboco e colocou os azulejos.
Até aí tudo bem, mas algum tempo depois do conserto, comecei a achar a parede sempre úmida (no rejunte do azulejo) e até alguma água escorrendo, mas que parava. Por um tempo, achei que era da condensação pelo frio do inverno.
Mas conforme o tempo passava, achei que a água descia cada vez mais, aquilo me aborreceu e resolvi descer porrada na parede (com martelo e talhadeira, claro).
Errado!
O veredito: o cara usou uma conexão rosqueada simples de plástico para conectar o registro, apertou com um pouco mais de vontade e a conexão rachou. O vazamento ficou depois do registro, portanto só saia água quando o chuveiro estava ligado, o que disfarçava a coisa.
Certo!!!

Resolvido de que, se for pra fazer merda, eu mesmo faço, eu refiz a conexão usando o conector certo, com rosca de latão.
Gambiarra!!!

O problema foi fazer a junção sem quebrar toda a parede e ter que trocar o cano todo até a saída do chuveiro. A solução: luva de correr, muita cola e mais um punhado de Durepóxi.
Mais gambiarra!!! (Este é o melhor companheiro do gambiarreiro)

Cobri com plástico para dar um tempo e deixar a parede secar bem antes de tampar tudo, e também poder garantir que a gambiarra não iria vazar.
Depois de mais de um mês e nada de vazamento, chegou a hora de tampar tudo. O que fazer? Chamar novamente um "faz tudo" pra quebrar o resto do azulejo e passar dias procurando no "museu do azulejo" a mesma peça do resto da parede? CLARO QUE NÃO!
Pedaços do reboco quebrado, muito Cimentcola, cacos do azulejo quebrado e tcharam! Um mosaico lindo na parede do banheiro a custo quase zero (se bem que o Cimentcola foi sobra da reforma da lavanderia).
Segue uma foto da obra de arte. Repare no talento, na expressividade e na textura neo clássica.
Quase uma Capela Sistina!

Resumindo: se é pra fazer feio e de qualquer jeito, não preciso de ninguém. Eu mesmo dou conta.

10 de mar. de 2012

Novo Projeto: Desidratador de Frutas

Bom, encurtando uma história longa, minha esposa queria testar uma composteira artesanal, feita com baldes aqui em casa. Produzimos litros de chorume, a área ficou com um cheiro não muito bom e as moscas de frutas (drosófilas) fizeram a festa. Ou seja, nada animador.
Pensei numa forma de melhorar isso e resolvi usar uma tela de tule para evitar as moscas (antes era a tampa do balde com furos grandes o suficiente para as mosquinhas entrarem e saírem) e arejar o processo. Mas queria também diminuir um pouco a umidade do processo (que no final das contas, ajudava mais a apodrecer do que decompor os vegetais).
Por isso, procurei informações sobre um desidratador. Normalmente são usados para fazer frutas desidratadas e chás, mas no meu caso, era só pra diminuir o volume de água dos vegetais a serem colocados na composteira. Testei até desidratar maçã, banana e uva e o resultado foi muito bom.
Mas a melhor parte mesmo foram os vegetais que iriam pro lixo. O volume diminui  bastante. Cascas de melancia e melão praticamente desaparecem. Verduras viram palha seca. Colocados na composteira, fazem pouquíssimo volume, não geram chorume e lentamente vão se incorporando à terra. Não é bem o processo utilizado na compostagem, mas é bem mais tranquilo de lidar do que a composteira original.
Para construir, adaptei alguns modelos disponíveis na internet com os materiais que tinha em mão. Os links que consultei mais foram:
  • http://www.portalpaisagismo.com.br/dicas/17/Como_fazer_um_desidratador_solar_de_frutas.html
  • http://www.solefrutas.esalq.usp.br/docs/manual_secador_osb1_10.pdf
  • http://curapelanatureza.blogspot.com/2008/03/secador-solar-para-desidratao-de.html
  • http://projetoplanteumarvore.blogspot.com/2010/10/desidratacao-de-frutas-e-legumes-com.html
  • http://rawpt.wordpress.com/2007/02/14/esquema-de-desidratador-solar/

