Algumas das palavras que mais geram visitas a este blog são os nomes de remédios.
Bastou falar sobre os meus problemas gástricos e citar os remédios que choveram visitas sobre os efeitos colaterais dos mesmos.
Então, este post é só para informar melhor a quem aqui chegar.
O Pilorypac é bem mais caro (R$ 120,00 foi o menor preço que encontrei) , e como o próprio médico indicou o Omepramix como opção, eu acabei por comprá-lo. Saiu por volta de R$ 80,00 na Drogaria São Paulo, que ainda parcelou em 3 (três) vezes no cartão.
Não senti grandes efeitos colaterais com o remédio, exceto um constante e incômodo gosto amargo na boca após o terceiro dia (são 7 dias no total). Chegava a incomodar bastante durante o dia e também à noite. Acordei mais de uma vez de madrugada de tanto amargor. De dia, vivia bebendo água, chá e comendo qualquer bolachinha para disfarçar. Mas tão logo parei de tomar o remédio, o gosto sumiu.
E, muito importante frisar, o estômago está muito melhor. Em breve, volto ao médico para o acompanhamento e depois digo como andam as coisas lá pelas minhas entranhas.
Blog sobre meus projetos, planos e desabafos.
Importante: Se você chegou aqui pelo Google, recomendo usar a lista de marcadores ao lado para chegar ao assunto desejado.
Novidade: Novo projeto de reuso de água
2 de abr. de 2008
Digimon x Ben 10
Gosto muito de alguns desenhos do Cartoon Network. A maioria daqueles desenhos tem referências tão adultas que os pequenos perdem quase 100% da graça às vezes, mas os adultos podem se divertir horrores.
Mas também tenho que reconhecer as péssimas influências que eles exercem sobre as crianças. É um festival de valores morais dúbios e equivocados, que caem como uma luva nos tempos atuais, onde ninguém dá valor a mais nada.
O Ben 10, por exemplo, o herói mais badalado do momento, é um verdadeiro terror.
É burro (e se orgulha disso), comete as maiores besteiras se achando o maioral só porque tem o relógio que o transforma nos alienígenas, usa seus poderes da forma mais leviana e irresponsável possível, desobedece seu avô, desrespeita sua prima (alvo preferido de suas brincadeiras de mau gosto) e só vence no final por puro acaso ou desejo do roteirista.
Mas o pior de tudo: ele não estuda. Ele odeia ir para a escola e detesta livros ou qualquer tipo de leitura. Fica rodando o país no furgão junto com seu avô e prima, sem ir para a escola. Num dos episódios, o vilão prende sua mente em seu pior pesadelo: a escola.
Tudo bem, é ficção, dirão alguns, mas o que me assusta é que essa é a ficção padrão americana, onde as crianças nos desenhos são sempre burras ou malandras e detestam a escola. Ser estudioso é ser nerd, CDF, e isso é sempre motivo de chacota nos desenhos "made in EUA".
Não deve ser à toa que, como já disse Carl Sagan (ler "O mundo assombrado pelos demônios"), os EUA estão emburrecendo ("Stupid White Man"?).
Nem vou entrar no mérito de falar do Billy (de "As terríveis aventuras de Billy e Mandy"), que gostaria de ter dois narizes para ter mais um lugar de onde tirar meleca, ou do comercial do toque de celular com som de peido...
Diante do quadro tenebroso, resolvi mostrar o outro lado da moeda (ou do planeta): baixei e viciei o guri no Digimon.
O Digimon veio na esteira de Pokemon, com o intuito de vender brinquedos e games, claro, como quase toda a animação feita no Japão. Mas apesar disso, os valores culturais deles estão sempre lá, de forma mais ou menos explícita. Mas diferente do seu clone, eu gosto muito mais do Digimon, e vou dizer o porquê.
Como toda boa história, Digimon tem início, meio e fim, continuidade, evolução e reflexão. As crianças se desentendem e ao final compreendem que somente juntos podem resolver os problemas, e que brigar não resolve nada. Quem é medroso, egoísta ou arrogante aprende a ter coragem, generosidade e humildade.
A continuidade exerce papel importante nessa evolução, pois um episódio tem continuação e teve um prévio, como numa novela, não existindo episódios isolados ou independentes, gerando o interesse contínuo (tem até resumo do episódio anterior e "cenas do próximo capítulo").
Todas as crianças, ao se apresentarem aos outros, dizem em que escola e série estudam, demonstrando orgulho por estudar e a importância da escola em suas vidas. Um dos meninos inclusive, sente saudades da escola e de fazer sua lição de casa em seu quarto.
Tem também um irmão mais velho que se preocupa e faz de tudo para ajudar e proteger seu irmão mais novo, mesmo eles sendo filhos de pais separados e que não vivem juntos.
Alguns liberais podem torcer o nariz por isso, alegando ser uma forma de forçar conceitos, quase uma lavagem cerebral. Mas eu pergunto: educa-se uma criança para quê? Para agir de forma positiva na sociedade ou para agir como quiser para que a sociedade lhe dê o que quer, quando quer e na forma que quer?
E um desenho que mostre inconseqüência, irresponsabilidade, falta de educação e desrespeito pelos outros, também não está passando seus valores, usando a sedução do mais fácil, do mais rápido, do mais engraçado?
Entre os dois extremos, qual seria o mais positivo para a manutenção da sociedade onde todos nós vivemos?
Bom, pelo que tenho visto, a maioria prefere o "estilo Cartoon de ser" ("A gente faz o que quer", segundo a nova campanha publicitária do canal).
Mas eu sou brasileiro (para meu desgosto), e não desisto nunca!
Mas também tenho que reconhecer as péssimas influências que eles exercem sobre as crianças. É um festival de valores morais dúbios e equivocados, que caem como uma luva nos tempos atuais, onde ninguém dá valor a mais nada.
O Ben 10, por exemplo, o herói mais badalado do momento, é um verdadeiro terror.
É burro (e se orgulha disso), comete as maiores besteiras se achando o maioral só porque tem o relógio que o transforma nos alienígenas, usa seus poderes da forma mais leviana e irresponsável possível, desobedece seu avô, desrespeita sua prima (alvo preferido de suas brincadeiras de mau gosto) e só vence no final por puro acaso ou desejo do roteirista.
Mas o pior de tudo: ele não estuda. Ele odeia ir para a escola e detesta livros ou qualquer tipo de leitura. Fica rodando o país no furgão junto com seu avô e prima, sem ir para a escola. Num dos episódios, o vilão prende sua mente em seu pior pesadelo: a escola.
Tudo bem, é ficção, dirão alguns, mas o que me assusta é que essa é a ficção padrão americana, onde as crianças nos desenhos são sempre burras ou malandras e detestam a escola. Ser estudioso é ser nerd, CDF, e isso é sempre motivo de chacota nos desenhos "made in EUA".
Não deve ser à toa que, como já disse Carl Sagan (ler "O mundo assombrado pelos demônios"), os EUA estão emburrecendo ("Stupid White Man"?).
Nem vou entrar no mérito de falar do Billy (de "As terríveis aventuras de Billy e Mandy"), que gostaria de ter dois narizes para ter mais um lugar de onde tirar meleca, ou do comercial do toque de celular com som de peido...
Diante do quadro tenebroso, resolvi mostrar o outro lado da moeda (ou do planeta): baixei e viciei o guri no Digimon.
O Digimon veio na esteira de Pokemon, com o intuito de vender brinquedos e games, claro, como quase toda a animação feita no Japão. Mas apesar disso, os valores culturais deles estão sempre lá, de forma mais ou menos explícita. Mas diferente do seu clone, eu gosto muito mais do Digimon, e vou dizer o porquê.
Como toda boa história, Digimon tem início, meio e fim, continuidade, evolução e reflexão. As crianças se desentendem e ao final compreendem que somente juntos podem resolver os problemas, e que brigar não resolve nada. Quem é medroso, egoísta ou arrogante aprende a ter coragem, generosidade e humildade.
A continuidade exerce papel importante nessa evolução, pois um episódio tem continuação e teve um prévio, como numa novela, não existindo episódios isolados ou independentes, gerando o interesse contínuo (tem até resumo do episódio anterior e "cenas do próximo capítulo").
Todas as crianças, ao se apresentarem aos outros, dizem em que escola e série estudam, demonstrando orgulho por estudar e a importância da escola em suas vidas. Um dos meninos inclusive, sente saudades da escola e de fazer sua lição de casa em seu quarto.
Tem também um irmão mais velho que se preocupa e faz de tudo para ajudar e proteger seu irmão mais novo, mesmo eles sendo filhos de pais separados e que não vivem juntos.
Alguns liberais podem torcer o nariz por isso, alegando ser uma forma de forçar conceitos, quase uma lavagem cerebral. Mas eu pergunto: educa-se uma criança para quê? Para agir de forma positiva na sociedade ou para agir como quiser para que a sociedade lhe dê o que quer, quando quer e na forma que quer?
E um desenho que mostre inconseqüência, irresponsabilidade, falta de educação e desrespeito pelos outros, também não está passando seus valores, usando a sedução do mais fácil, do mais rápido, do mais engraçado?
Entre os dois extremos, qual seria o mais positivo para a manutenção da sociedade onde todos nós vivemos?
Bom, pelo que tenho visto, a maioria prefere o "estilo Cartoon de ser" ("A gente faz o que quer", segundo a nova campanha publicitária do canal).
Mas eu sou brasileiro (para meu desgosto), e não desisto nunca!
Projeto Reuso de Água: mais compras
Graças à queda do viaduto do Fura-Fila, acabei tendo que andar um pouco pelo bairro para voltar pra casa, e passei pela loja de mangueiras que tinha visto outro dia, além de uma loja de materiais de construção e ferramentas já conhecida, que tem bastante coisa interessante.
Encontrei o adaptador para mangueiras que já tem o encaixe para rosca 3/4". Vai ficar bem legal se eu conseguir utilizá-lo diretamente na saída das bombonas, junto com os anéis de borracha que eu comprei. Se não ficar bom, vou ter que usar mesmo as conexões de plástico para fazer a fixação na bombona, e o adaptador de mangueira apenas como elemento de ligação.
Comprei também 7 metros de mangueira sanfonada, que permite curvas bem mais estreitas sem dobrar a mangueira, o que é muito útil para fazer as conexões curtas entre as bombonas.
Ontem aproveitei o embalo e, talhadeira e martelo em punho, fiz o buraco na pareda da lavanderia para a laje externa, onde eu pretendo colocar as bombonas com o filtro. Não ficou nenhuma obra prima, mas o buraco ficou arredondado, pelo menos, e sem exageros do lado interno. Do lado externo, quebrou um pouco mais do que o planejado, mas depois eu reboco tudo.
Notei uma diminuição no cheiro das bombonas, depois que eu deixei ao sol sem a tampa. Acho que a essência deve evaporar mais rápido com o calor, então, acho que as bombonas vão passar a semana "pegando um bronze".
O fim de semana promete ser de muito trabalho nessa montagem.
Vai ficar faltando ainda a bomba de aquário, para poder extrair a água armazenada. Mas essa é a última etapa do processo, então não há pressa. Quero deixar o filtro funcionando um bom tempo antes de armazenar a água, para garantir a limpeza da areia e brita, além do cheiro de essência da bombona.
Encontrei o adaptador para mangueiras que já tem o encaixe para rosca 3/4". Vai ficar bem legal se eu conseguir utilizá-lo diretamente na saída das bombonas, junto com os anéis de borracha que eu comprei. Se não ficar bom, vou ter que usar mesmo as conexões de plástico para fazer a fixação na bombona, e o adaptador de mangueira apenas como elemento de ligação.
Comprei também 7 metros de mangueira sanfonada, que permite curvas bem mais estreitas sem dobrar a mangueira, o que é muito útil para fazer as conexões curtas entre as bombonas.
Ontem aproveitei o embalo e, talhadeira e martelo em punho, fiz o buraco na pareda da lavanderia para a laje externa, onde eu pretendo colocar as bombonas com o filtro. Não ficou nenhuma obra prima, mas o buraco ficou arredondado, pelo menos, e sem exageros do lado interno. Do lado externo, quebrou um pouco mais do que o planejado, mas depois eu reboco tudo.
Notei uma diminuição no cheiro das bombonas, depois que eu deixei ao sol sem a tampa. Acho que a essência deve evaporar mais rápido com o calor, então, acho que as bombonas vão passar a semana "pegando um bronze".
O fim de semana promete ser de muito trabalho nessa montagem.
Vai ficar faltando ainda a bomba de aquário, para poder extrair a água armazenada. Mas essa é a última etapa do processo, então não há pressa. Quero deixar o filtro funcionando um bom tempo antes de armazenar a água, para garantir a limpeza da areia e brita, além do cheiro de essência da bombona.
31 de mar. de 2008
Projeto Reuso de Água: providências
O projeto de reuso da água da máquina de lavar está andando até que bem rápido. Vamos aos fatos:
Fui até a Picillo e comprei uma bombona de 200 litros de material reciclado (R$ 80,00) , para armazenar a água já filtrada, e duas bombonas usadas de 60 litros (R$ 9,00 cada), para o filtro. Queria comprar uma nova de 100 litros para isso, mas custava por volta de R$ 100,00, o que achei muito caro.
Atualização: Bombona 200 Litros
Atualização: Bombona 60 litros
Atualização: Detalhe do corte de acesso para facilitar as conexões
As bombonas usadas tem o inconveniente de terem armazenado essências (perfume) para produtos de limpeza. É um cheiro parecido com aqueles limpadores tipo "Veja" (nada a ver com a revista desta vez), tremendamente enjoativo e acredito, tóxico, e que não está sendo muito fácil de eliminar. Com a supervisão da minha química de plantão (vulgo patroa), vamos ver se eu consigo melhorar esse quadro, caso contrário, terei que abandonar a idéia de bombonas usadas.
O ruim das bombonas também é que elas tem apenas duas saídas pequenas com tampa de rosca, o que não me dará acesso ao interior para fazer as conexões de tubos e mangueiras. Vai ser um trampo muito grande fazer isso só por fora, e a chance de vazamentos aumenta muito.
Por conta disso, estou pensando em deixar para lá as bombonas e usar duas lixeiras de 60 ou uma de 100 litros para fazer o filtro. A vantagem delas é o acesso total ao interior para as instalações necessárias. Mas também são mais caras, então, ainda estou avaliando.
Eu comprei um número mais ou menos certo de tubos e conexões, pensando em fazer todas as conexões com tubos rígidos, mas após visitar um site sobre aquarismo (Hobbyland), comecei a me interessar pelo uso de mangueiras flexíveis, o que eliminaria boa parte das conexões para dobra e contorno, além de simplificar os engates, facilitando a desmontagem caso necessário. Também foi uma fonte de idéias quando a técnicas de vedação usando material adaptado e anéis de borracha.
Comecei a desenhar o filtro e cheguei a um projeto em duas etapas. Uma primeira bombona (ou lixeira) vai armazenar a água da máquina, que sairá pelo fundo em direção ao filtro. Essa saída será feita de forma a não esgotar totalmente a água desse primeiro estágio, evitando enviar para o filtro a espuma gerada pelo sabão.
Dessa saída, a água deverá entrar no filtro de areia e brita pouco acima da altura máxima da areia, evitando a queda e a formação de mais espuma. Deverá haver uma coluna mínima de água cobrindo a areia, também para evitar a espuma. Isso será garantido pela saída do filtro, que após coletar a água no fundo, subirá até a altura da areia, antes de se dirigir ao armazenamento final, a bombona de 200 litros.
Depois eu coloco o desenho dessa idéia, que ficará bem mais simples de executar com mangueiras ao invés de canos.
Só para adiantar a discussão, se a qualidade da água vinda da lavagem for muito ruim (muita sujeira ou sabão), pretendo usar um sistema de coleta automática dessa primeira água, como o coletor de primeiras águas que já uso hoje no projeto Água de Chuva.
Mas não vamos nos adiantar demais. Ainda não sei com que qualidade essa água vai sair.
Fui até a Picillo e comprei uma bombona de 200 litros de material reciclado (R$ 80,00) , para armazenar a água já filtrada, e duas bombonas usadas de 60 litros (R$ 9,00 cada), para o filtro. Queria comprar uma nova de 100 litros para isso, mas custava por volta de R$ 100,00, o que achei muito caro.
Atualização: Bombona 200 Litros
Atualização: Bombona 60 litros
Atualização: Detalhe do corte de acesso para facilitar as conexõesAs bombonas usadas tem o inconveniente de terem armazenado essências (perfume) para produtos de limpeza. É um cheiro parecido com aqueles limpadores tipo "Veja" (nada a ver com a revista desta vez), tremendamente enjoativo e acredito, tóxico, e que não está sendo muito fácil de eliminar. Com a supervisão da minha química de plantão (vulgo patroa), vamos ver se eu consigo melhorar esse quadro, caso contrário, terei que abandonar a idéia de bombonas usadas.
O ruim das bombonas também é que elas tem apenas duas saídas pequenas com tampa de rosca, o que não me dará acesso ao interior para fazer as conexões de tubos e mangueiras. Vai ser um trampo muito grande fazer isso só por fora, e a chance de vazamentos aumenta muito.
Por conta disso, estou pensando em deixar para lá as bombonas e usar duas lixeiras de 60 ou uma de 100 litros para fazer o filtro. A vantagem delas é o acesso total ao interior para as instalações necessárias. Mas também são mais caras, então, ainda estou avaliando.
Eu comprei um número mais ou menos certo de tubos e conexões, pensando em fazer todas as conexões com tubos rígidos, mas após visitar um site sobre aquarismo (Hobbyland), comecei a me interessar pelo uso de mangueiras flexíveis, o que eliminaria boa parte das conexões para dobra e contorno, além de simplificar os engates, facilitando a desmontagem caso necessário. Também foi uma fonte de idéias quando a técnicas de vedação usando material adaptado e anéis de borracha.
Comecei a desenhar o filtro e cheguei a um projeto em duas etapas. Uma primeira bombona (ou lixeira) vai armazenar a água da máquina, que sairá pelo fundo em direção ao filtro. Essa saída será feita de forma a não esgotar totalmente a água desse primeiro estágio, evitando enviar para o filtro a espuma gerada pelo sabão.
Dessa saída, a água deverá entrar no filtro de areia e brita pouco acima da altura máxima da areia, evitando a queda e a formação de mais espuma. Deverá haver uma coluna mínima de água cobrindo a areia, também para evitar a espuma. Isso será garantido pela saída do filtro, que após coletar a água no fundo, subirá até a altura da areia, antes de se dirigir ao armazenamento final, a bombona de 200 litros.
Depois eu coloco o desenho dessa idéia, que ficará bem mais simples de executar com mangueiras ao invés de canos.
Só para adiantar a discussão, se a qualidade da água vinda da lavagem for muito ruim (muita sujeira ou sabão), pretendo usar um sistema de coleta automática dessa primeira água, como o coletor de primeiras águas que já uso hoje no projeto Água de Chuva.
Mas não vamos nos adiantar demais. Ainda não sei com que qualidade essa água vai sair.
27 de mar. de 2008
Novos rumos: em direção á máquina de lavar roupas
Seguindo a tendência de reutilização de água, resolvi expandir isso para as chamadas águas cinzas.
Eu nunca fui muito de lavar roupa. Sempre achei uma tarefa complexa demais para meu pobre intelecto. Prefiro mil vezes cozinhar e lavar louça, além de limpar a casa, do que mexer com roupa, incluindo lavar e passar (eu até dobro bem e guardo também, bem organizadinho).
Mas depois de alguns acidentes com minhas camisas (perdi uma e outra mudou de cor), e a menor disponibilidade da patroa, que está com aquele barrigão, comecei eu mesmo a lavar a roupa e estender no varal.
