28 de out. de 2008

Luto

Um minuto de silêncio por Kitty Pride.
Por sua coragem, inteligência, dedicação, perseverança e sensibilidade.

Sentiremos saudades.


Sim! Eu fico triste quando personagens queridos dos quadrinhos morrem?
Você não? Meus pêsames!





(maldito Joss Whedon!!! Só perdôo porque escreve "pracaraio"!)

23 de out. de 2008

Tempos Modernos

AVISO: O texto é longo e vai te cansar. Acredite.

Tem coisas que realmente me tiram do sério e me fazem temer pelo futuro da humanidade. E não, não estou falando de "Uma Verdade Inconveniente" ou similares.
Eu vi este post no Kibeloco e segui para o link da matéria original e fiquei com pena, com raiva, com tristeza, com indignação, mais um monte de outras coisas juntas.
Tá certo, a Halle Berry é um desbunde, maravilhosa, gostosa e tal. Mas convenhamos: a mulher ganha milhões de dólares simplesmente para ser assim mesmo. Não é o caso de ela ser uma super executiva de multinacional controlando orçamentos de bilhões de dólares e por acaso, ainda ser bonita. Ela ganha o que ganha justamente por ser bonita (boa atriz não é bem o caso, apesar do Oscar). Então, caso não fosse o que fosse (linda), estaria ela em posição de fazer as afirmações que faz?
Ela está mais sexy depois de ser mãe? Claro! Ela pode e deve pagar para isso, ela tem que ficar sexy e linda, senão não teria mais trabalho. Ela tem dinheiro e tempo de sobra para gastar com o que há de mais moderno no mundo da estética: cremes, tratamentos, injeções, lipos, plásticas, botox, academias, personal trainers e Photoshop (sim, baby, muito Photoshop também). Isso sem falar em um verdadeiro exército de babás e profissionais que cuidam dela, da casa, das roupas, das contas, e dos filhos, claro.
Mas o fato é que, para a imensa maioria das mulheres comuns, a gravidez e o período posterior são muito difíceis, de adaptação, envolvendo noites mal dormidas, incômodos de todo tipo, preocupações mil com o bebê, mais as tarefas domésticas que só aumentaram. Isso sem falar em um corpo que não corresponde mais à auto-imagem que tinham e que pode estar inchado, flácido, com estrias, celulite, gordura e, muito provavelmente se for no Brasil, uma bela cicatriz acima do púbis.
Sexy? Acho que as mulheres nessa fase nem lembram o que é isso! São golpes sucessivos que abalam a auto-estima de qualquer um. E vem a linda e rica guria sair em capa de revista deitando falação de que é uma mamãe mais sexy do que nunca? Sem querer ofender, mas: VÁ TE CATAR! Só falta a Paris Hilton sair dizendo que se preocupa com a situação das mulheres afegãs.

Outra coisa bizarra é o fato de ela se declarar responsável por seus orgasmos (adorei a zoação do Tabet com isso). Oras, e ela esperaria o que? Que a responsabilidade pelo seu prazer fosse do homem com quem ela esteja? Não é ela a mamãe sexy super-poderosa? Não é ela que namora garotinhos modelos de 20 e poucos, mesmo ela já passando dos 40? Com tanto poder nas mãos, se ela deixar o orgasmo dela para que outros cuidem, ela estará sendo no mínimo irresponsável. Tem mais é que tocar seu pianinho e se resolver sozinha, a rainha da auto-suficiência.

O fato é que a ascensão social das mulheres solteiras está levando a um revanchismo contra os homens, numa inversão de papéis que não vai levar a nada, a não ser a um esvaziamento das relações, um joguinho bem no estilo Tom e Jerry, em que um tenta acertar o outro. E pra quê?

Já está mais que provado que uma relação que funciona se faz com duas pessoas que se gostam, que se respeitam e que querem dividir igualmente a responsabilidade sobre suas vidas. Mas sim, se você não tiver prazer na relação (ou orgasmos, para ficar no aspecto sexual da relação), a responsabilidade é toda sua (de cada um, individualmente). É o insatisfeito que deve se abrir e dizer que não está satisfeito. Mas corrigir isso exige ação, discussão, ponderação, apoio e mais um monte de outras coisas, em geral de ambas as partes. Pessoas que se gostam e investem na relação, não precisam ser responsáveis sozinhos. Eles criam uma parceria, aceitam uma co-responsabilidade e buscam juntos o prazer. A isso se dá o nome de relacionamento.
O que é bem diferente de arranjar um mero consolo de carne para se esfregar ou um banco de esperma pessoal para engravidar.