Testei dois modelos feitos aqui em casa:
  • um com uma caixa de madeira de cesta de Natal forrada com plástico preto, plástico grosso transparente na cobertura e uma tela de tule como grade de suporte;


  • outro bem mais simples, feito com uma jardineira de plástico preto, bandejas de isopor como grade de apoio e um plástico transparente de uma caixa de leite do tipo longa vida como cobertura.


O projeto é simples, muito barato e os resultados, principalmente agora no verão, são muito bons. Um ou dois dias para as maçãs e uns 4 a 5 dias para uvas passas.
Depois coloco fotos dos outros vegetais com um "antes e depois" para mostrar o "encolhimento".

9 de mai. de 2011

energia...

Pois é. Nem tão enérgico assim.

Andei estudando um pouco e me deparei com alguns problemas:
1) meu pequeno motor 12 V precisa de alta rotação para conseguir gerar alguns míseros volts. Ou seja, preciso de um rotor rápido e muitas engrenagens ou polias para conseguir fazer funcionar como queria.
2) A potência será baixíssima e eu não sei se justifica começar a montagem sem testar a parte elétrica primeiro. Mas eu percebi que meus conhecimentos em eletrônica estão muito enferrujados para isso. Preciso voltar a estudar o assunto antes de sair botando fogo na casa.
3) Meu desconhecimento de mecânica é muito maior do que eu pensava. Não consigo nem conceber como começar o projeto da coisa toda.
Fora isso tudo, voltei a estudar um pouco na minha área (programação), então, sobrou pouco tempo para projetos paralelos.
Mas acho que uma hora sai. Aguardemos.

31 de mar. de 2011

ENERGIAAAA!!!!

Não. Não tomei Viagra, nem Catuaba, nem Jurubeba Leão do Norte, nem Ginseng.
Tava pensando mesmo em energia elétrica.
Na verdade, em um gerador elétrico movido a energia eólica (catavendo, manja?).
Andei lendo alguma coisa sobre o assunto e como aqui neste bairro venta à beça, pode ser uma idéia interessante.
E antes que alguém já saia pensando em geradores profissionais de trocentos megawatts, não é nada disso.
Quero fazer um pequeno catavento ligado a um motor 12V que eu tenho e alimentar uma pequena bateria (como as usadas em nobreak). Nada demais, só para ligar uns LEDs de alta luminosidade e talvez subtituir a lâmpada que fica acesa a noite toda para as crianças (que não dormem no escuro total nem que eu ameace).
Enfim, apenas mais um experimento, sem grandes conseqüências práticas.
O maior problema é a minha inépcia com sistemas mecânicos de qualquer tipo (eixos, rolamentos, polias, sistemas de fixação, etc.). O treco vai girar bastante, à mercê de ventos ora moderados, ora de tempestade, etc. Risco de desastre, com peças voando pra cima da casa dos vizinhos.
Por enquanto é só uma idéia, mas vamos amadurecendo.

2 de dez. de 2010

Mudanças

Primeiro passo para a restruturação do blog: mudança de layout.
Os novos layouts são mais inteligentes e permitem uma busca mais eficiente dos posts dos projetos, o que eu achei muito bom para quem quer acompanhar os projetos como um todo.
Em breve, coloco novamente as fotos do reuso de água.

4 de ago. de 2010

Reformas... De novo!

