6 de set. de 2007

O Retorno

Pois é. Após uma semana, voltei de Natal.
Na bagagem, trouxe algumas fotos, omiyage (não sabe o que é? Google neles!) pra todo mundo no serviço, umas guloseimas pra família e muita vontade de nunca mais voltar pra São Paulo, esta cidade horrível. Quem sabe com uma megasena, eu não possa viver pra sempre só viajando, não é?
Natal é linda, muito mais tranquila que muitos outros "points de verão", tem boa infra-estrutura e algumas praias maravihosas, tanto na própria cidade, quanto nas cidades ao redor, há no máximo 1 hora de carro, por estradas bem conservadas, de baixo tráfego, e com vista belíssima.
Além disso, as dunas são lindas, mesmo dentro da cidade (tem o Parque das Dunas, imenso, bem no meio da cidade), o sol aparece o tempo todo, chuva lá não dura nem 10 minutos e o vento constante mantém a temperatura sempre agradável.
A comida é excelente, farta e barata até, mesmo sendo um lugar turístico. Eu tive a sensação de que eu passei uma semana só comendo. Ah, e tomei um porre de camarão, cuja ressaca vai durar meses. Não aguento nem olhar mais pro bicho.
O ruim são os táxis, que exploram bem os turistas, usando um "interruptor secreto" (nem tão secreto assim, já que eu vi facilmente) que acelera o taxímetro mais ou menos como o hiperpropulsor da Millenium Falcon. É o que eu chamo de bandeira "T", de turista ou trouxa, se preferir. Sair do hotel ou voltar pra ele de táxi vai doer no bolso. Se for passear bastante, vale à pena alugar um carro ( de 60 a 80 reais a diária).
Eu achei a cidade bem tranquila, nenhuma notícia sobre assaltos, homicídios e etc. Não vi nada acontecendo e a tranquilidade do pessoal andando na rua, deixando carro em qualquer lugar, largando as coisas na praia, realmente me impressionaram. Pra um neurótico paulistano, parecia episódio do "Além da Imaginação".
Ah, e o passeio de buggy é tudo! Tem que fazer. Ir a Natal e não andar de buggy nas dunas é perder a viagem. Sai uns 60 reais por pessoa, mas vale cada centavo.
Depois eu dou um jeito de mostrar umas fotos, talvez no álbum do Orkut.

20 de ago. de 2007

Acorda!!!

Vixe!
Quase um mês sem "bloggar". Que triste isso...
Bom, mas também, escrever com que ânimo?
O tal torcicolo foi bem pior do que eu pensava. Flanax, Dorflex, massagem, acupuntura, nada resolveu.
Acabei indo no ortopedista, que até chapa pediu, mas não achou nada além do bom e velho torcicolo, mas em versão "digivoluída" (perdão pelo momento otaku). Daí, o cara me mandou um analgésico bomba (Alginac 1000 - sentiu o "mil"?) e um relaxante muscular canhão (Mirtax) e lá estava eu, mais fora do ar do que a TV da Gente, do Netinho.
Eu tomo o tal relaxante e depois de três horas, eu não sei mais meu nome, nem onde estou. Sério, fico completamente xarope. Por isso, só tomo de noite, antes de deitar. Mas quem disse que eu acordo de manhã? Antes das 9, eu nem existo.
Mas bastaram dois dias e eu já conseguia me mexer de novo, o que significa que os remédios deram resultado e que, em casos graves, nunca mais perco tempo com "terapias alternativas". Como preventivo, pra relaxar, tudo bem, mas pra resolver os problemas, nada melhor que o bom e velho "doutor" e suas drogas.
Graças a tudo isso também, não rolou nada de muito emocionante no último mês, além de stress, muito trampo, e tudo mais.
Mas semana que vem, estaremos viajando para Natal. Portanto, mais uma semana sem escrever. Mas dessa vez, pelo menos, é por um bom motivo.

30 de jul. de 2007

Vidência!

Só porque eu citei o Bergman no post sobre o filme dos Transformers, o cara morreu.
Complexo de Mãe Diná é fogo!