Sim, eu sei. O machismo ainda impera e a imensa maioria das mulheres ainda sofre pressões desumanas e cruéis. A maioria ainda depende financeira, emocional e intelectualmente de homens que abusam delas, física, verbal e sexualmente. E é justamente por isso que a postura de enfrentamento vazia dessas divas modernas auto-suficientes só torna o contraste mais evidente e a realidade dessas outras mulheres muito mais triste, não provocando as discussões necessárias para evoluirmos em direção a um futuro mais feliz para ambos os sexos.

Felizes das pessoas que procuram o equilíbrio em relações sadias e igualitárias, sem se incomodar com os ensinamentos desses novos gurus de Hollywood.

17 de out. de 2008

Horário Eleitoral

Vocês viram a campanha dos blogueiros que estão "abrindo o voto", declarando sua preferência pelo Kassab?
Pois é. Eu não sei se tenho estofo intelectual suficiente para compreender o que leva o pessoal a fazer isso. Na minha pequena e simplificada rede de neurônios a única idéia que surge é: vapor.
Tudo vapor para gerar polêmica e aumentar as visitas. Manja a tal da dança da Mariazinha, do Quadrado, a campanha das blogueiras na Playboy, etc., etc., etc., ad nauseam.
Bom, meu voto é do Kassab, como mostram alguns comentários meus nada amistosos sobre a dona Marta, perdidos por aí no blog. Mas nem por isso finco bandeira e falo alarde.
Blogueiro não me parece mesmo ser uma espécie que mereça alguma deferência.

15 de out. de 2008

Mais sobre o Vedapren

Recebi o seguinte comentário sobre o uso do Vedapren na laje, e resolvi comentar aqui para ajudar aos muitos que procuram sobre o assunto.

"Via Alternativa disse...

Apliquei o Vedopren Preto em uma lage em Maio/2008 ... estamos em Outubro e até agora nenhuma infiltração / vazamento ocorreu ... antes de aplicar eu estava tendo inumeros vazamentos quando chovia ..... e ja tinha vedopren aplicado mas não sei dizer a quanto tempo, ja que aluguei o imovel na ocasião ... o meu problema é com temperatura dentro do imóvel ... por não ter telhado e acredito que pela cor escura do vedopren a temperatura dentro do imovel é muito maior que a externa ..."


Isso é fato!
O telhado atua como um isolante térmico, evitando o calor e também o frio excessivo.
Dentre as impermeabilizações, li que a manta asfáltica ajuda no isolamento térmico.
No caso do Vedapren, somente o branco tem algum efeito nisso, pois reflete parcialmente os raios solares. Mas não acredito que deva ser um efeito muito grande.
Eu tenho telhado, mas apesar disso, minha casa é um forno no verão e uma geladeira no inverno. Para meu azar, a parede lateral da casa, sem janelas, em que não foi feita nenhuma impermeabilização ou mesmo pintura, toma sol justamente no verão, esquentando a casa toda, e no inverno, fica gelada e cheia de umidade.

Quanto ao Vedapren preto na laje, exposto ao sol, espero que a experiência de baixa durabilidade tenha sido apenas comigo.
Acredito que o fato de eu não ter condições de aplicá-lo corretamente (pela falta de espaço), espalhando em várias camadas, e também por aplicar justamente na junção das lajes, deve ter ajudado a diminuir a durabilidade.
Mas a recomendação na embalagem e no site do produto dizem claramente que não deve ficar exposto, sob risco de estragar rápido. Para lajes expostas, eles recomendam o Vedapren Branco.
Como eu sempre digo, não sou especialista em nada disso, só relato o que acontece comigo e o que faço, esteja certo ou errado. Na dúvida, consultem sempre um especialista.

Ao amigo que deixou o comentário, muito obrigado pela ajuda e por favor, lembre-se de escrever de novo caso surja alguma novidade.

9 de out. de 2008

Politics

Pois é!
Quem diria que o Kassab iria não só mandar o Alckmin para a geladeira por pelo menos mais dois anos, como ficaria em primeiro e com chances de bater fácil, fácil a Dona Marta.
Quem te viu, quem te vê. Toma lá, dá cá: "Relaxa e goza", Marta!
E para variar, o PSDB perde terreno em São Paulo e deixa o PFL (ops! Democratas), criar nome no estado.
Bons tempos do Mário Covas, que fazia questão de ter vice do partido, e alavancar novos nomes para futuros pleitos.

