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25 de dez. de 2014

Novo projeto de reuso de água

Quem acompanha o blog ou chega aqui pelo Google sabe que eu sempre desejei fazer um projeto de reuso de água aqui em casa.
Já comecei com algumas iniciativas que não deram muito certo ou foram abandonadas ao longo do tempo, mas com a crise hídrica em São Paulo, cheguei a um ponto onde não podia mais deixar a questão de lado.
O projeto exigiu um certo trabalho e uma mudança de atitude e postura da família toda, mas acredito que os resultados compensam o esforço.
O projeto envolve o reuso de água de duas fontes: máquina de lavar roupas e banho.
Na máquina de lavar, o reuso tem dois destinos: reuso na própria lavagem de roupas e ao final, uso na descarga do banheiro.
Já a água do banho vai diretamente para a descarga.

Reuso no banheiro
Para o reuso de água na descarga, foram necessárias algumas obras um tanto trabalhosas e que ainda precisam de acabamento final (em suma, o banheiro está bem feio). São elas:

1) Troca do vaso sanitário comum por um de caixa acoplada. Esse era um projeto que eu sempre quis fazer pois sempre detestei o vaso anterior que gastava uma enormidade de água e na verdade só provocava um turbilhão que mais atrapalhava do que ajudava a sujeira a descer.
Essa etapa, claro, deu bastante trabalho pois não basta trocar o vaso, tive que arrebentar a parede para retirar a válvula de descarga tipo Hydra e criar o ponto de saída de água para abastecer a caixa.


Adeus!


Olá! Seja bem-vinda!


Quebrando a parede e descobrindo um cano que não deveria estar lá.

2) Instalação de um cano com uma saída de água secundária, ligando o banheiro à área onde eu armazenaria a água de reuso.
Essa etapa envolveu quebrar um bom pedaço de parede e fazer toda uma tubulação na parte externa da casa, para enviar a água de reuso para o banheiro, para abastecer a caixa do vaso.


Passando o cano pela parede.


Ligando a saída à caixa


Como está hoje.

3) Instalação de um reservatório de água de reuso a pelo menos 1 metro de altura do vaso sanitário, para permitir usar a própria válvula boia original da caixa do vaso.
Em testes, verifiquei que menos de 1 metro de coluna d'água inviabiliza o uso da válvula boia original. Cheguei a fazer duas versões de válvulas caseiras (bem gambiarra mesmo), mas não gostei tanto do resultado, além de ter que ou fazer um furo na caixa do vaso (vai que quebra tudo!) ou retirar a válvula original (prefiro manter tudo como veio). Com o uso da válvula original, eu posso voltar a usar água da rede caso haja algum problema com o sistema de reuso.


Gambiarra 1.


Gambiarra 2.

Como reservatório, eu comprei um tambor de 200 litros usado (antes armazenava azeitonas ~ R$ 80 na Picillo) e instalei em um pequeno espaço de uma laje que já sustenta uma caixa d'água da casa de baixo.

Reservatório principal instalado.
Repare na mangueira transparente que permite ver o nível da água armazenada.

Esse tambor é abastecido a partir de uma bombona menor de 60 litros (que eu já tinha do projeto anterior) através de uma bomba elétrica de máquina de lavar (marca Emicol ~ R$ 35). Essa bombona fica no mesmo nível do topo da máquina de lavar e é abastecida diretamente pela água da lavagem da máquina e também pela água coletada no banho, que é retirada por baldes da bacia que usamos no banho. O uso da bacia pra armazenar a água do banho também ajudou a diminuir o desperdício, pois é um indicativo visual do tempo no banho e acelera o pessoal a terminar mais rápido.


Reservatório inicial, com a bomba.
O balde em cima serve como funil e
tem uma peneira para filtrar cabelos da água do banho.

Tanto a água da máquina de lavar quanto a do banho são sujas e podem gerar mal cheiro se ficarem paradas por muito tempo e aquecidas pelo sol, então usamos sempre um pouco de cloro e desinfetante para garantir (Uns R$ 6,00 ao mês, no máximo). A água é turva e não fica bonito no vaso, mas para o que ela serve está de bom tamanho. Um filtro faria esse papel de melhorar a aparência da água, mas é um luxo que não está nos meus planos no momento.