E fiquei estarrecido pela quantidade de água que vai embora nesse processo.
Num ciclo de lavagem simples, nível de água alto e dois enxagues, minha máquina (que é uma Brastemp!) gasta em média uns 120 a 140 litros de água. Se pensarmos que a máquina é utilizada pelo menos três vezes na semana, são quase 400 litros jogados fora.
Procurando sobre uso de água de chuva, acabei esbarrando vez ou outra nas chamadas águas cinza, que seriam as águas das pias, tanques e máquinas de lavar roupa. Em geral, reutiliza-se essa água para lavar chão e dar descarga no vaso sanitário, o que seria mais complicado do que eu gostaria (quebrar paredes e refazer a tubulação).
Mas recentemente li sobre o reuso dessa água na própria máquina de lavar roupas. A água reutilizada pode substituir pelo menos a água da lavagem. Como os enxagues visam tirar o sabão, uma água reutilizada não daria certo para isso (a não ser que houvesse um filtro profissional, industrial, para limpar a água, como no projeto SAFIRA).
Então, decidi começar este novo projeto de reuso da água da máquina de lavar, que tem algumas problemáticas diferentes do projeto de água de chuva.
Por exemplo, a água de chuva vem do telhado, alimenta o filtro por gravidade e vai ao contêiner.
A água da máquina estará no mesmo nível do contêiner. Para reutilizar, provavelmente terei que bombear (penso em usar bomba de máquina de lavar, facilmente encontrada nas assistências técnicas ou uma bomba submersa para aquários).
Meu maior problema é o espaço físico, bem mais limitado do que aquele disponível para a água de chuva. Provavelmente terei que utilizar como contêiner uma bombona, de pelo menos 200 litros, que é mais alta do que larga. É provável também que esse contêiner tenha que ficar do lado de fora da casa, em uma pequena laje. Não medi ainda o espaço, mas devo fazer isso ainda esta semana.
Quanto à filtragem, estou pensando em usar um filtro industrial desta vez. Não me parece que o filtro de areia vá conseguir remover todas as impurezas da água, como o sabão e a própria sujeira das roupas.
Atualização: O filtro pesquisado (Hidro Filtros), para uso residencial, utiliza elementos filtrantes de polipropileno (fibra plástica), que tem vida útil estimada de 6 meses, quando usado antes da máquina de lavar. Como eu pretendo usar depois da saída da máquina, creio que a vida útil seria ainda menor, o que elevaria o custo mensal e inviabilizaria o projeto. Portanto, vamos de filtro de areia e brita mesmo.
Já comprei alguns tubos e conexões, e vou pesquisar o filtro e também o novo contêiner.
Vamos ver no que vai dar.
Eu nunca fui muito de lavar roupa. Sempre achei uma tarefa complexa demais para meu pobre intelecto. Prefiro mil vezes cozinhar e lavar louça, além de limpar a casa, do que mexer com roupa, incluindo lavar e passar (eu até dobro bem e guardo também, bem organizadinho).
Mas depois de alguns acidentes com minhas camisas (perdi uma e outra mudou de cor), e a menor disponibilidade da patroa, que está com aquele barrigão, comecei eu mesmo a lavar a roupa e estender no varal.
E fiquei estarrecido pela quantidade de água que vai embora nesse processo.
Num ciclo de lavagem simples, nível de água alto e dois enxagues, minha máquina (que é uma Brastemp!) gasta em média uns 120 a 140 litros de água. Se pensarmos que a máquina é utilizada pelo menos três vezes na semana, são quase 400 litros jogados fora.
Procurando sobre uso de água de chuva, acabei esbarrando vez ou outra nas chamadas águas cinza, que seriam as águas das pias, tanques e máquinas de lavar roupa. Em geral, reutiliza-se essa água para lavar chão e dar descarga no vaso sanitário, o que seria mais complicado do que eu gostaria (quebrar paredes e refazer a tubulação).
Mas recentemente li sobre o reuso dessa água na própria máquina de lavar roupas. A água reutilizada pode substituir pelo menos a água da lavagem. Como os enxagues visam tirar o sabão, uma água reutilizada não daria certo para isso (a não ser que houvesse um filtro profissional, industrial, para limpar a água, como no projeto SAFIRA).
Então, decidi começar este novo projeto de reuso da água da máquina de lavar, que tem algumas problemáticas diferentes do projeto de água de chuva.
Por exemplo, a água de chuva vem do telhado, alimenta o filtro por gravidade e vai ao contêiner.
A água da máquina estará no mesmo nível do contêiner. Para reutilizar, provavelmente terei que bombear (penso em usar bomba de máquina de lavar, facilmente encontrada nas assistências técnicas ou uma bomba submersa para aquários).
Meu maior problema é o espaço físico, bem mais limitado do que aquele disponível para a água de chuva. Provavelmente terei que utilizar como contêiner uma bombona, de pelo menos 200 litros, que é mais alta do que larga. É provável também que esse contêiner tenha que ficar do lado de fora da casa, em uma pequena laje. Não medi ainda o espaço, mas devo fazer isso ainda esta semana.
Quanto à filtragem, estou pensando em usar um filtro industrial desta vez. Não me parece que o filtro de areia vá conseguir remover todas as impurezas da água, como o sabão e a própria sujeira das roupas.
Atualização: O filtro pesquisado (Hidro Filtros), para uso residencial, utiliza elementos filtrantes de polipropileno (fibra plástica), que tem vida útil estimada de 6 meses, quando usado antes da máquina de lavar. Como eu pretendo usar depois da saída da máquina, creio que a vida útil seria ainda menor, o que elevaria o custo mensal e inviabilizaria o projeto. Portanto, vamos de filtro de areia e brita mesmo.
Já comprei alguns tubos e conexões, e vou pesquisar o filtro e também o novo contêiner.
Vamos ver no que vai dar.
Tudo azul (ou quase)
Bem, depois de alguma chuva, consegui ver o resultado do meu último esforço no projeto Água de Chuva.
A vazão está bem mais controlada com o "bico" de PVC, o pedaço de pano e as duas esponjas dentro do bico estão retendo muito bem a sujeira grossa, e o filtro de areia resolve o resto. Resultado: água clarinha, sem nenhuma sujeira visível.
Além disso, li um pouco sobre cloração de água e resolvi usar um pouco de água sanitária (a velha e boa Cândida), seguindo algumas proporções que encontrei por aí pela internet (estou usando 25 ml de água sanitária a 2,5% para cada 100 litros). Resultado: água sem cheiro ruim, nem esverdeada. Pelo contrário, tem até um tom azulado de água de piscina, para quem olha de lado, pela parede do contêiner.
O ladrão acoplado à saída do filtro funcionou direitinho e mesmo com chuva forte, não transbordou mais o filtro, nem molhou todo o chão como acontecia antes.
De ruim, ficou o velho problema do coletor de primeiras águas, que entope toda hora e me obriga a soltar a mangueirinha e ter que me molhar com aquela água fedida e nojenta.
Mas também resolvi dar um basta nisso e fui às compras.
Voltei com um cano de PVC de 3/4" para água, mais algumas conexões e o grande pulo do gato, um registro esfera em PVC. Com ele, vou poder controlar a vazão da água para o filtro (quanto mais aberto, menos água no filtro), além de esgotar a água suja sem ter que mexer nela. Além disso, na hora de limpar, devido ao diâmetro muito maior do cano de PVC, a vazão desse escoamento vai ser maior e a sujeira grossa vai toda embora ao invés de ficar acumulada no coletor.
Falta ainda montar essa estrutura, coisa que devo fazer no próximo final de semana.
Sou obrigado a reconhecer que um pouco mais de trabalho e dedicação resolveu grande parte dos problemas e o projeto agora se mostra viável e útil, além de ecologicamente responsável.
E aí? Vai tentar fazer um você também?
Se precisar de alguma dica, deixe um comentário que eu ficarei feliz em poder ajudar.
A vazão está bem mais controlada com o "bico" de PVC, o pedaço de pano e as duas esponjas dentro do bico estão retendo muito bem a sujeira grossa, e o filtro de areia resolve o resto. Resultado: água clarinha, sem nenhuma sujeira visível.
Além disso, li um pouco sobre cloração de água e resolvi usar um pouco de água sanitária (a velha e boa Cândida), seguindo algumas proporções que encontrei por aí pela internet (estou usando 25 ml de água sanitária a 2,5% para cada 100 litros). Resultado: água sem cheiro ruim, nem esverdeada. Pelo contrário, tem até um tom azulado de água de piscina, para quem olha de lado, pela parede do contêiner.
O ladrão acoplado à saída do filtro funcionou direitinho e mesmo com chuva forte, não transbordou mais o filtro, nem molhou todo o chão como acontecia antes.
De ruim, ficou o velho problema do coletor de primeiras águas, que entope toda hora e me obriga a soltar a mangueirinha e ter que me molhar com aquela água fedida e nojenta.
Mas também resolvi dar um basta nisso e fui às compras.
Voltei com um cano de PVC de 3/4" para água, mais algumas conexões e o grande pulo do gato, um registro esfera em PVC. Com ele, vou poder controlar a vazão da água para o filtro (quanto mais aberto, menos água no filtro), além de esgotar a água suja sem ter que mexer nela. Além disso, na hora de limpar, devido ao diâmetro muito maior do cano de PVC, a vazão desse escoamento vai ser maior e a sujeira grossa vai toda embora ao invés de ficar acumulada no coletor.
Falta ainda montar essa estrutura, coisa que devo fazer no próximo final de semana.
Sou obrigado a reconhecer que um pouco mais de trabalho e dedicação resolveu grande parte dos problemas e o projeto agora se mostra viável e útil, além de ecologicamente responsável.
E aí? Vai tentar fazer um você também?
Se precisar de alguma dica, deixe um comentário que eu ficarei feliz em poder ajudar.
20 de mar. de 2008
Gastro Adventures
Combinação (quase) fatal:
Manutenção corretiva: pronto-socorro do Hospital São Cristóvão, médico pouco atencioso, 500 ml de soro e 250 ml de glicose, com Dramin e Buscopan, e... GO HOME! (você chega quase morrendo e depois de medicado, se conseguir ficar em pé, é liberado sem nenhum exame sequer).
Acompanhamento: dor ao comer, dor se ficar sem comer, por mais de duas semanas.
Decisão: procurar Gastroenterologista de verdade.
Paliativo: protetor gástrico Zylium (cloridrato de Ranitidina).
Coleta de dados para análise: endoscopia com cultura.
Adendo: endoscopia com direito a quase coma (duas horas apagado no laboratório, mais 4 horas apagado no sofá de casa).
Efeito colateral: dano na veia do braço direito (logo o direito!). Inchaço, dor e sensibilidade aumentada por duas semanas (até o momento).
Diagnóstico: infecção por bactéria Helicobacter pylori.
Tratamento recomendado: Pyloripac ou Omepramix.
Custo médio: Pyloripac - R$ 120,00, Omepramix - R$ 80,00
Nota: pensar melhor onde e o que comer!!!
- almoço por kilo, com filé de pescada (estamos em São Paulo, no mínimo a 80 km da fonte mais próxima de pescado);
- duas aspirinas (para dor de cabeça, claro! Nada a ver com o tal peixe);
- jantar no self-service chinês (Mei-Mei) do Shopping Paulista.
Manutenção corretiva: pronto-socorro do Hospital São Cristóvão, médico pouco atencioso, 500 ml de soro e 250 ml de glicose, com Dramin e Buscopan, e... GO HOME! (você chega quase morrendo e depois de medicado, se conseguir ficar em pé, é liberado sem nenhum exame sequer).
Acompanhamento: dor ao comer, dor se ficar sem comer, por mais de duas semanas.
Decisão: procurar Gastroenterologista de verdade.
Paliativo: protetor gástrico Zylium (cloridrato de Ranitidina).
Coleta de dados para análise: endoscopia com cultura.
Adendo: endoscopia com direito a quase coma (duas horas apagado no laboratório, mais 4 horas apagado no sofá de casa).
Efeito colateral: dano na veia do braço direito (logo o direito!). Inchaço, dor e sensibilidade aumentada por duas semanas (até o momento).
Diagnóstico: infecção por bactéria Helicobacter pylori.
Tratamento recomendado: Pyloripac ou Omepramix.
Custo médio: Pyloripac - R$ 120,00, Omepramix - R$ 80,00
Nota: pensar melhor onde e o que comer!!!
12 de mar. de 2008
A mulher. Ah, a mulher!
Tá atrasado, eu sei, mas aqui vai minha homenagem para as mulheres naquele que é (foi) o seu dia:
Dicas para a mulher moderna e esperta
"O pau cumeu!"
"A igualdade é branca!" (filme do Krzysztof Kieslowski)
"Só as cachorra! Ú! Hu! Hu! Hu! Hu!"
"Neverending story"
Finalizando:
Dicas para a mulher moderna e esperta
"O pau cumeu!"
- A violência do homem contra a mulher só vai terminar quando começar a violência da mulher contra o homem. Afinal, ninguém briga com quem bate igual ou mais forte. Brincadeirinha, claro. Mas o assunto é sério. Ainda hoje, a mulher é agredida, humilhada, escravizada e violentada mundo afora. Por isso, todo cuidado e toda atitude é pouca.
- Parece que a maioria dos especialistas em segurança diz que é sempre melhor não reagir. Mas diante de uma agressão inevitável de alguém próximo, se você tiver condições de reagir (físicas, emocionais, psicológicas), pode ser que você prefira tentar revidar do que apanhar passivamente. E nesse caso, vai uma dica tática: bata onde dói, na traição, sem ele esperar. Não tente brigar de igual pra igual. O homem em geral tem mais massa muscular e portanto bate mais forte e é mais rápido (desde que não seja um porco gordo regado a cerveja). Portanto, os alvos são: virilha, saco, joelho, olhos e nariz. E não bata só uma vez e fique admirando a obra ("Uau! Acertei um chute!"). Garanta que ele não possa mais revidar. Depois que ele estiver no chão, aí sim, faça a festa, se quiser! E não se esqueça: vocês costumam cultivar unhas! Faça bom uso delas.
- Claro que a dica acima serve somente para o caso de você ser burr... er... "distraída" e não perceber que o tão sonhado príncipe encantado é na verdade uma versão pouco melhorada do brucutu (pra quem não tem a referência, homem das cavernas). Homens que agridem em geral tem um perfil mais ou menos padrão, e deixam boas pistas: dão mostras de pouca paciência, são coléricos (vão da calma zen ao ódio gritante num piscar de olhos), gostam de brincadeiras físicas (brincar de segurar, de dar tapinhas, etc., mesmo entre os amigos), esmurram paredes, etc.
- Não aceite ser agredida! Não há desculpas para uma agressão. Mesmo que ele se derreta em desculpas e bons tratos depois de uma agressão ou brutalidade, ainda que leve, saia fora o quanto antes. Na hora do "pé na bunda", dê preferência a um local seguro e familiar para você, com muita gente (de preferência, gente conhecida ou familiares) e não entre em guerra com o cara. Diga generalidades e não dê os reais motivos ("Você é horrível! Eu te odeio!"). Manja um "estou confusa e não me sinto preparada para um relacionamento"?
- Agora, se agressão for séria, é importante denunciar. Boletim de ocorrência e tudo. O cara tem que saber que isso não se faz, que isso é sério e que dá cadeia. Eu sei, é difícil alguém nesse país ir preso por bater em mulher, mas se as próprias mulheres não mudarem essa situação, vão continuar sendo somente as vítimas da história.
- Complementando as dicas acima, entenda que agredir é um hábito. Seja porque viu isso quando criança ou porque ninguém nunca tolheu esse comportamento quando ele era menor, o fato é que se ele uma única vez que seja, se achou no direito de agarrar um braço ou prender um pulso, é porque para ele acredita (mesmo que não verbalize) que isso é uma atitude aceitável e fará isso sempre que a situação se repetir. Significa que o respeito à sua integridade física, à sua individualidade não é a prioridade dele. Ele provavelmente não tem esse respeito por ninguém, mas no amor, há uma certa dose de possessão ("minha namorada", "minha mulher", etc.), mais liberdade com o outro do que com estranhos, confusão emocional, etc., o que aumenta a chance de agressão, se já há uma pré-disposição.
- A regra também vale para a violência moral e emocional. Quem humilha, maltrata e abusa emocionalmente também faz disso um hábito. E costuma ser ainda mais freqüente que a violência física, uma vez que ninguém vê as marcas e em tese, é "menos pior" do que dar uns tapas.
- Hábitos são muito difíceis de mudar. Alguém acha fácil fazer reeducação alimentar, parar de fumar, de beber, de roer unhas, etc.? Mesmo que você o ame, que ele a ame (quem agride em geral, sente amor, mesmo que não seja a mesma coisa do seu ponto de vista), e diga que vai mudar, a questão é: você está disposta a aguentar pancada até que isso aconteça? Qual o seu limite? Na minha opinião, o limite é um (1): uma pancada, uma agressão, uma brincadeira estúpida que não parou na hora em que você disse "não" e ponto. É melhor não dar chance pro azar e de repente acabar no hospital.
- Homens que bebem batem mais facilmente. O álcool inibe justamente os centros da razão, do bom senso, dos limites. Por isso, jamais discuta com um marido ou namorado bêbado.
- Se você é mãe, ensine sua filha a não ser somente uma dondoca frágil e a identificar possíveis agressores. Karatê, Taekwondo e Jiu-jitsu são ótimos esportes para garotas também.
- Muitos homens aprendem com suas mães a como tratar uma mulher. Uma mãe submissa, que não se valorize e que não exija respeito, vai passar esse modelo para seus filhos. Não permita que seu filho transforme-se num agressor de mulheres.
"A igualdade é branca!" (filme do Krzysztof Kieslowski)
- Numa relação a dois, espera-se igualdade de direitos e obrigações. Mas a realidade mostra o quão longe ainda estamos disso e a culpa está nos dois lados. Aprenda a construir um relacionamento harmonioso (tanto quanto possível).
- Estabeleça seus limites, exigências e compromissos bem cedo no relacionamento. Não seja toda docinho ("tô facinho") no começo para depois resolver "mostrar as garras". Isso vai fazer você mudar aos olhos dele. Melhor é mostrar logo quem você é. Assim, vai evitar que ele se desiluda depois e se ele gostar de você, será pela pessoa real e não por uma ficção que foi vendida a ele. Claro, a recíproca é verdadeira e desconfie daquele cara que é "um amor" 100% do tempo. Pode haver um brucutu embaixo de todas aquelas flores (vide "O pau cumeu!", ali em cima).
- Diz-se com freqüência que a mulher moderna vive uma tripla jornada: mulher, profissional e mãe. Isso ocorre porque as mulheres permitem que seus parceiros também tenham sua tripla jornada: profissional (se não for um vagabundo), botequeiro (happy hour também conta) e jogador de várzea (um verdadeiro Kaká!). A dica é: pare de ser Amélia e mande o gajo se coçar! Não o saco, pois isso ele já faz até demais. Divida as tarefas igualmente e exija que ele cumpra sua parte. Ficou de lavar a louça e esqueceu? Lembre-o todas as vezes que ele esquecer e cobre que seja feito. Não aceite que cuidar da casa seja somente sua obrigação. É obrigação dos dois.
- Complementando a dica acima, muitas mulheres dizem que seus maridos são bons, pois "ajudam" em casa. Quando a mulher diz isso, está na verdade assumindo duas coisas:
- Que a obrigação é dela. Afinal, só quem tem a obrigação de fazer é que pode pedir e receber ajuda. Mas se não receber a tal ajuda, é ela quem tem que se virar pra resolver sozinha.
- Quem ajuda não tem obrigação. Quem ajuda o faz por caridade, por compaixão, por zelo. Mas não há compromisso. Quem encara o que faz como ajuda, só ajuda quando quer e sente que deve (o que costuma ser raro quando a coisa em questão envolve roupa, louça, vassoura ou fralda).