28 de set. de 2008

Registro

Só pra constar: 4000 visitas no blog.
Pra um blog que não serve pra nada além de privada mental e "meu querido diário", até que está de bom tamanho.
Claro que o Google é o maior culpado pelas visitas, forçando gente que procura coisas importantes a vir parar aqui. Parece que qualquer blog do Blogger ganha pontos extras e sobe na classificação dos resultados das buscas do Google.
A maior parte das visitas busca coisas relacionadas aos projetos de água e também minhas agruras com a laje. Uma parcela razoável procura remédios que eu citei em um ou dois posts (medo!). Alguns para me xingar quando eu falei mal do Ben 10 e do Harry Potter. E alguns perdidos buscando scans de mangá ou torrents de animes.
Público bem eclético, não?

24 de set. de 2008

Sobre lajes, telhados, impermeabilização e afins

A anacranes (que tem um blog bem interessante) deixou alguns comentários e dúvidas sobre impermeabilização e eu decidi responder aqui, pra facilitar a vida de quem também tem seus problemas com isso, e aproveitando que eu comento sempre disso aqui.
Vamos ao apanhado geral do que eu entendi sobre o assunto e do que eu também fiz sobre isso até aqui.

AVISO: Eu não sou especialista no assunto mesmo! Se quiser seguir o que eu falo, é por sua conta e risco.

Vedapren: uma resina líquida parecida com piche, para ser espalhada com rodo, trincha ou brocha. É bem tóxico, portanto, necessita de luvas, botas e máscara. Em geral, usado em grandes áreas, como impermeabilização preparatória para contrapiso. Não deve jamais ser deixado exposto ao ar, ao sol ou ao tráfego de pessoas ou veículos.
Eu usei tentando resolver o problema de infiltração que tenha na junção de duas lajes. O efeito não durou nem seis meses. O Vedapren exposto ao sol parece um piche mole no início, mas com o tempo resseca e racha, acabando com o efeito impermeabilizante.
Conclusão: só use se for fazer contrapiso em cima.

Manta Asfáltica: é a melhor solução para impermeabilização. É mais durável e resistente, mas em compensação é bem mais cara e exige mão de obra especializada. Achei bem complicado manipular o maçarico e garantir que as mantas fiquem alinhadas, garantir a vedação dos canos de escoamento e tudo mais. Também não deve ficar exposta pois vai ressecar e rachar, embora pareça mais resistente que o Vedapren. Também deve ser usada como impermeabilização para contrapiso. Tem dois modelos: com manta de poliéster ou de alumínio. A de poliéster é mais barata, mas não pode ficar exposta. Já a de alumínio reflete bem a luz e o calor, o que permite que fique exposta, mas deve comprometer a durabilidade. Tem sido usada para cobrir telhados, pois assim evita-se ter que refazer o telhado devido a algumas infiltrações.
Eu cogitei em usar, mas só poderia fazer isso se desfizesse todo o telhado e aplicasse a manta em toda a laje, fizesse o contrapiso, para em seguida refazer o telhado. Já imaginou o custo disso?
Conclusão: só use se tiver dinheiro e condições adequadas para fazer o serviço completo (preparação, manta, contrapiso, piso ou telhado). Senão, é dinheiro jogado fora.

Vedapren Branco: De uso similar ao Vedapren, mas é mais parecido com uma tinta acrílica grossa do que com o asfalto do Vedapren. É bem fácil de aplicar, com rodo, escovão, trincha ou brocha. Como toda boa tinta, é levemente tóxica, então, recomenda-se luvas, botas e máscara. Reflete uma boa quantidade de luz e calor, portanto pode ser usado em áreas externas e ficar exposto, mas não para tráfego de pessoas ou veículos.
Não é recomendado como impermeabilização antes de contrapiso (para isso tem o Vedapren e a manta asfáltica).
Eu estou apostando no vedapren Branco para o problema da junção das lajes e de uma área que infiltra por penetração de umidade. Estou usando em pequenas áreas, então, tenho controle e facilidade na aplicação. Não faço idéia de como seria aplicar as seis demãos em uma laje inteira, por exemplo, mas parece ser mais fácil do que aplicar manta.
Conclusão: aplique se a laje já está pronta sem grandes problemas de rachaduras e trincas. Nesse caso, existem outros produtos adequados para preencher as trincas antes de usar o Vedapren Branco. Também recomenda-se na segunda demão aplicar um tecido ou manta de reforço estrutural, para o caso da laje movimentar e a rachadura aumentar.

Uma coisa importante: nenhuma impermeabilização é eterna. Quanto mais protegida melhor, claro (solução ideal? Manta asfáltica de alumínio com contrapiso, mais piso ou telhado). Mas mesmo o Vedapren Branco, no qual eu estou depositando minhas esperanças, vai precisar de um reforço de tempos em tempos. Meu palpite otimista? Dois anos, se eu fizer tudo certinho, com 4 demãos e um tecido de reforço na junção da laje. Por enquanto só fiz 2 demãos e não apliquei o tecido. Mas pelo menos não vazou mais nada, o que é um bom sinal.


