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6 de abr. de 2012

Água pra beber? Não acho.

Mais dúvidas surgiram sobre a qualidade da água de chuva.
O Rafa comentou num post anterior sobre filtragem da água de chuva (post este que já tem 4 anos e continua sendo linkado pelo Google):

rafa disse...Mas me tira uma dúvida fervendo a água da chuva, não remove ou extermina as impurezas, pois segundo me foi ensinado na escola a própria agua fornecida cia de agua do municipio deve ser fervida e em seguida resfriada, pois então sim estaria pronta para o consumo...

Então, lá vai mais uma seção de achismos deste que vos fala.
Bom, Rafa, o que eu sei é que nada sei, entende?
Sem ter feito uma análise química e biológica dessa água, eu jamais tentaria utilizá-la para nada além de plantas e lavagem de chão.
O cloro que eu ponho em tese mata tudo, mas quanto a tornar potável, duvido que uma mera fervura resolva, já que não sei o que tem nessa água.
Mesmo que não haja micróbios (ou que estejam mortos), pode haver outras substâncias nocivas à saúde vindas do telhado (chuva ácida, telhado antigo com amianto, etc.).
Eu já detectei uma vez a presença de pequenos vermes ou protozoários nessa água, antes de começar a usar cloro. Dava pra ver os danadinhos nadando, à olho nú. Assim como dá pra ver também a sujeira de fuligem na água, mesmo após o filtro básico.
Então, nem de brincadeira eu me arrisco com essa água.
Mas como eu disse, é o meu sistema, na minha casa, coletando do meu telhado. Outros sistemas em outros lugares podem ter resultados bem diferentes.
Conheço gente que consegue coletar uma água muito mais clara e limpa que a minha e isso sem nenhuma filtragem, e usa até pra tomar banho.
O que eu faço, em resumo é: coletar a água mais suja antes de ir pro contêiner (o famoso "coletor de primeiras águas"), filtrar impurezas grossas (usando um filtro feito com um tubo PVC de 30 cm de comprimento cheio de tecido de PET) e a inclusão de cloro logo após a coleta (água sanitária na proporção de 25 ml para cada 100 litros).
Para o que eu uso, está de bom tamanho. Mais que isso, só depois de fazer a análise, que eu pretendo fazer ainda este ano, se não custar os olhos da cara.

31 de mar. de 2011

Conjecturando

Terremoto, tsunami e acidente nuclear no Japão.
Ataques da OTAN na Líbia.
100 gols do Rogério Ceni.
Bolsonaro racista e homofóbico.

Me pego a pensar: talvez eu deva fazer alguma espécie cobertura no contêiner de água de chuva.

Já me disseram que as algas estão surgindo no contêiner justamente porque o danado toma sol direto. Ele é opaco, mas deixa passar bastante luz (e calor, consequentemente). Fica ao lado da janela, não tenho como evitar. Não é uma cisterna enterrada ou algo do gênero.
Mas ao que parece, todo sistema de armazenamento de água que se preze, evita a luz do sol igual vampiro.
Vou pesquisar um pouco mais a respeito.

9 de abr. de 2010

Coletando mais água

Finalmente resolvi o problema de coleta de água de chuva sem obstruir os coletores da laje.
"Quebrei" um trecho do reboco, fazendo uma área rebaixada que vai dar na entrada do coletor do contâiner. O resultado foi um bom aumento na vazão, mas sem inundações ou retenção de lodo.
Usei um pouco de cimento para ajudar no desvio do fluxo de água e evitar a infiltração, e impermeabilizei tudo com Vedapren Branco.
Ficou muito bom, com boa vazão e sem sinal de infiltração.
Como eu sempre digo, um pouquinho de trabalho salva o projeto.
E nessa época de muita chuva, fiquei feliz de coletar bastante água e não ver nenhum prejuízo à estrutura da casa.

25 de jan. de 2010

Atualização

Não! Apesar dos boatos, eu não morri (ainda).
Vamos ao resumão:
Por incrível que pareça, diferente de quase todo mundo neste país que, após o Ano Novo, só faz aguardar o Carnaval, eu trabalhei feito um "burro de carga" neste início de ano (força de expressão, claro, já que o pessoal de TI normalmente não move um músculo além daquele necessário para o "left click").

Passados o Natal e o Ano Novo, sem maiores novidades nos dois. A cada ano me pergunto pra quê aquilo tudo afinal? Mas deixe pra lá, que o chato aqui sou eu.

Tive uma otite que quase me matou e não queria saber de ir embora, e me levou a consumir toneladas de antiinflamátório e antibióticos.

Em dezembro, fiz também um monte de exames chatos e invasivos (alguns muito invasivos, vide post abaixo) para uma cirurgia ridícula que farei amanhã. Tão ridícula na verdade, que eu faria sozinho em casa mesmo, com um pouco de gelo, álcool e um alicate de cutícula. Mas sabem como é, onde ficaria o orgulho do "dotô" cirurgião, sem hospital, centro cirúrgico, internação e equipe?

