Assaltantes arrastam criança de 6 anos por 7 km
Alguém me faria a gentileza de matar esses caras? Tudo bem se não tiver culhões para torturá-los antes, usando de métodos cruéis e desumanos, como cortar o saco deles com um cortador de unha.
Ok, uma bala na cabeça já resolve o assunto.
Obrigado.
Blog sobre meus projetos, planos e desabafos.
Importante: Se você chegou aqui pelo Google, recomendo usar a lista de marcadores ao lado para chegar ao assunto desejado.
Novidade: Novo projeto de reuso de água
9 de fev. de 2007
8 de fev. de 2007
Wikipedia
Ando discutindo as possibilidades pedagógicas do uso da Wikipedia para pesquisas de alunos do ensino fundamental. Dentre as várias colocações, está a questão do quanto os artigos são precisos, o quanto refletem saberes concretos, prováveis, e não somente opiniões de seus autores.
Em outra discussão, acerca do acesso irrestrito dos alunos à internet, levantou-se a questão do "lado negro" da internet, envolvendo pornografia, pedofilia, violência, bullying e afins.
Pois eis que me deparo com os seguintes artigos na wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jayna_Oso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luci_Thai
Na categoria: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Estrelas_pornogr%C3%A1ficas_asi%C3%A1ticas
E estes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Garganta_Profunda_%28ato_sexual%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilata%C3%A7%C3%A3o_anal
Na categoria: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Pornografia
Pois é. Imaginem aquelas lindas e inocentes mocinhas (sim, ainda existem algumas inocentes, embora seja mais difícil de encontrar. Tem até algumas freiras, se quer saber), recém-formadas da pedagogia, tentando decidir se usam o construtivismo ou o sócio-interacionismo na discussão de um clássico como "Garganta Profunda" com seus alunos. Não é show?
Em outra discussão, acerca do acesso irrestrito dos alunos à internet, levantou-se a questão do "lado negro" da internet, envolvendo pornografia, pedofilia, violência, bullying e afins.
Pois eis que me deparo com os seguintes artigos na wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jayna_Oso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luci_Thai
Na categoria: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Estrelas_pornogr%C3%A1ficas_asi%C3%A1ticas
E estes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Garganta_Profunda_%28ato_sexual%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilata%C3%A7%C3%A3o_anal
Na categoria: http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Pornografia
Pois é. Imaginem aquelas lindas e inocentes mocinhas (sim, ainda existem algumas inocentes, embora seja mais difícil de encontrar. Tem até algumas freiras, se quer saber), recém-formadas da pedagogia, tentando decidir se usam o construtivismo ou o sócio-interacionismo na discussão de um clássico como "Garganta Profunda" com seus alunos. Não é show?
Homeworld
Eu adoro esse jogo.
Estratégia em tempo real no espaço, com ação 100% 3D (demora uma cara pra você se acostumar com os controles e mandar sua navezinha não apenas para frente, mas para cima ou para baixo. Diagonal, manja?). Um roteiro maneiro, níveis de dificuldade razoáveis. A coisinha chata era catar os recursos (vulgo asteróides e nuvens pó) em tempo real, para manter a frota em ordem, mesmo que levasse horas.
Gosto tanto da versão inicial quanto da continuação (Cataclysm), que apesar de ter um pique de filme de terror B no espaço, restringiu as mutretas (não dá pra capturar naves indefinidamente) , melhorou o controle de tempo (você pode acelerar o tempo em até 8 vezes, tornando a coleta de recursos e a construção mais rápida. É hilário ver as navezinhas voando em "fast-forward") e incluiu novas naves e armas (aquele Siege Cannon é show! Eu me sinto o próprio Darth Vader na Estrela da Morte).
Quando anunciaram o Homeworld 2, com novo engine gráfico, eu babei horrores, mas não tinha máquina que suportasse (apesar de ele não pedir grandes aceleradoras gráficas).
E agora, quando finalmente comprei um hardware novo, com processador e memória... Tcharam! A porra do jogo não roda no meu vídeo onboard (uma S3)!
E detalhe: demorei tanto para comprar o hardware que agora eu não encontro mais o jogo pra comprar. Só pirateando! Que m....!