Não é límpida, mas não é esse o objetivo do projeto

Reuso na lavagem
O reuso de água na lavagem é um esquema de rodízio, que funciona assim:
1) A água da lavagem, por ser suja demais, vai para o reuso na descarga;
2) A água do primeiro enxague, se não estiver muito suja, vai para a lavagem da próxima roupa;
3) A água do segundo enxague, vai para o primeiro enxague da próxima roupa.
Muita gente torceria o nariz para esse esquema, mas aqui tem funcionado bem sem maiores problemas.
Um cuidado importante é usar algum tipo de retenção de sujeira para evitar que as fibras das roupas entupam o sistema de reuso na descarga ou sujem a próxima roupa a lavar. Isso é feito com um tubo de PVC todo furado envolvido por tecido. No caso, tenho usado meias esportivas velhas, que seguram bem a sujeira e as fibras. Mas devem ser trocadas e limpas a cada 3 lavagens pelo menos.


O "filtro" de meias montado.


A sujeira retida após algumas lavagens.

A água dos enxagues para reuso está sendo armazenada em dois tambores de 100 litros (tambores novos ~ R$ 120 na Picillo) e o abastecimento da máquina deve ser feito manualmente com baldes ou por uma bomba caseira similar a que eu fiz anteriormente.


Armazenando o enxague.


Bombeando para a máquina.

Infelizmente, toda essa manobra exige tempo e atenção, então não dá mais pra colocar a roupa na máquina e virar as costas como antes.

Mas é isso. O resultado na conta de água é expressivo e em menos de 1 ano vai pagar o custo. Sem falar na questão de responsabilidade em reduzir o consumo de água, que anda bem escassa em São Paulo.
Abaixo a planilha e o gráfico com o consumo do último ano.

Mês Valor M3
01/14 49,42 14
02/14 49,42 13
03/14 49,42 13
04/14 44,16 12
05/14 59,94 15
06/14 27,22 11
07/14 30,92 12
08/14 23,54 10
09/14 23,54 9
10/14 23,54 10
11/14 23,54 10
12/14 23,54 10

2 de dez. de 2010

Aviso

As fotos do projeto de Reuso de Água sumiram.
Usei um desses sites de hospedagem de fotos, que nem lembro mais qual era, e o bicho pelo visto desapareceu.
Vou tentar recolocar essas fotos e quem sabe reorganizar o blog todo, para facilitar as buscas.
Mas isso leva tempo e o saco anda bem restrito.
Então, nem adianta chorar, ok?
(Sim, teve gente pedindo isso. Peço desculpas pela morosidade)

4 de jun. de 2009

Voltando à máquina de lavar

Vi recentemente este post no Ecoblogs, e fiquei ligeiramente envergonhado de ter deixado o projeto de reuso de água literalmente "ir pelo ralo".
Depois da chegada da bebê, com certeza estamos lavando muito mais roupa que antes, e como o projeto não se realimenta, o desperdício é imenso.
Como originalmente o projeto previa que a água desceria para uso na lavanderia da minha mãe, que necessitava mais de água do que eu, acabei por não pensar em reaproveitá-la eu mesmo.
Mas agora, como ela não necessita tanto e eu estou usando mais, quero ver se consigo refazer a idéia do projeto de forma a reaproveitar essa água em casa mesmo.
Quero tentar simplificar o projeto, mas sem complicar o reuso da água, de modo que não gere (muito) trabalho adicional para quem for usar.
Estou pensando em um reservatório de 100 litros, com um ladrão por volta dos 70 litros (30 para segurança), e uma bomba flutuante acoplada para permitir o reuso sem ter que carregar baldes. Desta vez, sem filtro de areia nem nada, pois o mesmo acabou não sendo tão necessário e ainda diminui bastante a vazão do sistema como um todo.
Não vai ser fácil, eu sei, mas se o objetivo é ser ecologicamente correto, algum esforço há que ser feito.
Como não tenho previsão de fazer as reformas para reuso dessa água no vaso sanitário, quero pelo menos reutilizá-la em algumas lavagens de roupa, mesmo que somente aquelas mais grossas, como toalhas ou panos de chão.