As chuvas, que estão matando a rodo, estão também detonando a parede da lavanderia recém-reformada, o que vai suscitar umas mudanças no telhadinho, que não aguenta o tranco de tanta chuva e vento e quase decola, o coitado.
Vou aumentar os pontos de fixação com mais parafusos e colocar apoios plásticos em todos eles, para evitar que as telhas dancem nos parafusos (faz um belo barulho também, além de respingar água pra baixo).
Tenho também que aumentar uma beirada com mais uma telha plástica transparente, e por fim, usarei a manta auto-adesiva com alumínio aos montes para tentar vedar tudo e evitar a infiltração, que já estragou a tinta e ameaça inclusive a parede do quarto.

Chuva demais também é problema para o Projeto Água de Chuva, uma vez que não tenho tempo de usar a água coletada e o contêiner já enche novamente e vaza pelo ladrão, trocando a água clorada limpinha por outra suja e imprópria para uso. E convenhamos, não dá pra gastar litros de cloro e ver tudo ir embora pelo ralo. A solução: fiz uma tubulação que encaixo quando necessário antes da entrada no contêiner, e que leva a água embora para o ralo. Assim, quando eu tiver água limpa, evito que o contêiner transborde e eu perca a água tradada.


Também tive que liberar os coletores da laje que eu havia bloqueado parcialmente para aumentar a vazão para o contêiner. Estava empoçando água na laje e surgiu uma infiltração grande, gotejando embaixo. Subi lá e tive também que tirar kilos de um lodo preto, mistura de pó, fuligem, musgo e restos de pombas (incluindo fezes e penas). Nojento é pouco para descrever a coisa.
Vou deixar assim, até pensar numa forma mais eficiente e menos problemática de aumentar a vazão para o coletor do projeto (tenho algumas idéias em mente). Mas só mexerei nisso quando parar de chover, claro.

14 de set. de 2009

Água de beber

Só um recado rápido sobre o projeto Água de Chuva.
Desde o início da reforma, fiquei com a instalação do projeto meio que isolada por material de construção.
Acontece que a famosa mangueira de descarte do reservatório de primeiras águas entupiu e a água da chuva do mês todo (que não foi pouca) desceu para o container e saiu pelo ladrão. Assim como saiu também todo o cloro que coloquei na água, diluído pelos dias seguidos de chuva. Resultado: água esverdeada e muito limo nas paredes.
Até aí, tudo bem, já me acostumei com isso. Mas então, resolvi usar a água para regar as plantas.
Para minha surpresa, em meio à água cristalina, nadavam contorcendo-se um zilhão de minúsculas "cobrinhas" brancas. Não parei para saber do que se tratava, se algum parasita, protozoário ou qualquer outro agente patogênico. Meti logo quase um litro de cloro na água, o que prontamente matou os danadinhos.
Agora só me resta descartar essa água (fiquei sem coragem de usar) e parar de preguiça na hora de cuidar do projeto. A chance daquilo virar um criadouro de coisas ruins é enorme.
(Em tempo: tirei um pouco do entulho e fiz a limpeza necessária no reservatório de primeiras águas, desintupindo a mangueira)

5 de abr. de 2009

Tudo ao mesmo tempo agora!!!

Muito tempo sem postar nada, mas sem saco para muito mais. Desculpem.
Além disso, notei vários comentários no blog, mas não recebi os emails correspondentes, por erro na configuração.
Muita gente também não deixa email para retorno, daí complica um pouco a coisa.
Vou então comentar algumas questões que surgiram:

Vedapren: como eu já disse antes, não sou especialista no assunto. Apliquei o Vedapren Branco apenas numa pequena área da minha laje, e até agora evitou novas infiltrações, embora eu tenha notado umidade na parede ao lado, o que não necessariamente significa que o Vedapren falhou, pois essa parede é a que eu ainda preciso pintar, o que planejo fazer com o próprio Vedapren Branco diluído como tinta. Ainda considero o Vedapren Branco uma solução com bom custo/benefício e só optarei por outras coisas caso venha a ter problemas, ou se for refazer o telhado e a impermeabilização da laje toda.

Projeto Água de Chuva: eliminei de vez o filtro de areia. Além de pouco eficiente, ele diminuia demais a vazão e eu perdia muita água à toa. Optei por usar apenas um pouco do tecido de PET no cano de saída, o que segura bem a sujeira mais grossa e permite boa vazão. Para evitar inundações, finalmente fiz o ladrão no container, com cano de 3/4", que funcionou muito bem.
Como eu disse antes, o projeto é modesto e o uso da água bem restrito. Qualquer projeto de grande porte, com água potável como objetivo final, não deve usar o meu como base. Para coisas assim, use o seguinte link como referência, de onde eu peguei algumas idéias: http://www.aguadechuva.com/

Projeto Reuso de Água: o reuso caiu muito, depois que minha avó faleceu e a quantidade de roupas de cama e panos de chão a lavar diminuiu consideravelmente. Minha mãe usa a água ocasionalmente para lavar o quintal, mas não precisa de tanta água.
O projeto funciona, mas o filtro de areia não é lá essas coisas, pois não elimina a sujeira fina nem o sabão.
Estou pensando que para o futuro, o destino mais importante dessa água seja mesmo a descarga do vaso sanitário. Mas para esse uso, eu preciso fazer pequenas reformas na casa, o que inviabiliza o projeto no momento.