Aproveitando as férias e a disponibilidade deste cara, resolvi acabar de vez (espero) com o problema de umidade na casa, especialmente na parede do corredor. Realmente a parede externa nunca havia sido pintada (fato confirmado pelo vizinho) e isso colaborou bastante com o problema.
Contratei o pedreiro para dar uma geral nessa parede, refazendo o reboco onde houvesse alguma rachadura ou defeito. Refiz também o telhado da garagem do vizinho, instalando rufos corretamente para evitar infiltração para a minha parede.
Depois, foram 4 demãos de Vedapren Parede, incluindo no muro do vizinho.
Ficou muito mais agradável de se olhar e deve resolver ou pelo menos minimizar bastante o problema de umidade.
o chato foi constatar que a minha casa também incomoda muito o vizinho, já que ele ficou com uma parede de 8 metros de altura num corredorzinho de 1 metro de largura. A casa dele quase não toma sol nenhum.
Por essas e outras é que fiz as pequenas gentilezas do telhado e da pintura, pois além de ele ter esse incômodo constante, também teve que aguentar o pedreiro uma semana na casa dele.
Mas esse pedreiro é rápido, organizado e inteligente e fez de tudo para diminuir ao máximo os problemas, pode ter certeza.
Aproveitei que o cara estava por lá, e pedi para pintar também todo o restante da casa, tanto interna quanto externamente. Na parte externa, usei o mesmo Vedapren Parede, misturado com corante verde. Olha, pelo preço e pela qualidade do material, não fica a dever para nenhuma tinta, e garante boa impermeabilização.
Recomendo.

22 de abr. de 2010

Mais reformas

Apesar de não ter resolvido a questão da impermeabilização externa, como comprei um novo guarda-roupas, decidi pintar o quarto, que estava todo mofado (o guarda-roupas antigo era tão grande e pesado que nunca pintei a parede atrás dele).
Como sou meio perfeccionista e também não tenho experiência nem condicionamento físico adequado, demorei 4 dias inteiros na empreitada:
dia1: desmontar o guarda-roupas, arrumar lugar para as tralhas que estavam nele;
dia 2: raspar a parede mofada, além de trincas e rachaduras, removendo tinta e massa velhas. Depois, duas mãos de massa corrida, ajeitando tudo.
dia 3: lixar as paredes que receberam massa nova. Depois, primeira mão nas paredes e metade do teto.
dia 4: término do teto e segunda mão nas paredes, além dos rodapés e cantos.
E foi isso.
Muito tempo, não? Mas eu ficava um tempão passando o rolo, espalhando a tinta com cuidado, sem sujar e garantindo cobertura total. Como tenho pouca experiência, não consegui usar o rolo com extensor, então, era rolo na mão e escada pra lá e pra cá. Além disso, como sou "fraquinho", cansava fácil e tinha que dar uma parada.
Mas fico feliz, porque o trabalho ficou bom, parece um quarto novo e não há sinal de defeitos (exceto os pré-existentes) ou pintura falha.
Vamos ver quanto tempo aguenta.
No quinto dia, além da limpeza geral, recolher e guardar o material e reposicionar os móveis, ainda dei a terceira mão de vedapren branco na metade da laje, e também sobre o banheiro, que por incrível que pareça, já estava exibindo uns pontos de mofo. Aproveitei e reforcei o vedapren nos pontos de mofo do teto do banheiro por dentro também.

Mais laje

É o seguinte: última tentativa de salvar a casa!
Mentira, claro. Só mais uma tentativa de evitar infiltrações sem ter que fazer grandes obras na laje.
Estou tentando quebrar um galho com Vedapren Branco, só que desta vez devidamente aplicado em todo o entorno da laje, que serve de escoamento.
Ao longo dos últimos dias de março, fiz duas aplicações completas, como manda o figurino (e as instruções). O Vedapren Branco realmente parece uma tinta, mas depois de seco, forma uma película bem resistente e a prova d'água. Apliquei em demãos generosas, sem economizar (comprei logo o galão de 18 litros) e estou esperando novamente as chuvas para ver se deu resultado.
Em paralelo, na falta de um rufo "pingadeira" na mureta da laje, resolvi usar a manta asfáltica auto-adesiva. Com uma mão de vedapren branco como base, ela colou até que bem, mas tem a mania de soltar das partes verticais, se não houver uma grande área de contato bem lisa. Talvez valesse a pena comprar o tal Primer para aplicar antes. Vou tentar isso quando for aplicar o resto.
São gambiarras, eu sei. Mas eu gosto de experimentações às vezes.