O jogo é meio antigo já, mas eu ainda adoro jogá-lo e testar as possibilidades (tipo jogar contra 7 players controlados pela CPU e detonar um a um, em especial com o Siege Cannon). E pretendo em breve ter uma placa nova para rodar a versão 2. Creackeado, infelizmente.
Ah, e andei baixando uns mods pro jogo. Quem sabe eu não me divirto mais um pouco com ele?
Estratégia em tempo real no espaço, com ação 100% 3D (demora uma cara pra você se acostumar com os controles e mandar sua navezinha não apenas para frente, mas para cima ou para baixo. Diagonal, manja?). Um roteiro maneiro, níveis de dificuldade razoáveis. A coisinha chata era catar os recursos (vulgo asteróides e nuvens pó) em tempo real, para manter a frota em ordem, mesmo que levasse horas.
Gosto tanto da versão inicial quanto da continuação (Cataclysm), que apesar de ter um pique de filme de terror B no espaço, restringiu as mutretas (não dá pra capturar naves indefinidamente) , melhorou o controle de tempo (você pode acelerar o tempo em até 8 vezes, tornando a coleta de recursos e a construção mais rápida. É hilário ver as navezinhas voando em "fast-forward") e incluiu novas naves e armas (aquele Siege Cannon é show! Eu me sinto o próprio Darth Vader na Estrela da Morte).
Quando anunciaram o Homeworld 2, com novo engine gráfico, eu babei horrores, mas não tinha máquina que suportasse (apesar de ele não pedir grandes aceleradoras gráficas).
E agora, quando finalmente comprei um hardware novo, com processador e memória... Tcharam! A porra do jogo não roda no meu vídeo onboard (uma S3)!
E detalhe: demorei tanto para comprar o hardware que agora eu não encontro mais o jogo pra comprar. Só pirateando! Que m....!
O jogo é meio antigo já, mas eu ainda adoro jogá-lo e testar as possibilidades (tipo jogar contra 7 players controlados pela CPU e detonar um a um, em especial com o Siege Cannon). E pretendo em breve ter uma placa nova para rodar a versão 2. Creackeado, infelizmente.
Ah, e andei baixando uns mods pro jogo. Quem sabe eu não me divirto mais um pouco com ele?
7 de fev. de 2007
Gibimania
Acho que todo mundo já foi um gibimaníaco em algum momento da vida.
Minha infância, por exemplo, foi pontuada pela Turma da Mônica (modéstia à parte, eu desenhava bem os personagens do Maurício de Souza, meu xará, e até fiz minha própria história) e pelo Tio Patinhas (que praticamente me ensinou a ler) e companhia.
Foi assim, por muito tempo, mas estranhamente eu nutria um certo preconceito contra os quadrinhos de heróis, talvez influência das escolas católicas por onde passei.
Mas aos 14 anos, fui descobrir Homem-Aranha e demais heróis Marvel, em especial os X-Men e daí foi "amor à primeira lida". Durante um bom tempo colecionei somente X-Men, depois passei por outros títulos Marvel, e finalmente durante a famosa mega-ultra-maxi-série Crise nas Infinitas Terras, comecei a nutrir interesse também pela DC Comics.
Como todo fã da indústria, vi com bons olhos (Santa ingenuidade, Batman!) a chegada da Image Comics, e colecionei os títulos da época, incluindo Spawn, mas por incrível que pareça, não comprei o que acabou sendo o mais duradouro e interessante, o Savage Dragon.
Mas o tempo passou, o dinheiro ora sobrava, ora escasseava, novos objetivos e compromissos (esposa, lar, filho) surgiram e diminui o ritmo, chegando a não comprar quase nada, exceto um ou outro especial, embora mantenha o saudável hábito de ler a revista toda de graça na banca (claro, encontrando uma que não faça olho torto para essa prática).
A coleção já foi desfeita duas vezes, a última para liberação de uma pequena parcela do já pouco espaço do antigo apartamento, e que foi filantropicamente doada para a Gibiteca Henfil.
Tenho saudades de acompanhar tudo com mais atenção e freqüência do que consigo fazer na banca. Ler em pé e apressado não é a melhor das formas de apreciar um gibi, mas é como ler a manchete do jornal: pelo menos você sabe o que está acontecendo no mundo.
Mas com a idade chegando, todo mundo começa a te olhar meio torto, especialmente se você não trabalha com isso.