Agora, em particular para a anacranes. Minha opinião (muito achismo meu aqui, então releve um pouco, ok?): Se não está chovendo dentro de casa e você tem planos de fazer tudo certinho no futuro, então aguente firme. No máximo, aplique um Vedapren Branco de leve, e faça um reforço pra evitar alguma infiltração mais chata em pontos isolados (mais ou menos como eu estou fazendo). Assim, você junta a grana pra fazer a coisa certa no futuro, com manta ou Vedapren e o contrapiso bonitinho, com um belo piso cerâmico pra arrematar.
Agora, se a coisa está crítica, melhor proteger a laje de um problema estrutural mais grave. Impermeabilize como puder, para proteger o imóvel. Se for o caso, use Vedapren normal por baixo e uma camada mais leve de Vedapren Branco por cima, para rebater a luz. Nunca vi ninguém sugerir isso, mas em tempos de vacas magras e problemas urgentes, tenta-se de tudo, até cobrir com lona.

"Remendar telha brasilit"

É impressionante a quantidade de pessoas que entram no blog procurando soluções para telhas do tipo brasilit quebradas ou furadas.
Bem, não sou especialista no assunto, mas como já tive problemas com isso e encontrei minhas próprias soluções (na base da tentativa e muitos erros), aí vão algumas dicas:
  1. Se a quebra for grande, deixar grandes áreas descobertas (maior que 30 cm, por exemplo), levar à perda estrutural da telha ou for em áreas que podem acarretar a entrada de um grande volume de água para dentro do telhado, então, infelizmente o melhor a fazer é trocar a telha, ou pelo menos uma boa parte dela.
    Já tive que fazer isso e não foi lá muito difícil cortar a telha no formato adequado (com arco de serra).
    O mais complicado foi que a telha quebrou bem na junção entre os dois lados do telhado e tive que soltar a telha quebrada das cumieiras, que quebraram no processo devido ao uso de argamassa para fixá-las, o que me obrigou a trocá-las também.
    Também foi difícil soltar os pregos de fixação das telhas. Gente decente usa parafusos, que fixam bem, mas permitem soltar caso necessário. Mas o cara que fez minha casa não pensou nisso e usou pregos torcidos. Esses pregos usados em telhado funcionam quase como um parafuso em termos de fixação da telha, mas não soltam nem com toda a força do mundo. Pra vocês terem uma idéia, eu quebrei o cabo de um martelo tentando.
  2. Se a área for relativamente pequena e for possível soltar os pregos/parafusos, você pode tentar encaixar um pedaço de telha por baixo das outras, com tamanho suficiente para cobrir o vão. Não fica uma beleza mas quebra o galho.
  3. Para pequenos furos e fissuras, recomendo o uso da manta asfáltica auto-adesiva com alumínio (Kimanta da Ciplak ou Fita MultiUso Vedacit). Você só precisa limpar bem a região em volta e pintá-la com uma demão de tinta betuminosa (eu usei o Vedapren diluído mesmo), cortar a manta no tamanho para cobrir o furo, mais uns 5 cm de margem, retirar a camada anti-adesiva, colar e pressionar levemente, para aumentar a aderência, com cuidado para não rasgar a cobertura de alumínio. É rápido e resolve muito bem.

Espero ter ajudado um pouco os que procuram soluções pra pequenos problemas em casa.

Atualização: 
Pois é, anônimo!
Não tem saída: pra soltar esses pregos, é com arco de serra mesmo. E depois, colocar outro prego ou parafuso.
Eu resolvi que, mesmo gastanto um pouquinho mais (nem é tanto assim), nos pontos onde eu precisei tirar os tais pregos, eu coloquei parafuso no lugar. Com isso (e uma parafusadeira elétrica), eu prendo e solto as telhas quando quero sem maiores dores de cabeça.

8 de set. de 2008

Garoto da Laje returns

Só pra atualizar: neste domingo (07/09), segunda demão do Vedapren Branco.
Até o momento, somente dois pontos mais críticos tem merecido atenção, mas eu começo a ter vontade de espalhar o produto por todo a calha de escoamento da laje, pois gostei do resultado e de trabalhar com o produto.
O Vedapren Branco é outro produto, não tem nada a ver com o Vedapren normal (preto), que parece um piche, grudento e com cheiro de petróleo. O Vedapren Branco se assemelha bastante a uma tinta acrílica um pouco mais consistente e com cheiro parecido, muito fácil de trabalhar, permitindo usar até pincel ou trincha.
Não choveu muito por esses dias, mas o pouco que choveu não afetou em nada o ponto mais complicado, que vazava direto, e isso com apenas uma demão. Como eu quero fazer pelo menos 4 demãos, acredito que o resultado ficará muito bom.
Acredito também que o produto é muito bom para pintar paredes externas, que é uma experiência que eu vou fazer em breve.
Em suma, o produto é bom. Só preciso checar a durabilidade para ficar 100% satisfeito.
O Vedapren preto não durou nem 6 meses.