9 de abr. de 2010

Banheiro!

Mais um trabalhinho em casa: pintei o teto do banheiro e refiz todo o rejunte do azulejo, que estava preto.
Raspei o rejunte o máximo possível e rejuntei tudo novamente. Ficou parecendo um banheiro novo, apesar do azulejo velho e já meio feio.
Tive a impressão de que talvez esteja com um vazamento no encanamento do chuveiro, mas sem confirmação ainda. Mas como quebrar a parede não está nos meus planos, vou fazer vista grossa por enquanto (e também porque parece menos grave com o passar do tempo).
Também pintei o teto do banheiro, só que desta vez usei o Vedapren Parede, que sobrou da reforma da lavanderia. Dei cinco demãos (um tanto quanto diluídas, pois o pedreiro fez render um pouco no finalzinho), mas como só lavei o teto sem lixar ou passar massa nova, não consegui aquele "branco OMO", pois o mofo estava mesmo muito forte. Mas clareou muito o banheiro e o vedapren forma uma película mais forte que a tinta, o que deve evitar um pouco a umidade e a formação de novos pontos de mofo.
Mas vamos ver no que vai dar.

Coletando mais água

Finalmente resolvi o problema de coleta de água de chuva sem obstruir os coletores da laje.
"Quebrei" um trecho do reboco, fazendo uma área rebaixada que vai dar na entrada do coletor do contâiner. O resultado foi um bom aumento na vazão, mas sem inundações ou retenção de lodo.
Usei um pouco de cimento para ajudar no desvio do fluxo de água e evitar a infiltração, e impermeabilizei tudo com Vedapren Branco.
Ficou muito bom, com boa vazão e sem sinal de infiltração.
Como eu sempre digo, um pouquinho de trabalho salva o projeto.
E nessa época de muita chuva, fiquei feliz de coletar bastante água e não ver nenhum prejuízo à estrutura da casa.

1 de mar. de 2010

Solar

Pois bem, como adiantei no post anterior, subi no telhado da lavanderia e em dois dias, fiz tudo o que queria: fixação das telhas com mais parafusos, troca da telha do beiral (que modéstia à parte, ficou muito bom, bem melhor do que o trabalho do pedreiro) e a manta audo-adesiva para arrematar. Desde então, nem uma gota desceu, nem surgiu mais nenhum ponto de umidade.
A manta não colou na parede tão bem quanto eu esperava e vou precisar subir novamente para melhorar a fixação (tenho uma cola bem bacana pra usar).
Claro que, como bem quer nosso amigo Murphy, no final do primeiro dia caiu uma senhora tempestade, bem no meio do trabalho. Resultado: inundação na lavanderia e a quase perda das telhas, que quase saíram voando. Até a coitada da antena da TV da Telefonica soltou e quase caiu da laje.
Mas o terrível mesmo foi a insolação que eu tomei. Deu até febre depois e eu fiquei tão vermelho, tão queimado que parecia que tinha passado o dia todo na praia. E olha que eu estava de calça, camiseta e boné.
Mas pelo menos o serviço foi feito e bem. Só falta mesmo o retoque de cola na manta e pintar novamente a lavanderia.

25 de jan. de 2010

Atualização

Não! Apesar dos boatos, eu não morri (ainda).
Vamos ao resumão:
Por incrível que pareça, diferente de quase todo mundo neste país que, após o Ano Novo, só faz aguardar o Carnaval, eu trabalhei feito um "burro de carga" neste início de ano (força de expressão, claro, já que o pessoal de TI normalmente não move um músculo além daquele necessário para o "left click").