A você que ainda lê gibi: leia e seja feliz! :)
p.s.: Já falei da minha preferência atual pelo mangá?
Minha infância, por exemplo, foi pontuada pela Turma da Mônica (modéstia à parte, eu desenhava bem os personagens do Maurício de Souza, meu xará, e até fiz minha própria história) e pelo Tio Patinhas (que praticamente me ensinou a ler) e companhia.
Foi assim, por muito tempo, mas estranhamente eu nutria um certo preconceito contra os quadrinhos de heróis, talvez influência das escolas católicas por onde passei.
Mas aos 14 anos, fui descobrir Homem-Aranha e demais heróis Marvel, em especial os X-Men e daí foi "amor à primeira lida". Durante um bom tempo colecionei somente X-Men, depois passei por outros títulos Marvel, e finalmente durante a famosa mega-ultra-maxi-série Crise nas Infinitas Terras, comecei a nutrir interesse também pela DC Comics.
Como todo fã da indústria, vi com bons olhos (Santa ingenuidade, Batman!) a chegada da Image Comics, e colecionei os títulos da época, incluindo Spawn, mas por incrível que pareça, não comprei o que acabou sendo o mais duradouro e interessante, o Savage Dragon.
Mas o tempo passou, o dinheiro ora sobrava, ora escasseava, novos objetivos e compromissos (esposa, lar, filho) surgiram e diminui o ritmo, chegando a não comprar quase nada, exceto um ou outro especial, embora mantenha o saudável hábito de ler a revista toda de graça na banca (claro, encontrando uma que não faça olho torto para essa prática).
A coleção já foi desfeita duas vezes, a última para liberação de uma pequena parcela do já pouco espaço do antigo apartamento, e que foi filantropicamente doada para a Gibiteca Henfil.
Tenho saudades de acompanhar tudo com mais atenção e freqüência do que consigo fazer na banca. Ler em pé e apressado não é a melhor das formas de apreciar um gibi, mas é como ler a manchete do jornal: pelo menos você sabe o que está acontecendo no mundo.
Mas com a idade chegando, todo mundo começa a te olhar meio torto, especialmente se você não trabalha com isso.
A você que ainda lê gibi: leia e seja feliz! :)
p.s.: Já falei da minha preferência atual pelo mangá?
5 de fev. de 2007
Cadê ELE?
Vejamos:
Viu como o mundo é lindo?
E tem gente que no meio disso tudo, ainda vê sinais de Deus e de que o mundo está "evoluindo".
Claro que sim. Antes ladeira abaixo sem freio do que parado no mesmo lugar, "né verdade"?
- Recém-nascido encontrado morto em linha de trem;
- Alunos gravando repreensão de professor por celular, professor deprimido abandonando o cargo e escola proibindo dispositivos eletrônicos;
- Projeto de anistia para Zé Dirceu;
- Equipe médica é assaltada em favela do Rio;
- Carnaval e Big Brother Brasil 7;
- Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA);
- Enchentes na Indonésia com milhares de desabrigados;
- Ataque a bomba no Iraque deixa 135 mortos;
- Ex-esposa acusada de matar o ganhador da Megasena;
- Cerca de 1,4 mil pessoas ficaram desalojadas em Januária (MG) devido às chuvas.
Viu como o mundo é lindo?
E tem gente que no meio disso tudo, ainda vê sinais de Deus e de que o mundo está "evoluindo".
Claro que sim. Antes ladeira abaixo sem freio do que parado no mesmo lugar, "né verdade"?
Maior psicótico abandonado
Pois bem, depois de ser abandonado pela minha terapeuta, eis que vou tentar novos rumos no trato desta mente nada lógica e racional que possuo, apesar do que tanto falo em contrário.
Na verdade, o lance de "ser abandonado" significa que a terapeuta não conseguiu identificar nada a tratar e me "deu alta". Ou ela disse isso como desculpa por não conseguir me tratar, dada a minha resistência ao tratamento, vai saber. Tudo bem, estou acostumado a ser rejeitado...
Vou começar agora com PNL (Programação Neuro-Linguística), apesar de não ter lido boas referências a respeito. Mas como "cavalo dado não se olha os dentes" e é uma amiga que estará me orientando, vamos experimentar. Na pior das hipóteses, não surtirá efeito. Porque, realmente, pior do que estou, não há como eu ficar. Bom, até tem, mas não é essa a discussão no momento.