Também percebi que tenho um ponto desprotegido, a extensão de uma parede que encontra com o telhado inclinado, e que por preguiça do cara que fez a casa, não foi nem rebocada. Em resumo, toma chuva direto e deve infiltrar tudo. Dada a localização, acho que terei que fazer pelo menos um rufo, para garantir que a chuva não encharque esse ponto. Mais uma coisa na casa que me dá vontade torcer um certo pescoço.

7 de set. de 2008

Odeio muito tudo isso

Eu nunca mais entrei num Bob's depois dos 18 anos.
É que eu fui ao Rio quando tinha 18 anos com uns amigos, nós ficamos num apê sem fogão, e tinha um Bob's logo do lado do prédio.
Daí, pés-rapados e sem conhecimento algum da cidade, foi café-da-manhã, almoço e jantar no boteco "do Seu Roberto".
Hoje, só de lembrar do gosto do suco de laranja do Bob's, já me revira o estômago.
Daquela viagem, só me agradou a visita ao Pão de Açúcar (O morro com o bondinho, não o supermercado, sua anta!) e o jantar da Família Panair, cortesia da mãe de um dos amigos (ex-comissária de bordo da companhia, "rapada" pela ditadura) e o motivo que nos levou ao Rio.
Na última noite, tentando fugir do destino cruel do fast food, resolvemos ir comer pizza. Pizza. No Rio de Janeiro. Precisa dizer mais alguma coisa???
Mas o milk shake de Ovomaltine do Bob's é bem bom, viu?
E antes que alguém me acuse, eu não entrei no Bob's para comprá-lo. Fui na lojinha do aeroporto de Natal, que não tem lugar pra você sentar. Então, eu não entrei na loja, ok?

3 de set. de 2008

Garoto da laje again

No último domingo, fui de novo à laje, agora por um caminho alternativo, não exatamente seguro, mas que evita que eu tenha que pedir licença ao meu vizinho e usar a laje dele pra subir.
Apliquei a primeira mão de Vedapren Branco no ponto onde tenho sérios problemas de infiltração. Estou decidido a fazer tudo direito, então planejei mais três demãos para garantir um bom resultado.
Infelizmente, por ter ficado agachado o tempo todo, no dia seguinte meus joelhos incharam e eu mal conseguia andar, que dirá me abaixar ou subir escadas. O que foi um tanto ridículo e me mostrou definitivamente que idade e sedentarismo não combinam. Vamos ver se eu crio vergonha e começo a me exercitar.
No sábado eu subo de novo para mais uma mão, se os joelhos voltarem ao normal até lá.
Além disso, achei um entupimento no cano de escoamento em outro ponto da laje, bem em cima do banheiro, que é um ponto onde o mofo está se formando constantemente. Pelo estado do entupimento, a coisa é de longa data e acho que com a liberação, o mofo vai parar. E eu já comecei a passar o Vedapren Branco lá também, o que deve ajudar ainda mais.
Mas adivinha só o que era que estava entupindo tudo: uma imensa bola de rabiola de pipa! Com direito a um monte de varetas também, com certeza para ajudar a dar estrutura ao bolo e evitar que descesse pelo cano, garantindo perfeita vedação e alagamento da laje.
É por essas coisas que eu amo este bairro!

3 de ago. de 2008

Novidades

Meu novo vizinho ao lado está reformando a casa.
Os fundos da casa dele ficam a apenas uns 4 metros da minha lavanderia (que não possui janela), cuja entrada fica diretamente no meu quarto (por uma porta que não veda bem o vento, muito menos o som).
Advinha o que ele está fazendo nos fundos da casa?
Se você disse uma laje, uma estrutura coberta e uma bela churrasqueira acertou.
Em breve irei defumar minhas roupas e participar involuntariamente daquele belo churrasco com pagode na laje, sem direito à carne, claro.
Murphy está impossível este mês!

Crente fiel

Murphy nunca falha!
Choveu ontem e hoje.
Adivinha só o que aconteceu no corredor, agora que eu tirei a impermeabilização.

29 de jul. de 2008

Status dos projetos

Quanto aos projetos em casa, tudo parado. Por incrível que pareça, eu não tive tempo nem pique pra mexer em nada dessas coisas.