29 de jul. de 2007

Torcicolo

Apenas para manter o hábito, estou com um torcicolo monstro, me deixando quase imobilizado e mal conseguindo engolir. Tentei o tal Flanax, que só tem de bom o lucro que deve gerar para a indústria farmacêutica devido ao preço, porque efeito que é bom, nenhum. Agora estou apelando pro bom e velho Dorflex.
Falta de exercício físico, pouca massa muscular, muito stress, postura incorreta e frio intenso. Receita completa para desastres.

Autobots: Roll out!

Pois é, fui ao cinema e consegui assistir ao Transformers.
Foi tudo o que eu esperava:
  1. Filme do Michael Bay, cheio de momentos constrangedores, cenas de ação tão rápidas e frenéticas que mal dá pra entender o que está rolando, explosões e destruição em larga escala (tem até piada particular com o Armagedom), roteiro fraco e meio confuso, bem forçado.
  2. A Megan Fox é linda, mas atua mal pra caramba. Mas esse era o papel dela e ela o compriu perfeitamente. Mas pelo menos lembraram de ela estar acabada, suja e despenteada no final.
  3. Só tem mulher bonita fazendo papel de mulher inteligente. Nada contra beleza e inteligência no mesmo pacote, mas a hacker que aparece lá é completamente inverossímel. Embora o filme tenha homens feios em todos os papéis, as mulheres de destaque são sempre lindas. Não é esquisito? Aliás, as duas exageraram bastante na maquiagem.
  4. Ode aos militares americanos! Sempre eles, salvando o mundo da destruição.
  5. A família do Sam é impagável. A mãe, dá um show! E o guri realmente atua bem, dá pra acreditar que ele realmente interage de verdade com robôs gigantes, apesar de nada estar ali de verdade.
  6. Nada contra os carros da GM. Ficaram nota dez e a piadinha Bumblebee x Fusca foi ótima.
  7. Os Transformers são maravilhosos, perfeitos! Transformação de cair o queixo, movimentação nota dez, personalidade bem desenvolvida (o tanto que robôs gigantes podem ter personalidade) e bastante fiel aos originais. Foi isso que eu fui ver e foi isso que eu tive, portanto, nota dez com louvor!

Veredito: recomendadíssimo! Isso, claro, se você não é daqueles fãs ardorosos do Kubrick ou do Bergman.

A patroa não curtiu tanto, claro. E ficou meio confusa com a história. Atribuo isso em parte a um certo desinteresse pelo tema. Mas ela disse que gostou em alguns momentos.
O filme é bem nerd em certos aspectos mas funciona bem também para quem não conhecia o conceito, nem assistiu aos desenhos.
Agora, só falta pegar aquela sessão meia entrada durante a semana para curtir melhor.

25 de jul. de 2007

Projeto Água de Chuva

Aproveitando a subida na laje, fui dar uma olhada para entender o porquê do projeto coletar tão pouca água, mesmo com uma chuva razoável (só mesmo uma tempestade pra entrar alguma coisa).
Veredito: a inclinação da laje, aliada a uma pequena elevação da boca do cano de captação. Lógico, a laje é ligeiramente inclinada na direção dos canos de transbordo ou escoamento (sei lá se é esse o nome que se dá), e o meu cano de captação está um pouco para trás e a boca estava um ou dois milímetros acima do nível da laje.
Solução: quebrei um pedacinho da boca do cano, fazendo uma abertura e cavei (quebrei com a talhadeira) um pequeno canal até perto do cano de escoamento, para tentar captar um pouco da água que iria embora. Passei Vedapren, claro, para não infiltrar na laje.
(obs.: o Vedapren anda sendo aplicado em quase tudo que eu faço. Tá quase virando uma "Pomada Minâncora")
Resultado: Em meros dois dias de chuva moderada, enchi o container (600 litros).
Hoje já tive que deixar o bocal do escoamento de primeira água aberto e também improvisei o ladrão com a mangueira, para evitar o risco de transbordamento.
Creio que vou ter que criar realmente um sistema de ladrão mais eficiente, que assegure que o container não transborde e talvez um sistema de fechamento do bocal lá na laje, para evitar excesso. Eu até pensei no início em usar um registro tipo borboleta, em plástico, que eu vi durante as compras no setor de hidráulica. Ele não era barato e com certeza não encaixaria nos tubos de esgoto, mas foi uma idéia interessante.
Mas como tudo no Brasil, incluindo o governo, acho que só vou me mexer depois da tragédia. Afinal, eu só subi na laje de novo porque estava descendo água pelo teto, não foi?
Mas fiquei bem contente em aumentar a captação, embora a qualidade da água não seja das melhores. Acho que devido à estiagem, a sujeira acumulada no telhado é bem maior. Vou tentar melhorar a eficiência do filtro de pano, usando um tecido com trama mais fechada.