Passados o Natal e o Ano Novo, sem maiores novidades nos dois. A cada ano me pergunto pra quê aquilo tudo afinal? Mas deixe pra lá, que o chato aqui sou eu.

Tive uma otite que quase me matou e não queria saber de ir embora, e me levou a consumir toneladas de antiinflamátório e antibióticos.

Em dezembro, fiz também um monte de exames chatos e invasivos (alguns muito invasivos, vide post abaixo) para uma cirurgia ridícula que farei amanhã. Tão ridícula na verdade, que eu faria sozinho em casa mesmo, com um pouco de gelo, álcool e um alicate de cutícula. Mas sabem como é, onde ficaria o orgulho do "dotô" cirurgião, sem hospital, centro cirúrgico, internação e equipe?

As chuvas, que estão matando a rodo, estão também detonando a parede da lavanderia recém-reformada, o que vai suscitar umas mudanças no telhadinho, que não aguenta o tranco de tanta chuva e vento e quase decola, o coitado.
Vou aumentar os pontos de fixação com mais parafusos e colocar apoios plásticos em todos eles, para evitar que as telhas dancem nos parafusos (faz um belo barulho também, além de respingar água pra baixo).
Tenho também que aumentar uma beirada com mais uma telha plástica transparente, e por fim, usarei a manta auto-adesiva com alumínio aos montes para tentar vedar tudo e evitar a infiltração, que já estragou a tinta e ameaça inclusive a parede do quarto.

Chuva demais também é problema para o Projeto Água de Chuva, uma vez que não tenho tempo de usar a água coletada e o contêiner já enche novamente e vaza pelo ladrão, trocando a água clorada limpinha por outra suja e imprópria para uso. E convenhamos, não dá pra gastar litros de cloro e ver tudo ir embora pelo ralo. A solução: fiz uma tubulação que encaixo quando necessário antes da entrada no contêiner, e que leva a água embora para o ralo. Assim, quando eu tiver água limpa, evito que o contêiner transborde e eu perca a água tradada.


Também tive que liberar os coletores da laje que eu havia bloqueado parcialmente para aumentar a vazão para o contêiner. Estava empoçando água na laje e surgiu uma infiltração grande, gotejando embaixo. Subi lá e tive também que tirar kilos de um lodo preto, mistura de pó, fuligem, musgo e restos de pombas (incluindo fezes e penas). Nojento é pouco para descrever a coisa.
Vou deixar assim, até pensar numa forma mais eficiente e menos problemática de aumentar a vazão para o coletor do projeto (tenho algumas idéias em mente). Mas só mexerei nisso quando parar de chover, claro.