Não impermeabilizei o telhado, embora tenha subido lá e arrancado boa parte da impermeabilização antiga (e que não funciona!). Como não choveu, não fez muita diferença. Claro, como bom discípulo de Murphy, estou esperando que a laje venha a baixo na primeira garoa.

O projeto Água de Chuva está parado, simplesmente porque não chove há quase dois meses em São Paulo. Eu tenho uma modificação pra fazer na saída do coletor de primeiras águas, para facilitar a limpeza e retirar a sujeira mais grossa, mas também não quis mexer nisso.

O projeto Reuso de Água está funcionando, mas o reuso diminuiu muito. Ao mesmo tempo em que a família aumentou na minha casa, ela diminuiu na casa da minha mãe, com a partida da minha avó, 5 dias antes da bebê nascer.
Daí descobrimos que minha mãe lavava muita roupa justamente por conta da minha avó. Agora que ela se foi, o consumo de água para lavagem na minha mãe caiu pela metade e no final eu acabo jogando muita água da máquina fora.
Gostaria de reaproveitar essa água na descarga do banheiro, mas para isso preciso de uma estrutura muito mais complexa, envolvendo quebra de paredes para colocar novos encanamentos, entre outras coisas.
Como no momento falta tempo e dinheiro para tudo isso, e a prioridade é a bebê, isso vai ficar em stand-by por muito tempo.

De volta

Após um mês de férias, corrido, suado e cansativo, estou de volta ao trabalho.
Com a filhota em casa, tudo foi muito bem, mas trabalhoso. Eu procurei dar um descanso para a patroa, que afinal, tem que servir de vaca holandesa, e assumi a maior parte dos trabalhos domésticos e também os cuidados com o filhote, que já está bem grandinho e independente, mas ainda necessita de muita supervisão e merece atenção especial também.
Também tive que fazer das férias dele algo mais que TV e videogame, então, foram vários passeios, cinema e etc.
Foi muito legal, mas vocês sabem, cansa.
Teve um dia em particular, ainda no meio das férias, ainda na fase de crise de abstinência do trabalho, em que eu pedi algumas horas sozinho, já de madrugada, para não fazer nada além de ficar de bobeira na internet. Cansei de interagir com as pessoas, manja? Fiquei com saudades dos problemas no trabalho, que me obrigam às vezes a varar a noite sozinho no escritório.
Começo a achar que as minhas habilidades de relacionamento social são mesmo mínimas e que pessoas me estressam.
E pensar que eu fui fazer pedagogia e queria abrir uma escola, hein? Será que eu não acabava matando uns aluninhos, não?

30 de jun. de 2008

Atualizando o status

Para os detalhistas: 25/06/2008 18h06m, 48 cm, 3440 g (acho que 2kg só de bochecha), tipo B Rh neg.
Agora, somente fraldas, banhos e choro.

20 de jun. de 2008

Projeto Reuso de Água: Quem avisa, amigo é!

Caso você pense em fazer um projeto de reuso de água nos mesmos moldes que o meu, fica um alerta: a eficiência do filtro está diminuindo a cada dia, mais rápido do que eu havia previsto. Acredito que se deva ao excesso de fibras das roupas que vem com a água da máquina.
Talvez seja necessário incluir um filtro mais simples antes de enviar a água ao filtro principal. Um filtro simples, de fácil limpeza, como algumas camadas de tecido de PET, por exemplo.
Na verdade, estou desconfiado de que o filtro de areia nem está sendo muito útil e pode ser apenas uma complicação à toa no projeto.

11 de jun. de 2008

Marcenaria

Como eu comentei alguns dias atrás, temos um "guarda-roupa meia-boca" no quarto do moleque, com acabamento em padrão cerejeira, bem "fuleiro".
A patroa resolveu dar um trato e pintá-lo, coisa e tal, achando que era tarefa fácil. Bom, ela cansou lixando só uma lateral, pra você sentir a encrenca.
Eu, como bom marido que sou, me incumbi da tarefa de dar um jeito no bicho.
O primeiro passo (depois de desmontar o que era possível e transportá-lo para fora de casa, claro) foi serrar o pé do danado. Ele tinha 5 cm de altura a mais do que o local para onde estava destinado, então, serra nele! Foi relativamente fácil, num meio de tarde estava tudo resolvido, usando duas ferramentas: arco de serra e mini-arco de serra.
O arco de serra é legal porque você pode virar a serra de lado e assim serrar na vertical em grandes distâncias.
O mini arco é bom quando o espaço não ajuda e para serrar partes menores com mais controle.

Depois disso, foi lixar todo o armário, incluindo portas e frente de gavetas.
Usei uma lixadeira manual para pequenos detalhes e a boa e velha furadeira com disco de borracha e lixa.