Garoto da laje IV

Extra! Extra! Notícias fresquinhas da laje!
Pois é, resolvi dar um basta na preguiça e, muito macho, subi até a laje para terminar o conserto do telhado. Afinal, durante a semana ocorreu um vazamento no teto do corredor, que eu creditei ao telhado quebrado.
Subi com tudo o que precisava, para evitar o sobe e desce (bem complicado, subindo dois níveis, sendo um na laje do vizinho, e tendo que carregar a escada pra cima), e deixei uma corda estendida lá pra baixo, pro caso de ter que subir algo mais.
Bom, foi um trabalho longo (5 horas no total) e bastante artesanal: fazer um pouco de cimento, achar o ponto de massa (quase como fazer bolo), colar as cumieiras (nome das telhas que eu quebrei) uma a uma (foram 4 no total), remendar os pedaços de telha brasilit que quebraram, etc. O difícil mesmo foi achar uma posição que permitisse fazer o trabalho. Teve momentos em que eu tive que ficar debruçado sobre o teclhado, apoiado apenas com a mãe esquerda num único ponto, para evitar quebrar mais telhas.
Além disso, adivinha se as cumieiras que eu comprei eram do mesmo tamanho das que lá estavam? Claro que não! Desde quando as coisas dão 100% certo comigo, hein?
As novas eram maiores e portanto, não iria caber tudo certinho como antes. Daí, em mais um magistral momento de genialidade e habilidade manual, eu inventei um novo conceito em construção civil: a emenda de cumieira. Nem me pergunte como é a coisa, mas funciona que é uma beleza!
E para arrematar, Vedapren em todas as junções, para evitar qualquer tipo de infiltração. O que na verdade foi muito importante, porque já começou a chover no dia seguinte e eu estava com medo justamente da chuva estragar o trabalho com o cimento.
Desde então, choveu quase todo dia e nem uma gota lá pra baixo, o que só comprova a qualidade do serviço feito e justifica o investimento do meu tempo.
O único senão foi o vento, que estava infernal (quase cai de lá umas duas vezes) e a dor nas costas nos dias posteriores. Eu mal conseguia me mexer. Definitivamente esse sedentarismo ainda vai me matar...

19 de jul. de 2007

Voe TAM!

Aviões caem, barcos afundam, trens descarrilham, carros batem, pessoas morrem.
Pessoas se agarram inutilmente à ilusões de constância, permanência e ordem, num mundo definido justamente pela inconstância, pela ausência e governado pelo caos.
Pessoas criam laços eternos a coisas passageiras.
Acreditam que as coisas que amam sempre estarão a seu lado, e adiam momentos felizes e agradáveis, para depois chorar quando não podem mais tê-los.
Pessoas responsabilizam outros pelas decisões que elas mesmas tomam, e quanto acontece algo desagradável, fazem-se de vítimas.
Pessoas abrem mão do poder de decidir sobre seu próprio futuro e depois reclamam que outros não fizeram o seu melhor para elas.
Pessoas, levadas pela ambição, pelo conforto e pela preguiça, fecham seus olhos para os potenciais - e muitas vezes totalmente evidentes - riscos inerentes à vida, deixando de tomar as atitudes necessárias para evitá-los, e culpam depois o destino, ou algo equivalente, pela sua "má sorte".
Pessoas...
A maioria realmente parece não saber viver.