Como diz um amigo meu: "não há nada tão ruim que não possa piorar" ou "se não piorou ainda, é você que não está prestando atenção".
Na verdade, o lance de "ser abandonado" significa que a terapeuta não conseguiu identificar nada a tratar e me "deu alta". Ou ela disse isso como desculpa por não conseguir me tratar, dada a minha resistência ao tratamento, vai saber. Tudo bem, estou acostumado a ser rejeitado...
Vou começar agora com PNL (Programação Neuro-Linguística), apesar de não ter lido boas referências a respeito. Mas como "cavalo dado não se olha os dentes" e é uma amiga que estará me orientando, vamos experimentar. Na pior das hipóteses, não surtirá efeito. Porque, realmente, pior do que estou, não há como eu ficar. Bom, até tem, mas não é essa a discussão no momento.
Como diz um amigo meu: "não há nada tão ruim que não possa piorar" ou "se não piorou ainda, é você que não está prestando atenção".
30 de jan. de 2007
É nóis no Novo Blogger!!! Uhúúú!
Pois é. Depois de um tempão, finalmente decidi migrar para o novo Blogger.
Bem, não tenho certeza absoluta se esta frase é totalmente verdadeira.
Na verdade, ou eu estou muito distraído e perdi algum link ou botão no meio do caminho, ou o Blogger me forçou a mudar.
Mas tudo bem. Fazer o que, né?
Pelo menos esse negócio dos marcadores parece legal.
Bem, não tenho certeza absoluta se esta frase é totalmente verdadeira.
Na verdade, ou eu estou muito distraído e perdi algum link ou botão no meio do caminho, ou o Blogger me forçou a mudar.
Mas tudo bem. Fazer o que, né?
Pelo menos esse negócio dos marcadores parece legal.
26 de jan. de 2007
Um homem erudito
Lembrei de um acontecimento, que espelha bem como funciona a minha cabeça, e explica porque tanta gente se assusta às vezes com o que eu falo.
Certa manhã, bem cedo, quando o cérebro da gente mal está funcionando, estava eu tomando café da manhã com minha esposa, falando sobre algum assunto aleatório, mas teoricamente sério (eu não consigo me lembrar exatamente sobre o que era). Ela argumentou alguma coisa na linha: "para resolver esse problema é preciso nonononono". ("nonon..." significa "não-lembro-o-que-era"). E então, meu cérebro naturalmente criou o argumento mais simples e natural possível naquelas condições: "mas nonononono não é uma panacéia". Sim, isso mesmo. Panacéia. Eu disse Panacéia! Quantas pessoas hoje em dia sabem o que significa panacéia? Quantas pessoas usam panacéia em seus diálogos cotidianos e banais? Quantos anos de idade tem uma pessoa que sabe o que é e ainda usa essa palavra? Panacéia ainda está no Aurélio?
Posso garanto que minha esposa não faz a menor idéia do que seja Panacéia. Por sorte, eu comecei a rir sozinho antes de dizer a tal frase e o assunto (e a panacéia) morreram por ali.
Pois então, caso você tenha a sorte (ou azar, depende do seu ponto de vista) de me encontrar e ouvir de mim uma panacéia ou algo do gênero, não se assuste nem fique bravo. Eu sou assim mesmo, esquisito, não estou tirando onda de intelectual, não.
E caso você não saiba o que é panacéia, ai vai a resposta:
Certa manhã, bem cedo, quando o cérebro da gente mal está funcionando, estava eu tomando café da manhã com minha esposa, falando sobre algum assunto aleatório, mas teoricamente sério (eu não consigo me lembrar exatamente sobre o que era). Ela argumentou alguma coisa na linha: "para resolver esse problema é preciso nonononono". ("nonon..." significa "não-lembro-o-que-era"). E então, meu cérebro naturalmente criou o argumento mais simples e natural possível naquelas condições: "mas nonononono não é uma panacéia". Sim, isso mesmo. Panacéia. Eu disse Panacéia! Quantas pessoas hoje em dia sabem o que significa panacéia? Quantas pessoas usam panacéia em seus diálogos cotidianos e banais? Quantos anos de idade tem uma pessoa que sabe o que é e ainda usa essa palavra? Panacéia ainda está no Aurélio?