Po-po-po... po-por enquanto é só, pe-pe-pe-pessoal!

29 de jul. de 2008

Status dos projetos

Quanto aos projetos em casa, tudo parado. Por incrível que pareça, eu não tive tempo nem pique pra mexer em nada dessas coisas.

Não impermeabilizei o telhado, embora tenha subido lá e arrancado boa parte da impermeabilização antiga (e que não funciona!). Como não choveu, não fez muita diferença. Claro, como bom discípulo de Murphy, estou esperando que a laje venha a baixo na primeira garoa.

O projeto Água de Chuva está parado, simplesmente porque não chove há quase dois meses em São Paulo. Eu tenho uma modificação pra fazer na saída do coletor de primeiras águas, para facilitar a limpeza e retirar a sujeira mais grossa, mas também não quis mexer nisso.

O projeto Reuso de Água está funcionando, mas o reuso diminuiu muito. Ao mesmo tempo em que a família aumentou na minha casa, ela diminuiu na casa da minha mãe, com a partida da minha avó, 5 dias antes da bebê nascer.
Daí descobrimos que minha mãe lavava muita roupa justamente por conta da minha avó. Agora que ela se foi, o consumo de água para lavagem na minha mãe caiu pela metade e no final eu acabo jogando muita água da máquina fora.
Gostaria de reaproveitar essa água na descarga do banheiro, mas para isso preciso de uma estrutura muito mais complexa, envolvendo quebra de paredes para colocar novos encanamentos, entre outras coisas.
Como no momento falta tempo e dinheiro para tudo isso, e a prioridade é a bebê, isso vai ficar em stand-by por muito tempo.

23 de abr. de 2008

Projeto Água de Chuva: stand by

Como o projeto Água de Chuva está funcionando razoavelmente bem agora (sem enchentes e com água limpa), ele está em banho-maria, até eu completar as etapas do projeto Reuso de Água (criança fica sempre empolgada com brinquedo novo, manja?).
Mas uma coisa interessante foi que, depois que eu usei os anéis de borracha nas conexões das bombonas no projeto Reuso de Água, eu resolvi usar algumas também na conexão da torneira de saída do contêiner de água de chuva.
(veja aqui o post a respeito)



E não é que resolveu o problema de vazamento???
Usei dois anéis de 3/4, um do lado de fora, outro de dentro, além de ter feito um anel maior, com borracha de câmara de pneu, para a tampa da saída do contêiner (em verde na foto).
Além de parar o vazamento e isso me permite muito mais liberdade de soltar e recolocar, do que eu tinha antes usando cola de silicone (bleargh!!!).

22 de abr. de 2008

Calma, calma...

Pra quem anda achando que eu encostei o burro na sombra, aviso que é justamente o contrário.
Ando sobrecarregado de tarefas em casa, ligadas ou não aos projetos e por isso não ando com tempo de atualizar o blog.
Mas em breve, uma enxurrada de novidades (hahaha! chega a ser hilário escrever isso).

27 de mar. de 2008

Novos rumos: em direção á máquina de lavar roupas

Seguindo a tendência de reutilização de água, resolvi expandir isso para as chamadas águas cinzas.
Eu nunca fui muito de lavar roupa. Sempre achei uma tarefa complexa demais para meu pobre intelecto. Prefiro mil vezes cozinhar e lavar louça, além de limpar a casa, do que mexer com roupa, incluindo lavar e passar (eu até dobro bem e guardo também, bem organizadinho).
Mas depois de alguns acidentes com minhas camisas (perdi uma e outra mudou de cor), e a menor disponibilidade da patroa, que está com aquele barrigão, comecei eu mesmo a lavar a roupa e estender no varal.
E fiquei estarrecido pela quantidade de água que vai embora nesse processo.
Num ciclo de lavagem simples, nível de água alto e dois enxagues, minha máquina (que é uma Brastemp!) gasta em média uns 120 a 140 litros de água. Se pensarmos que a máquina é utilizada pelo menos três vezes na semana, são quase 400 litros jogados fora.
Procurando sobre uso de água de chuva, acabei esbarrando vez ou outra nas chamadas águas cinza, que seriam as águas das pias, tanques e máquinas de lavar roupa. Em geral, reutiliza-se essa água para lavar chão e dar descarga no vaso sanitário, o que seria mais complicado do que eu gostaria (quebrar paredes e refazer a tubulação).
Mas recentemente li sobre o reuso dessa água na própria máquina de lavar roupas. A água reutilizada pode substituir pelo menos a água da lavagem. Como os enxagues visam tirar o sabão, uma água reutilizada não daria certo para isso (a não ser que houvesse um filtro profissional, industrial, para limpar a água, como no projeto SAFIRA).
Então, decidi começar este novo projeto de reuso da água da máquina de lavar, que tem algumas problemáticas diferentes do projeto de água de chuva.
Por exemplo, a água de chuva vem do telhado, alimenta o filtro por gravidade e vai ao contêiner.
A água da máquina estará no mesmo nível do contêiner. Para reutilizar, provavelmente terei que bombear (penso em usar bomba de máquina de lavar, facilmente encontrada nas assistências técnicas ou uma bomba submersa para aquários).
Meu maior problema é o espaço físico, bem mais limitado do que aquele disponível para a água de chuva. Provavelmente terei que utilizar como contêiner uma bombona, de pelo menos 200 litros, que é mais alta do que larga. É provável também que esse contêiner tenha que ficar do lado de fora da casa, em uma pequena laje. Não medi ainda o espaço, mas devo fazer isso ainda esta semana.
Quanto à filtragem, estou pensando em usar um filtro industrial desta vez. Não me parece que o filtro de areia vá conseguir remover todas as impurezas da água, como o sabão e a própria sujeira das roupas.
Atualização: O filtro pesquisado (Hidro Filtros), para uso residencial, utiliza elementos filtrantes de polipropileno (fibra plástica), que tem vida útil estimada de 6 meses, quando usado antes da máquina de lavar. Como eu pretendo usar depois da saída da máquina, creio que a vida útil seria ainda menor, o que elevaria o custo mensal e inviabilizaria o projeto. Portanto, vamos de filtro de areia e brita mesmo.