15 de out. de 2009

Prestação de Contas

A reforma da lavanderia acabou, e agora que pintou um momento de descanso, é hora de fazer a avaliação final.
  • Reforma é uma bosta mesmo!
Acabei gastando mais porque não me controlei e empolguei em fazer coisas a mais. E claro, mais dinheiro foi nessa brincadeira. Mas no final das contas, eram coisas que já estavam me aborrecendo, e não houve nenhum grande rombo na conta corrente (apenas uma redução na reserva de emergência). Mas fazendo as contas, acabei gastando bem mais do que pretendia. Fica a dica: tenha uma reserva maior, ou seja pão-duro e inflexível quanto ao que vai ser feito, doa a quem doer.
  • Haja paciência
Com o passar dos dias, a paciência vai acabando e teve dia em que eu rezava para o cara faltar, mas "infelizmente", encontrei um profissional bem sério quanto a isso.
Ele veio todos os os dias, do início ao fim da obra, sem fazer corpo mole, o que deve ter garantido que não houve nenhum atraso e as 5 semanas da obra foram realmente de trabalho.
Nem imagino como deva ser com pedreiros "enrolões".
  • Santa sujeira, Batman!
É, suja tudo mesmo. O cara era limpo, deixava o canto o mais arrumadinho possível, varria tudo e tal, mas você começa a não aguentar mais sentir areia e pó no seu chinelo, arrastando para todo lado da casa. Era mais crítico no banheiro, claro, onde o trânsito de pessoas é elevado em casa, com duas crianças.
E eles sofrem com essa sujeira, com o pó, principalmente por serem alérgicos. Por mais cuidados que tomássemos, foi impossível isolá-los totalmente. Se for possível, é bom despachar a família de férias.
  • Dicas de materiais
Usei algumas coisas interessantes nessa obra, além de ter acrescentado quase 3 toneladas de tijolo, areia e cimento na casa.
  • Aço: Fomos descobrir que algumas paredes mais recentes da casa estavam apenas encostadas nas demais, sem nem mesmo usar um pouco de argamassa para juntar as novas às velhas. Por isso, o cara fez algumas colunas e vigas de concreto e aço, amarrando tudo nas colunas e vigas já existentes, aumentando bastante a segurança e robustez. É uma dica para quem acha que construção é so assentar tijolo sobre tijolo.
  • Telhas transparentes: ao invés de usar telhas de fibrocimento (um verdadeiro crime ambiental, e que estão proibidas na maioria dos estados brasileiros - veja mais abaixo), usei telhas plásticas "leitosas", que deixam passar bastante luz e calor, o que compensou bastante o fechamento de toda a lateral da lavanderia. E os vitrôs e a janela garantem boa ventilação, sem o risco de inundações e ventania. O único senão dessas telhas é que são muito leves e o vento forte tende a balançá-las muito. Esse é um ponto que terei que rever, aumentando a fixação das mesmas. Já tivemos uma boa ventania este mês e fiquei preocupado de elas saírem voando.
  • Caixa d'água plástica: troquei uma caixa d'água de fibrocimento (mais abaixo), muito pesada, por uma menor, plástica, bem mais leve e fácil de manusear. Com isso, pude ganhar algum espaço, fazer uma mini-laje para acomodar sobras de material embaixo e melhorar muito a drenagem de uma das lajes da casa. Além disso, a tampa dessa caixa é rosqueada, garantindo vedação e facilidade de abertura para limpeza. Uma "belezinha".
  • Vedapren Parede: eu aumentei a parede dos fundos ao fechar a lavanderia (o meu vizinho ganhou um paredão de quase 8 metros nos fundos da casa dele) e resolvi fazer um serviço "melhorzinho" e pintar ao invés de deixar reboco puro. Resolvi dar uma chance ao Vedapren Parede para ver se o treco é bom. Um balde de 18 litros (por volta de 150 reais) pintou os fundos e mais uma lateral da casa que nunca havia sido pintada. O Vedapren Parede ajuda muito a evitar umidade, pois a água não é absorvida pela parede, escorrendo direto. Produto aprovado e será usado novamente para pintar o restante da casa. Como ele aceita corante, é uma boa opção às tintas.
  • Amianto: Perigo à vista! Na verdade, aos pulmões.

Pois é. A comercialização de peças de fibrocimento com amianto está proibida na maioria dos estados brasileiros. O Amianto é tremendamente tóxico e muito perigoso, e seu uso está sendo aos poucos banidos da maioria dos países (com exceção, claro, de países "terceiromundistas", onde a legislação é frouxa e o lobby das indústrias é mais fácil)
Por isso, ao comprar telhas e caixa d'água, optei pelas peças plásticas.
Mas o problema mesmo foi descartar o material das telhas e da caixa d'água antigas, de fibrocimento com amianto. Por ser considerado tóxico, não é material de entulho regular e apenas algumas empresas fazem o transporte dele, embalado e em separado do resto.
Como não quis contratar uma caçamba para essa obra, usei meu carro para levar o entulho a um dos Ecopontos próximo de casa (na Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo). Mas o problema foi levar o amianto, que não é recebido lá, pois tem que ir para aterros classe I (para materiais perigosos). Mas graças a uma dica dos caras do Ecoponto, pudemos levar o material para lá, que foi recolhido por um caminhão que encaminhou o material para Guarulhos, que possui serviço de manejo e descarte correto desse material.
Então, fiquem atentos na hora de descartar (e principalmente manipular) restos de obra com amianto. Mais sobre os riscos do amianto você pode ver aqui, no site da ABREA.