Posso garanto que minha esposa não faz a menor idéia do que seja Panacéia. Por sorte, eu comecei a rir sozinho antes de dizer a tal frase e o assunto (e a panacéia) morreram por ali.
Pois então, caso você tenha a sorte (ou azar, depende do seu ponto de vista) de me encontrar e ouvir de mim uma panacéia ou algo do gênero, não se assuste nem fique bravo. Eu sou assim mesmo, esquisito, não estou tirando onda de intelectual, não.
E caso você não saiba o que é panacéia, ai vai a resposta:
Substantivo
pa.na.céi.a feminino
Tirado daqui: http://pt.wiktionary.org/wiki/panac%C3%A9iaSó lembrando...
Caso você tenha acessado este blog buscando um pouco de diversão, saiba que este não é um blog de humor.
Minto, é de humor sim. De MAU humor.
Tenho dito.
Minto, é de humor sim. De MAU humor.
Tenho dito.
24 de jan. de 2007
Home Office
Ultimamente eu ando trabalhando em casa. Sim, trabalhando mesmo, antes que alguém comece a pensar que eu estou sendo pago para vadiar e assistir TV.
Não é que a minha produção aumente ou eu tenha melhor estrutura em casa (se bem que pelo menos o meu link anda melhor do que o do escritório. E tem a geladeira, claro), mas a sensação é que eu trabalho melhor sozinho aqui. São vários os motivos:
Mas como nem tudo são flores, tem alguns inconvenientes de trabalhar em casa. Vejamos:
Não é que a minha produção aumente ou eu tenha melhor estrutura em casa (se bem que pelo menos o meu link anda melhor do que o do escritório. E tem a geladeira, claro), mas a sensação é que eu trabalho melhor sozinho aqui. São vários os motivos:
- Menos trânsito (ou seria melhor dizer "nenhum trânsito"). Todo dia eu perco até 4 horas para ir e voltar do trabalho. Não que eu vá trabalhar essas 4 horas, mas ao invés de ter me preparar todo pra sair e ficar balançando (ou não, dependendo da lotação) em ônibus e metrô sem nada pra fazer, eu pelo menos me organizo melhor, me alimento melhor e sobra tempo para fazer coisas pessoais (como escrever um blog?) que eu acabaria tendo que fazer no horário de trabalho, o que fatalmente afetaria minha produtividade.
- Silêncio. Sim, mesmo com as crianças gritando na rua, os cachorros latindo e os carros passando, a tranquilidade de casa compensam e muito o zum-zum-zum do escritório. É sempre um tal de telefone tocando (mesmo que não seja pra você), o chefe querendo conversar, os colegas querendo tirar dúvidas ou mostrar um vídeo legalzinho que eles acharam no YouTube, que no final das contas, fazem as famosas 8 horas virarem nada.
- Flexibilidade. Ao invés de acordar obrigatoriamente cedo e ficar com sono a manhã toda, eu posso acordar mais tarde e começar a trabalhar mais descansado e render mais. Após o almoço, posso tirar um cochilo ao invés de ficar pescando em frente do monitor e não produzir nada. E posso compensar eventuais perdas trabalhando até mais tarde sem perigo de perder o ônibus.
Mas como nem tudo são flores, tem alguns inconvenientes de trabalhar em casa. Vejamos:
- Excesso. A possibilidade de ganhar as horas a mais que seriam perdidas podem fazer você trabalhar mais sem perceber. Ao flexibilizar horários, você pode se empolgar e varar a noite, prejudicando as horas de descanso, ou perder a hora de comer adequadamente, ou se entupir de porcarias o dia todo.
- Disciplina. A chance de perder o ritmo é grande, e exige muita disciplina. Senão, o cochilo vira uma tarde inteira de sono, os prazos ficam difíceis de estimar se não há um padrão de horas trabalhadas por dia e as distrações podem fazer tudo ir por água abaixo.
18 de jan. de 2007
A arte da descrença
Depois de longos anos crendo em uma série de coisas, eis que me encontro descrente de quase tudo.
Esse processo começou, não por coincidência, junto com a faculdade de Pedagogia, meu primeiro contato com a área das Humanas. Desde o ensino fundamental, já tinha inclinação e seguia para a área das Exatas, mais particularmente a eletrônica, e finalmente a Análise de Sistemas.