- Bote a boca no trombone! Está frustrada, sobrecarregada, esgotada e irritada? Fale! Chame o fulano e explique tudo. Cobre, lembre, exija! Quem não fala o que sente passa sempre a impressão de que está tudo bem. Depois do boteco, ele nunca vai reparar que aqueles cabelos desgrenhados, aquelas olheiras e palidez são decorrentes do trabalho doméstico.
"Só as cachorra! Ú! Hu! Hu! Hu! Hu!"
- Tudo bem querer ser a mais preparada ou a mais tchutchuca do baile funk, mas você não é só um pedaço de carne para deleite masculino, é? Eu, pelo menos, espero que não, senão todo este texto não fará o menor sentido.
- O fato é que você sempre será tratada de maneira correspondente ao que você aparenta ser (ou realmente é, claro). Se você só se preocupar com sua aparência, se sua única obsessão é estar gostosa, só o que você vai atrair são lobos famintos por carne. Cultivar outras partes do corpo, como o cérebro, ajuda horrores a levantar a auto-estima, a reconhecer quando um cara não lhe merece, a construir um relacionamento com igualdade e a até enfrentar a solidão de cabeça erguida.
- Nada contra a beleza ou a estética, mas quando isso vira a prioridade da sua vida e passa por cima de coisas mais importantes como um bom papo, uma companhia agradável e um carinho na pessoa amada, alguma coisa vai mal.
- Todo mundo tem barriguinha, pneuzinho, estria, peito caído e pêlos no corpo (tá, talvez a Gisele Bundchen não tenha, mas ela não tem quase nada lá naquele corpo mesmo). Não é por isso que você tem que se sentir diminuída. Se você sofre com isso, é sinal de que o julgamento dos outros é mais importante para você do que você é de verdade.
- Como dizem por aí, um sorriso faz verdadeiros milagres, ainda mais quando vem naturalmente, de dentro. Sabe aquela coisa de dizer: "mas o que ele viu naquela baranga"? Pois então, ele pode ter visto muita coisa, que você talvez nem tenha prestado atenção, pois estava olhando para coisas menos importantes. E talvez esteja olhando justamente para essas mesmas coisas em você, ao invés de olhar o que você tem de bom e nas coisas em que pode melhorar.
"Neverending story"
Finalizando:
- Seja inteligente! E cultive essa inteligência.
- Seja você mesma! Sempre! Se achar que tem que mudar, mude! Mas pense bem o que essa mudança representa e o que fará por você. Mas só mude se descobrir que quer mesmo mudar. Não mude para agradar os outros. Isso é falso e não se sustenta com o tempo.
- O ditado ainda vale: antes só do que mal acompanhada. Não aceite qualquer traste do seu lado apenas para dizer a si mesma que tem alguém. Pode ser que esse alguém sirva apenas para atrapalhar sua vida e impedi-la de crescer.
6 de mar. de 2008
Mexendo as cadeiras
Ei, não tem nada a ver com aquela música do Vinny, não.
Enfim, depois de muito procrastinar, resolvi levantar a bunda do sofá (Calma! É só metáfora, gente!) e trabalhar um pouco no projeto.
Lembram-se do último post, com as muitas reclamações e coisas a fazer no projeto? Então, tem algumas coisas que me irritavam mais que outras no projeto. A questão da podridão da água é meio difícil de resolver. O filtro de areia feito de forma correta também é mais complicado. O encaixe da torneira e a pouca vazão de saída, idem.
Mas sobraram duas coisas razoavelmente simples de resolver, mas que a preguiça impedia falta de tempo dificultava: o excesso de vazão da água vinda da laje e a falta do encanamento do ladrão do filtro.
Botei então as mangas de fora (Outra metáfora, ok? Deixem de ser tão literais, por favor!) e fui comprar o cano e os cotovelos (curva de 90 graus, para os mais preciosistas). Fiz uma montagem simples, que fica apoiada sobre o contêiner e no próprio ralo. Nem usei cola para juntar as partes, porque não haverá pressão e portanto risco zero de vazamento. Como os tubos de esgoto tem maior diâmetro do que a saída do filtro (feita com um encaixe de saída para caixa d'água), e o tubo ficará com uma leve inclinação para baixo, foi só deixar o tubo apoiado na saída do filtro, sem necessidade de maior encaixe.
Resolvido o problema do ladrão, alterei um pedaço de tubo de 2", moldando uma espécie de bico, e com isso reduzindo a vazão, e encaixei na saída de água que vai para o filtro. Como esse pedaço é removível, e fica apoiado sobre o filtro, consegui diminuir a vazão de entrada no filtro e de quebra, consegui um sistema simples de retenção de sujeira grossa (como isopor, penas de pomba, fitas de rabiola de pipa, etc.) que pode ser limpo facilmente. Usei duas esponjas de limpeza para reter a sujeira, que poderão ser lavadas ou trocadas facilmente.
Tudo simples e com pouco esforço. De certa forma, dei uma sobrevida ao projeto, com o qual eu andava meio desanimado.
Agora só falta chover para testar tudo. Mas parece que ganhamos uma mini-estiagem e amanhã vamos completar uma semana sem um pingo d'água sequer.
Vamos ficar no aguardo.
Vejam as fotos de como ficou a nova gambiarra.

Enfim, depois de muito procrastinar, resolvi levantar a bunda do sofá (Calma! É só metáfora, gente!) e trabalhar um pouco no projeto.
Lembram-se do último post, com as muitas reclamações e coisas a fazer no projeto? Então, tem algumas coisas que me irritavam mais que outras no projeto. A questão da podridão da água é meio difícil de resolver. O filtro de areia feito de forma correta também é mais complicado. O encaixe da torneira e a pouca vazão de saída, idem.
Mas sobraram duas coisas razoavelmente simples de resolver, mas que a preguiça impedia falta de tempo dificultava: o excesso de vazão da água vinda da laje e a falta do encanamento do ladrão do filtro.
Botei então as mangas de fora (Outra metáfora, ok? Deixem de ser tão literais, por favor!) e fui comprar o cano e os cotovelos (curva de 90 graus, para os mais preciosistas). Fiz uma montagem simples, que fica apoiada sobre o contêiner e no próprio ralo. Nem usei cola para juntar as partes, porque não haverá pressão e portanto risco zero de vazamento. Como os tubos de esgoto tem maior diâmetro do que a saída do filtro (feita com um encaixe de saída para caixa d'água), e o tubo ficará com uma leve inclinação para baixo, foi só deixar o tubo apoiado na saída do filtro, sem necessidade de maior encaixe.
Resolvido o problema do ladrão, alterei um pedaço de tubo de 2", moldando uma espécie de bico, e com isso reduzindo a vazão, e encaixei na saída de água que vai para o filtro. Como esse pedaço é removível, e fica apoiado sobre o filtro, consegui diminuir a vazão de entrada no filtro e de quebra, consegui um sistema simples de retenção de sujeira grossa (como isopor, penas de pomba, fitas de rabiola de pipa, etc.) que pode ser limpo facilmente. Usei duas esponjas de limpeza para reter a sujeira, que poderão ser lavadas ou trocadas facilmente.
Tudo simples e com pouco esforço. De certa forma, dei uma sobrevida ao projeto, com o qual eu andava meio desanimado.
Agora só falta chover para testar tudo. Mas parece que ganhamos uma mini-estiagem e amanhã vamos completar uma semana sem um pingo d'água sequer.
Vamos ficar no aguardo.
Vejam as fotos de como ficou a nova gambiarra.

Ferramenta imprescindível!!!
Uma dica infalível para aqueles momentos de aperto: Gerador de CPF e CNPJ Válidos.
...
Tá, eu sei: "que tem isso a ver com o resto?"
Nada, nada.
Mas vai que alguém precisa...
...
Tá, eu sei: "que tem isso a ver com o resto?"
Nada, nada.
Mas vai que alguém precisa...
29 de fev. de 2008
28 de fev. de 2008
Garoto da Laje
Só para ajudar a quem anda pensando no Vedapren como solução para problemas de infiltração em lajes: O treco não adianta nada ficando exposto!
Depois de algum tempo tomando sol, a camada aplicada vai ressecando, rachando e no final das contas, você tem o problema de volta. Como aconteceu comigo recentemente, menos de seis meses após a aplicação.
Ou seja, se usar Vedapren e deixar exposto, vai ter que remover e reaplicar pelo menos duas vezes ao ano.
Se a sua laje é de difícil acesso e a aplicação muito complicada, é melhor começar a pensar em uma impermeabilização mais completa e definitiva (e infelizmente mais cara).
Lá em casa a laje está quase inacessível depois da reforma que o vizinho fez na casa ao lado. Eu pelo menos não tenho coragem de ficar pedindo para usar a laje dele, toda impermeabilizada, como passagem e apoio de escada.
Além disso, na minha laje não há espaço físico para eu me movimentar à vontade devido ao telhado, o que já levou à quebra de uma telha.
O que eu gostaria de fazer (se tivesse grana e gostasse da casa) seria colocar manta impermeabilizante, um cimentado e um piso na laje. Para o problema do excesso de aquecimento, um telhado baixo, mas não muito, que me permitisse fazer manutenção na caixa d'água.
Para completar, uma escadinha e um alçapão na lavanderia, para acesso fácil à laje.
Claro que, se eu tivesse dinheiro para fazer tudo isso, é bem mais provável que eu me mudasse de lá.
Depois de algum tempo tomando sol, a camada aplicada vai ressecando, rachando e no final das contas, você tem o problema de volta. Como aconteceu comigo recentemente, menos de seis meses após a aplicação.
Ou seja, se usar Vedapren e deixar exposto, vai ter que remover e reaplicar pelo menos duas vezes ao ano.
Se a sua laje é de difícil acesso e a aplicação muito complicada, é melhor começar a pensar em uma impermeabilização mais completa e definitiva (e infelizmente mais cara).
Lá em casa a laje está quase inacessível depois da reforma que o vizinho fez na casa ao lado. Eu pelo menos não tenho coragem de ficar pedindo para usar a laje dele, toda impermeabilizada, como passagem e apoio de escada.
Além disso, na minha laje não há espaço físico para eu me movimentar à vontade devido ao telhado, o que já levou à quebra de uma telha.
O que eu gostaria de fazer (se tivesse grana e gostasse da casa) seria colocar manta impermeabilizante, um cimentado e um piso na laje. Para o problema do excesso de aquecimento, um telhado baixo, mas não muito, que me permitisse fazer manutenção na caixa d'água.
Para completar, uma escadinha e um alçapão na lavanderia, para acesso fácil à laje.
Claro que, se eu tivesse dinheiro para fazer tudo isso, é bem mais provável que eu me mudasse de lá.
1000
Não sou o Romário tentando me auto-promover com contagens controversas (no meu caso, tá tudo documentado lá no SiteMeter), não jogo futebol, nem uso produtos para queda de cabelo, mas também sou 1000.
Pois é, chegamos às mil visitas a este blog (marca alcançada nesta noite).
Tudo bem que teve algumas visitas minhas, que não deveriam contar (eu demorei a achar o controle de ignorar visitas no SiteMeter), mas tá valendo.
É interessante que essa marca de visitas, que pode parecer pobre para os "probloggers", é significativa para um blog que não pretende ser nada mais do que um apanhado de comentários meus sobre a vida, o universo e tudo mais, além dos meus projetos malucos que não dão em nada.
Está claro para mim que a maioria das pessoas que cai aqui acaba não lendo nem uma linha do que eu escrevo, mas enfim, é interessante saber que mil pessoas passaram por aqui (na verdade um número indeterminado de pessoas que visitaram o blog mais de uma vez, mas vale a idéia).
Com certeza ninguém vai aprender nada comigo, mas só o fato de que a maioria das visitas tem a ver com laje e água de chuva (e que acabam saindo para o site de referência que eu deixei: http://www.aguadechuva.com/), mostra que pelo menos não tem só gente procurando putaria na internet. Se bem que quem procurou sobre água de chuva por aqui pode muito bem ter procurado putaria também...
Mas enfim, apenas mais um post tremendamente longo para comentar um fato inócuo.
Abraço!
Pois é, chegamos às mil visitas a este blog (marca alcançada nesta noite).
Tudo bem que teve algumas visitas minhas, que não deveriam contar (eu demorei a achar o controle de ignorar visitas no SiteMeter), mas tá valendo.
É interessante que essa marca de visitas, que pode parecer pobre para os "probloggers", é significativa para um blog que não pretende ser nada mais do que um apanhado de comentários meus sobre a vida, o universo e tudo mais, além dos meus projetos malucos que não dão em nada.
Está claro para mim que a maioria das pessoas que cai aqui acaba não lendo nem uma linha do que eu escrevo, mas enfim, é interessante saber que mil pessoas passaram por aqui (na verdade um número indeterminado de pessoas que visitaram o blog mais de uma vez, mas vale a idéia).
Com certeza ninguém vai aprender nada comigo, mas só o fato de que a maioria das visitas tem a ver com laje e água de chuva (e que acabam saindo para o site de referência que eu deixei: http://www.aguadechuva.com/), mostra que pelo menos não tem só gente procurando putaria na internet. Se bem que quem procurou sobre água de chuva por aqui pode muito bem ter procurado putaria também...
Mas enfim, apenas mais um post tremendamente longo para comentar um fato inócuo.
Abraço!
27 de fev. de 2008
Nassif x Veja!!!
Veja, nunca fui fã do jornalista Luís Nassif, nem mesmo quando trabalhava para ele (dois anos e meio tentando colocar ordem no caos), o que talvez poderia ter trazido alguma vantagem.
Conhecer pessoalmente "figuras lendárias" em seu cotidiano ajuda muito para que você Veja como no fundo, somos todos tão minúsculos, pequenos e rasteiros, não importanto o vulto dos nossos feitos.
O CD de Choro que ele gravou (e distribuiu a todos na empresa) eu nem ouvi, pois o estilo não me agrada. Mas a entrevista dele ao Jô na época do lançamento chega a ser meio que hilária.
Nassif é meio que um hiper-ativo com péssima dicção (ele bem sabe disso). Veja, ele fala rápido demais, sem articular as palavras e às vezes fica difícil entendê-lo. Chega a ser notável que tenha tido programas e quadros em telejornais na TV (não sei se ainda o faz, mas caso faça, se tiver a oportunidade, Veja por você mesmo) e no rádio. Merece nota pelo esforço, claro.
Não é um bom administrador e sua agência de notícias (Veja aqui: Agência Dinheiro Vivo) perdeu muito espaço por conta de decisões equivocadas e pela falta de comando. Lamentei inúmeras vezes os projetos mirabolantes, revolucionários e extremamente dispendiosos que dilapidaram o patrimônio da empresa, especialmente conduzidos por gerentes incompetentes, quando não mal-intencionados, muitos deles alçados ao cargo por puro nepotismo.
Mas tenho por ele alguma simpatia e admiração, pelos motivos descritos abaixo:
Se, depois de ler os artigos, você ainda acreditar em alguma coisa publicada naquele excremento..., digo, revista, ganha automaticamente título vitalício do clube dos idiotas.
ps.: Sei que repeti proposital e excessivamente a palavra Veja, mas quero que você Veja e entenda que isso tem tudo a ver com o tema, a campanha e à própria forma de agir da revista Veja, expert em ludibriar seus leitores.
ps2.: li recentemente a reportagem da Veja sobre os custos de se criar um filho. Me senti muito mal por não poder proporcionar aos meus filhos uma babá, um clube, uma academia, um celular, um laptop, aulas de inglês, espanhol, francês, alemão e equitação. Coitadinhos, não vão ter chance na vida...
Conhecer pessoalmente "figuras lendárias" em seu cotidiano ajuda muito para que você Veja como no fundo, somos todos tão minúsculos, pequenos e rasteiros, não importanto o vulto dos nossos feitos.
O CD de Choro que ele gravou (e distribuiu a todos na empresa) eu nem ouvi, pois o estilo não me agrada. Mas a entrevista dele ao Jô na época do lançamento chega a ser meio que hilária.
Nassif é meio que um hiper-ativo com péssima dicção (ele bem sabe disso). Veja, ele fala rápido demais, sem articular as palavras e às vezes fica difícil entendê-lo. Chega a ser notável que tenha tido programas e quadros em telejornais na TV (não sei se ainda o faz, mas caso faça, se tiver a oportunidade, Veja por você mesmo) e no rádio. Merece nota pelo esforço, claro.
Não é um bom administrador e sua agência de notícias (Veja aqui: Agência Dinheiro Vivo) perdeu muito espaço por conta de decisões equivocadas e pela falta de comando. Lamentei inúmeras vezes os projetos mirabolantes, revolucionários e extremamente dispendiosos que dilapidaram o patrimônio da empresa, especialmente conduzidos por gerentes incompetentes, quando não mal-intencionados, muitos deles alçados ao cargo por puro nepotismo.
Mas tenho por ele alguma simpatia e admiração, pelos motivos descritos abaixo:
- Foi meu primeiro empregador, ainda que eu nem fosse formado (graças a um esforço do meu tio, que tinha o contato);
- Dá (ou deu, na época) muito valor ao meu tio, às suas opiniões e idéias (quando muita gente que o conhece não o faz, muitas vezes com razão);
- É um pai zeloso e preocupado, apesar de, como qualquer outro, não agir sempre da forma mais correta ou pedagogicamente adequada;
- É um visionário. Ainda que muitas das suas idéias não tenham dado certo, ele está sempre antenado com as novidades e é um entusiasta da tecnologia. Numa época em que no Brasil nem havia o Plano Piloto da Embratel, ele já falava em hipertextos e links.
- Até onde eu vi e li, é um jornalista ético e que se preocupa com os rumos do jornalismo e com a apuração correta dos fatos (seu artigo na Folha em defesa de uma amiga minha, achincalhada judicialmente num processo repleto de furos, prisão indevida, sinistras coincidências e auto-promoção dos acusadores, foi tocante).
Se, depois de ler os artigos, você ainda acreditar em alguma coisa publicada naquele excremento..., digo, revista, ganha automaticamente título vitalício do clube dos idiotas.
ps.: Sei que repeti proposital e excessivamente a palavra Veja, mas quero que você Veja e entenda que isso tem tudo a ver com o tema, a campanha e à própria forma de agir da revista Veja, expert em ludibriar seus leitores.
ps2.: li recentemente a reportagem da Veja sobre os custos de se criar um filho. Me senti muito mal por não poder proporcionar aos meus filhos uma babá, um clube, uma academia, um celular, um laptop, aulas de inglês, espanhol, francês, alemão e equitação. Coitadinhos, não vão ter chance na vida...
19 de fev. de 2008
Projeto Água de Chuva: problemas
Há algo de podre no reino na água de chuva!
Mais particularmente, no meu contêiner. A água estava bem esverdeada e começando a cheirar mal. Aparentemente, tem algas demais na água. Tivemos que descartar toda a água e lavar o contêiner, que já tinha material depositado nas paredes. E graças ao formato do contêiner, não consigo eliminar o restinho de água no fundo, que continua cheia de sujeira. Acho que preciso de uma bomba pra retirar aquela água.
Pelo visto, a cloração é indispensável para garantir um mínimo de qualidade da água. Vou tentar fazer o clorador caseiro (com areia e hipoclorito de cálcio) ou comprar um clorador para piscina que usa cloro em barra (não sei se ainda existe isso).
Além disso, preciso esgotar sempre o coletor de primeiras águas e garantir que não fique nem um pingo sequer na tubulação, porque o cheiro de podre dessa água parada é terrível.