14 de set. de 2009

Água de beber

Só um recado rápido sobre o projeto Água de Chuva.
Desde o início da reforma, fiquei com a instalação do projeto meio que isolada por material de construção.
Acontece que a famosa mangueira de descarte do reservatório de primeiras águas entupiu e a água da chuva do mês todo (que não foi pouca) desceu para o container e saiu pelo ladrão. Assim como saiu também todo o cloro que coloquei na água, diluído pelos dias seguidos de chuva. Resultado: água esverdeada e muito limo nas paredes.
Até aí, tudo bem, já me acostumei com isso. Mas então, resolvi usar a água para regar as plantas.
Para minha surpresa, em meio à água cristalina, nadavam contorcendo-se um zilhão de minúsculas "cobrinhas" brancas. Não parei para saber do que se tratava, se algum parasita, protozoário ou qualquer outro agente patogênico. Meti logo quase um litro de cloro na água, o que prontamente matou os danadinhos.
Agora só me resta descartar essa água (fiquei sem coragem de usar) e parar de preguiça na hora de cuidar do projeto. A chance daquilo virar um criadouro de coisas ruins é enorme.
(Em tempo: tirei um pouco do entulho e fiz a limpeza necessária no reservatório de primeiras águas, desintupindo a mangueira)

27 de ago. de 2009

Confissão

Ok! Tenho que ser honesto.
A reforma não está sendo tão caótica, nem tão desagradável quanto eu pensava que seria.
Claro, ter alguém estranho dentro da sua casa todo dia a partir das 7h45m, martelando paredes não é nenhum passeio no bosque, mas dadas as histórias escabrosas que você ouve aqui e ali, eu realmente acho que me dei muito bem.
O cara é rápido, organizado, limpo (tanto quanto uma construção envolvendo tijolos, cimento e areia pode ser), disposto e solicito.
Se falta alguma coisa, ele mesmo vai buscar no depósito. Inclusive, descolou por ai umas peças de madeira para fazer as concretagens e construiu sozinho uma caixa para misturar cimento.
Todo dia, deixa o "canteirinho de obra" o mais limpo e arrumado possível, e já o vi varrer o resto da casa duas vezes, por achar que o deslocamento do material tinha sujado um pouco o corredor.
Ele não é barato (coisa que, em geral, significa serviço mal-feito), me cobra o preço justo pelo que oferece, não eleva o preço sem motivo no meio da obra, nem fica me pedindo adiantamentos fora da data acordada.
Até agora gastei mais que o previsto, mas isso também justifica-se: resolvi fazer mais coisas que o previsto inicialmente, aproveitando que ele já iria mexer em algumas coisas, e também tivemos que rever o planejamento inicial por falha estrutural da casa (culpa do construtor, uma anta que não vem ao caso mencionar), e estamos até corrigindo alguns erros, reforçando a estrutura da casa e deixando-a mais segura.
Em suma, estou no paraíso das reformas domésticas executadas enquanto você continua morando na casa. O que para algumas pessoas mais sensíveis, pode ser o próprio inferno, claro.
Questão de ponto de vista.