5 de abr. de 2009

Tudo ao mesmo tempo agora!!!

Muito tempo sem postar nada, mas sem saco para muito mais. Desculpem.
Além disso, notei vários comentários no blog, mas não recebi os emails correspondentes, por erro na configuração.
Muita gente também não deixa email para retorno, daí complica um pouco a coisa.
Vou então comentar algumas questões que surgiram:

Vedapren: como eu já disse antes, não sou especialista no assunto. Apliquei o Vedapren Branco apenas numa pequena área da minha laje, e até agora evitou novas infiltrações, embora eu tenha notado umidade na parede ao lado, o que não necessariamente significa que o Vedapren falhou, pois essa parede é a que eu ainda preciso pintar, o que planejo fazer com o próprio Vedapren Branco diluído como tinta. Ainda considero o Vedapren Branco uma solução com bom custo/benefício e só optarei por outras coisas caso venha a ter problemas, ou se for refazer o telhado e a impermeabilização da laje toda.

Projeto Água de Chuva: eliminei de vez o filtro de areia. Além de pouco eficiente, ele diminuia demais a vazão e eu perdia muita água à toa. Optei por usar apenas um pouco do tecido de PET no cano de saída, o que segura bem a sujeira mais grossa e permite boa vazão. Para evitar inundações, finalmente fiz o ladrão no container, com cano de 3/4", que funcionou muito bem.
Como eu disse antes, o projeto é modesto e o uso da água bem restrito. Qualquer projeto de grande porte, com água potável como objetivo final, não deve usar o meu como base. Para coisas assim, use o seguinte link como referência, de onde eu peguei algumas idéias: http://www.aguadechuva.com/

Projeto Reuso de Água: o reuso caiu muito, depois que minha avó faleceu e a quantidade de roupas de cama e panos de chão a lavar diminuiu consideravelmente. Minha mãe usa a água ocasionalmente para lavar o quintal, mas não precisa de tanta água.
O projeto funciona, mas o filtro de areia não é lá essas coisas, pois não elimina a sujeira fina nem o sabão.
Estou pensando que para o futuro, o destino mais importante dessa água seja mesmo a descarga do vaso sanitário. Mas para esse uso, eu preciso fazer pequenas reformas na casa, o que inviabiliza o projeto no momento.

Po-po-po... po-por enquanto é só, pe-pe-pe-pessoal!

29 de jul. de 2008

Status dos projetos

Quanto aos projetos em casa, tudo parado. Por incrível que pareça, eu não tive tempo nem pique pra mexer em nada dessas coisas.

Não impermeabilizei o telhado, embora tenha subido lá e arrancado boa parte da impermeabilização antiga (e que não funciona!). Como não choveu, não fez muita diferença. Claro, como bom discípulo de Murphy, estou esperando que a laje venha a baixo na primeira garoa.

O projeto Água de Chuva está parado, simplesmente porque não chove há quase dois meses em São Paulo. Eu tenho uma modificação pra fazer na saída do coletor de primeiras águas, para facilitar a limpeza e retirar a sujeira mais grossa, mas também não quis mexer nisso.

O projeto Reuso de Água está funcionando, mas o reuso diminuiu muito. Ao mesmo tempo em que a família aumentou na minha casa, ela diminuiu na casa da minha mãe, com a partida da minha avó, 5 dias antes da bebê nascer.
Daí descobrimos que minha mãe lavava muita roupa justamente por conta da minha avó. Agora que ela se foi, o consumo de água para lavagem na minha mãe caiu pela metade e no final eu acabo jogando muita água da máquina fora.
Gostaria de reaproveitar essa água na descarga do banheiro, mas para isso preciso de uma estrutura muito mais complexa, envolvendo quebra de paredes para colocar novos encanamentos, entre outras coisas.
Como no momento falta tempo e dinheiro para tudo isso, e a prioridade é a bebê, isso vai ficar em stand-by por muito tempo.

20 de jun. de 2008

Projeto Reuso de Água: Quem avisa, amigo é!