Já comprei alguns tubos e conexões, e vou pesquisar o filtro e também o novo contêiner.
Vamos ver no que vai dar.

Tudo azul (ou quase)

Bem, depois de alguma chuva, consegui ver o resultado do meu último esforço no projeto Água de Chuva.
A vazão está bem mais controlada com o "bico" de PVC, o pedaço de pano e as duas esponjas dentro do bico estão retendo muito bem a sujeira grossa, e o filtro de areia resolve o resto. Resultado: água clarinha, sem nenhuma sujeira visível.
Além disso, li um pouco sobre cloração de água e resolvi usar um pouco de água sanitária (a velha e boa Cândida), seguindo algumas proporções que encontrei por aí pela internet (estou usando 25 ml de água sanitária a 2,5% para cada 100 litros). Resultado: água sem cheiro ruim, nem esverdeada. Pelo contrário, tem até um tom azulado de água de piscina, para quem olha de lado, pela parede do contêiner.


O ladrão acoplado à saída do filtro funcionou direitinho e mesmo com chuva forte, não transbordou mais o filtro, nem molhou todo o chão como acontecia antes.

De ruim, ficou o velho problema do coletor de primeiras águas, que entope toda hora e me obriga a soltar a mangueirinha e ter que me molhar com aquela água fedida e nojenta.
Mas também resolvi dar um basta nisso e fui às compras.
Voltei com um cano de PVC de 3/4" para água, mais algumas conexões e o grande pulo do gato, um registro esfera em PVC. Com ele, vou poder controlar a vazão da água para o filtro (quanto mais aberto, menos água no filtro), além de esgotar a água suja sem ter que mexer nela. Além disso, na hora de limpar, devido ao diâmetro muito maior do cano de PVC, a vazão desse escoamento vai ser maior e a sujeira grossa vai toda embora ao invés de ficar acumulada no coletor.
Falta ainda montar essa estrutura, coisa que devo fazer no próximo final de semana.

Sou obrigado a reconhecer que um pouco mais de trabalho e dedicação resolveu grande parte dos problemas e o projeto agora se mostra viável e útil, além de ecologicamente responsável.
E aí? Vai tentar fazer um você também?
Se precisar de alguma dica, deixe um comentário que eu ficarei feliz em poder ajudar.