Num comparativo superficial, vejo hoje que, se por um lado as Exatas estimulam o raciocínio lógico, por outro lado inibem de forma profunda o senso crítico (ou eu é que sou um banana mesmo). Em tese, as Humanas ensinam a pensar e as Exatas a calcular, ou sejam, "bitolam".
Pois então, só com a faculdade de Pedagogia é que comecei a "pensar" de verdade, a exercer a criticidade, o que fatalmente me levou a questionar as minhas "verdades". E, feliz ou infelizmente, poucas delas duraram mais que um "round".
O primeiro choque, na Pedagogia, foi abordarmos temas sobre diversidade sexual, mais particularmente a homossexualidade, quando acabei por concluir que as religiões são completamente castradoras, pela simples imposição de dogmas sem explicação. "É a verdade", dizem. Daí, ao analisar minhas próprias convicções religiosas, pouca coisa se manteve.
O segundo choque foi ler o livro, que sempre considerei "perigoso" para mim, devido ao tema e a uma certa idolatria que nutro pelo autor, "O Mundo Assombrado pelos Demônios", de Carl Sagan.
Diria que foi o tiro de misericórdia na minha fé. Pouca coisa sobrou depois disso, incluindo não só minhas convicções, vivência e dedicação religiosa, como também as atividades voluntárias que tinha, todas elas vinculadas à religião.
Pois bem, segundo um amigo, esse processo é libertador e em tese, eu deveria estar me sentindo muito bem comigo mesmo, livre do peso de anos de repressão, "lavagem cerebral" e idéias irracionais. Certo?
Errado!
Eu não estou melhor. Estou mais desequilibrado do que de costume, mais indisciplinado, mais ausente, mais frio, mais egoísta, mais ranzinza, mais impaciente, mais exaltado, mais nervoso e completamente sem rumo, sem ânimo, sem esperanças e vivendo poucos momentos bons.
Não era para eu me sentir melhor? Pois então, alguém sabe me dizer o que houve?
O problema é que não consigo mais "desativar" o "modo racional" e voltar ao "módulo bitolado", e portanto, não dá mais pra ser como era.
Por conta disso, estou correndo atrás de terapia para ver se encontro motivos que justifiquem eu estar vivo, fazer planos, me importar com as pessoas e sonhar com um futuro. Porque do jeito que está, prevejo uma vida muito, mas muito sem graça, triste e sem sentido pelos próximos anos.
Eu até quero crer, mas sem provas racionais, vai ficar difícil. E se há provas, não há fé, certo? E convenhamos: "provas" nunca foram o forte de nenhuma religião. E dado o seu histórico, eu não me sinto nem um pouco interessado de buscar respostas nelas.
E agora, hein?
Esse processo começou, não por coincidência, junto com a faculdade de Pedagogia, meu primeiro contato com a área das Humanas. Desde o ensino fundamental, já tinha inclinação e seguia para a área das Exatas, mais particularmente a eletrônica, e finalmente a Análise de Sistemas.
Num comparativo superficial, vejo hoje que, se por um lado as Exatas estimulam o raciocínio lógico, por outro lado inibem de forma profunda o senso crítico (ou eu é que sou um banana mesmo). Em tese, as Humanas ensinam a pensar e as Exatas a calcular, ou sejam, "bitolam".
Pois então, só com a faculdade de Pedagogia é que comecei a "pensar" de verdade, a exercer a criticidade, o que fatalmente me levou a questionar as minhas "verdades". E, feliz ou infelizmente, poucas delas duraram mais que um "round".
O primeiro choque, na Pedagogia, foi abordarmos temas sobre diversidade sexual, mais particularmente a homossexualidade, quando acabei por concluir que as religiões são completamente castradoras, pela simples imposição de dogmas sem explicação. "É a verdade", dizem. Daí, ao analisar minhas próprias convicções religiosas, pouca coisa se manteve.
O segundo choque foi ler o livro, que sempre considerei "perigoso" para mim, devido ao tema e a uma certa idolatria que nutro pelo autor, "O Mundo Assombrado pelos Demônios", de Carl Sagan.
Diria que foi o tiro de misericórdia na minha fé. Pouca coisa sobrou depois disso, incluindo não só minhas convicções, vivência e dedicação religiosa, como também as atividades voluntárias que tinha, todas elas vinculadas à religião.