Acredito também que o filtro de areia que eu fiz é insuficiente para melhorar efetivamente a qualidade da água. Ele somente elimina a parte mais grossa da sujeira, mas tem pouca eficiência no geral. Com isso, pode ser arriscado usar a água mesmo para usos menos arriscados, como lavar o chão.
Na verdade, há tantos pontos a considerar que talvez esteja chegando a hora de rever o projeto. Do jeito que está ele, além de pouco útil, gera muito trabalho e problemas.
A falta de tubulação de saída do excesso, de engate adequado da torneira, de controle de vazão de entrada, a dificuldade de limpeza, etc. Tudo isso parece tornar o projeto um fracasso.
Não desisti ainda, claro. Mas quero rever a idéia toda, os custos envolvidos e pesquisar melhor as soluções disponíveis. Vamos ver...
Mais particularmente, no meu contêiner. A água estava bem esverdeada e começando a cheirar mal. Aparentemente, tem algas demais na água. Tivemos que descartar toda a água e lavar o contêiner, que já tinha material depositado nas paredes. E graças ao formato do contêiner, não consigo eliminar o restinho de água no fundo, que continua cheia de sujeira. Acho que preciso de uma bomba pra retirar aquela água.
Pelo visto, a cloração é indispensável para garantir um mínimo de qualidade da água. Vou tentar fazer o clorador caseiro (com areia e hipoclorito de cálcio) ou comprar um clorador para piscina que usa cloro em barra (não sei se ainda existe isso).
Além disso, preciso esgotar sempre o coletor de primeiras águas e garantir que não fique nem um pingo sequer na tubulação, porque o cheiro de podre dessa água parada é terrível.
Acredito também que o filtro de areia que eu fiz é insuficiente para melhorar efetivamente a qualidade da água. Ele somente elimina a parte mais grossa da sujeira, mas tem pouca eficiência no geral. Com isso, pode ser arriscado usar a água mesmo para usos menos arriscados, como lavar o chão.
Na verdade, há tantos pontos a considerar que talvez esteja chegando a hora de rever o projeto. Do jeito que está ele, além de pouco útil, gera muito trabalho e problemas.
A falta de tubulação de saída do excesso, de engate adequado da torneira, de controle de vazão de entrada, a dificuldade de limpeza, etc. Tudo isso parece tornar o projeto um fracasso.
Não desisti ainda, claro. Mas quero rever a idéia toda, os custos envolvidos e pesquisar melhor as soluções disponíveis. Vamos ver...
5 de fev. de 2008
Carnaval 2008: SUCESSO!
Sucesso imbatível de público e de audiência!
Não foi minha intenção, mas foi só comentar da "modelo" pelada (ou quase pelada, para os que se apegam a detalhes) na avenida durante o carnaval, que choveram umas 10 visitas procurando a notícia. Para um blog com uma humilde visitação média de 3 visitas por dia, isso é um recorde absoluto!
Mais uma prova de que este é o país da sacanagem e do bunda-lê-lê.
Depois reclamam dos caras lá de Brasília...
Não foi minha intenção, mas foi só comentar da "modelo" pelada (ou quase pelada, para os que se apegam a detalhes) na avenida durante o carnaval, que choveram umas 10 visitas procurando a notícia. Para um blog com uma humilde visitação média de 3 visitas por dia, isso é um recorde absoluto!
Mais uma prova de que este é o país da sacanagem e do bunda-lê-lê.
Depois reclamam dos caras lá de Brasília...
4 de fev. de 2008
Carnaval 2008
E aí, como vão de Carnaval?
Pois é, eu tive que fazer atendimento a cliente, graças a uns problemas que tivemos na nova versão do sistema. Coisa corriqueira na minha vida, claro.
O chato é que com isso, quase perdi a peça de teatro que fui assistir com meu filho ontem (deu tempo de voltar pro teatro), e hoje perdi o cinema com ele. Um saco! Mas pelo menos acho que já descobri o problema.
O lado bom é que não vi desfile, não ouvi música nem sei se quem foi atrás do trio elétrico está vivo ou morto.
Mas esta pequena notinha no portal do Terra me chamou a atenção: Modelo da São Clemente perde tapa-sexo de 4cm
Olhem as fotos (eu avisaria com um "inadequado para menores", mas parece que no Carnaval as leis civis e penais, a moral, os costumes e algumas leis da física deixam de ter validade) e por favor, me digam: onde diabos estava o tal tapa-sexo antes de ela perdê-lo?
Eu, pelo menos, não vi nada (ou seria melhor dizer que vi tudo?). Só se agora tapa-sexo virou sinônimo de O.B. (absorvente íntimo de uso interno).
Ah, sim: ainda bem que a moça avisou que não tem vergonha de sair de topless (ou tudoless?) e faz tudo pelo Carnaval (pelo visto, tudo mesmo). Eu juro que pensei ter visto um pouquinho de vergonha na cara dela.
Pois é, eu tive que fazer atendimento a cliente, graças a uns problemas que tivemos na nova versão do sistema. Coisa corriqueira na minha vida, claro.
O chato é que com isso, quase perdi a peça de teatro que fui assistir com meu filho ontem (deu tempo de voltar pro teatro), e hoje perdi o cinema com ele. Um saco! Mas pelo menos acho que já descobri o problema.
O lado bom é que não vi desfile, não ouvi música nem sei se quem foi atrás do trio elétrico está vivo ou morto.
Mas esta pequena notinha no portal do Terra me chamou a atenção: Modelo da São Clemente perde tapa-sexo de 4cm
Olhem as fotos (eu avisaria com um "inadequado para menores", mas parece que no Carnaval as leis civis e penais, a moral, os costumes e algumas leis da física deixam de ter validade) e por favor, me digam: onde diabos estava o tal tapa-sexo antes de ela perdê-lo?
Eu, pelo menos, não vi nada (ou seria melhor dizer que vi tudo?). Só se agora tapa-sexo virou sinônimo de O.B. (absorvente íntimo de uso interno).
Ah, sim: ainda bem que a moça avisou que não tem vergonha de sair de topless (ou tudoless?) e faz tudo pelo Carnaval (pelo visto, tudo mesmo). Eu juro que pensei ter visto um pouquinho de vergonha na cara dela.
27 de jan. de 2008
Projeto Água de Chuva
Ainda não mexi em mais nada relacionado a isso, mas resolvi postar as fotos da gambiarra como está hoje.
Na primeira foto, o estado atual da conexão da torneira. A vedação não está 100%, e a montagem meio solta, mas depois da última limpeza do contêiner, percebi que essa é a melhor forma para simplificar a conexão e permitir soltar e recolocar quando for necessário.

Na segunda foto, o tão comentado (e procurado) filtro de areia e brita. Como está bem visível, usei uma jardineira plástico, cujo fundo fica bem encaixado na abertura do contêiner. Fiz o filtro sem nenhum cálculo ou exemplo, simplesmente resolvi fazer usando cinco camadas: usei uma camada de brita forrando o fundo, uma de pedra de aquário, uma de areia grossa, uma de areia média (a areia foi peneirada com diferentes peneiras para obter os dois tipos) e por último mais uma camada fina de brita, apenas para evitar que a areia fosse revolvida com a entrada da água.
Nota-se também a saída de ladrão na parte de trás, que ainda não tem o encanamento para escoar o excesso.

Como eu já comentei, o filtro não é lá muito eficiente, mas pelo menos melhorou a qualidade da água no contêiner.
Na foto também é possível ver o cup que está fechando a saída de água. Até eu ter uma boa solução para controlar a vazão, não quero arriscar mais nenhuma enchente.
Na primeira foto, o estado atual da conexão da torneira. A vedação não está 100%, e a montagem meio solta, mas depois da última limpeza do contêiner, percebi que essa é a melhor forma para simplificar a conexão e permitir soltar e recolocar quando for necessário.

Na segunda foto, o tão comentado (e procurado) filtro de areia e brita. Como está bem visível, usei uma jardineira plástico, cujo fundo fica bem encaixado na abertura do contêiner. Fiz o filtro sem nenhum cálculo ou exemplo, simplesmente resolvi fazer usando cinco camadas: usei uma camada de brita forrando o fundo, uma de pedra de aquário, uma de areia grossa, uma de areia média (a areia foi peneirada com diferentes peneiras para obter os dois tipos) e por último mais uma camada fina de brita, apenas para evitar que a areia fosse revolvida com a entrada da água.
Nota-se também a saída de ladrão na parte de trás, que ainda não tem o encanamento para escoar o excesso.

Como eu já comentei, o filtro não é lá muito eficiente, mas pelo menos melhorou a qualidade da água no contêiner.
Na foto também é possível ver o cup que está fechando a saída de água. Até eu ter uma boa solução para controlar a vazão, não quero arriscar mais nenhuma enchente.
Momento Big Brother Brasil
"Eu já disse que carinho a gente recebe de pai e mãe, homem tem que dar é porrada, na cama", Natália, 22 anos.
Mas não é um mimo, essa garota de Passo Fundo (sugestivo o nome da cidade, não?)? Um verdadeiro atestado da profundidade intelectual dos nossos queridos concorrentes do BBB.
Aguarde para breve o livro de aconselhamento matrimonial da guria. Incluindo dicas de como bater sem deixar roxo (para eles) e maquiagem para disfarçar hematomas (para elas), além de um rol completo de desculpas, desde "Caí da escada" (clássica!) até "Derrubei um armário em cima de mim" (esta a preferida do saudoso Roberto Jeferson).
É capaz de vir a ser melhor que o Doce Veneno do Escorpião, da também saudosa Raquel Pacheco.
Que inclusive já escreveu outro. Afinal, o blog não dá dinheiro, claro.
Mas não é um mimo, essa garota de Passo Fundo (sugestivo o nome da cidade, não?)? Um verdadeiro atestado da profundidade intelectual dos nossos queridos concorrentes do BBB.
Aguarde para breve o livro de aconselhamento matrimonial da guria. Incluindo dicas de como bater sem deixar roxo (para eles) e maquiagem para disfarçar hematomas (para elas), além de um rol completo de desculpas, desde "Caí da escada" (clássica!) até "Derrubei um armário em cima de mim" (esta a preferida do saudoso Roberto Jeferson).
É capaz de vir a ser melhor que o Doce Veneno do Escorpião, da também saudosa Raquel Pacheco.
Que inclusive já escreveu outro. Afinal, o blog não dá dinheiro, claro.
21 de jan. de 2008
Harry Potter
Tenho que confessar que eu nunca fui muito fã (na verdade, nada fã. Muito pelo contrário!) das desventuras do bruxinho inglês. Sempre achei aquelas histórias meio infantilóides e escapistas ao extremo, o que de pronto me afastou dos livros e por conseqüência dos filmes.
Nada contra ficção escapista, mas achei a reciclagem dos conceitos de bruxos bonzinhos, varinhas de condão e vassouras voadoras muito pobre e tola. Deve-se a isso também o meu total desprezo pelo gênero.
Mas dei uma chance aos filmes, pelos nomes envolvidos na produção e também por algumas críticas positivas, em especial a partir do terceiro filme.
Os dois primeiros são bonitinhos até, leves e descompromissados, dá pra assistir com o filhote sem problema, apesar de um ou outro susto e medo. Mas a partir do terceiro, há mais elementos sinistros e assustadores (até a fotografia do filme, bem mais escuros que os demais, ajuda nisso), e tive que isentar o guri de assisti-lo.
O problema é que a pouca simpatia que comecei a nutrir pela autora e pela obra como um todo ruiu neste terceiro filme, justamente por este capítulo trazer à tona alguns elementos que, se auxiliam no fator diversão e drama, por outro lado abrem espaço para fissuras no universo mágico, já tão fantasioso, complexo e emaranhado. Alguns desses elementos chegam a ser um atentado contra a inteligência do leitor e/ou espectador. Vamos a eles:
SPOILER: FIQUE AVISADO DE QUE A PARTIR DAQUI, O TEXTO PODE ESTRAGAR SURPRESAS DO FILME E DA SÉRIE!
Desse jeito, o final mais correto para a saga de Harry Potter seria ele acordando e percebendo que tudo foi um sonho (sonhos não precisam de coerência, certo?), provavelmente sua forma de escapar à cruel realidade em que vive, morando com tios perversos após a morte de seus pais.
É, acho que eu tinha razão em não querer me enveredar pelos livros e filmes dessa série...
Nada contra ficção escapista, mas achei a reciclagem dos conceitos de bruxos bonzinhos, varinhas de condão e vassouras voadoras muito pobre e tola. Deve-se a isso também o meu total desprezo pelo gênero.
Mas dei uma chance aos filmes, pelos nomes envolvidos na produção e também por algumas críticas positivas, em especial a partir do terceiro filme.
Os dois primeiros são bonitinhos até, leves e descompromissados, dá pra assistir com o filhote sem problema, apesar de um ou outro susto e medo. Mas a partir do terceiro, há mais elementos sinistros e assustadores (até a fotografia do filme, bem mais escuros que os demais, ajuda nisso), e tive que isentar o guri de assisti-lo.
O problema é que a pouca simpatia que comecei a nutrir pela autora e pela obra como um todo ruiu neste terceiro filme, justamente por este capítulo trazer à tona alguns elementos que, se auxiliam no fator diversão e drama, por outro lado abrem espaço para fissuras no universo mágico, já tão fantasioso, complexo e emaranhado. Alguns desses elementos chegam a ser um atentado contra a inteligência do leitor e/ou espectador. Vamos a eles:
SPOILER: FIQUE AVISADO DE QUE A PARTIR DAQUI, O TEXTO PODE ESTRAGAR SURPRESAS DO FILME E DA SÉRIE!
- Viagem no tempo. Clichê absoluto no cinema, o filme se utiliza da viagem do tempo para resolver todos os problemas (Tá chato? Tá ruim? Fez cagada? Volta no tempo e conserta tudo!), e saca o famoso paradoxo circular "passado gerando futuro que gera passado" (o viajante do tempo que salva ele mesmo, e provoca os eventos do passado que construiram seu futuro). A viagem no tempo usada no filme é tão tola que só se justifica como um desejo da autora de explorar o tema (o que fez de forma bem primária, diga-se de passagem). E se uma estudante de magia chinfrim como a Hermione (Emma Watson) pode ter acesso a viagens no tempo (só para poder frequentar aulas que ocorrem no mesmo horário, dããã!), que dirá magos mais poderosos e sábios (mesmo os maléficos). Já pensou a bagunça? Valdemort voltando no tempo e matando Dumbledore jovem e os pais de Harry Potter antes de ele nascer? Harry voltando no tempo e impedindo a morte de seus pais? Ou o nascimento do próprio Valdemort? É fácil perceber como o uso de um recurso tão poderoso torna aquele universo incoerente, mas mesmo assim, o recurso é usado sem a menor conseqüência.
- Prisão de inocentes. Com tantos recursos à disposição (incluindo a já citada viagem no tempo), como vidência, chapéus que lêem pensamentos, magias de todo tipo (para forçar a dizer a verdade), sucos e poções de vários tipos (porque não um soro da verdade?), como é admissível que Sirius Black tenha sido preso em Azkhaban por doze anos, mesmo sendo inocente? É uma forma segura de destruir a coerência do universo de magia de Harry Potter.
Desse jeito, o final mais correto para a saga de Harry Potter seria ele acordando e percebendo que tudo foi um sonho (sonhos não precisam de coerência, certo?), provavelmente sua forma de escapar à cruel realidade em que vive, morando com tios perversos após a morte de seus pais.
É, acho que eu tinha razão em não querer me enveredar pelos livros e filmes dessa série...
17 de jan. de 2008
Projeto Água de Chuva: filtragem
Chega a ser impressionante a quantidade de gente que entra no site procurando sobre reutilização de água de chuva. De certa forma, isso me deixa um pouco mais esperançoso com a humanidade, que parece que não vai se deixar extinguir sem luta! Talvez dure uns 50 anos ainda, se se esforçar um pouquinho mais...
Um grande percentual de visitantes procura sobre o filtro para água da chuva. Acredito que qualquer um que já tenha tentado utilizar água de chuva deve ter se deparado com a péssima qualidade da água coletada.
Depois do uso do filtro de areia caseiro que fiz, a sujeira depositada no contêiner diminuiu bastante.
O que tenho notado atualmente é um certo tom esverdeado na água e nas paredes do contêiner, o que deve ser sinal de algas. Não sei como isso pode ser possível, mas não parei para analisar a qualidade da água a fundo pois isso exige testes laboratoriais, o que seria ridículo no caso de um projeto tão simples como o meu.
Tenho que checar se um pouco de cloro resolveria a questão (realmente não faço idéia de como evitar algas em tanques de água. Preciso pesquisar esse tópico).
Ao pessoal que entra aqui, deixo uma dica: http://www.aguadechuva.com/
Esse é um bom site de referência sobre coleta, armazenamento, tratamento e uso de água de chuva.
Alguns textos são bem técnicos, mas acho que ajudam muito a quem está querendo fazer a coisa a sério.
E para os que querem saber mais sobre o filtro de areia, recomendo a leitura dos textos correspondentes do site. Transformar a água da chuva em água potável é uma coisa muito mais complicada do que possa parecer à primeira vista.
O site fala muito em filtros de areia grandes, com sistema contínuo, de várias camadas, e indica um cuidado extremo com o filtro, que no final das contas, é o que vai garantir a qualidade da água.
Boa sorte a quem se aventurar a isso. Eu nem sei ainda como vou limpar o meu pequeno filtro, que dirá cuidar de um filtro de grande porte.
Atualização sobre o assunto aqui: http://blog-blo.blogspot.com.br/2012/04/mais-duvidas-surgiram-sobre-qualidade.html
Um grande percentual de visitantes procura sobre o filtro para água da chuva. Acredito que qualquer um que já tenha tentado utilizar água de chuva deve ter se deparado com a péssima qualidade da água coletada.
Depois do uso do filtro de areia caseiro que fiz, a sujeira depositada no contêiner diminuiu bastante.
O que tenho notado atualmente é um certo tom esverdeado na água e nas paredes do contêiner, o que deve ser sinal de algas. Não sei como isso pode ser possível, mas não parei para analisar a qualidade da água a fundo pois isso exige testes laboratoriais, o que seria ridículo no caso de um projeto tão simples como o meu.
Tenho que checar se um pouco de cloro resolveria a questão (realmente não faço idéia de como evitar algas em tanques de água. Preciso pesquisar esse tópico).
Ao pessoal que entra aqui, deixo uma dica: http://www.aguadechuva.com/
Esse é um bom site de referência sobre coleta, armazenamento, tratamento e uso de água de chuva.
Alguns textos são bem técnicos, mas acho que ajudam muito a quem está querendo fazer a coisa a sério.
E para os que querem saber mais sobre o filtro de areia, recomendo a leitura dos textos correspondentes do site. Transformar a água da chuva em água potável é uma coisa muito mais complicada do que possa parecer à primeira vista.
O site fala muito em filtros de areia grandes, com sistema contínuo, de várias camadas, e indica um cuidado extremo com o filtro, que no final das contas, é o que vai garantir a qualidade da água.
Boa sorte a quem se aventurar a isso. Eu nem sei ainda como vou limpar o meu pequeno filtro, que dirá cuidar de um filtro de grande porte.
Atualização sobre o assunto aqui: http://blog-blo.blogspot.com.br/2012/04/mais-duvidas-surgiram-sobre-qualidade.html
Projeto Água de Chuva: atrasos
É, eu estou atrasado com as fotos das gambiarras. É que tem faltado tempo mesmo, juro.
Muito trabalho, pouco descanso e menos ainda saco de atualizar blog no final de semana.
Eu fechei completamente a saída de água para o contêiner e até o momento, a gambiarra com arame e o cup de 3" aguentou toda a pressão. Vaza um pouco, mas é como uma torneira mal fechada, o que não é suficiente para transbordar o filtro, muito menos o contêiner.