6 de mar. de 2008

Mexendo as cadeiras

Ei, não tem nada a ver com aquela música do Vinny, não.
Enfim, depois de muito procrastinar, resolvi levantar a bunda do sofá (Calma! É só metáfora, gente!) e trabalhar um pouco no projeto.
Lembram-se do último post, com as muitas reclamações e coisas a fazer no projeto? Então, tem algumas coisas que me irritavam mais que outras no projeto. A questão da podridão da água é meio difícil de resolver. O filtro de areia feito de forma correta também é mais complicado. O encaixe da torneira e a pouca vazão de saída, idem.
Mas sobraram duas coisas razoavelmente simples de resolver, mas que a preguiça impedia falta de tempo dificultava: o excesso de vazão da água vinda da laje e a falta do encanamento do ladrão do filtro.
Botei então as mangas de fora (Outra metáfora, ok? Deixem de ser tão literais, por favor!) e fui comprar o cano e os cotovelos (curva de 90 graus, para os mais preciosistas). Fiz uma montagem simples, que fica apoiada sobre o contêiner e no próprio ralo. Nem usei cola para juntar as partes, porque não haverá pressão e portanto risco zero de vazamento. Como os tubos de esgoto tem maior diâmetro do que a saída do filtro (feita com um encaixe de saída para caixa d'água), e o tubo ficará com uma leve inclinação para baixo, foi só deixar o tubo apoiado na saída do filtro, sem necessidade de maior encaixe.
Resolvido o problema do ladrão, alterei um pedaço de tubo de 2", moldando uma espécie de bico, e com isso reduzindo a vazão, e encaixei na saída de água que vai para o filtro. Como esse pedaço é removível, e fica apoiado sobre o filtro, consegui diminuir a vazão de entrada no filtro e de quebra, consegui um sistema simples de retenção de sujeira grossa (como isopor, penas de pomba, fitas de rabiola de pipa, etc.) que pode ser limpo facilmente. Usei duas esponjas de limpeza para reter a sujeira, que poderão ser lavadas ou trocadas facilmente.
Tudo simples e com pouco esforço. De certa forma, dei uma sobrevida ao projeto, com o qual eu andava meio desanimado.
Agora só falta chover para testar tudo. Mas parece que ganhamos uma mini-estiagem e amanhã vamos completar uma semana sem um pingo d'água sequer.
Vamos ficar no aguardo.
Vejam as fotos de como ficou a nova gambiarra.


19 de fev. de 2008

Projeto Água de Chuva: problemas

Há algo de podre no reino na água de chuva!
Mais particularmente, no meu contêiner. A água estava bem esverdeada e começando a cheirar mal. Aparentemente, tem algas demais na água. Tivemos que descartar toda a água e lavar o contêiner, que já tinha material depositado nas paredes. E graças ao formato do contêiner, não consigo eliminar o restinho de água no fundo, que continua cheia de sujeira. Acho que preciso de uma bomba pra retirar aquela água.
Pelo visto, a cloração é indispensável para garantir um mínimo de qualidade da água. Vou tentar fazer o clorador caseiro (com areia e hipoclorito de cálcio) ou comprar um clorador para piscina que usa cloro em barra (não sei se ainda existe isso).
Além disso, preciso esgotar sempre o coletor de primeiras águas e garantir que não fique nem um pingo sequer na tubulação, porque o cheiro de podre dessa água parada é terrível.
Acredito também que o filtro de areia que eu fiz é insuficiente para melhorar efetivamente a qualidade da água. Ele somente elimina a parte mais grossa da sujeira, mas tem pouca eficiência no geral. Com isso, pode ser arriscado usar a água mesmo para usos menos arriscados, como lavar o chão.
Na verdade, há tantos pontos a considerar que talvez esteja chegando a hora de rever o projeto. Do jeito que está ele, além de pouco útil, gera muito trabalho e problemas.
A falta de tubulação de saída do excesso, de engate adequado da torneira, de controle de vazão de entrada, a dificuldade de limpeza, etc. Tudo isso parece tornar o projeto um fracasso.
Não desisti ainda, claro. Mas quero rever a idéia toda, os custos envolvidos e pesquisar melhor as soluções disponíveis. Vamos ver...

27 de jan. de 2008

Projeto Água de Chuva

Ainda não mexi em mais nada relacionado a isso, mas resolvi postar as fotos da gambiarra como está hoje.
Na primeira foto, o estado atual da conexão da torneira. A vedação não está 100%, e a montagem meio solta, mas depois da última limpeza do contêiner, percebi que essa é a melhor forma para simplificar a conexão e permitir soltar e recolocar quando for necessário.


Na segunda foto, o tão comentado (e procurado) filtro de areia e brita. Como está bem visível, usei uma jardineira plástico, cujo fundo fica bem encaixado na abertura do contêiner. Fiz o filtro sem nenhum cálculo ou exemplo, simplesmente resolvi fazer usando cinco camadas: usei uma camada de brita forrando o fundo, uma de pedra de aquário, uma de areia grossa, uma de areia média (a areia foi peneirada com diferentes peneiras para obter os dois tipos) e por último mais uma camada fina de brita, apenas para evitar que a areia fosse revolvida com a entrada da água.
Nota-se também a saída de ladrão na parte de trás, que ainda não tem o encanamento para escoar o excesso.

Como eu já comentei, o filtro não é lá muito eficiente, mas pelo menos melhorou a qualidade da água no contêiner.
Na foto também é possível ver o cup que está fechando a saída de água. Até eu ter uma boa solução para controlar a vazão, não quero arriscar mais nenhuma enchente.

17 de jan. de 2008

Projeto Água de Chuva: filtragem

Chega a ser impressionante a quantidade de gente que entra no site procurando sobre reutilização de água de chuva. De certa forma, isso me deixa um pouco mais esperançoso com a humanidade, que parece que não vai se deixar extinguir sem luta! Talvez dure uns 50 anos ainda, se se esforçar um pouquinho mais...
Um grande percentual de visitantes procura sobre o filtro para água da chuva. Acredito que qualquer um que já tenha tentado utilizar água de chuva deve ter se deparado com a péssima qualidade da água coletada.
Depois do uso do filtro de areia caseiro que fiz, a sujeira depositada no contêiner diminuiu bastante.
O que tenho notado atualmente é um certo tom esverdeado na água e nas paredes do contêiner, o que deve ser sinal de algas. Não sei como isso pode ser possível, mas não parei para analisar a qualidade da água a fundo pois isso exige testes laboratoriais, o que seria ridículo no caso de um projeto tão simples como o meu.
Tenho que checar se um pouco de cloro resolveria a questão (realmente não faço idéia de como evitar algas em tanques de água. Preciso pesquisar esse tópico).