Pois bem, segundo um amigo, esse processo é libertador e em tese, eu deveria estar me sentindo muito bem comigo mesmo, livre do peso de anos de repressão, "lavagem cerebral" e idéias irracionais. Certo?
Errado!
Eu não estou melhor. Estou mais desequilibrado do que de costume, mais indisciplinado, mais ausente, mais frio, mais egoísta, mais ranzinza, mais impaciente, mais exaltado, mais nervoso e completamente sem rumo, sem ânimo, sem esperanças e vivendo poucos momentos bons.
Não era para eu me sentir melhor? Pois então, alguém sabe me dizer o que houve?
O problema é que não consigo mais "desativar" o "modo racional" e voltar ao "módulo bitolado", e portanto, não dá mais pra ser como era.
Por conta disso, estou correndo atrás de terapia para ver se encontro motivos que justifiquem eu estar vivo, fazer planos, me importar com as pessoas e sonhar com um futuro. Porque do jeito que está, prevejo uma vida muito, mas muito sem graça, triste e sem sentido pelos próximos anos.
Eu até quero crer, mas sem provas racionais, vai ficar difícil. E se há provas, não há fé, certo? E convenhamos: "provas" nunca foram o forte de nenhuma religião. E dado o seu histórico, eu não me sinto nem um pouco interessado de buscar respostas nelas.
E agora, hein?
Diversão e arte
Os caras do meu trampo criaram um blog, onde postam "coisas muito sérias".
O humor pode não agradar a todos (sempre tem um chato de plantão, sacumé...), mas fica ai a dica
Pastores de Focas
E um deles tem um blog interessante também (mais por poder saber um pouco do que se passa na cabeça de uma pessoa com quem você trabalha todo dia, mas nem desconfia do que anda lá pelos tutanos do cara...):
Cheiro de Luz
Sei que ninguém visita este blog, portanto os hits a partir daqui serão zero. Mas fiz questão de postar.
O humor pode não agradar a todos (sempre tem um chato de plantão, sacumé...), mas fica ai a dica
Pastores de Focas
E um deles tem um blog interessante também (mais por poder saber um pouco do que se passa na cabeça de uma pessoa com quem você trabalha todo dia, mas nem desconfia do que anda lá pelos tutanos do cara...):
Cheiro de Luz
Sei que ninguém visita este blog, portanto os hits a partir daqui serão zero. Mas fiz questão de postar.
30 de ago. de 2006
Chato e ranzinza? Magina!
Hoje estava conversando com uma amiga e em dado momento, eu mesmo fiquei de saco cheio de me ouvir. Pensei: "Putz! Como eu consigo ser tão chato, ranzinza, metido e negativo"?
Na verdade, eu curto muito falar. Demais, entende? Mesmo que ninguém queira ouvir. Não tenho "semancol". Nenhumzinho que seja.
É f..., irmão!
Qualquer dia vão me expulsar até da internet.
Na verdade, eu curto muito falar. Demais, entende? Mesmo que ninguém queira ouvir. Não tenho "semancol". Nenhumzinho que seja.
É f..., irmão!
Qualquer dia vão me expulsar até da internet.
21 de ago. de 2006
O mais-mais
Falta de disciplina é um saco!
Eu simplesmente não consigo me organizar para trabalhar, para estudar, para cuidar das coisas de casa, para fazer trabalhos voluntários. Nem para namorar a esposa, acredite.
Eu não conheço ninguém mais desorganizado que eu.
(mentira, claro! Tem muita gente pior que eu, mas é importante dizer isso para reforçar o efeito)
O que eu faço, hein?
Sem essa de morrer e nascer de novo, ok?
Eu simplesmente não consigo me organizar para trabalhar, para estudar, para cuidar das coisas de casa, para fazer trabalhos voluntários. Nem para namorar a esposa, acredite.
Eu não conheço ninguém mais desorganizado que eu.
(mentira, claro! Tem muita gente pior que eu, mas é importante dizer isso para reforçar o efeito)
O que eu faço, hein?
Sem essa de morrer e nascer de novo, ok?
17 de ago. de 2006
Posteridade
Ah, sim!
Por favor, se você acessar esse blog por qualquer motivo (vai que você erra a digitação de uma URL, né?), deixe um comentário em um dos tópicos.
Só pra eu ficar feliz, ok?