Agora falta criar um mecanismo que permita controlar a vazão dessa saída para o filtro de areia. Estou relutante em abrir simplesmente um buraco no cup, pois dessa forma, vou voltar ao mesmo problema de sempre, que é a falta de controle. Andei pensando em algum tipo de torneira, ou mecanismo simples de bloqueamento. O mais complicado mesmo é que há muito poucas opções de materiais desse tipo para canos de esgoto.
Vou dar uma vasculhada nas lojas de materiais e ver se eu encontro algo que eu goste.
Muito trabalho, pouco descanso e menos ainda saco de atualizar blog no final de semana.
Eu fechei completamente a saída de água para o contêiner e até o momento, a gambiarra com arame e o cup de 3" aguentou toda a pressão. Vaza um pouco, mas é como uma torneira mal fechada, o que não é suficiente para transbordar o filtro, muito menos o contêiner.
Agora falta criar um mecanismo que permita controlar a vazão dessa saída para o filtro de areia. Estou relutante em abrir simplesmente um buraco no cup, pois dessa forma, vou voltar ao mesmo problema de sempre, que é a falta de controle. Andei pensando em algum tipo de torneira, ou mecanismo simples de bloqueamento. O mais complicado mesmo é que há muito poucas opções de materiais desse tipo para canos de esgoto.
Vou dar uma vasculhada nas lojas de materiais e ver se eu encontro algo que eu goste.
Geek!
Refiz o Geek Quiz aí do lado, e o percentual "geek" aumentou para 62 %.
Ou eu não fui exatamente honesto no primeiro teste ou neste último, vai saber.
Mas eu ando mesmo mais anti-social do que de costume (como se isso fosse possível...).
Andei pensando em fazer análise, daquelas bem tradicionais, com divã e tudo. Vamos ver, estou procurando.
Mas já ando sentindo pena do coitado do analista que eu decidir atormentar...
Ou eu não fui exatamente honesto no primeiro teste ou neste último, vai saber.
Mas eu ando mesmo mais anti-social do que de costume (como se isso fosse possível...).
Andei pensando em fazer análise, daquelas bem tradicionais, com divã e tudo. Vamos ver, estou procurando.
Mas já ando sentindo pena do coitado do analista que eu decidir atormentar...
7 de jan. de 2008
Projeto Água de Chuva: LIXO!!!
No final de semana, descobri - para meu desgosto - que a minha laje é um lixão! Não é possível que tanto lixo se acumule simplesmente sendo carregado pelo vento. Deve haver algum tipo de caminhão flutuante que despeja todo o conteúdo da caçamba em cima da minha laje.
Ok, Ok! Crise de exagero terminada.
Vamos aos fatos: a saída do coletor de primeiras águas entupiu de novo, o que estava provocando verdadeiras enxurradas no coitado do filtro de areia. Ele não dava conta e vazava pra todo lado.
O pior é que a gambiarra que eu havia montado apenas para direcionar o fluxo não aguentou o volume de água e virou um chafariz, jorrando litros e litros pra cima.
Claro que descobri isso da pior maneira: estava lá, tentando desentupir a saída do coletor quando sou carregado por uma verdadeira onda, que me lavou (ou sujou, dependendo de como se considera a qualidade da água da minha laje) inteirinho.
O que provocou o entupimento foram alguns pedaços razoavelmente grandes de plástico transparente. O que essas coisas estavam fazendo no meu telhado, eu ainda não entendi. E não era nada parecido com rabiola de pipa, não. Pareciam pedaços de saco plástico, como esses de feira.
Dado o desastre, resolvi tomar três providências:
Tenho que descolar o fundo do coletor de primeiras águas. O treco tem que ser destacável, porque necessita de manutenção periódica e eu não posso me dar ao luxo de tê-lo entupido toda semana.
Fechar a saída de água que vai para o filtro com um cup de 3". Deixei propositadamente sem cola, preso com arame (um milagre da engenharia! Aguardem as fotos), para avaliar se aguenta a pressão da água. Assim, farei nele um furo que garanta uma vazão compatível com o filtro de areia e, como não estará colado, permitirá limpá-lo quando necessário (dado os pedaços de lixo que descem por ele, isso pode ser toda semana).
Criar uma peneira ou rede para a entrada do tipo de coleta da laje. É, eu me rendo. Não dá pra evitar isso, pois não quero mais aquele lixo todo descendo pelos tubos e entupindo tudo. O chato disso é que vai me obrigar a fazer visitas periódicas à laje, o que não é muito fácil, já que meu único acesso à laje é através do meu vizinho, que pode não gostar de me ver arrastando uma escada pra cima da sua laje. Mas acho que não há saída.
Diante disso tudo, a conclusão a que chego é: o sistema de coleta água de chuva deve prever um reservatório inicial, que possa receber sem problemas a água mais suja, e dele, passar para a filtragem e armazenagem final (de preferência coletando somente a água superficial, depois de decantada a sujeira). Também deve haver um sistema que permita separar a sujeira grossa da água. Alguns sites que visitei apresentam sistemas acopláveis ao encanamento que fazem essa separação, mas que são caros demais para um projeto caseiro como o meu e são instalados no lado externo das residências, o que não é o meu caso.
No final das contas, tudo seria muito mais fácil se eu tivesse uma área externa onde podesse fazer toda essa instalação. Mas infelizmente eu não tenho, então, meu projeto acaba sendo mais complicado do que seria o normal.
Mas ainda estamos trabalhando. Afinal, eu sou brasileiro e não desisto nunca.
Mentira, claro. Também sei desistir quando necessário. Mas ainda não é a hora pra isso.
Ok, Ok! Crise de exagero terminada.
Vamos aos fatos: a saída do coletor de primeiras águas entupiu de novo, o que estava provocando verdadeiras enxurradas no coitado do filtro de areia. Ele não dava conta e vazava pra todo lado.
O pior é que a gambiarra que eu havia montado apenas para direcionar o fluxo não aguentou o volume de água e virou um chafariz, jorrando litros e litros pra cima.
Claro que descobri isso da pior maneira: estava lá, tentando desentupir a saída do coletor quando sou carregado por uma verdadeira onda, que me lavou (ou sujou, dependendo de como se considera a qualidade da água da minha laje) inteirinho.
O que provocou o entupimento foram alguns pedaços razoavelmente grandes de plástico transparente. O que essas coisas estavam fazendo no meu telhado, eu ainda não entendi. E não era nada parecido com rabiola de pipa, não. Pareciam pedaços de saco plástico, como esses de feira.
Dado o desastre, resolvi tomar três providências:
Tenho que descolar o fundo do coletor de primeiras águas. O treco tem que ser destacável, porque necessita de manutenção periódica e eu não posso me dar ao luxo de tê-lo entupido toda semana.
Fechar a saída de água que vai para o filtro com um cup de 3". Deixei propositadamente sem cola, preso com arame (um milagre da engenharia! Aguardem as fotos), para avaliar se aguenta a pressão da água. Assim, farei nele um furo que garanta uma vazão compatível com o filtro de areia e, como não estará colado, permitirá limpá-lo quando necessário (dado os pedaços de lixo que descem por ele, isso pode ser toda semana).
Criar uma peneira ou rede para a entrada do tipo de coleta da laje. É, eu me rendo. Não dá pra evitar isso, pois não quero mais aquele lixo todo descendo pelos tubos e entupindo tudo. O chato disso é que vai me obrigar a fazer visitas periódicas à laje, o que não é muito fácil, já que meu único acesso à laje é através do meu vizinho, que pode não gostar de me ver arrastando uma escada pra cima da sua laje. Mas acho que não há saída.
Diante disso tudo, a conclusão a que chego é: o sistema de coleta água de chuva deve prever um reservatório inicial, que possa receber sem problemas a água mais suja, e dele, passar para a filtragem e armazenagem final (de preferência coletando somente a água superficial, depois de decantada a sujeira). Também deve haver um sistema que permita separar a sujeira grossa da água. Alguns sites que visitei apresentam sistemas acopláveis ao encanamento que fazem essa separação, mas que são caros demais para um projeto caseiro como o meu e são instalados no lado externo das residências, o que não é o meu caso.
No final das contas, tudo seria muito mais fácil se eu tivesse uma área externa onde podesse fazer toda essa instalação. Mas infelizmente eu não tenho, então, meu projeto acaba sendo mais complicado do que seria o normal.
Mas ainda estamos trabalhando. Afinal, eu sou brasileiro e não desisto nunca.
Mentira, claro. Também sei desistir quando necessário. Mas ainda não é a hora pra isso.
4 de jan. de 2008
No regrets!
Andei visitando uns blogs por aí e acabei comentando um post em um deles, o que me levou a refletir melhor sobre o que falei lá.
Aquela velha história de que é possível viver sem sentir arrependimento é uma grande furada.
Sim, você se arrepende de coisas que fez e também das que não fez.
O arrependimento só não vem se não houve conseqüências de nenhum tipo (físicas, morais, emocionais, financeiras, etc.). Estamos falando, claro, de conseqüências negativas. É só ver a resposta daquelas pessoas recém presas pela polícia, quando perguntadas se estão arrependidas. É claro que estão! Afinal, foram presas! Se tivessem se safado, com certeza não estariam nem um pouco arrependidas. É a conseqüência chegando a cavalo (ou de Veraneio, conforme o caso).
Mas tem um ponto a respeito disso que é interessante de discutir: a culpa. Muita gente se culpa pelo que fez anos atrás, depois de se arrependerem (ou seja, sentirem o peso da conseqüência). E a culpa é uma coisa que pode paralizar completamente a pessoa, a ponto de mudar seu comportamento e impedi-la, inclusive de aproveitar a lição aprendida.
Mas a verdade é que não é certo se culpar. O que quer que você tenha feito no passado, você o fez com base em quem você era, no que já sabia na época e das condições em que se encontrava. Você não tinha como saber das conseqüências prévias dos seus atos (estamos falando, claro, de coisas imprevisíveis, tipo o "efeito borboleta", não de crimes tipificados no código penal), nem do que sentiria ou do quanto se arrependeria.
Em suma, você é hoje sempre o fruto de quem você foi ontem, e será amanhã o fruto de hoje. Não adianta ficar se remoendo, dizendo "ah, se eu tivesse agido diferente", porque você agiu com base em quem você era naquela época. Talvez hoje, você aja diferente no mesmo tipo de situação. Digo "mesmo tipo de situação" e não "mesma situação" porque é quase impossível reproduzir exatamente a mesma situação do passado, sendo você e o mundo quem são hoje.
Mas no passado, você simplesmente fez o que podia, com o "material" que tinha.
Culpa é um troço chato e que faz mal pra gente.
Arrependimento é o reconhecimento do erro, primeiro passo para aprender a lição e mudar pra melhor.
Ou não, claro. Tem gente que simplesmente repete os erros de forma viciosa e ininterrupta pela vida toda. Nesse caso, ou a conseqüência não veio, ou foi muito leve.
Ou a culpa é tão grande que a pessoas se anestesia, se anula, fica paralizada e não consegue evoluir além do que é.
Se serve de consolo, eu me arrependo de muita coisa, me culpo de outras trocentas e ando sentindo que não consigo evoluir mais nada...
Aquela velha história de que é possível viver sem sentir arrependimento é uma grande furada.
Sim, você se arrepende de coisas que fez e também das que não fez.
O arrependimento só não vem se não houve conseqüências de nenhum tipo (físicas, morais, emocionais, financeiras, etc.). Estamos falando, claro, de conseqüências negativas. É só ver a resposta daquelas pessoas recém presas pela polícia, quando perguntadas se estão arrependidas. É claro que estão! Afinal, foram presas! Se tivessem se safado, com certeza não estariam nem um pouco arrependidas. É a conseqüência chegando a cavalo (ou de Veraneio, conforme o caso).
Mas tem um ponto a respeito disso que é interessante de discutir: a culpa. Muita gente se culpa pelo que fez anos atrás, depois de se arrependerem (ou seja, sentirem o peso da conseqüência). E a culpa é uma coisa que pode paralizar completamente a pessoa, a ponto de mudar seu comportamento e impedi-la, inclusive de aproveitar a lição aprendida.
Mas a verdade é que não é certo se culpar. O que quer que você tenha feito no passado, você o fez com base em quem você era, no que já sabia na época e das condições em que se encontrava. Você não tinha como saber das conseqüências prévias dos seus atos (estamos falando, claro, de coisas imprevisíveis, tipo o "efeito borboleta", não de crimes tipificados no código penal), nem do que sentiria ou do quanto se arrependeria.
Em suma, você é hoje sempre o fruto de quem você foi ontem, e será amanhã o fruto de hoje. Não adianta ficar se remoendo, dizendo "ah, se eu tivesse agido diferente", porque você agiu com base em quem você era naquela época. Talvez hoje, você aja diferente no mesmo tipo de situação. Digo "mesmo tipo de situação" e não "mesma situação" porque é quase impossível reproduzir exatamente a mesma situação do passado, sendo você e o mundo quem são hoje.
Mas no passado, você simplesmente fez o que podia, com o "material" que tinha.
Culpa é um troço chato e que faz mal pra gente.
Arrependimento é o reconhecimento do erro, primeiro passo para aprender a lição e mudar pra melhor.
Ou não, claro. Tem gente que simplesmente repete os erros de forma viciosa e ininterrupta pela vida toda. Nesse caso, ou a conseqüência não veio, ou foi muito leve.
Ou a culpa é tão grande que a pessoas se anestesia, se anula, fica paralizada e não consegue evoluir além do que é.
Se serve de consolo, eu me arrependo de muita coisa, me culpo de outras trocentas e ando sentindo que não consigo evoluir mais nada...
2 de jan. de 2008
Jingo Bell!
É, pois é!
Fim de ano é tudo uma zona mesmo...
Tudo tão corrido, tudo tão maluco e no final das contas, pra quê?
Uma amiga veio da Inglaterra para passar uma semana e meia aqui, e tanto ela quanto nós estávamos tão cheios de coisas pra fazer no fim do ano que ela já voltou pra Londres e nós nem conseguimos nos falar por telefone, veja você o absurdo.
Presentes, cartões de crédito estourados, cheque especial, comida a rodo (e um monte de gente com a consciência mais pesada que o corpo), bebedeira, bateria de fogos estourando às 02h30m da manhã, fazendo você velar seu filho por horas até que ele conseguisse dormir.
Qual o sentido dessa porcaria? 2008 começa igual a 2007, uma pasmaceira só, que acaba depois do Carnaval somente e até lá uma enrolação momumental, parando completamente o país. Definitivamente temos vocação para vagabundos.
Vai continuar tudo igual, ou até pior, porque as pessoas ficam esperando soluções mágicas ou de terceiros para os seus problemas e os do mundo também. Ninguém levantando a bunda do sofá pra fazer nada! E olha que ainda tem um novo Big Brother chegando, hein!?!
E o Natal então! Pais ansiosos e neuróticos, gastando os tubos que ralaram tanto pra conseguir, para dar presentes para seus filhos, cuja ânsia não diminui nada, porque eles pensam que os presentes são magicamente trazidos por um velho estranho de barba branca e roupa vermelha, de quem muitas delas inclusive morrem de medo.
E para completar, vejam bem, eu ganhei uma bela camisa de presente no "amigo secreto". Na linda e maravilhosa cor "rosa bebê". Veja bem: o cara que só usa calças pretas, sapato preto e camisas neutras (azul, branco, etc.), ganha do seu querido (e sem nenhuma noção) irmão uma camisa "rosa bebê". Depois não entendem porque eu sou chato. Acho que o tal amigo secreto deveria continuar secreto mesmo depois da troca de presentes, para evitar constrangimentos, desafetos e instintos assassinos.
De positivo mesmo só o aproveitamento do feriadão pra fazer uma mega faxina em casa, jogar fora toneladas de revistas e papéis velho, e consertar unas cositas, para abrir espaço para as coisas do bebê que está chegando.
Que aliás, está muito bem, obrigado, segundo o ultrassom que fizemos dia 27, pulando e mexendo feito um cabritinho, mas de quem ainda não sabemos o sexo, pois está muito cedo. Mas segundo a "dotôra", 70% de chances de ser menina. Agora, só falta atingirmos o consenso para o nome.
Fim de ano é tudo uma zona mesmo...
Tudo tão corrido, tudo tão maluco e no final das contas, pra quê?
Uma amiga veio da Inglaterra para passar uma semana e meia aqui, e tanto ela quanto nós estávamos tão cheios de coisas pra fazer no fim do ano que ela já voltou pra Londres e nós nem conseguimos nos falar por telefone, veja você o absurdo.
Presentes, cartões de crédito estourados, cheque especial, comida a rodo (e um monte de gente com a consciência mais pesada que o corpo), bebedeira, bateria de fogos estourando às 02h30m da manhã, fazendo você velar seu filho por horas até que ele conseguisse dormir.
Qual o sentido dessa porcaria? 2008 começa igual a 2007, uma pasmaceira só, que acaba depois do Carnaval somente e até lá uma enrolação momumental, parando completamente o país. Definitivamente temos vocação para vagabundos.
Vai continuar tudo igual, ou até pior, porque as pessoas ficam esperando soluções mágicas ou de terceiros para os seus problemas e os do mundo também. Ninguém levantando a bunda do sofá pra fazer nada! E olha que ainda tem um novo Big Brother chegando, hein!?!
E o Natal então! Pais ansiosos e neuróticos, gastando os tubos que ralaram tanto pra conseguir, para dar presentes para seus filhos, cuja ânsia não diminui nada, porque eles pensam que os presentes são magicamente trazidos por um velho estranho de barba branca e roupa vermelha, de quem muitas delas inclusive morrem de medo.
E para completar, vejam bem, eu ganhei uma bela camisa de presente no "amigo secreto". Na linda e maravilhosa cor "rosa bebê". Veja bem: o cara que só usa calças pretas, sapato preto e camisas neutras (azul, branco, etc.), ganha do seu querido (e sem nenhuma noção) irmão uma camisa "rosa bebê". Depois não entendem porque eu sou chato. Acho que o tal amigo secreto deveria continuar secreto mesmo depois da troca de presentes, para evitar constrangimentos, desafetos e instintos assassinos.
De positivo mesmo só o aproveitamento do feriadão pra fazer uma mega faxina em casa, jogar fora toneladas de revistas e papéis velho, e consertar unas cositas, para abrir espaço para as coisas do bebê que está chegando.
Que aliás, está muito bem, obrigado, segundo o ultrassom que fizemos dia 27, pulando e mexendo feito um cabritinho, mas de quem ainda não sabemos o sexo, pois está muito cedo. Mas segundo a "dotôra", 70% de chances de ser menina. Agora, só falta atingirmos o consenso para o nome.
19 de dez. de 2007
Planetary
Sempre vi umas edições aqui e ali, da Pandora Books e agora da Pixel, com essa série Planetary, mas nunca me empolguei, sabe. Era uma leitura muito pesada para ser feita ali, em pé, na banca de jornal, em estilo leitura dinâmica, e não era nada parecido com os demais quadrinhos de super-heróis descartáveis que pululam nas bancas. Os desenhos me agradavam, mas eu não tinha tempo (nem dinheiro) para degustar aquilo.
Isso até uma edição recente da Pixel Magazine que traz a história sobre uma cápsula que cai na Terra, após 150 anos em órbita, entre a Terra e a Lua. Até aí nada demais, não fosse o caso de que aquilo é uma referência direta ao livro Da Terra à Lua, de Júlio Verne.
Eu achei demais aquilo. E não é uma referência literal, explícita, "nomes aos bois". Está lá, pra quem tiver lido o livro e gosta de boa literatura. A maioria do pessoal é capaz de passar batido. Se bem que, depois de baixar a série toda, percebi que o público do Planetary não é o leitor convencional de quadrinhos descerebrado.