Ao pessoal que entra aqui, deixo uma dica: http://www.aguadechuva.com/
Esse é um bom site de referência sobre coleta, armazenamento, tratamento e uso de água de chuva.
Alguns textos são bem técnicos, mas acho que ajudam muito a quem está querendo fazer a coisa a sério.
E para os que querem saber mais sobre o filtro de areia, recomendo a leitura dos textos correspondentes do site. Transformar a água da chuva em água potável é uma coisa muito mais complicada do que possa parecer à primeira vista.
O site fala muito em filtros de areia grandes, com sistema contínuo, de várias camadas, e indica um cuidado extremo com o filtro, que no final das contas, é o que vai garantir a qualidade da água.
Boa sorte a quem se aventurar a isso. Eu nem sei ainda como vou limpar o meu pequeno filtro, que dirá cuidar de um filtro de grande porte.

Atualização sobre o assunto aqui: http://blog-blo.blogspot.com.br/2012/04/mais-duvidas-surgiram-sobre-qualidade.html

Projeto Água de Chuva: atrasos

É, eu estou atrasado com as fotos das gambiarras. É que tem faltado tempo mesmo, juro.
Muito trabalho, pouco descanso e menos ainda saco de atualizar blog no final de semana.
Eu fechei completamente a saída de água para o contêiner e até o momento, a gambiarra com arame e o cup de 3" aguentou toda a pressão. Vaza um pouco, mas é como uma torneira mal fechada, o que não é suficiente para transbordar o filtro, muito menos o contêiner.
Agora falta criar um mecanismo que permita controlar a vazão dessa saída para o filtro de areia. Estou relutante em abrir simplesmente um buraco no cup, pois dessa forma, vou voltar ao mesmo problema de sempre, que é a falta de controle. Andei pensando em algum tipo de torneira, ou mecanismo simples de bloqueamento. O mais complicado mesmo é que há muito poucas opções de materiais desse tipo para canos de esgoto.
Vou dar uma vasculhada nas lojas de materiais e ver se eu encontro algo que eu goste.

7 de jan. de 2008

Projeto Água de Chuva: LIXO!!!

No final de semana, descobri - para meu desgosto - que a minha laje é um lixão! Não é possível que tanto lixo se acumule simplesmente sendo carregado pelo vento. Deve haver algum tipo de caminhão flutuante que despeja todo o conteúdo da caçamba em cima da minha laje.
Ok, Ok! Crise de exagero terminada.
Vamos aos fatos: a saída do coletor de primeiras águas entupiu de novo, o que estava provocando verdadeiras enxurradas no coitado do filtro de areia. Ele não dava conta e vazava pra todo lado.
O pior é que a gambiarra que eu havia montado apenas para direcionar o fluxo não aguentou o volume de água e virou um chafariz, jorrando litros e litros pra cima.
Claro que descobri isso da pior maneira: estava lá, tentando desentupir a saída do coletor quando sou carregado por uma verdadeira onda, que me lavou (ou sujou, dependendo de como se considera a qualidade da água da minha laje) inteirinho.
O que provocou o entupimento foram alguns pedaços razoavelmente grandes de plástico transparente. O que essas coisas estavam fazendo no meu telhado, eu ainda não entendi. E não era nada parecido com rabiola de pipa, não. Pareciam pedaços de saco plástico, como esses de feira.
Dado o desastre, resolvi tomar três providências:
Tenho que descolar o fundo do coletor de primeiras águas. O treco tem que ser destacável, porque necessita de manutenção periódica e eu não posso me dar ao luxo de tê-lo entupido toda semana.
Fechar a saída de água que vai para o filtro com um cup de 3". Deixei propositadamente sem cola, preso com arame (um milagre da engenharia! Aguardem as fotos), para avaliar se aguenta a pressão da água. Assim, farei nele um furo que garanta uma vazão compatível com o filtro de areia e, como não estará colado, permitirá limpá-lo quando necessário (dado os pedaços de lixo que descem por ele, isso pode ser toda semana).
Criar uma peneira ou rede para a entrada do tipo de coleta da laje. É, eu me rendo. Não dá pra evitar isso, pois não quero mais aquele lixo todo descendo pelos tubos e entupindo tudo. O chato disso é que vai me obrigar a fazer visitas periódicas à laje, o que não é muito fácil, já que meu único acesso à laje é através do meu vizinho, que pode não gostar de me ver arrastando uma escada pra cima da sua laje. Mas acho que não há saída.