16 de jul. de 2007

Not so good

Água de Chuva
Hoje choveu. Você notou?
Pois é. Só que eu tinha deixado o dreno do coletor de primeiras águas aberto e adivinha quanta água eu coletei? Isso mesmo: NADA! A falta do ladrão adequado me deixa preocupado de chover muito e eu não estar em casa e ao voltar encontrar uma meia inundação. Daí que acabo deixando o dreno aberto, pra tentar diminuir a entrada de água. Mas aí, se não chover de balde, não enche o reservatório. Que sinuca de bico!

Telhado
Pois é, choveu hoje. Você notou?
Pingou água no corredor de novo. Mas pingou diferente. A parede não ficou úmida como antes e os pingos vieram de um lugar só, meio que concentrado. Portanto, acho que posso concluir que:
  1. o Vedapren na laje continua funcionando muito bem.
  2. o telhado quebrado vai me dar problemas enquanto eu continuar com essa preguiça de subir lá e arrumar tudo.
Se tudo der certo, o próximo domingo será dedicado à laje. Vamos ver...

More than meets the eye

Pois é, na onda do revival, sexta-feira (vulgo 20/07) vai estrear o filme dos Transformers.
Infelizmente, dada a situação profissional, não poderei fazer aquele esquema de pegar a primeira sessão, ao meio-dia. Mas acho que pelo menos umas duas vezes no cinema vai rolar.
Cara, eu adorava os Transformers. Tanto que quando saiu o longa metragem, eu quis tanto ir no cinema que quase fiquei doente. No final das contas, acabei não indo e só pude ver muitos anos depois, em vídeo.
Dessa vez, ninguém me segura!

Sonho realizado II

Pois então, terminei de assistir à Saga da Patrulha Estelar contra o Cometa Império e fiquei muito feliz.
A série mostra sinais de envelhecimento (claro! É bem antiga, a danada), com uma visão muito poética e mesmo ingênua do espaço, e uma animação e design de personagens bastante ultrapassado. Na verdade não é bem assim, já que o cara - vulgo Leiji Matsumoto, fez aqueles clipes do Daft Punk com o mesmo design, só que com melhores recursos, e ficou duca!
Mas eu consegui acompanhar tudo com o mesmo entusiasmo dos velhos tempos, fato notável num mundo em que quase tudo fica velho e obsoleto depois de poucos meses.
Alguns problemas na série, que já me aborreciam na época, só se reforçaram com a idade, claro, embora não tenham estragado o barato. Vamos a eles:
  1. O Yamato é indestrutível! Toma zilhões de tiros, bombas, mísseis, colide com outras naves e permanece intacto. Tá, exagerei. Quebram-se um monte de coisinhas frágeis, como antenas, metralhadores e canhões, mas a nave, mesmo, tá lá, inteirona. Parece uma peneira de tão furada mas continua com os motores a mil por hora. As naves inimigas, em compensação, parecem ser feitas do mesmo papelão e isopor usado nos cenários do Ultraman: encostou, quebrou!
  2. A Terra tem a tecnologia mais avançada do universo! O Yamato tem o motor de ondas, faz viagens por dobra (warp), tem um canhão de ondas que destrói planetas, canhões de impacto com alcance mais longo e poder de fogo maior que o das naves inimigas, além de caças de apoio mais rápidos e poderosos. Um tirinho da Yamato ou um míssil dos caças deles destroem naves gigantescas, enquanto o Yamato, sob uma chuva de tiros, nem arranha. Tá, exagerei de novo, mas no máximo, sai um monte de fumaça e olhe lá (fumaça no espaço... legal, né? Lembra o que eu falei de "visão poética do espaço" lá no começo do texto?). E isso porque os inimigos são sempre impérios galácticos tidos como ultra-poderosos e invencíveis. Vai a Yamato lá, sozinha e dá um cacete em todo mundo.
  3. A solidão faz a força! Mesmo com um monte de gente na tripulação, é só meia dúzia de personagens principais que resolve tudo (o temível Cometa Império, coitado, tomba por conta de três gatos pingados que entram na fortaleza invencível e detonam tudo com uma bombinha tipo C4). A maioria dos coadjuvantes morre sem destaque. Alguns dos principais morrem de forma dramática, "sacrificando-se pela paz na Terra".
  4. Papo de macho! Mulher no Yamato não tem vez. Tirando as alienígenas que são o mote principal nas duas primeiras temporadas (na terceira ela aparece do meio pro final), a tripulação do Yamato só tem a Yuki, e ela é cacho do Kodai. Fruto da mentalidade machista nipônica, ela tem o seu destaque somente quando age como esperado de uma mulher japonesa: sensível, recatada, devotada. Nada de guerreira. Hoje em dia, essa visão mudou bastante, mas de um modo geral, a mulherada nos animes de hoje ainda tem poucos papéis de destaque, exceto como objeto sexual dos homens. Triste. Deviam ter mais lições com o Miyazaki. Ah, e a Yuki é "apalpada" o tempo todo pelo robô Analyser, um tarado de marca maior.
  5. O Japão dominou o mundo! Num hipotético futuro onde as guerras e diferenças locais foram resolvidas, o governo é mundial e centralizado e os esforços são todos feitos mundialmente, todos os personagens são japoneses. Tudo bem, eu sei que o anime foi feito em cima do sentimento de orgulho nipônico, com a ressurreição do finado cruzador japonês Yamato, tido como a maior arma de guerra já criada (na época, pelo menos) e que afundou sem fazer diferença na história. Mas que fica estranho aos ouvidos, ah, lá, isso fica sim. E pensar que hoje em dia alguns linguistas japoneses temem pelo fim da língua natal, dado o avanço do vocabulário inglês (americano, claro) no cotidiano do povo japonês, onde muitos jovens idolatram o "american way of life".