Caso você pense em fazer um projeto de reuso de água nos mesmos moldes que o meu, fica um alerta: a eficiência do filtro está diminuindo a cada dia, mais rápido do que eu havia previsto. Acredito que se deva ao excesso de fibras das roupas que vem com a água da máquina.
Talvez seja necessário incluir um filtro mais simples antes de enviar a água ao filtro principal. Um filtro simples, de fácil limpeza, como algumas camadas de tecido de PET, por exemplo.
Na verdade, estou desconfiado de que o filtro de areia nem está sendo muito útil e pode ser apenas uma complicação à toa no projeto.

13 de mai. de 2008

Projeto Reuso de Água: Bomba

Pois bem.
Depois de muito considerar, resolvi colocar as fotos da pequena bomba que fiz para retirada da água do reservatório final de 200 litros.
O material para confecioná-la foi:
1) Um pote plástico com tampa de rosca (R$ 4,00). As únicas exigências foram: tamanho suficiente para caber a bomba e permitir encaixá-la no lugar (se for muito apertado, não vai dar pra encaixá-la nos buracos);
2) Uma bomba de máquina de lavar da Askoll, 127 Volts, 37 W (R$ 22,00), comprada em uma loja de materiais e assistência técnica de máquinas de lavar;
3) 4 metros de manguerira sanfonada (R$ 12,00). O tamanho é para permitir maior flexibilidade na hora de usar;
4) 4 metros de fio paralelo 1,5 mm2 (R$ 4,00);
5) 2 conectores para a bomba (R$ 0,60). Desculpem, não sei a especificação. Comprei em uma loja de peças para motos;
6) Três parafusos de 5,5 cm, com arruela e porca (R$ 0,90);
7) Um plug macho de tomada (R$ 2,50);
8) 1 cotovelo soldável, 1 adaptador rosca/soldável, um adaptador para mangueira com rosca, uma braçadeira de metal e pedaços de cano PVC para água (No máximo uns R$ 8,00 tudo. Eu já tinha esse material que sobrou do projeto de reuso de água).


Primeiro, a foto do pote plástico já montado. Note a saída do fio bem no alto. Eu preferi furar a lateral do que a tampa, pois o fio preso à tampa complicaria a vedação.



Detalhe do fundo do pote, com os parafusos fixando a bomba. Repare na entrada de água no fundo e a saída dela na lateral.



Detalhe de dentro do pote. A brita no fundo ajuda a dar peso e afundar um pouco o pote quando ele está dentro do reservatório, facilitando o bombeamento.




A montagem do adaptador para a mangueira. Parece muita coisa só pra conectar uma mangueira, mas descobri que ela tem que sair na vertical, caso contrário vai fazer o pote inclicar e a entrada de água não vai ter água para sugar.



O conjunto todo montado. É só colocá-lo dentro do reservatório (ele vai ficar flutuando) e ligar o fio à tomada. A vazão é boa e permite encher baldes ou mesmo a máquina de lavar. Não é uma bomba para ser usada por muito tempo, só o necessário para transferir a quantidade de água desejada.
A vedação foi toda feita usando cola quente aplicada com pistola. Mas já aviso que ficou uma porcaria e entra um pouco de água no compartimento da bomba. A tampa de rosca também é muito fraquinha e deixa entrar um pouco de água se o pote ficar inclinado. Acho que o ideal seria usar cola epóxi (Durepóxi) para essas coisas.
Mas a água que entra é pouca e é só tirar a tampa e jogá-la fora. Só não pode deixar acumular muita, para não correr o risco de entrar em contato com os conectores da bomba. Vou reforçar a vedação assim que possível para evitar isso.

E é isso. Por uns R$ 50,00 você tem uma bomba para retirar a água do seu reservatório.
Note que eu optei por fazer tudo isso para ter uma bomba que sirva para vários usos. Caso a bomba só vá tirar a água do reservatório final, basta conectá-la diretamente no reservatório com um pedaço de mangueira, como eu fiz nas bombonas que compõe o filtro. Não precisa nem do pote, nem de nada.