Recomendo um lugar isolado da casa, porque a serragem é fina e vai voar pra todo lado com a furadeira (recomendo mesmo um local fechado, porque ao ar livre é que vai voar mesmo, até nos vizinhos). Ah, e máscara também, para não respirar o pó. Ah, e toca de banho também, para não ficar com os ouvidos cheios de pó e o cabelo em petição de miséria.
Deu um trabalhão e cansou bastante, especialmente as costas, já que eu não tenho uma bancada para esse tipo de trabalho. Mas ficou legal, tirando um ou outro ponto em que a lixa pegou fundo demais e eu tive que consertar com massa de madeira F12.

Trabalhar com furadeira e disco de lixa exige firmeza e cuidado, especialmente nos cantos da peça, pois o disco de lixa rasga facilmente se enroscar em algum lugar (eu rasguei uns dois pelo menos, mas eu sou meio ruim quando o assunto é força e coordenação motora).

Depois de tudo lixado, começou a fase de pintura.
Seguindo umas dicas que eu peguei na internet, sobre artesanato, resolvi usar tinta látex comum. Não dá o mesmo acabamento brilhante da tinta esmalte, mas é mais fácil de trabalhar, mais barata e deixa menos cheiro. Como não tinha como objetivo um acabamento profissional, nem tive dúvidas.

Dei uma mão de branco em tudo, para servir como base. Depois, usei corantes para compor as cores finais: verde e laranja claro, escolhidos pela patroa e o moleque. O verde ficou bom de primeira, mas o corante laranja junto ao branco acabou virando um rosa, o que foi enfaticamente rejeitado pelos dois. Tive que comprar corante amarelo e vermelho e ir dosando aos poucos para obter um laranja (dica: reforce o amarelo, mais que o vermelho).

Apliquei com rolo de espuma pequeno, que facilitou bastante o trabalho e só usei pincel em alguns detalhes menores.

Antes de aplicar cada demão, eu lixava de leve para deixar tudo lisinho. Isso ajudou muito a dar um acabamento bacana apesar do uso do látex (dica do site de artesenato).
Falta ainda comprar puxadores novos, para combinar com a nova pintura, o que será feito esta semana.
No final, ficou melhor do que todos nós esperávamos. Tanto é que o guarda-roupa mudou de lugar (o que me fez ter serrado o fundo à toa, mas tudo bem) e ganhou destaque no quarto, ao invés de tentarmos escondê-lo.
As fotos não estão no mesmo ângulo, mas deve dar uma idéia do antes e depois do guarda-roupa, ainda sem os novos puxadores.

Atualização: Foto do guarda-roupa com os puxadores novos.

13 de mai. de 2008

Projeto Reuso de Água: Bomba

Pois bem.
Depois de muito considerar, resolvi colocar as fotos da pequena bomba que fiz para retirada da água do reservatório final de 200 litros.
O material para confecioná-la foi:
1) Um pote plástico com tampa de rosca (R$ 4,00). As únicas exigências foram: tamanho suficiente para caber a bomba e permitir encaixá-la no lugar (se for muito apertado, não vai dar pra encaixá-la nos buracos);
2) Uma bomba de máquina de lavar da Askoll, 127 Volts, 37 W (R$ 22,00), comprada em uma loja de materiais e assistência técnica de máquinas de lavar;
3) 4 metros de manguerira sanfonada (R$ 12,00). O tamanho é para permitir maior flexibilidade na hora de usar;
4) 4 metros de fio paralelo 1,5 mm2 (R$ 4,00);
5) 2 conectores para a bomba (R$ 0,60). Desculpem, não sei a especificação. Comprei em uma loja de peças para motos;
6) Três parafusos de 5,5 cm, com arruela e porca (R$ 0,90);
7) Um plug macho de tomada (R$ 2,50);
8) 1 cotovelo soldável, 1 adaptador rosca/soldável, um adaptador para mangueira com rosca, uma braçadeira de metal e pedaços de cano PVC para água (No máximo uns R$ 8,00 tudo. Eu já tinha esse material que sobrou do projeto de reuso de água).


Primeiro, a foto do pote plástico já montado. Note a saída do fio bem no alto. Eu preferi furar a lateral do que a tampa, pois o fio preso à tampa complicaria a vedação.



Detalhe do fundo do pote, com os parafusos fixando a bomba. Repare na entrada de água no fundo e a saída dela na lateral.



Detalhe de dentro do pote. A brita no fundo ajuda a dar peso e afundar um pouco o pote quando ele está dentro do reservatório, facilitando o bombeamento.




A montagem do adaptador para a mangueira. Parece muita coisa só pra conectar uma mangueira, mas descobri que ela tem que sair na vertical, caso contrário vai fazer o pote inclicar e a entrada de água não vai ter água para sugar.