Mas tem umas coisas legais nesse anime, que é difícil ver por aí, em tempos do politicamente correto:
  1. As pessoas morrem mesmo, tomam tiros, sangram e tudo mais. Nada de disfarce.
  2. As personagens não são tão preto e branco e todos tem lá seus motivos. Não é o mal pelo mal, como se vê em quase todos os desenhos americanos. Um dos grandes vilões reconhece suas falhas e inicia uma busca por redenção. Fica claro também que mesmo os mocinhos ou vítimas (no caso os terráqueos) não escapam de ter lá suas culpas e problemas, ficam com raiva e partem em busca de vingança também. Há uma crítica direta ao materialismo na Terra, em detrimento de todo os esforços feitos para se chegar a um futuro melhor, crítica que cabe ao Japão e ao resto do mundo hoje. E o médico da nave, então, que bebe saquê como se fosse água (absurdamente transfromado em leite, na dublagem nos EUA).
  3. O espírito de sacrifício da tripulação, da devoção ao seu capitão e a inspiração para lutar pelo que for melhor para todos. Coisa rara num mundo tão cínico quanto o que vivemos.

Enfim, foi uma volta ao passado, que me deixou profundamente contente, especialmente por me fazer relembrar de emoções enterradas a tanto tempo, e me lembrar do garoto que eu era e do futuro que vislumbrava.
Pra quem ficar inspirado, segue a romanização da letra da abertura:

Uchuu Senkan Yamato

saraba chikyuu yo tabidatsu fune wa
uchuu senkan YAMATO
uchuu no kanata ISUKANDARU e
unmei seoi ima tobidatsu
kanarazu koko e kaette kuruto
te wo furu hito ni egao de kotae