17 de ago. de 2009

Updating

Arranjei o pedreiro meia-boca (na verdade, não sei ainda se é meia-boca, boca inteira ou boca nenhuma). E hoje começou a tragédia anunciada.
Esvaziamos o quarto todo e acampamos, de mala e cuia (na verdade, só colchão e cobertas), desde ontem, na sala.
Hoje chegou 90% do material. E dadas as condições absolutamente precárias de acesso à minha casa, foi um verdadeiro martírio levar o material até o quarto, que servirá de depósito.
Eu me candidatei a ajudante de pedreiro nesta fase de recebimento de material, mas acho que amanhã mesmo já peço demissão. Não fui feito para carregar mais que um saco de arroz e olhe lá...
As condições de trabalho para o pedreiro são as piores possíveis. Tenho quase certeza de que ou o serviço ficará uma porcaria, ou ele morre no processo.
Posso estar exagerando, mas eu nunca fui um otimista mesmo.

4 de ago. de 2009

MOFO!!!

Minha casa mofa. Ponto.
Seja por infiltração, seja pelo frio, pela má ventilação, que concentra a umidade do chuveiro nas paredes, o fato é que minha casa mofa!
Mofa nas paredes, no teto, nas portas, nas coisas que deixamos paradas por alguns dias.
Mofam as toalhas e roupas que colocamos pra secar no varal e que no inverno, não secam!
Tenho vontade de dinamitar a casa. Sério!
Vontade de quebrar todas as paredes e fazer tudo de novo, com impermeabilização correta, pintura adequada, ventilação, iluminação e aquecimento eficientes.
Mas isso custa grana. Tempo. Paciência. Coisas que andam bastante em falta.
Se nem consigo arrumar um pedreiro meia-boca para fechar uma parede e colocar uma janelinha na lavanderia, que dirá alguém com competência suficiente para cuidar de coisas complexas e sensíveis como impermeabilização.
E assim, vamos lá, passando um pano uma vez por semana para disfarçar o estrago.

4 de jun. de 2009

Laje, eterna laje...

Novamente a questão da infiltração na laje: voltou a chover no corredor.
Passados nem 5 meses da última aplicação do Vedapren Branco, o problema voltou exatamente como antes.
A conclusão a que eu cheguei foi: o Vedapren branco impede a infiltração no concreto, mas não serve para trincas e junções de laje, que é o meu caso.
Minha laje na verdade não tem uma "infiltração". O que eu tenho são duas lajes unidas, e justamente no ponto de junção é que ocorre o "vazamento".
Com as alterações de temperatura, absolutamente naturais, a laje expande e contrai, aumentando ou diminuindo o vão da junção. Então, por mais Vedapren Branco que eu coloque, ele não é elástico ou resistente o suficiente para aguentar tanto esforço mecânico por tempo prolongado, e acaba cedendo.
A saída, como eu já mencionei antes, seria fazer uma impermeabilização com manta, de preferência na laje toda. Como não há dinheiro para isso no momento (nem eu tenho tanta vontade de gastá-lo nessa casa), resolvi tentar mais um paliativo, que pelo menos a princípio pareceu uma evolução com relação ao Vedapren, na direção da manta.
Usei então, somente na região da junção, a manta asfáltica auto-adesiva com alumínio, usando um pouco de Vedapren preto como imprimação. Tentei fazer tudo como manda o figurino, ordenando a aplicação "de baixo pra cima" ou seja, da direção do cano de escoamento para o ponto mais alto. Claro, não ficou a coisa mais elegante do mundo, mas é bem mais fácil de aplicar do que uma manta convencional, que necessita maçarico a gás.
Também aproveitei o dia e serrei o restante do beiral das telhas que me impediam de trabalhar com folga no canto da laje, varri quilos e quilos de sujeira, incluindo dezenas de varetas de pipas desintegrados e quilômetros de linhas com cortante, descobri um bocal de escoamento que não tinha visto até então, e que estava obstruído, e passei uma grossa camada de Vedapren nesse canto da laje.
Já choveu bastante desde então, e até agora, tudo sequinho. Quem sabe assim, consegui reduzir um pouco a umidade na laje.
Claro, já caí na besteira de acreditar que os meus problemas estavam encerrados, mas dessa vez acho que fiz um serviço melhor, com um material mais adequado. O negócio agora é esperar alguns meses para o veredito final.