Acho que vou começar a criar frases sarcásticas, posts enormes e piadas mil. Quero ser o próximo Kibeloco!
Como se eu tivesse competência para tanto, claro.
Por favor, se você acessar esse blog por qualquer motivo (vai que você erra a digitação de uma URL, né?), deixe um comentário em um dos tópicos.
Só pra eu ficar feliz, ok?
Acho que vou começar a criar frases sarcásticas, posts enormes e piadas mil. Quero ser o próximo Kibeloco!
Como se eu tivesse competência para tanto, claro.
What the f***!!!!
Pois é. Meses sem escrever. E nada pra falar.
Tá bom, não é questão de não ter exatamente nada pra falar, mas é falta de vontade de fazê-lo.
Na verdade, pra que ter um blog se você não tem vontade de escrever? Pra quem é esse blog?Pra mim? Pros outros? Pro ego?
Nem sei mais.
Anda tudo tão corrido, tão estranho, que ando questionando tudo. Manja "a vida, o universo e tudo mais"? Nessa linha.
Coisa de doido, né?
Tá bom, não é questão de não ter exatamente nada pra falar, mas é falta de vontade de fazê-lo.
Na verdade, pra que ter um blog se você não tem vontade de escrever? Pra quem é esse blog?Pra mim? Pros outros? Pro ego?
Nem sei mais.
Anda tudo tão corrido, tão estranho, que ando questionando tudo. Manja "a vida, o universo e tudo mais"? Nessa linha.
Coisa de doido, né?
9 de jan. de 2006
Um dia de nórdico!
Estive na Riviera de São Lourenço no fim de semana, na casa de uns amigos. O lugar realmente é muito bom para passar uns dias na praia. Sossegado, organizado, limpo. Realmente um luxo comparado à boa e velha Praia Grande.
Mas eu estava lá, construindo uma represa de areia pro meu filhote e passava um monte de gente e a sensação de estranheza só crescia. O que haveria de tão estranho lá? O que é que meu cérebro não estava entendendo do que os olhos captavam?
De repente, a resposta veio andando na minha direção: uma garota! Mas o que ela tinha de especial? A cor da pele: negra!
Pois é! Eu estava na Holanda ou Finlândia até então e não havia me dado conta! Não havia quase nenhum negro por lá! Um ou outro vendedor ambulante. Uma ou outra babá de crianças. Mas eram quase miragens num mar de brancos.
Pois é! Viva a democracia racial do Brasil.
Ah, e eu acredito no Papai Noel, no coelhinho da páscoa, no Marcos Valério, no Delúbio Soares e no Lula, coitado, que não sabia de nada.
Mas eu estava lá, construindo uma represa de areia pro meu filhote e passava um monte de gente e a sensação de estranheza só crescia. O que haveria de tão estranho lá? O que é que meu cérebro não estava entendendo do que os olhos captavam?
De repente, a resposta veio andando na minha direção: uma garota! Mas o que ela tinha de especial? A cor da pele: negra!
Pois é! Eu estava na Holanda ou Finlândia até então e não havia me dado conta! Não havia quase nenhum negro por lá! Um ou outro vendedor ambulante. Uma ou outra babá de crianças. Mas eram quase miragens num mar de brancos.
Pois é! Viva a democracia racial do Brasil.
Ah, e eu acredito no Papai Noel, no coelhinho da páscoa, no Marcos Valério, no Delúbio Soares e no Lula, coitado, que não sabia de nada.
Em algum lugar do passado
Pois é! Continuo no orkut. Reduzi o número de comunidades, participo menos, mas ainda estou lá.
E tem muita gente me "achando" lá, do colegial, da faculdade, do teatro...
Muito "além da imaginação"! Como será que estão aquelas pessoas que você não vê há quase 20 anos? Alguns gordos, outros magros, uns sem cabelo, outros com três ou quatro filhos...
Um reencontro tem mais chance de ser hilário do que emocionante.
Mas eu pagava pra ver! :)
E tem muita gente me "achando" lá, do colegial, da faculdade, do teatro...
Muito "além da imaginação"! Como será que estão aquelas pessoas que você não vê há quase 20 anos? Alguns gordos, outros magros, uns sem cabelo, outros com três ou quatro filhos...
Um reencontro tem mais chance de ser hilário do que emocionante.
Mas eu pagava pra ver! :)
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