8 de mai. de 2008

Projeto Reuso de Água: atualização

Só uns recadinhos e lembretes rápidos.
O projeto de Reuso de Água da máquina de lavar está funcionando bem.
Como comentei antes, a quantidade de sabão da lavagem é grande e invalida o uso para enxague. Mas para lavar está muito bom e até poupa sabão.
O reservatório final fica um andar abaixo, e por isso, preciso sempre checar se posso escoar a água da minha máquina, para não inundar a lavanderia da minha mãe. Será necessário um ladrãona bombona principal para evitar esse trabalho, mas ainda não me decidi a fazê-lo.
Notei também que a parte de cima do filtro (a brita que segura a areia) está totalmente cinza e aveludada, sinal de que a quantidade de fibras das roupas é bem grande. Vou tentar usar novamente o tecido de PET para forrar acima da brita, o que facilitaria a retenção dessas fibras e a limpeza.
Notei um vazamento leve no filtro de areia, justamente na conexão de saída. Eu acabei fazendo essa saída muito próxima ao fundo da bombona, o que atrapalhou um pouco o encaixe do anel de borracha interno e, pelo visto, afetou a vedação do conjunto todo. Mas não é nenhuma enxurrada, então acho que vou resolver com algum tipo de vedação líquida (cola plástica, cola de silicone ou Vedapran).
A idéia da bomba genérica funcionou razoavelmente bem. Preciso apenas de mais alguns metros de mangueira flexível (a mesma que usei em todas as instalações do projeto) e um lastro que mantenha o conjunto na posição desejada. Quando eu tiver resolvido essas pendências, eu coloco o esquema e as fotos.


RECADO IMPORTANTE:
Algumas pessoas me escreveram solicitando o envio do projeto por email. Por mais que eu
fique lisonjeado e orgulhoso pelo interesse no meu projetinho tão reles, fico triste em ter que dizer que o projeto não existe formalmente. Não tem nenhum texto ou esquema além dos que eu coloco aqui no blog.
Portanto, minha recomendação a todos os interessados é clicar no link que fica no topo da página para ver todos os textos referentes ao projeto.
Peço desculpas pela precariedade da minha documentação.

23 de abr. de 2008

Projeto Reuso de Água: Muitas fotos!!!

Como prometido, alguma atualização sobre o projeto de reuso de água.
Seguem as fotos do projeto até o momento, já em sua fase final (clique na foto para ver em tamanho maior).


Primeiro, um detalhe do tipo de conexão utilizado nas saídas das bombonas. São 5 peças:
1 adaptador soldável/rosca 3/4"
1 joelho 90º rosca 3/4"
1 adaptador de mangueira com rosca 3/4"
2 anéis de borracha 3/4"

Usando os anéis de borracha e a rosca das conexões, consegui firmeza e vedação suficientes sem ter que colar nada. Só usei a fita veda rosca.


A conexão devidamente fixada na lateral da bombona. Esta é a saída do filtro de areia e brita.




Foto interna do filtro de areia e brita. Esta é a camada intermediária, de areia. Abaixo dela está o tecido de PET, usado para separar a areia da brita. Esse tecido também cobre o fundo, evitando que a brita entre no cano de coleta da água limpa.
Esse tecido é bem leve, tem excelente vazão mas não deixa a areia passar.
Acima desssa camada vai mais uma de tecido e outra de brita, para evitar que a areia seja deslocada.
Será acima dessa última camada que vai ser colocada a conexão que virá do reservatório primário. Essa conexão vai levar um pedaço de cano de PVC de 3/4" colado à parde soldável do adaptador de rosca, terminado por um cup. Esse cano será todo furado, a cada 1 ou 2 centímetros, para espalhar a água sem concentrá-la em um único ponto.
De maneira análoga, a saída do filtro no fundo da bombona também leva um cano igualmente furado, para permitir captar a água em vários pontos ao invés de um único.



Detalhe do filtro, visto por fora da bombona.



Aqui, detalhe do cano de saída da lavanderia.