A série amarra referências pop, seja cinema literatura ou quadrinhos, com filosofia, psicologia e ciência, compondo uma trama deliciosa e muito complexa, para ser lida com calma e dar aqueles sorrisinhos de canto de boca ao sacar a referência implícita. Parece que a Pixel Magazine tenta trazer alguma coisa a respeito das referências, para ajudar o leitor (o que eu acho um desserviço e uma apologia à preguiça intelectual).
O que mais me encanta é que as referências brincam com essas coisas, bem conhecidas ou não, mas em nenhum momento as desrespeitam. Quarteto Fantástico, Liga da Justiça, Constantine, Tarzan, Godzilla e companhia, desfilam pelas páginas da série de forma elegante e diria até, muito respeitosa. Uma verdadeira homenagem à cultura pop, sem pedantismo ou arrogância.
Apesar de estar correndo o risco de levar pedradas de algum fã mais exaltado, diria que o trabalho de Warren Ellis em Planetary é superior a muitos dos trabalhos de Allan Moore, justamente por ele assumir uma postura mais humilde e até mesmo carinhosa com as referências que usa, em comparação a Moore, que às vezes deixa transparecer um certo desdém e alguma arrogância quando o faz.
Recomendo fortemente a leitura, para quem ainda acredita que quadrinhos podem ser uma diversão sofisticada para gente inteligente.
Ah, e os desenhos de John Cassaday são simplesmente magníficos. E pensar que eu só reparei nele no arco que ele fez com Joss Whedon nos X-Men.
Isso até uma edição recente da Pixel Magazine que traz a história sobre uma cápsula que cai na Terra, após 150 anos em órbita, entre a Terra e a Lua. Até aí nada demais, não fosse o caso de que aquilo é uma referência direta ao livro Da Terra à Lua, de Júlio Verne.
Eu achei demais aquilo. E não é uma referência literal, explícita, "nomes aos bois". Está lá, pra quem tiver lido o livro e gosta de boa literatura. A maioria do pessoal é capaz de passar batido. Se bem que, depois de baixar a série toda, percebi que o público do Planetary não é o leitor convencional de quadrinhos descerebrado.
A série amarra referências pop, seja cinema literatura ou quadrinhos, com filosofia, psicologia e ciência, compondo uma trama deliciosa e muito complexa, para ser lida com calma e dar aqueles sorrisinhos de canto de boca ao sacar a referência implícita. Parece que a Pixel Magazine tenta trazer alguma coisa a respeito das referências, para ajudar o leitor (o que eu acho um desserviço e uma apologia à preguiça intelectual).
O que mais me encanta é que as referências brincam com essas coisas, bem conhecidas ou não, mas em nenhum momento as desrespeitam. Quarteto Fantástico, Liga da Justiça, Constantine, Tarzan, Godzilla e companhia, desfilam pelas páginas da série de forma elegante e diria até, muito respeitosa. Uma verdadeira homenagem à cultura pop, sem pedantismo ou arrogância.
Apesar de estar correndo o risco de levar pedradas de algum fã mais exaltado, diria que o trabalho de Warren Ellis em Planetary é superior a muitos dos trabalhos de Allan Moore, justamente por ele assumir uma postura mais humilde e até mesmo carinhosa com as referências que usa, em comparação a Moore, que às vezes deixa transparecer um certo desdém e alguma arrogância quando o faz.
Recomendo fortemente a leitura, para quem ainda acredita que quadrinhos podem ser uma diversão sofisticada para gente inteligente.
Ah, e os desenhos de John Cassaday são simplesmente magníficos. E pensar que eu só reparei nele no arco que ele fez com Joss Whedon nos X-Men.
Projeto Água de Chuva: Pinga ni mim
Pois é. Já que eu não conseguia colocar a torneira de volta com a estrutura toda, simplesmente cortei o fundo do "cup" em que ela estava instalada e usei o dito cujo como elemento de fixação na saída do tubo do contêiner. Ficou até que bom, firme e sem cara de que vai quebrar ou soltar tão fácil.
Mas como tudo na vida, nem tudo são flores. Não caprichei na vedação da torneira (manja aquela fita veda-rosca?) e está pingando. Não é um rio Amazonas, mas ainda assim, incomoda ver aquela pingação toda. Ou seja, preciso soltar tudo e refazer.
O chato disso tudo é que ao soltar, eu estrago a vedação feita com borracha de silicone e tenho que limpar e reaplicar tudo de novo. Eu queria um jeito de não ter que reaplicar a borracha toda vez. Pensei em usar um anel de borracha que eu possa colocar e tirar à vontade. Como já tentei fazer um anel com câmara de pneu antes e percebi que não fica bom, tenho mesmo que comprar um se quiser usar a idéia. Mas só me lembro vagamente de um lugar para comprar anéis de borracha de tamanhos fora de padrão, que fica lá na Florêncio de Abreu, perto do largo São Bento, mas não tenho o endereço exato.
Além disso, mas e a preguiça de ir lá camelar?
Bom, seja com anel de borracha ou com silicone, o fato é que anda chovendo bastante e eu preciso deixar o tubo aberto para ter o ladrão, e por isso, preciso refazer logo o trabalho da torneira.
Mas como tudo na vida, nem tudo são flores. Não caprichei na vedação da torneira (manja aquela fita veda-rosca?) e está pingando. Não é um rio Amazonas, mas ainda assim, incomoda ver aquela pingação toda. Ou seja, preciso soltar tudo e refazer.
O chato disso tudo é que ao soltar, eu estrago a vedação feita com borracha de silicone e tenho que limpar e reaplicar tudo de novo. Eu queria um jeito de não ter que reaplicar a borracha toda vez. Pensei em usar um anel de borracha que eu possa colocar e tirar à vontade. Como já tentei fazer um anel com câmara de pneu antes e percebi que não fica bom, tenho mesmo que comprar um se quiser usar a idéia. Mas só me lembro vagamente de um lugar para comprar anéis de borracha de tamanhos fora de padrão, que fica lá na Florêncio de Abreu, perto do largo São Bento, mas não tenho o endereço exato.
Além disso, mas e a preguiça de ir lá camelar?
Bom, seja com anel de borracha ou com silicone, o fato é que anda chovendo bastante e eu preciso deixar o tubo aberto para ter o ladrão, e por isso, preciso refazer logo o trabalho da torneira.
7 de dez. de 2007
Projeto Água de Chuva: Filtrando
Pois bem. Cansado de tanta sujeira (nada a ver com o Congresso Nacional ou o Palácio da Alvorada), decidi fazer uma limpeza no contêiner, que estava bem sujo. Para isso, tirei a torneira que instalei na saída, varri o contêiner (sim, enfiei uma vassoura dentro dele), soltando muita sujeira, e esgotei os quase 300 litros de água que lá havia.
Graças a isso o contêiner está bem mais apresentável e eu menos receoso de ter que usar aquela água suja.
Daí, fiz o danado do filtro de areia. Usei para isso uma jardineira (um vaso retangular de plástico) que por acaso, coube direitinho na entrada do contênier. Não fica tombando nem nada. Dos seis "pezinhos" da jardineira, os dois do meio ficam perfeitamente encaixados na entrada e por isso, foram devidamente cortados, funcionando como a saída do filtro. Enchi o filtro com 4 camadas: uma de brita, uma outra com pedras de fundo de áquario, mais uma com areia bem grossa e a última com areia mais fina (dá um trampo peneirar e separar areia, viu? isso, claro, depois de lavá-la com litros e litros de água). Por cima, um tipo de manta de PET, usada para forrar vasos, e que filtra bem a sujeira grossa. Também fiz uma saída para ladrão acima da areia, mas ainda não fiz nenhuma conexão para escoar a água, então o excesso vai mesmo caindo para trás do conteinêr.
Para evitar que a areia seja revolvida pelo fluxo de água, usei a estrutura do filtro anterior (que não funcionou) para diminuir a vazão e a velocidade da água.
Na última chuva (06/12), segundo testemunhas, tudo funcionou a contento, o excesso foi saindo do filtro pelo "ladrão incompleto" e ele não transbordou. A manta de PET mudou de cor, de cinza claro para preto carvão. É inacreditável o volume de sujeira que vem do telhado. A saída de primeiras águas entupiu de novo e a água foi toda pro filtro. Resultado: 600 litros de água de boa aparência, bem mais clara do que costumava ser.
Para as próximas etapas, tenho as seguintes tarefas:
Mãos à obra!
Atualização em 31/03/2011: Para Itamar - ES :
Itamar, foto e mais alguns detalhes do filtro, você acha neste link aqui.
Mas, como eu digo aqui, já abandonei o uso desse filtro. Mesmo sem pesquisar muito mais sobre o assunto, entendi que filtro de areia é um negócio bem mais complicado do que parece à primeira vista, e preferi não continuar fazendo muio esforço nele, dado que o projeto tem ambições bem modestas.
Graças a isso o contêiner está bem mais apresentável e eu menos receoso de ter que usar aquela água suja.
Daí, fiz o danado do filtro de areia. Usei para isso uma jardineira (um vaso retangular de plástico) que por acaso, coube direitinho na entrada do contênier. Não fica tombando nem nada. Dos seis "pezinhos" da jardineira, os dois do meio ficam perfeitamente encaixados na entrada e por isso, foram devidamente cortados, funcionando como a saída do filtro. Enchi o filtro com 4 camadas: uma de brita, uma outra com pedras de fundo de áquario, mais uma com areia bem grossa e a última com areia mais fina (dá um trampo peneirar e separar areia, viu? isso, claro, depois de lavá-la com litros e litros de água). Por cima, um tipo de manta de PET, usada para forrar vasos, e que filtra bem a sujeira grossa. Também fiz uma saída para ladrão acima da areia, mas ainda não fiz nenhuma conexão para escoar a água, então o excesso vai mesmo caindo para trás do conteinêr.
Para evitar que a areia seja revolvida pelo fluxo de água, usei a estrutura do filtro anterior (que não funcionou) para diminuir a vazão e a velocidade da água.
Na última chuva (06/12), segundo testemunhas, tudo funcionou a contento, o excesso foi saindo do filtro pelo "ladrão incompleto" e ele não transbordou. A manta de PET mudou de cor, de cinza claro para preto carvão. É inacreditável o volume de sujeira que vem do telhado. A saída de primeiras águas entupiu de novo e a água foi toda pro filtro. Resultado: 600 litros de água de boa aparência, bem mais clara do que costumava ser.
Para as próximas etapas, tenho as seguintes tarefas:
- completar o encanamento do ladrão do filtro. Não dá pra deixar aquela água toda (suja por sinal) caindo atrás do contêiner. Pode molhar demais o suporte de madeira do contêiner e acabar fazendo tudo vir abaixo;
- melhorar a filtragem grossa, colocando uma peneira na saída da estrutura de diminuição de vazão;
- recolocar a torneira. Descrobri da pior maneira que a estrutura da torneira tem passagem só de ida. Depois de removida, não consigo mais colocá-la no lugar. A vedação fica toda torta e vaza tudo. Como estou resistindo à tentação de instalar a torneira direto na parede do contêiner, acho que vou voltar ao esquema anterior de fixação, quando usei o espelho cego de tomadas. Mas usando um fundo de "cup" de PVC, mais grosso e resistente. Pelo menos isso me permite retirar e colocar a torneira de forma mais fácil, embora não seja uma operação que vá necessitar ser feita com frequência;
- instalar um aplicador de cloro granulado ou em pastilha. Ninguém vai beber ou tomar banho com a água, mas acho que por questões de segurança, seria interessante aplicar cloro para melhorar a qualidade da água. Mas eu queria um processo automático, sem que eu tivesse que mexer toda hora nisso. Vamos ver o que eu consigo.
Mãos à obra!
Atualização em 31/03/2011: Para Itamar - ES :
Itamar, foto e mais alguns detalhes do filtro, você acha neste link aqui.
Mas, como eu digo aqui, já abandonei o uso desse filtro. Mesmo sem pesquisar muito mais sobre o assunto, entendi que filtro de areia é um negócio bem mais complicado do que parece à primeira vista, e preferi não continuar fazendo muio esforço nele, dado que o projeto tem ambições bem modestas.
28 de nov. de 2007
Projeto Água de Chuva
Voltando ao "bovino glacial" (pra quem não se ligou ainda: "vaca fria"), como diria meu velho e sumido amigo Alexandre Foggetti, eis que tenho a relatar algumas observações e conclusões sobre este projeto tão acalentado, tão sonhado e hoje em fase de produção (nossa, que exagero!).
O coletor funciona muito bem, a "trilha" que eu cavei na laje faz a água descer que é uma beleza pelos canos e agora, com a época das chuvas, o contêiner (aprendi semana passada que a palavra é assim, devidamente abrasileirada) está sempre cheio.
Diria mais! Cheio demais, até!
Como nem tudo são flores na vida, o projeto tem alguns problemas. Vamos a eles:
O coletor funciona muito bem, a "trilha" que eu cavei na laje faz a água descer que é uma beleza pelos canos e agora, com a época das chuvas, o contêiner (aprendi semana passada que a palavra é assim, devidamente abrasileirada) está sempre cheio.
Diria mais! Cheio demais, até!
Como nem tudo são flores na vida, o projeto tem alguns problemas. Vamos a eles:
- A água chega a ser excessiva. Como eu temia, o ladrão feito somente com a mangueira de jardim não dá conta de escoar toda a água que desce e uma chuva mais prolongada vai transbordar o contêiner rapidinho. Preciso pensar num sistema de limitação da vazão e também num sistema de ladrão mais eficiente. Tudo se resolveria se eu pudesse ter um sistema fechado, mas a sujeira que vem com a água não me permite isso, como comento abaixo;
- A água é muito suja! Não importa a força da chuva, o telhado parece que nunca fica limpo. Da última vez eu coletei até uns pedaços de isopor (de onde veio, não faço idéia) na peneira que uso pra tentar segurar a sujeira mais grossa (sem contar as penas e cocô de pombo que volta e meia pintam por lá também). E mesmo com o "coador de pano" que eu fiz, o container está bem sujo, com muita sujeira depositada no fundos e nas laterais. O que invalida o uso da água para outra coisa que não seja lavar o chão, e desconfio, somente o chão externo da casa.
Preciso urgente de um filtro de areia na entrada do container. Tentei fazer um pequeno, usando o cano de 4", acoplado diretamente na boca do cano que dá para a entrada do contêiner, mas a vazão dele ficou ridícula. Além disso, fechado e lacrado como ficaria, eu acabaria acumulando a sujeira grossa no próprio cano e receio que junto com ela, todo tipo de agentes biológicos e não-biológicos hostis.
Pensei então em um filtro largo, construído com alguma caixa, e usando uma tela em cima para separar a sujeira grossa. O problema é que isso me forçaria a ter dois sistema de ladrão: um para o contêiner e outro para o filtro. Se ainda não consegui fazer nem o do contêiner, que será hiper-necessário, imagine fazer dois.
A opção seria fazer a saída do filtro entrar no contêiner de forma fechada. Daí, caso o contêiner encha totalmente, somente o ladrão do filtro seria necessário, escoando o excesso. Só não sei como fazer isso sem furar ou estragar o contêiner. Ó, dúvida cruel. - Além disso tudo, a sujeira já fez com que a saída do tubo de coleta de primeiras águas entupisse, o que aumenta muito a vazão para o contêiner. Quando isso aconteceu eu não estava em casa e segundo meu pai, parecia uma cachoeira caindo, enchendo o contêiner e vazando pelo menos a mesma quantidade pra fora, o que só aumenta a necessidade do ladrão.
A vida como ela é
Eu não sou o Nelson Rodrigues, claro. Nem escrevo crônicas.
Mas é interessante tentar extrair algumas considerações sobre fatos noticiados com alarde.
Bebê encontrado dentro de caixa de sapatos
A dita "mãe" tem somente 14 anos. A mãe da "mãe" disse não saber que ela estava grávida. Tragédia anunciada, claro.
As perguntas que me faço são as seguintes:
Bom, pode ser que eu seja apenas um pouco mais chato que a média das pessoas.
É... Só pode ser isso.
Mas é interessante tentar extrair algumas considerações sobre fatos noticiados com alarde.
Bebê encontrado dentro de caixa de sapatos
A dita "mãe" tem somente 14 anos. A mãe da "mãe" disse não saber que ela estava grávida. Tragédia anunciada, claro.
As perguntas que me faço são as seguintes:
- Como alguém esconde 9 meses de gravidez aos 14 anos? Só não vê quem não quer nem olhar, claro.
- Quantos anos a mãe da "mãe" tinha quando ficou grávida da "mãe"? Essas coisas me parecem cíclicas, passando de geração em geração.
- Quem é o "pai" e em que condições esse bebê foi gerado?
- Porque será que a "mãe" escondeu da mãe que estava grávida? Qualquer relação com a madeirada não seria mera coincidência.
- Alguém acha que um bebê recém-nascido, largado em um terreno baldio dentro de uma caixa de sapatos foi deixado lá pra ser achado?
- Alguém acredita que a dita "mãe" tem alguma idéia do que seja responsabilidade, direito à vida, Estatuto da Criança e do Adolescente e "ser mãe", ou tenha as mínimas condições para sequer ter essa idéia?
- Alguém ainda acha que aborto permitido por lei e laqueadura livre, sem restrições de idade ou qualquer outra condição, ambos feitos pelo SUS, e distribuição indiscriminada de anticoncepcionais e camisinhas a partir dos 12 anos seja uma idéia ruim?
Bom, pode ser que eu seja apenas um pouco mais chato que a média das pessoas.
É... Só pode ser isso.
27 de nov. de 2007
Invincible
Nova paixão nos gibis: Invincible, do Robert Kirkman (o mesmo de "The Walking Dead", única série de zumbis que me atraiu até hoje, e da qual sou fã de carteirinha).
Uma reinvenção dos universos Marvel/DC, com direito a um "Superman" com um filho adolescente. Pega também um pouco a esteira do "Os Incríveis", da Pixar.
Mas é muito bem construído, muita reviravolta, muita ação, tramas ora complexas, ora simples, e muita tiração de sarro com os super-heróis de colante e alguma bizarrice.
Os desenhos são excelentes, na minha humilde opinião. O cara chega a tirar sarro da própria arte dele (aparece um desenhista de quadrinhos no meio do série que diz que utiliza descaradamente cópia de quadros já desenhados para fazer "pausa dramática" e ninguém percebe - detalhe: ele usa isso o tempo todo!). Mas o que impressiona são os painéis de página cheia, em especial com tomadas aéreas das cidades e paisagens. Lindo!
Já sairam no Brasil os dois primeiros volumes (na Saraiva 1 e 2), mas eu não vi mais nada desde então. Acabei baixando por aí, o que me faz ficar meio incomodado, mas a felicidade de poder ler a série compensa a consciência pesada.
Recomendadíssimo, para quem curte quadrinhos.
Uma reinvenção dos universos Marvel/DC, com direito a um "Superman" com um filho adolescente. Pega também um pouco a esteira do "Os Incríveis", da Pixar.
Mas é muito bem construído, muita reviravolta, muita ação, tramas ora complexas, ora simples, e muita tiração de sarro com os super-heróis de colante e alguma bizarrice.
Os desenhos são excelentes, na minha humilde opinião. O cara chega a tirar sarro da própria arte dele (aparece um desenhista de quadrinhos no meio do série que diz que utiliza descaradamente cópia de quadros já desenhados para fazer "pausa dramática" e ninguém percebe - detalhe: ele usa isso o tempo todo!). Mas o que impressiona são os painéis de página cheia, em especial com tomadas aéreas das cidades e paisagens. Lindo!
Já sairam no Brasil os dois primeiros volumes (na Saraiva 1 e 2), mas eu não vi mais nada desde então. Acabei baixando por aí, o que me faz ficar meio incomodado, mas a felicidade de poder ler a série compensa a consciência pesada.