Diante disso tudo, a conclusão a que chego é: o sistema de coleta água de chuva deve prever um reservatório inicial, que possa receber sem problemas a água mais suja, e dele, passar para a filtragem e armazenagem final (de preferência coletando somente a água superficial, depois de decantada a sujeira). Também deve haver um sistema que permita separar a sujeira grossa da água. Alguns sites que visitei apresentam sistemas acopláveis ao encanamento que fazem essa separação, mas que são caros demais para um projeto caseiro como o meu e são instalados no lado externo das residências, o que não é o meu caso.
No final das contas, tudo seria muito mais fácil se eu tivesse uma área externa onde podesse fazer toda essa instalação. Mas infelizmente eu não tenho, então, meu projeto acaba sendo mais complicado do que seria o normal.
Mas ainda estamos trabalhando. Afinal, eu sou brasileiro e não desisto nunca.
Mentira, claro. Também sei desistir quando necessário. Mas ainda não é a hora pra isso.

19 de dez. de 2007

Projeto Água de Chuva: Pinga ni mim

Pois é. Já que eu não conseguia colocar a torneira de volta com a estrutura toda, simplesmente cortei o fundo do "cup" em que ela estava instalada e usei o dito cujo como elemento de fixação na saída do tubo do contêiner. Ficou até que bom, firme e sem cara de que vai quebrar ou soltar tão fácil.
Mas como tudo na vida, nem tudo são flores. Não caprichei na vedação da torneira (manja aquela fita veda-rosca?) e está pingando. Não é um rio Amazonas, mas ainda assim, incomoda ver aquela pingação toda. Ou seja, preciso soltar tudo e refazer.
O chato disso tudo é que ao soltar, eu estrago a vedação feita com borracha de silicone e tenho que limpar e reaplicar tudo de novo. Eu queria um jeito de não ter que reaplicar a borracha toda vez. Pensei em usar um anel de borracha que eu possa colocar e tirar à vontade. Como já tentei fazer um anel com câmara de pneu antes e percebi que não fica bom, tenho mesmo que comprar um se quiser usar a idéia. Mas só me lembro vagamente de um lugar para comprar anéis de borracha de tamanhos fora de padrão, que fica lá na Florêncio de Abreu, perto do largo São Bento, mas não tenho o endereço exato.
Além disso, mas e a preguiça de ir lá camelar?
Bom, seja com anel de borracha ou com silicone, o fato é que anda chovendo bastante e eu preciso deixar o tubo aberto para ter o ladrão, e por isso, preciso refazer logo o trabalho da torneira.

7 de dez. de 2007

Projeto Água de Chuva: Filtrando

Pois bem. Cansado de tanta sujeira (nada a ver com o Congresso Nacional ou o Palácio da Alvorada), decidi fazer uma limpeza no contêiner, que estava bem sujo. Para isso, tirei a torneira que instalei na saída, varri o contêiner (sim, enfiei uma vassoura dentro dele), soltando muita sujeira, e esgotei os quase 300 litros de água que lá havia.
Graças a isso o contêiner está bem mais apresentável e eu menos receoso de ter que usar aquela água suja.
Daí, fiz o danado do filtro de areia. Usei para isso uma jardineira (um vaso retangular de plástico) que por acaso, coube direitinho na entrada do contênier. Não fica tombando nem nada. Dos seis "pezinhos" da jardineira, os dois do meio ficam perfeitamente encaixados na entrada e por isso, foram devidamente cortados, funcionando como a saída do filtro. Enchi o filtro com 4 camadas: uma de brita, uma outra com pedras de fundo de áquario, mais uma com areia bem grossa e a última com areia mais fina (dá um trampo peneirar e separar areia, viu? isso, claro, depois de lavá-la com litros e litros de água). Por cima, um tipo de manta de PET, usada para forrar vasos, e que filtra bem a sujeira grossa. Também fiz uma saída para ladrão acima da areia, mas ainda não fiz nenhuma conexão para escoar a água, então o excesso vai mesmo caindo para trás do conteinêr.
Para evitar que a areia seja revolvida pelo fluxo de água, usei a estrutura do filtro anterior (que não funcionou) para diminuir a vazão e a velocidade da água.
Na última chuva (06/12), segundo testemunhas, tudo funcionou a contento, o excesso foi saindo do filtro pelo "ladrão incompleto" e ele não transbordou. A manta de PET mudou de cor, de cinza claro para preto carvão. É inacreditável o volume de sujeira que vem do telhado. A saída de primeiras águas entupiu de novo e a água foi toda pro filtro. Resultado: 600 litros de água de boa aparência, bem mais clara do que costumava ser.
Para as próximas etapas, tenho as seguintes tarefas:
  1. completar o encanamento do ladrão do filtro. Não dá pra deixar aquela água toda (suja por sinal) caindo atrás do contêiner. Pode molhar demais o suporte de madeira do contêiner e acabar fazendo tudo vir abaixo;
  2. melhorar a filtragem grossa, colocando uma peneira na saída da estrutura de diminuição de vazão;
  3. recolocar a torneira. Descrobri da pior maneira que a estrutura da torneira tem passagem só de ida. Depois de removida, não consigo mais colocá-la no lugar. A vedação fica toda torta e vaza tudo. Como estou resistindo à tentação de instalar a torneira direto na parede do contêiner, acho que vou voltar ao esquema anterior de fixação, quando usei o espelho cego de tomadas. Mas usando um fundo de "cup" de PVC, mais grosso e resistente. Pelo menos isso me permite retirar e colocar a torneira de forma mais fácil, embora não seja uma operação que vá necessitar ser feita com frequência;
  4. instalar um aplicador de cloro granulado ou em pastilha. Ninguém vai beber ou tomar banho com a água, mas acho que por questões de segurança, seria interessante aplicar cloro para melhorar a qualidade da água. Mas eu queria um processo automático, sem que eu tivesse que mexer toda hora nisso. Vamos ver o que eu consigo.
O ladrão do contêiner eu deixo para depois. Como eu limitei a vazão usando o filtro, é provável que somente a mangueira já resolva. Desde que o pessoal lembre de posicioná-la corretamente e deixar a torneira aberta, claro. Sempre que eu penso nisso, quase fico com a certeza que o melhor a fazer é furar o contêiner e instalar um cano.
Mãos à obra!