As duas bombonas, já em sua posição definitiva. Acima delas, o cano que vem da lavanderia (somente o cano horizontal. O cano vertical que aparece na foto não tem nada a ver com o projeto e faz parte do escoamento da minha laje).
A bombona da esquerda é o reservatório primário, que recebe a água da máquina. A da direita é o filtro, que vai recebendo do reservatório primário a medida em que filtrar a água.
Com o reservatório primário, eu posso receber água em alta pressão e volume sem bagunçar o filtro de areia e brita.



Detalhe da saída do filtro, já com a mangueira conectada ao adaptador. Note a braçadeira de metal, que ajuda a fixar e vedar a mangueira. Note também que eu não consegui enfiar muito na mangueira no adaptador. Essa é uma técnica que eu ainda tenho que aprender. A mangueira não desliza pelo adaptador e o pequeno e perigoso espaço que eu tinha para trabalhar (uma beira de laje) não ajudou em nada o processo.


A mangueira entrando pela abertura nas telhas da lavanderia da minha mãe, onde ficará a bombona de 200 litros, o reservatório final.



A mangueira passando pelo telhado.



E finalmente a mangueira chegando à bombona de 200 litros (no caso, passando por trás). Como podem ver, mesmo antes do projeto fornecer água, minha mãe já está usando a bombona para uso próprio.



Por último, a tampa do reservatório final (bombona de 200 litros) com a conexão para a mangueira. Essa é uma etapa ainda indefinida, pois como minha mãe anda usando a bombona, colocar essa tampa e essa conexão podem tirar a liberdade dela de usar a água como quiser.


Para facilitar a vida dela, já comprei a bomba de máquina de lavar que, espero, faça o trabalho de puxar a água para fora da bombona. O inconveniente é que, diferente da bomba de aquário (que parece ser muito mais fraca) ela não pode ficar submersa e portanto, pode necessitar de uma conexão no fundo da bombona, coisa que eu queria evitar.
Mas estou estudando uma forma de transformá-la em uma bomba genérica, que possa ser utilizada em qualquer lugar. Vamos ver no que vai dar minha idéia. Como é meio estapafúrdia, vou poupá-los dos detalhes, para evitar o mico. Se funcionar, eu coloco aqui.

Atualização: A bomba funcionou. Mais detalhes aqui.

22 de abr. de 2008

Calma, calma...

Pra quem anda achando que eu encostei o burro na sombra, aviso que é justamente o contrário.
Ando sobrecarregado de tarefas em casa, ligadas ou não aos projetos e por isso não ando com tempo de atualizar o blog.
Mas em breve, uma enxurrada de novidades (hahaha! chega a ser hilário escrever isso).

7 de abr. de 2008

Projeto Reuso de Água: Esquema

Para os interessados, segue o esquema que pretendo utilizar no projetode reuso da água da máquina de lavar.
Não sou muito bom com esquemas técnicos, mas acho que dá para ter uma idéia da coisa toda.



Uma coisa que ficou bem clara é que o filtro só vai segurar sujeira grossa, como restos de algodão de roupas e alguma sujeira sólida não diluível. O sabão vai passar quase todo (fica muito diluído na água) e portanto, a recomendação de só usar a água para a lavagem, e não para o enxagüe, vira quase obrigação. Claro que para lavar chão é ótimo, pois até economiza o sabão.
No esquema talvez não esteja bem claro, mas o filtro e o reservatório inicial ficarão do lado externo, em uma pequena beira de laje que dá para o primeiro andar, na lavanderia da casa da minha mãe, que é quem vai usar essa água. A economia aparecerá na conta de água dela, que como eu pago, vai reverter para mim. As ligações hidráulicas entre as duas casas estão uma bagunça e minha casa acaba roubando água da dela, o que sobrecarrega uma das contas e gera uma conta maior, pois saimos da zona econômica de cobrança.
Mas ainda não tenho idéia da economia final.
Depois eu coloco aqui a planilha de custos inicial, como fiz com o projeto Água de Chuva.