Recomendadíssimo, para quem curte quadrinhos.
Mais Spoiler
Atenção: Mais spoilers do Legend of the Galactic Heroes abaixo.
Esteja avisado!
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Spoiler à frente!
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Spoiler à frente!
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Bom, chegamos à conclusão da série.
110 episódios de 20 minutos depois, cá estamos nós, meio vazios depois de tamanha maratona (se pensarmos em termos de temporadas de 22 episódios, dá 5 temporadas completas).
Depois da morte do Yang Wenli, tudo deu uma "baixada de bola", se é que você me entende...
Apesar das tramas prosseguirem, não há grandes viradas e de certa forma, o final é previsível.
As febres do Reinhard acabaram mesmo sendo uma doença grave, terminal e o cara morre rapidinho, só tendo tempo de conhecer o filho. E eu que imaginei que era uma trama dos Terraistas, usando o pajem do Reinhard para envenená-lo devagar, depois de ganhar sua confiança. Aliás o pajem desaparece no finalzinho, depois que a doença do Reinhard é noticiada. (ou eu não o notei mais)
A trama da revolta do Reuental acabou ficando meio sem graça, com a morte dele sendo meio anti-climática, sem uma realmente grande batalha, cheia de impacto.
Os republicanos de Iserlohn acabam dando um trampo no final, invadindo a nave do Reinhard, que, prevendo mesmo sua morte iminente, decide fazer um acordo e de certa forma, permitir que um pouco de democracia entre no regime monarquista, e também, deixar uma porção do império nas mãos dos republicanos, como uma alternativa política.
Triste a morte do Schenkopp e de quase todo mundo dos Rosen Ritters. Ainda mais da forma como foi, por puro descuido.
Isso meio que parece ser uma marca registrada da série, gente morrendo meio sem querer, por descuido. Uma pena.
No final, morre também o safado do Oberstein, num atentado Terraista (que aliás, foi facilitado pelo próprio Oberstein, para por fim ao grupo), não se sabe se protegendo o Reinhard ou por puro erro de cálculo (mais descuido?).
Esteja avisado!
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Spoiler à frente!
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Spoiler à frente!
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Bom, chegamos à conclusão da série.
110 episódios de 20 minutos depois, cá estamos nós, meio vazios depois de tamanha maratona (se pensarmos em termos de temporadas de 22 episódios, dá 5 temporadas completas).
Depois da morte do Yang Wenli, tudo deu uma "baixada de bola", se é que você me entende...
Apesar das tramas prosseguirem, não há grandes viradas e de certa forma, o final é previsível.
As febres do Reinhard acabaram mesmo sendo uma doença grave, terminal e o cara morre rapidinho, só tendo tempo de conhecer o filho. E eu que imaginei que era uma trama dos Terraistas, usando o pajem do Reinhard para envenená-lo devagar, depois de ganhar sua confiança. Aliás o pajem desaparece no finalzinho, depois que a doença do Reinhard é noticiada. (ou eu não o notei mais)
A trama da revolta do Reuental acabou ficando meio sem graça, com a morte dele sendo meio anti-climática, sem uma realmente grande batalha, cheia de impacto.
Os republicanos de Iserlohn acabam dando um trampo no final, invadindo a nave do Reinhard, que, prevendo mesmo sua morte iminente, decide fazer um acordo e de certa forma, permitir que um pouco de democracia entre no regime monarquista, e também, deixar uma porção do império nas mãos dos republicanos, como uma alternativa política.
Triste a morte do Schenkopp e de quase todo mundo dos Rosen Ritters. Ainda mais da forma como foi, por puro descuido.
Isso meio que parece ser uma marca registrada da série, gente morrendo meio sem querer, por descuido. Uma pena.
No final, morre também o safado do Oberstein, num atentado Terraista (que aliás, foi facilitado pelo próprio Oberstein, para por fim ao grupo), não se sabe se protegendo o Reinhard ou por puro erro de cálculo (mais descuido?).
22 de nov. de 2007
Adendo: Heroes
Final completamente tosco, como bem me avisaram.
Meia boca é pouco pra descrever aquilo.
O cara passa 22 episódios montando a trama pra fazer aquilo?
Ou é muita incompetência ou muita cara de pau.
Parecia até que ia ter mais um episódio em seguida, esse sim, com o final da temporada.
Mas nada!
É só aquilo mesmo.
Deprimente...
E andam dizendo que ele errou a mão no começo da segunda temporada também.
Nada mais justo, eu diria.
Quem escorrega daquela jeito, tendo tanto potencial nas mãos, não tem como parar em pé mesmo.
O negócio agora é curtir meu ídolo, Dr. Gregory House!
Você tem um chefe que te empresta duas temporadas da série que você gosta?
Não?
Inveja, inveja... Eu sei. Não esquenta.
Meia boca é pouco pra descrever aquilo.
O cara passa 22 episódios montando a trama pra fazer aquilo?
Ou é muita incompetência ou muita cara de pau.
Parecia até que ia ter mais um episódio em seguida, esse sim, com o final da temporada.
Mas nada!
É só aquilo mesmo.
Deprimente...
E andam dizendo que ele errou a mão no começo da segunda temporada também.
Nada mais justo, eu diria.
Quem escorrega daquela jeito, tendo tanto potencial nas mãos, não tem como parar em pé mesmo.
O negócio agora é curtir meu ídolo, Dr. Gregory House!
Você tem um chefe que te empresta duas temporadas da série que você gosta?
Não?
Inveja, inveja... Eu sei. Não esquenta.
16 de nov. de 2007
SPOILER
Se você tem alguma intenção de assistir à série Legend of the Galactic Heroes, pelo amor de Jorge, não leia este texto!!!
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Eu avisei, ok?
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Por sua conta e risco...
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O CARA MORRE!!!!!
A porra do Yang Wenli morre!!!
Eu esperei 82 episódios para ver o cara dar uma bela duma humilhante surra naquele pentelho do Reinhard, numa demonstração definitiva de superioridade tática, e o cara morre!
E morre numa super duma batalha feroz, mantida por longos e exaustivos dias?
Nada!
O cara morre por conta duma porcaria de um atentado bolado pelos boçais do Terraísmo, a caminho de uma reunião para tentar um cessar-fogo com o Império.
E morre feito um herói, resistindo até o fim contra seus inimigos?
NÃO!!!!
Toma um mísero tiro, disparado por um boçal que mal consegue segurar a arma de tão nervoso, tiro esse que vaza a artéria femural e faz o cara morrer devagarinho, sangrando feito um boi no matadouro.
Que raiva! Que bronca! Que ódio!
Mas por isso mesmo, mostra o quanto essa série é boa!
Sai do clichê do herói que se sacrifica depois de esforços sobre-humanos e mostra a banalidade da vida, mesmo a da mais importante pessoa no universo, que pode muito bem morrer engasgado com um Pretzel (né, Bush?).
Apesar de tudo, virei mais fã ainda da série.
Ah, mas apesar de não ter sido definitiva, o Yang até que dá uma bela surra no Reinhard, no Reuental, no Mittermeyer, além de mandar pro espaço dois almirantes de uma tacada só.
O cara é demais!
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Eu avisei, ok?
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Por sua conta e risco...
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O CARA MORRE!!!!!
A porra do Yang Wenli morre!!!
Eu esperei 82 episódios para ver o cara dar uma bela duma humilhante surra naquele pentelho do Reinhard, numa demonstração definitiva de superioridade tática, e o cara morre!
E morre numa super duma batalha feroz, mantida por longos e exaustivos dias?
Nada!
O cara morre por conta duma porcaria de um atentado bolado pelos boçais do Terraísmo, a caminho de uma reunião para tentar um cessar-fogo com o Império.
E morre feito um herói, resistindo até o fim contra seus inimigos?
NÃO!!!!
Toma um mísero tiro, disparado por um boçal que mal consegue segurar a arma de tão nervoso, tiro esse que vaza a artéria femural e faz o cara morrer devagarinho, sangrando feito um boi no matadouro.
Que raiva! Que bronca! Que ódio!
Mas por isso mesmo, mostra o quanto essa série é boa!
Sai do clichê do herói que se sacrifica depois de esforços sobre-humanos e mostra a banalidade da vida, mesmo a da mais importante pessoa no universo, que pode muito bem morrer engasgado com um Pretzel (né, Bush?).
Apesar de tudo, virei mais fã ainda da série.
Ah, mas apesar de não ter sido definitiva, o Yang até que dá uma bela surra no Reinhard, no Reuental, no Mittermeyer, além de mandar pro espaço dois almirantes de uma tacada só.
O cara é demais!
Esperando...
Não, não é pelo Godot!
Contrariando a crença popular que diz que a vida sexual dos casados não é lá grande coisa, eu e a patroa conseguimos emplacar mais um. Não, não estou falando de um carro zero (até porque, depois de ter o segundo carro roubado no ano, não tenho muito ânimo para adquirir outro).
Contrariando também a crença de um urologista que consultei há alguns anos, continuo bem fértil (nada a ver com adubo ou plantas).
Contrariando mais uma vez a crença popular que diz que mulheres que tomam anticoncepcionais por muitos anos tem dificuldade para engravidar (não precisou nem de dois meses), finalmente tenho o prazer de anunciar que estamos esperando mais um bebê.
Hoje fomos fazer o ultrassom, e lá estava ele/ela, um "bigatinho" de 2 cm e 7 semanas, com um coraçãozinho batendo forte, e se mexendo um pouquinho, cheio/a de preguiça.
É, os próximos meses serão repletos de ansiedade, expectativas e sonhos...
Contrariando a crença popular que diz que a vida sexual dos casados não é lá grande coisa, eu e a patroa conseguimos emplacar mais um. Não, não estou falando de um carro zero (até porque, depois de ter o segundo carro roubado no ano, não tenho muito ânimo para adquirir outro).
Contrariando também a crença de um urologista que consultei há alguns anos, continuo bem fértil (nada a ver com adubo ou plantas).
Contrariando mais uma vez a crença popular que diz que mulheres que tomam anticoncepcionais por muitos anos tem dificuldade para engravidar (não precisou nem de dois meses), finalmente tenho o prazer de anunciar que estamos esperando mais um bebê.
Hoje fomos fazer o ultrassom, e lá estava ele/ela, um "bigatinho" de 2 cm e 7 semanas, com um coraçãozinho batendo forte, e se mexendo um pouquinho, cheio/a de preguiça.
É, os próximos meses serão repletos de ansiedade, expectativas e sonhos...
7 de nov. de 2007
Reflexo
Você sabe que a idade está chegando quando o evento mais aguardado do final de semana é o jogo de buraco com seus pais e sua esposa.
Totalmente vagal
Tirando o vegetarianismo, que dá algum trabalho, não ando fazendo nada além de trabalhar. Nenhum projeto, nenhum exercício, nadinha. Nem jogando Counter Strike.
O final de semana serve pra dormir um monte, ler uns scans de mangá baixados da net, alguns episódios de anime e séries. E só. Minto, tem mais uma coisa, que comento brevemente mais acima.
Mangá: o mangá que eu peguei agora é o Gantz. Eu fiquei meio invocado com esse mangá quando vi na banca. Achei apelativo, com uma violência gratuita e nojenta, um "fan service" exagerado demais, com fixação em seios gigantes. Mas não é que a porcaria é viciante? O lance da "segunda chance", do cara ser forçado a combater sem saber porquê, dos dramas de perda, etc., acabaram me atraindo e agora não vejo a hora de sair mais um capítulo. A arte é muito boa e as personagens bem interessantes, embora tirando duas ou três principais, as demais ficam meio que sem profundidade.
Eu só não consegui ainda vislumbrar onde vai chegar. Tomara que o cara não perca a mão no meio do caminho.
Anime: Estou pouco além da metade do Legend of the Galactic Heroes. Nossa, já aconteceu tanta coisa que daria um romance detalhar. Não foi nada além do esperado, por enquanto, e algumas conclusões são um tanto quanto óbvias e esperadas até. Estranho seria se tivesse seguido um rumo diferente. Mas ainda assim, é uma série muito boa. O fato do cara que vence individualmente acabar derrotado no campo político e vice-versa, é bem interessante.
Séries: por enquanto, só o Heroes, pra acompanhar a esposa. É uma série muito legal, especialmente pra quem sempre curtiu gibi, em especial os X-Men. Estamos por volta do vigésimo episódio, só aguardando o final tosco que disseram que virá.
Ah, acabei não me contendo e baixei também o início da 7a temporada de Smallville, e afirmo categoricamente: não vale a banda gasta pra baixar! O que é aquilo? Alguém sabe me dizer? Como pode uma série na sétima temporada estar exatamente igual à primeira temporada, com a mesma estrutura tosca de episódios sem conexão, sem conseqüência, com personagens que somem sem explicação, com a mesma estrutura pronta de roteiro: monstro da semana, aberrações de meteoro, maníaco tentando matar Lex/Lana/Chloe/Lois, sem um pingo de inovação ou ritmo? Tudo bem, a série é anterior às mais recentes e impactantes como Heroes, Supernatural, Lost, Prison Break, 24 Hs, Galactica, etc., mas porra, não dava pra fazer uma mudancinha pra dinamizar? Uns episódios duplos pelo menos? Uma conexão maior entre eles? Mais ação e reação?
Os caras realmente vão literalmente roer o osso até acabar o tutano, sem um pingo de vergonha na cara. Ainda bem que eu percebi isso antes e parei de comprar os DVDs na 4a temporada (se bem que mesmo esses eu já me arrependo).
O final de semana serve pra dormir um monte, ler uns scans de mangá baixados da net, alguns episódios de anime e séries. E só. Minto, tem mais uma coisa, que comento brevemente mais acima.
Mangá: o mangá que eu peguei agora é o Gantz. Eu fiquei meio invocado com esse mangá quando vi na banca. Achei apelativo, com uma violência gratuita e nojenta, um "fan service" exagerado demais, com fixação em seios gigantes. Mas não é que a porcaria é viciante? O lance da "segunda chance", do cara ser forçado a combater sem saber porquê, dos dramas de perda, etc., acabaram me atraindo e agora não vejo a hora de sair mais um capítulo. A arte é muito boa e as personagens bem interessantes, embora tirando duas ou três principais, as demais ficam meio que sem profundidade.
Eu só não consegui ainda vislumbrar onde vai chegar. Tomara que o cara não perca a mão no meio do caminho.
Anime: Estou pouco além da metade do Legend of the Galactic Heroes. Nossa, já aconteceu tanta coisa que daria um romance detalhar. Não foi nada além do esperado, por enquanto, e algumas conclusões são um tanto quanto óbvias e esperadas até. Estranho seria se tivesse seguido um rumo diferente. Mas ainda assim, é uma série muito boa. O fato do cara que vence individualmente acabar derrotado no campo político e vice-versa, é bem interessante.
Séries: por enquanto, só o Heroes, pra acompanhar a esposa. É uma série muito legal, especialmente pra quem sempre curtiu gibi, em especial os X-Men. Estamos por volta do vigésimo episódio, só aguardando o final tosco que disseram que virá.
Ah, acabei não me contendo e baixei também o início da 7a temporada de Smallville, e afirmo categoricamente: não vale a banda gasta pra baixar! O que é aquilo? Alguém sabe me dizer? Como pode uma série na sétima temporada estar exatamente igual à primeira temporada, com a mesma estrutura tosca de episódios sem conexão, sem conseqüência, com personagens que somem sem explicação, com a mesma estrutura pronta de roteiro: monstro da semana, aberrações de meteoro, maníaco tentando matar Lex/Lana/Chloe/Lois, sem um pingo de inovação ou ritmo? Tudo bem, a série é anterior às mais recentes e impactantes como Heroes, Supernatural, Lost, Prison Break, 24 Hs, Galactica, etc., mas porra, não dava pra fazer uma mudancinha pra dinamizar? Uns episódios duplos pelo menos? Uma conexão maior entre eles? Mais ação e reação?
Os caras realmente vão literalmente roer o osso até acabar o tutano, sem um pingo de vergonha na cara. Ainda bem que eu percebi isso antes e parei de comprar os DVDs na 4a temporada (se bem que mesmo esses eu já me arrependo).
Atraso
Nossa, mais de um mês sem escrever nada. Também, com tanta gente acessando aqui, me dá uma vontade...
Bom, resumão da ópera: quase dois meses de dieta vegetariana.
Resultado: nada!
Engordei e perdi uns quilinhos. Com certeza ando com mais fome do que antes, mas ando comendo de forma muito irregular, por conta do trabalho, dos horários e também da preguiça. Como só eu aderi à dieta, mesmo chegando tarde em casa, ainda tenho que pensar em preparar alguma coisa pra comer. Daí pra sacar um leite com pão é um tiro.
Fiz mais algumas coisas legais, como uma abobrinha ao forno e um pimentão recheado com soja que ficaram muito bons. E a mais recente tentativa também foi um arraso: shimeji na manteiga. Ficou muito bom, em nada perdendo para o do Chumar, restaurante japonês em Pinheiros que costumava frequentar (porque será o "costumava", né?).
O resultado dos exames deu nada também. Tirando o "colesterol bom" (nunca lembro a sigla do danado), que está bem baixo, não tem nada demais acontecendo. Mas o colesterol não é decorrente da dieta, visto que ele continua nos mesmos patamares de dois anos atrás e é fruto tão somente do meu sedentarismo. Uma possível anemia, que era um dos meus temores, não se concretizou e meu sangue está tinindo, normalzinho.
Em suma, no contexto saúde, a dieta não fede nem cheira.
Agora, no quesito prazer e praticidade...
Que porcaria!
Ser vegetariano num mundo de carnívoros é quase um pesadelo. Não tem uma porcaria de um restaurante decente e barato, tem carne em quase tudo o que se come, e se não tiver carne, terá sido feito com caldo de carne pra "dar gosto".
Pra dieta ser minimanente interessante você tem que caprichar no preparo, usar e abusar de temperos diversos, abrir mão de quase todos os enlatados e congelados e ter muito tempo e vontade (o que, convenhamos, às 11hs da noite, depois de um dia de 12 hs de trabalho, não são atributos dos mais disponíveis). Senão, você acaba com vários pratos, todos com sabor de chuchu cru (se bem que eu nem sei o gosto do chuchu cru, mas o Alckmin é uma boa ilustração do efeito).
Fora isso, sinto saudades de uma boa picanha, de um sashimi, de um soba. São sabores muito apreciados, que estão fazendo falta.
Tem o aspecto social também onde, além de ser visto como um E.T., você acaba se isolando e sendo isolado porque não vai comer com todo mundo, já que onde o povo come tem poucas opções para você.
Em suma, tirando o aspecto ambiental, não vi nenhuma vantagem na dieta. Ou seja, quando todo mundo for obrigado a virar vegetariano devido à degradação ambiental, pode ser que a coisa fique mais amena, mas por hora, é ruim pra burro!
Mas vamos em frente! Eu acho que é muito provável que a dieta termine no almoço de final de ano na empresa. Sem falar no Natal, que já está aí.
Bom, resumão da ópera: quase dois meses de dieta vegetariana.
Resultado: nada!
Engordei e perdi uns quilinhos. Com certeza ando com mais fome do que antes, mas ando comendo de forma muito irregular, por conta do trabalho, dos horários e também da preguiça. Como só eu aderi à dieta, mesmo chegando tarde em casa, ainda tenho que pensar em preparar alguma coisa pra comer. Daí pra sacar um leite com pão é um tiro.
Fiz mais algumas coisas legais, como uma abobrinha ao forno e um pimentão recheado com soja que ficaram muito bons. E a mais recente tentativa também foi um arraso: shimeji na manteiga. Ficou muito bom, em nada perdendo para o do Chumar, restaurante japonês em Pinheiros que costumava frequentar (porque será o "costumava", né?).