O conjunto todo montado. É só colocá-lo dentro do reservatório (ele vai ficar flutuando) e ligar o fio à tomada. A vazão é boa e permite encher baldes ou mesmo a máquina de lavar. Não é uma bomba para ser usada por muito tempo, só o necessário para transferir a quantidade de água desejada.
A vedação foi toda feita usando cola quente aplicada com pistola. Mas já aviso que ficou uma porcaria e entra um pouco de água no compartimento da bomba. A tampa de rosca também é muito fraquinha e deixa entrar um pouco de água se o pote ficar inclinado. Acho que o ideal seria usar cola epóxi (Durepóxi) para essas coisas.
Mas a água que entra é pouca e é só tirar a tampa e jogá-la fora. Só não pode deixar acumular muita, para não correr o risco de entrar em contato com os conectores da bomba. Vou reforçar a vedação assim que possível para evitar isso.

E é isso. Por uns R$ 50,00 você tem uma bomba para retirar a água do seu reservatório.
Note que eu optei por fazer tudo isso para ter uma bomba que sirva para vários usos. Caso a bomba só vá tirar a água do reservatório final, basta conectá-la diretamente no reservatório com um pedaço de mangueira, como eu fiz nas bombonas que compõe o filtro. Não precisa nem do pote, nem de nada.

8 de mai. de 2008

Empreiteiro

Com a chegada da bebê, resolvemos "dar um tapa" na casa, que andava meio caída.
Então, além dos projetos malucos, acumulei também as funções de pedreiro, marceneiro e pintor.
Veja a lista do que já foi feito
1) Comprei e montei sozinho um armário para a lavanderia e um gabinete para o banheiro.
2) Arrumei e pintei o teto do banheiro, que estava todo rachado, descascado e mofado.
3) Arrumei e pintei as paredes dos dois quartos da casa.

Um trabalhão danado! Mas apesar de uns percalços, fiquei até orgulhoso do resultado.
Agora, as próximas etapas são:

1) Reduzir a altura do guarda-roupa.
O guarda-roupa do quarto das crianças vai mudar de lugar e não cabe na altura por apenas 4 centímetros. Como ele tem 10 centímetros embaixo, completamente inúteis, vou tentar diminuir a altura nesse ponto e ver se ele cabe onde queremos. Ele já não é grande coisa, então, se ficar ruim, não será nada que um crediário nas Casas Bahia não resolva.

2) resolver de vez a infiltração da laje.
O vedapren que eu apliquei já venceu e eu acho que entendi o porquê. Usei o Vedapren comum, preto, que segundo o fabricante, só deve ser usado em áreas sem trânsito e protegidas da luz do sol. Ou seja, como impermeabilização antes de aplicar um piso cimentado. Como eu só apliquei sobre a laje e não cobri com nada, ele ficou exposto e rachou, acabando com a vedação.
A solução é usar a manta asfáltica ou o Vedapren branco. Segundo o fabricante, ele tem boa resistência ao sol e pode ser usado também em paredes (que é um outro problema que eu tenho).
Por ser mais fácil de aplicar e mais barato que a manta, vou tentar com o Vedapren branco primeiro, aplicando pelo menos 4 demãos, como recomenda o fabricante. Se não resolver eu me mato..., digo, eu tento a manta.

3) resolver a umidade das paredes.
Descobri há algum tempo que as paredes externas da casa que dão para os vizinhos (e fora das minhas vistas) estão somente no reboco, sem nenhum tipo de pintura ou impermeabilização. Tem um pedaço inclusive que está sem reboco, direto no tijolo e bloco. Isso é um convite para problemas sérios de umidade, infiltração e mesmo de estrutura da casa. Sendo assim, vou pintar todas as paredes externas. Isso vai sair caro, pois pela altura e posicionamento, não tenho como fazer sozinho e vou ter que contratar um profissional. Mas isso é quase urgente e não dá pra segurar muito mais.
Estou pensando em usar o Vedapren branco mesmo, ou o Vedapren Parede, que pelo nome, é específico para isso.

4) Uma vez resolvidos os dois problemas, posso pintar o corredor da casa, que está um terror devido à infiltração. Vai demandar muita massa corrida pra corrigir os buracos que ficaram...

5) Fechar a lavanderia. Minha lavanderia é aberta e só tem uma lona protegendo da chuva e vento. Como a porta da lavanderia dá para o meu quarto, o vento é um incômodo constante, especialmente no inverno. Quero fechar com uma parede e duas janelas grandes, de correr. Essa é outra coisa que posso precisar de um profissional, já que eu nunca ergui uma parede sequer na vida.

Vamos ver quando eu consigo fazer tudo isso.