2 de abr. de 2008

Projeto Reuso de Água: mais compras

Graças à queda do viaduto do Fura-Fila, acabei tendo que andar um pouco pelo bairro para voltar pra casa, e passei pela loja de mangueiras que tinha visto outro dia, além de uma loja de materiais de construção e ferramentas já conhecida, que tem bastante coisa interessante.
Encontrei o adaptador para mangueiras que já tem o encaixe para rosca 3/4". Vai ficar bem legal se eu conseguir utilizá-lo diretamente na saída das bombonas, junto com os anéis de borracha que eu comprei. Se não ficar bom, vou ter que usar mesmo as conexões de plástico para fazer a fixação na bombona, e o adaptador de mangueira apenas como elemento de ligação.
Comprei também 7 metros de mangueira sanfonada, que permite curvas bem mais estreitas sem dobrar a mangueira, o que é muito útil para fazer as conexões curtas entre as bombonas.
Ontem aproveitei o embalo e, talhadeira e martelo em punho, fiz o buraco na pareda da lavanderia para a laje externa, onde eu pretendo colocar as bombonas com o filtro. Não ficou nenhuma obra prima, mas o buraco ficou arredondado, pelo menos, e sem exageros do lado interno. Do lado externo, quebrou um pouco mais do que o planejado, mas depois eu reboco tudo.
Notei uma diminuição no cheiro das bombonas, depois que eu deixei ao sol sem a tampa. Acho que a essência deve evaporar mais rápido com o calor, então, acho que as bombonas vão passar a semana "pegando um bronze".
O fim de semana promete ser de muito trabalho nessa montagem.
Vai ficar faltando ainda a bomba de aquário, para poder extrair a água armazenada. Mas essa é a última etapa do processo, então não há pressa. Quero deixar o filtro funcionando um bom tempo antes de armazenar a água, para garantir a limpeza da areia e brita, além do cheiro de essência da bombona.

31 de mar. de 2008

Projeto Reuso de Água: providências

O projeto de reuso da água da máquina de lavar está andando até que bem rápido. Vamos aos fatos:
Fui até a Picillo e comprei uma bombona de 200 litros de material reciclado (R$ 80,00) , para armazenar a água já filtrada, e duas bombonas usadas de 60 litros (R$ 9,00 cada), para o filtro. Queria comprar uma nova de 100 litros para isso, mas custava por volta de R$ 100,00, o que achei muito caro.
Atualização: Bombona 200 Litros

Atualização: Bombona 60 litros

Atualização: Detalhe do corte de acesso para facilitar as conexões

As bombonas usadas tem o inconveniente de terem armazenado essências (perfume) para produtos de limpeza. É um cheiro parecido com aqueles limpadores tipo "Veja" (nada a ver com a revista desta vez), tremendamente enjoativo e acredito, tóxico, e que não está sendo muito fácil de eliminar. Com a supervisão da minha química de plantão (vulgo patroa), vamos ver se eu consigo melhorar esse quadro, caso contrário, terei que abandonar a idéia de bombonas usadas.
O ruim das bombonas também é que elas tem apenas duas saídas pequenas com tampa de rosca, o que não me dará acesso ao interior para fazer as conexões de tubos e mangueiras. Vai ser um trampo muito grande fazer isso só por fora, e a chance de vazamentos aumenta muito.
Por conta disso, estou pensando em deixar para lá as bombonas e usar duas lixeiras de 60 ou uma de 100 litros para fazer o filtro. A vantagem delas é o acesso total ao interior para as instalações necessárias. Mas também são mais caras, então, ainda estou avaliando.
Eu comprei um número mais ou menos certo de tubos e conexões, pensando em fazer todas as conexões com tubos rígidos, mas após visitar um site sobre aquarismo (Hobbyland), comecei a me interessar pelo uso de mangueiras flexíveis, o que eliminaria boa parte das conexões para dobra e contorno, além de simplificar os engates, facilitando a desmontagem caso necessário. Também foi uma fonte de idéias quando a técnicas de vedação usando material adaptado e anéis de borracha.
Comecei a desenhar o filtro e cheguei a um projeto em duas etapas. Uma primeira bombona (ou lixeira) vai armazenar a água da máquina, que sairá pelo fundo em direção ao filtro. Essa saída será feita de forma a não esgotar totalmente a água desse primeiro estágio, evitando enviar para o filtro a espuma gerada pelo sabão.
Dessa saída, a água deverá entrar no filtro de areia e brita pouco acima da altura máxima da areia, evitando a queda e a formação de mais espuma. Deverá haver uma coluna mínima de água cobrindo a areia, também para evitar a espuma. Isso será garantido pela saída do filtro, que após coletar a água no fundo, subirá até a altura da areia, antes de se dirigir ao armazenamento final, a bombona de 200 litros.
Depois eu coloco o desenho dessa idéia, que ficará bem mais simples de executar com mangueiras ao invés de canos.