O resultado dos exames deu nada também. Tirando o "colesterol bom" (nunca lembro a sigla do danado), que está bem baixo, não tem nada demais acontecendo. Mas o colesterol não é decorrente da dieta, visto que ele continua nos mesmos patamares de dois anos atrás e é fruto tão somente do meu sedentarismo. Uma possível anemia, que era um dos meus temores, não se concretizou e meu sangue está tinindo, normalzinho.
Em suma, no contexto saúde, a dieta não fede nem cheira.
Agora, no quesito prazer e praticidade...
Que porcaria!
Ser vegetariano num mundo de carnívoros é quase um pesadelo. Não tem uma porcaria de um restaurante decente e barato, tem carne em quase tudo o que se come, e se não tiver carne, terá sido feito com caldo de carne pra "dar gosto".
Pra dieta ser minimanente interessante você tem que caprichar no preparo, usar e abusar de temperos diversos, abrir mão de quase todos os enlatados e congelados e ter muito tempo e vontade (o que, convenhamos, às 11hs da noite, depois de um dia de 12 hs de trabalho, não são atributos dos mais disponíveis). Senão, você acaba com vários pratos, todos com sabor de chuchu cru (se bem que eu nem sei o gosto do chuchu cru, mas o Alckmin é uma boa ilustração do efeito).
Fora isso, sinto saudades de uma boa picanha, de um sashimi, de um soba. São sabores muito apreciados, que estão fazendo falta.
Tem o aspecto social também onde, além de ser visto como um E.T., você acaba se isolando e sendo isolado porque não vai comer com todo mundo, já que onde o povo come tem poucas opções para você.
Em suma, tirando o aspecto ambiental, não vi nenhuma vantagem na dieta. Ou seja, quando todo mundo for obrigado a virar vegetariano devido à degradação ambiental, pode ser que a coisa fique mais amena, mas por hora, é ruim pra burro!
Mas vamos em frente! Eu acho que é muito provável que a dieta termine no almoço de final de ano na empresa. Sem falar no Natal, que já está aí.
1 de out. de 2007
Vivendo de luz... Ops! Digo, de grama!
Segunda semana na dieta ovo-lacto-vegetariana. Não dispensei os laticínios nem os ovos. Ou seja, não pode matar os "amigos animais", mas torturá-los a vida toda para obter alimento, ah, isso pode.
Bem, tirando o fato de começar a sentir certa saudade do sabor da carne, continua tudo bem. Eu até engordei um pouquinho, pois sem a carne, não tenho mais a mesma sensação de saciedade e acabo comendo mais, em especial arroz e feijão, ricos em carboidratos, que estão virando uma charmosa barriguinha, coisa que nunca tive nesses 36 anos de vida.
No último domingo foi engraçado, pois chamamos um casal amigo para almoçar em casa e eu fiz uma carne de panela que eles acharam maravilhosa, e eu fiquei lá, no meu macarrão com molho de champignon e minha couve-flor ao forno. Deu até vontade de deixar a dieta pra lá, porque o cheio estava mesmo muito bom, mas eu me contive.
No último dia 25/09, foi aniversário da minha cunhada e ela fez um esquema de "self-service" de temaki, e a minha sogra fez um dos meus pratos preferidos: soba de Okinawa. Foi um horror! Eu não pude colocar o kani (massa de peixe e siri) no temaki, nem tomar o soba, pois é feito com caldo de frango, carne de frango desfiada, costela de porco e kamaboko (massa de peixe). O meu pobre soba foi feito com missoshiro (soja fermentada), cebolinha, ovo e gengibre em conserva. Ficou bom, claro, mas em termos de sabor, nem se compara ao original.
Em suma, o que eu percebi até aqui é que ser vegetariano é abrir mão de sabores. Não é uma tragédia, mas ando sentindo falta de alguns. Eu fiz algumas receitas legais, como o hamburguer de soja (reforçado com casca de banana, pelas vitaminas) e um strogonoff com soja, que ficou muito bom, mas embora gostosos, não é a mesma coisa.
Segundo a prima da minha esposa, ao aderir ao vegetarianismo, de certa forma, você abre mão do prazer de comer, que então, se torna uma atividade importante para a manutenção do corpo, mas sem associação com o prazer.
Numa vida já tão complicada quanto a que vivemos, onde os stress é imenso e os prazeres são poucos, me pergunto se isso vale mesmo à pena.
Mas vamos em frente. Esta semana tem exames de sangue completos. Vamos ver como essa dieta vai influenciar os resultados (espero que baixe o colesterol, que andava um tanto fora do padrão).
Bem, tirando o fato de começar a sentir certa saudade do sabor da carne, continua tudo bem. Eu até engordei um pouquinho, pois sem a carne, não tenho mais a mesma sensação de saciedade e acabo comendo mais, em especial arroz e feijão, ricos em carboidratos, que estão virando uma charmosa barriguinha, coisa que nunca tive nesses 36 anos de vida.
No último domingo foi engraçado, pois chamamos um casal amigo para almoçar em casa e eu fiz uma carne de panela que eles acharam maravilhosa, e eu fiquei lá, no meu macarrão com molho de champignon e minha couve-flor ao forno. Deu até vontade de deixar a dieta pra lá, porque o cheio estava mesmo muito bom, mas eu me contive.
No último dia 25/09, foi aniversário da minha cunhada e ela fez um esquema de "self-service" de temaki, e a minha sogra fez um dos meus pratos preferidos: soba de Okinawa. Foi um horror! Eu não pude colocar o kani (massa de peixe e siri) no temaki, nem tomar o soba, pois é feito com caldo de frango, carne de frango desfiada, costela de porco e kamaboko (massa de peixe). O meu pobre soba foi feito com missoshiro (soja fermentada), cebolinha, ovo e gengibre em conserva. Ficou bom, claro, mas em termos de sabor, nem se compara ao original.
Em suma, o que eu percebi até aqui é que ser vegetariano é abrir mão de sabores. Não é uma tragédia, mas ando sentindo falta de alguns. Eu fiz algumas receitas legais, como o hamburguer de soja (reforçado com casca de banana, pelas vitaminas) e um strogonoff com soja, que ficou muito bom, mas embora gostosos, não é a mesma coisa.
Segundo a prima da minha esposa, ao aderir ao vegetarianismo, de certa forma, você abre mão do prazer de comer, que então, se torna uma atividade importante para a manutenção do corpo, mas sem associação com o prazer.
Numa vida já tão complicada quanto a que vivemos, onde os stress é imenso e os prazeres são poucos, me pergunto se isso vale mesmo à pena.
Mas vamos em frente. Esta semana tem exames de sangue completos. Vamos ver como essa dieta vai influenciar os resultados (espero que baixe o colesterol, que andava um tanto fora do padrão).
22 de set. de 2007
Legend of the Galactic Heroes
Esse animê não é tão antigo quanto o Yamato, tem uma animação melhor e um background muito melhor trabalhado e construído, com muita intriga política e muita estratégia real durante as batalhas espaciais, que aliás, são impressionantes, dado o número de naves envolvidas.
De certa forma, não deixa de ser uma visão crítica de toda história humana, de seus movimentos, sistemas políticos e econômicos. No anime, mesmo o Império sendo visto como velho e decadente, com seus nobres, sucessões e intrigas palacianas, ele não é pior do que a Aliança dos Planetas Livres, uma democracia populista, nacionalista e corrupta.
O anime é bem longo e tem 110 episódios, quase uma novela. Cheguei a pegar umas 3 fitas VHS no extinto fansubber BAC (Brasil Anime Club), mas agora com a internet, consegui encontrar os episódios em torrent, em boa qualidade. Infelizmente, esse anime não foi lançado no ocidente.
No momento, eu estou acompanhando por volta do episódio 10 e pelo que li, muita água ainda vai rolar.
Recomendo, pois considero uma das melhores produções do gênero "space opera".
De certa forma, não deixa de ser uma visão crítica de toda história humana, de seus movimentos, sistemas políticos e econômicos. No anime, mesmo o Império sendo visto como velho e decadente, com seus nobres, sucessões e intrigas palacianas, ele não é pior do que a Aliança dos Planetas Livres, uma democracia populista, nacionalista e corrupta.
O anime é bem longo e tem 110 episódios, quase uma novela. Cheguei a pegar umas 3 fitas VHS no extinto fansubber BAC (Brasil Anime Club), mas agora com a internet, consegui encontrar os episódios em torrent, em boa qualidade. Infelizmente, esse anime não foi lançado no ocidente.
No momento, eu estou acompanhando por volta do episódio 10 e pelo que li, muita água ainda vai rolar.
Recomendo, pois considero uma das melhores produções do gênero "space opera".
Poder Vegetal!
Não, não é nenhum tipo de grito de guerra de heróis picaretas como o Capitão Planeta, por exemplo.
Trata-se de um teste. Uma fase de testes pra ser mais exato.
Recentemente assisti a um documentário chamado "A Carne é Fraca", que fala justamente sobre o vegetarianismo.
O vídeo mistura muitos conceitos para justificar o vegetarianismo. A parte filosófica e a tentativa de dar ao homem um papel mais "elevado" do que todos os demais animais no planeta, como se fosse um benfeitor, um ser mais evoluído e responsável, e que portanto deve ter um comportamento mais ético para com os animais, não me convenceu nem um pouco. Essa tentativa de nos fazer parecer mais éticos do que um leão caçando e quebrando o pescoço de um antílope, antes de comê-lo quase vivo, é quase uma negação da teoria da evolução das espécies e da seleção natural.
Mas deixando isso de lado, alguns números são realmente preocupantes, como a assombrosa população de bovinos, suínos e aves necessária para alimentar apenas uma pequena parcela da população mundial com carne. Os impactos econômicos e ambientais desse consumo, que só fez crescer nas últimas décadas, é imenso e pode mesmo levar o planeta a uma crise sem precedentes. Muitos países desenvolvidos estão deixando de criar gado e passando a comprar a carne de países em desenvolvimento, justamente por não conseguirem lidar com o impacto ambiental, deixando-o para nós, "índios".
Por isso, e também para testar se realmente é possível viver bem sem carne, comecei a seguir uma dieta sem carne. Uma dieta ovo-lacto-vegetariana. Claro, os radicais nem ovo ou leite consomem. Essa produção também tem grandes impactos ambientais, mas eu preferi por enquanto só deixar a carne de lado.
Amanhã completo a primeira semana, e tirando a saudade da picanha sangrando, a única diferença que senti foi no intestino. Digamos que eu agora entendo porque dizem tanto que as vacas tem um papel importante no efeito estufa.
Mais novidades a respeito em breve.
Trata-se de um teste. Uma fase de testes pra ser mais exato.
Recentemente assisti a um documentário chamado "A Carne é Fraca", que fala justamente sobre o vegetarianismo.
O vídeo mistura muitos conceitos para justificar o vegetarianismo. A parte filosófica e a tentativa de dar ao homem um papel mais "elevado" do que todos os demais animais no planeta, como se fosse um benfeitor, um ser mais evoluído e responsável, e que portanto deve ter um comportamento mais ético para com os animais, não me convenceu nem um pouco. Essa tentativa de nos fazer parecer mais éticos do que um leão caçando e quebrando o pescoço de um antílope, antes de comê-lo quase vivo, é quase uma negação da teoria da evolução das espécies e da seleção natural.
Mas deixando isso de lado, alguns números são realmente preocupantes, como a assombrosa população de bovinos, suínos e aves necessária para alimentar apenas uma pequena parcela da população mundial com carne. Os impactos econômicos e ambientais desse consumo, que só fez crescer nas últimas décadas, é imenso e pode mesmo levar o planeta a uma crise sem precedentes. Muitos países desenvolvidos estão deixando de criar gado e passando a comprar a carne de países em desenvolvimento, justamente por não conseguirem lidar com o impacto ambiental, deixando-o para nós, "índios".
Por isso, e também para testar se realmente é possível viver bem sem carne, comecei a seguir uma dieta sem carne. Uma dieta ovo-lacto-vegetariana. Claro, os radicais nem ovo ou leite consomem. Essa produção também tem grandes impactos ambientais, mas eu preferi por enquanto só deixar a carne de lado.
Amanhã completo a primeira semana, e tirando a saudade da picanha sangrando, a única diferença que senti foi no intestino. Digamos que eu agora entendo porque dizem tanto que as vacas tem um papel importante no efeito estufa.
Mais novidades a respeito em breve.
6 de set. de 2007
O Retorno
Pois é. Após uma semana, voltei de Natal.
Na bagagem, trouxe algumas fotos, omiyage (não sabe o que é? Google neles!) pra todo mundo no serviço, umas guloseimas pra família e muita vontade de nunca mais voltar pra São Paulo, esta cidade horrível. Quem sabe com uma megasena, eu não possa viver pra sempre só viajando, não é?
Natal é linda, muito mais tranquila que muitos outros "points de verão", tem boa infra-estrutura e algumas praias maravihosas, tanto na própria cidade, quanto nas cidades ao redor, há no máximo 1 hora de carro, por estradas bem conservadas, de baixo tráfego, e com vista belíssima.
Além disso, as dunas são lindas, mesmo dentro da cidade (tem o Parque das Dunas, imenso, bem no meio da cidade), o sol aparece o tempo todo, chuva lá não dura nem 10 minutos e o vento constante mantém a temperatura sempre agradável.
A comida é excelente, farta e barata até, mesmo sendo um lugar turístico. Eu tive a sensação de que eu passei uma semana só comendo. Ah, e tomei um porre de camarão, cuja ressaca vai durar meses. Não aguento nem olhar mais pro bicho.
O ruim são os táxis, que exploram bem os turistas, usando um "interruptor secreto" (nem tão secreto assim, já que eu vi facilmente) que acelera o taxímetro mais ou menos como o hiperpropulsor da Millenium Falcon. É o que eu chamo de bandeira "T", de turista ou trouxa, se preferir. Sair do hotel ou voltar pra ele de táxi vai doer no bolso. Se for passear bastante, vale à pena alugar um carro ( de 60 a 80 reais a diária).
Eu achei a cidade bem tranquila, nenhuma notícia sobre assaltos, homicídios e etc. Não vi nada acontecendo e a tranquilidade do pessoal andando na rua, deixando carro em qualquer lugar, largando as coisas na praia, realmente me impressionaram. Pra um neurótico paulistano, parecia episódio do "Além da Imaginação".
Ah, e o passeio de buggy é tudo! Tem que fazer. Ir a Natal e não andar de buggy nas dunas é perder a viagem. Sai uns 60 reais por pessoa, mas vale cada centavo.
Depois eu dou um jeito de mostrar umas fotos, talvez no álbum do Orkut.
Na bagagem, trouxe algumas fotos, omiyage (não sabe o que é? Google neles!) pra todo mundo no serviço, umas guloseimas pra família e muita vontade de nunca mais voltar pra São Paulo, esta cidade horrível. Quem sabe com uma megasena, eu não possa viver pra sempre só viajando, não é?
Natal é linda, muito mais tranquila que muitos outros "points de verão", tem boa infra-estrutura e algumas praias maravihosas, tanto na própria cidade, quanto nas cidades ao redor, há no máximo 1 hora de carro, por estradas bem conservadas, de baixo tráfego, e com vista belíssima.
Além disso, as dunas são lindas, mesmo dentro da cidade (tem o Parque das Dunas, imenso, bem no meio da cidade), o sol aparece o tempo todo, chuva lá não dura nem 10 minutos e o vento constante mantém a temperatura sempre agradável.
A comida é excelente, farta e barata até, mesmo sendo um lugar turístico. Eu tive a sensação de que eu passei uma semana só comendo. Ah, e tomei um porre de camarão, cuja ressaca vai durar meses. Não aguento nem olhar mais pro bicho.
O ruim são os táxis, que exploram bem os turistas, usando um "interruptor secreto" (nem tão secreto assim, já que eu vi facilmente) que acelera o taxímetro mais ou menos como o hiperpropulsor da Millenium Falcon. É o que eu chamo de bandeira "T", de turista ou trouxa, se preferir. Sair do hotel ou voltar pra ele de táxi vai doer no bolso. Se for passear bastante, vale à pena alugar um carro ( de 60 a 80 reais a diária).
Eu achei a cidade bem tranquila, nenhuma notícia sobre assaltos, homicídios e etc. Não vi nada acontecendo e a tranquilidade do pessoal andando na rua, deixando carro em qualquer lugar, largando as coisas na praia, realmente me impressionaram. Pra um neurótico paulistano, parecia episódio do "Além da Imaginação".
Ah, e o passeio de buggy é tudo! Tem que fazer. Ir a Natal e não andar de buggy nas dunas é perder a viagem. Sai uns 60 reais por pessoa, mas vale cada centavo.
Depois eu dou um jeito de mostrar umas fotos, talvez no álbum do Orkut.
20 de ago. de 2007
Acorda!!!
Vixe!
Quase um mês sem "bloggar". Que triste isso...
Bom, mas também, escrever com que ânimo?
O tal torcicolo foi bem pior do que eu pensava. Flanax, Dorflex, massagem, acupuntura, nada resolveu.
Acabei indo no ortopedista, que até chapa pediu, mas não achou nada além do bom e velho torcicolo, mas em versão "digivoluída" (perdão pelo momento otaku). Daí, o cara me mandou um analgésico bomba (Alginac 1000 - sentiu o "mil"?) e um relaxante muscular canhão (Mirtax) e lá estava eu, mais fora do ar do que a TV da Gente, do Netinho.
Eu tomo o tal relaxante e depois de três horas, eu não sei mais meu nome, nem onde estou. Sério, fico completamente xarope. Por isso, só tomo de noite, antes de deitar. Mas quem disse que eu acordo de manhã? Antes das 9, eu nem existo.
Mas bastaram dois dias e eu já conseguia me mexer de novo, o que significa que os remédios deram resultado e que, em casos graves, nunca mais perco tempo com "terapias alternativas". Como preventivo, pra relaxar, tudo bem, mas pra resolver os problemas, nada melhor que o bom e velho "doutor" e suas drogas.
Graças a tudo isso também, não rolou nada de muito emocionante no último mês, além de stress, muito trampo, e tudo mais.
Mas semana que vem, estaremos viajando para Natal. Portanto, mais uma semana sem escrever. Mas dessa vez, pelo menos, é por um bom motivo.
Quase um mês sem "bloggar". Que triste isso...
Bom, mas também, escrever com que ânimo?
O tal torcicolo foi bem pior do que eu pensava. Flanax, Dorflex, massagem, acupuntura, nada resolveu.
Acabei indo no ortopedista, que até chapa pediu, mas não achou nada além do bom e velho torcicolo, mas em versão "digivoluída" (perdão pelo momento otaku). Daí, o cara me mandou um analgésico bomba (Alginac 1000 - sentiu o "mil"?) e um relaxante muscular canhão (Mirtax) e lá estava eu, mais fora do ar do que a TV da Gente, do Netinho.
Eu tomo o tal relaxante e depois de três horas, eu não sei mais meu nome, nem onde estou. Sério, fico completamente xarope. Por isso, só tomo de noite, antes de deitar. Mas quem disse que eu acordo de manhã? Antes das 9, eu nem existo.
Mas bastaram dois dias e eu já conseguia me mexer de novo, o que significa que os remédios deram resultado e que, em casos graves, nunca mais perco tempo com "terapias alternativas". Como preventivo, pra relaxar, tudo bem, mas pra resolver os problemas, nada melhor que o bom e velho "doutor" e suas drogas.
Graças a tudo isso também, não rolou nada de muito emocionante no último mês, além de stress, muito trampo, e tudo mais.
Mas semana que vem, estaremos viajando para Natal. Portanto, mais uma semana sem escrever. Mas dessa vez, pelo menos, é por um bom motivo.
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