Atualização em 31/03/2011: Para Itamar - ES :
Itamar, foto e mais alguns detalhes do filtro, você acha neste link aqui.

Mas, como eu digo aqui, já abandonei o uso desse filtro. Mesmo sem pesquisar muito mais sobre o assunto, entendi que filtro de areia é um negócio bem mais complicado do que parece à primeira vista, e preferi não continuar fazendo muio esforço nele, dado que o projeto tem ambições bem modestas.

28 de nov. de 2007

Projeto Água de Chuva

Voltando ao "bovino glacial" (pra quem não se ligou ainda: "vaca fria"), como diria meu velho e sumido amigo Alexandre Foggetti, eis que tenho a relatar algumas observações e conclusões sobre este projeto tão acalentado, tão sonhado e hoje em fase de produção (nossa, que exagero!).
O coletor funciona muito bem, a "trilha" que eu cavei na laje faz a água descer que é uma beleza pelos canos e agora, com a época das chuvas, o contêiner (aprendi semana passada que a palavra é assim, devidamente abrasileirada) está sempre cheio.
Diria mais! Cheio demais, até!
Como nem tudo são flores na vida, o projeto tem alguns problemas. Vamos a eles:
  1. A água chega a ser excessiva. Como eu temia, o ladrão feito somente com a mangueira de jardim não dá conta de escoar toda a água que desce e uma chuva mais prolongada vai transbordar o contêiner rapidinho. Preciso pensar num sistema de limitação da vazão e também num sistema de ladrão mais eficiente. Tudo se resolveria se eu pudesse ter um sistema fechado, mas a sujeira que vem com a água não me permite isso, como comento abaixo;
  2. A água é muito suja! Não importa a força da chuva, o telhado parece que nunca fica limpo. Da última vez eu coletei até uns pedaços de isopor (de onde veio, não faço idéia) na peneira que uso pra tentar segurar a sujeira mais grossa (sem contar as penas e cocô de pombo que volta e meia pintam por lá também). E mesmo com o "coador de pano" que eu fiz, o container está bem sujo, com muita sujeira depositada no fundos e nas laterais. O que invalida o uso da água para outra coisa que não seja lavar o chão, e desconfio, somente o chão externo da casa.
    Preciso urgente de um filtro de areia na entrada do container. Tentei fazer um pequeno, usando o cano de 4", acoplado diretamente na boca do cano que dá para a entrada do contêiner, mas a vazão dele ficou ridícula. Além disso, fechado e lacrado como ficaria, eu acabaria acumulando a sujeira grossa no próprio cano e receio que junto com ela, todo tipo de agentes biológicos e não-biológicos hostis.
    Pensei então em um filtro largo, construído com alguma caixa, e usando uma tela em cima para separar a sujeira grossa. O problema é que isso me forçaria a ter dois sistema de ladrão: um para o contêiner e outro para o filtro. Se ainda não consegui fazer nem o do contêiner, que será hiper-necessário, imagine fazer dois.
    A opção seria fazer a saída do filtro entrar no contêiner de forma fechada. Daí, caso o contêiner encha totalmente, somente o ladrão do filtro seria necessário, escoando o excesso. Só não sei como fazer isso sem furar ou estragar o contêiner. Ó, dúvida cruel.
  3. Além disso tudo, a sujeira já fez com que a saída do tubo de coleta de primeiras águas entupisse, o que aumenta muito a vazão para o contêiner. Quando isso aconteceu eu não estava em casa e segundo meu pai, parecia uma cachoeira caindo, enchendo o contêiner e vazando pelo menos a mesma quantidade pra fora, o que só aumenta a necessidade do ladrão.
O pior é que tenho que ser rápido, pois com as pancadas de chuva que costumam acontecer em São Paulo, é bem provável que eu provoque uma inundação em casa.