Só para adiantar a discussão, se a qualidade da água vinda da lavagem for muito ruim (muita sujeira ou sabão), pretendo usar um sistema de coleta automática dessa primeira água, como o coletor de primeiras águas que já uso hoje no projeto Água de Chuva.
Mas não vamos nos adiantar demais. Ainda não sei com que qualidade essa água vai sair.

27 de mar. de 2008

Novos rumos: em direção á máquina de lavar roupas

Seguindo a tendência de reutilização de água, resolvi expandir isso para as chamadas águas cinzas.
Eu nunca fui muito de lavar roupa. Sempre achei uma tarefa complexa demais para meu pobre intelecto. Prefiro mil vezes cozinhar e lavar louça, além de limpar a casa, do que mexer com roupa, incluindo lavar e passar (eu até dobro bem e guardo também, bem organizadinho).
Mas depois de alguns acidentes com minhas camisas (perdi uma e outra mudou de cor), e a menor disponibilidade da patroa, que está com aquele barrigão, comecei eu mesmo a lavar a roupa e estender no varal.
E fiquei estarrecido pela quantidade de água que vai embora nesse processo.
Num ciclo de lavagem simples, nível de água alto e dois enxagues, minha máquina (que é uma Brastemp!) gasta em média uns 120 a 140 litros de água. Se pensarmos que a máquina é utilizada pelo menos três vezes na semana, são quase 400 litros jogados fora.
Procurando sobre uso de água de chuva, acabei esbarrando vez ou outra nas chamadas águas cinza, que seriam as águas das pias, tanques e máquinas de lavar roupa. Em geral, reutiliza-se essa água para lavar chão e dar descarga no vaso sanitário, o que seria mais complicado do que eu gostaria (quebrar paredes e refazer a tubulação).
Mas recentemente li sobre o reuso dessa água na própria máquina de lavar roupas. A água reutilizada pode substituir pelo menos a água da lavagem. Como os enxagues visam tirar o sabão, uma água reutilizada não daria certo para isso (a não ser que houvesse um filtro profissional, industrial, para limpar a água, como no projeto SAFIRA).
Então, decidi começar este novo projeto de reuso da água da máquina de lavar, que tem algumas problemáticas diferentes do projeto de água de chuva.
Por exemplo, a água de chuva vem do telhado, alimenta o filtro por gravidade e vai ao contêiner.
A água da máquina estará no mesmo nível do contêiner. Para reutilizar, provavelmente terei que bombear (penso em usar bomba de máquina de lavar, facilmente encontrada nas assistências técnicas ou uma bomba submersa para aquários).
Meu maior problema é o espaço físico, bem mais limitado do que aquele disponível para a água de chuva. Provavelmente terei que utilizar como contêiner uma bombona, de pelo menos 200 litros, que é mais alta do que larga. É provável também que esse contêiner tenha que ficar do lado de fora da casa, em uma pequena laje. Não medi ainda o espaço, mas devo fazer isso ainda esta semana.
Quanto à filtragem, estou pensando em usar um filtro industrial desta vez. Não me parece que o filtro de areia vá conseguir remover todas as impurezas da água, como o sabão e a própria sujeira das roupas.
Atualização: O filtro pesquisado (Hidro Filtros), para uso residencial, utiliza elementos filtrantes de polipropileno (fibra plástica), que tem vida útil estimada de 6 meses, quando usado antes da máquina de lavar. Como eu pretendo usar depois da saída da máquina, creio que a vida útil seria ainda menor, o que elevaria o custo mensal e inviabilizaria o projeto. Portanto, vamos de filtro de areia e brita mesmo.

Já comprei alguns tubos e conexões, e vou pesquisar o filtro e também o novo contêiner.
Vamos ver no que vai dar.