ginga wo hanare ISUKANDARU e
harubaru nozomu
uchuu senkan YAMATO

5 de jul. de 2007

Sonho realizado

Em plena década de 80, uma nova emissora de TV iniciou suas transmissões no Brasil.
Ligada ao grupo Bloch, ganhou o nome da revista de maior sucesso da Editora, a Manchete.
A TV Manchete até que começou bem, teve algumas brigas boas de audiência com as grandes (Globo, SBT e Record), em especial com algumas novelas que ficaram famosas, como Pantanal e Ana Raio e Zé Trovão.
Sim, naquela época eu assistia a novelas, especialmente as da Manchete, que "inovaram" ao mostrar a nudez de muitas das atrizes principais (entendeu porque eu assistia?). A Manchete lançou muita gente que hoje perambula por outros canais, como Jayme Monjardim, Cristiana Oliveira (a Juma Marruá), Carolina Ferraz, Paulo Gorgulho e Ângelo Antônio.
Depois veio o declínio, a bancarrota e a venda, para então se tornar a atual (e famigerada) Rede TV!.
Eu me lembro com saudade daqueles tempo. Até as vinhetas eram legais, com temas espaciais.
Mas o maior lançamento da Manchete foi mesmo a dupla Xuxa e Marlene Mattos, no extinto e saudoso Clube da Criança. Programa quase mambembe, sem estrutura (Xuxa sozinha + 30/40 crianças soltas = gritaria e alguns tapas, plenamente justificados, dada a situação).
Mas todo esse prêambulo (eu já disse que sou meio prolixo?) é para lembrar dos desenhos do Clube da Criança, uma mistura de produções americanas e uma invasão de animes como poucas vezes se viu no país, além da famosa série de produção européia do Dartagnan e os Três Mosqueteiros, em que os personagens eram cachorros ou gatos. Alguns desenhos eram até meio fortes para a molecada, mas eu curtia pacas.
Pirata do Espaço e Patrulha Estelar foram os que me marcaram mais, já que eu era fã veterano de produções japonesas, especialmente as com temática espacial ou com robôs e monstros.
O Pirata do Espaço eu tive a oportunidade de acompanhar até o final. No entanto, a segunda temporada da Patrula Estelar eu não consegui ver além da primeira metade, e depois só assisti à terceira. Ficou um vácuo que me perseguiu por quase 20 anos, período em que eu quase cometi a loucura de tentar comprar VHSs vindos dos EUA para tentar terminar de ver a série.
Mas eis que agora eu me reencontro com a série, disponível para baixar via torrent e
finalmente posso realizar um antigo sonho: saber como a tripulação da Argo/Yamato sozinha conseguiu destruir o Cometa Império.
Entende o tamanho da minha dúvida? Entende agora os anos de frustração e desespero? Entende porque um homem de 36 anos anda cantarolando o tema de abertura de um desenho animado da década de 70, e o que é pior, na versão japonesa?
Só quem viveu aquela época e pôde acompanhar Wildstar/Kodai e seus companheiros rumo ao desconhecido pode entender...

P.S.: Para saber mais, procure por Patrula Estelar / Starblazers / Uchuu Senkan Yamato

300!!!

Não, não é mais um post sobre o filme do Santoro-pelado-dourado-cheio de piercing-com voz cavernosa.
Este é um post comemorativo à marca de 300 visitas a este blog. Eeeeeeeeeeeeee!
E tudo isso sem apelar para posts cheios de nomes de atrizes e modelos famosas que posaram nuas.
Tá certo que 95% das pessoas entram aqui porque procuram no Google por coisas que até Deus duvida. Os outros 5% vem do blog do Élcio (e 90% dessas visitas são o próprio Élcio, vindo aqui fazer não sei o quê).
Mas é incrível como o link no blog dele fez as visitas aumentarem. Inclusive, mais ou menos na mesma época em que ele incluiu o link, o Google começou a despejar visitas aqui, o que não parece ser apenas coincidência. Ou ele é o responsável pela inclusão de sites no mecanismo de busca ou ele é o próprio dono do Google disfarçado. Ou o blog dele é tão famoso e gera tantos hits que entra automaticamente nos sites mais acessados do Google. Ou eu estou forçando a barra, como sempre.
Mas enfim, parabéns a mim por esta marca histórica.
E obrigado ao Élcio por linkar meu blog.

3 de jul. de 2007

Errata

Na verdade, eu já sabia que o House passa na Record também (o que invalida aquela minha afirmação de que eu não assisto porque não tenho TV a cabo). Mas eu não tenho paciência nem disponibilidade para assistir às séries no dia e horário que eles passam.
Eu adoraria que o pay-per-view fosse real, ou seja, que eu pagasse exatamente pelo que eu quisesse ver, na hora em que eu quisesse ver. Mas como não é, as séries que eu gosto eu assisto no "no-pay-per-view", se é que vocês me entendem...

30 de jun. de 2007

House M.D.

Eu não acompanho essa série com regularidade. Como não tenho TV a cabo, só assisto esporadicamente no gato da casa da minha mãe. Mas apesar disso, gosto bastante e considero-a uma boa diversão.
Mas o motivo que me leva a escrever não é discorrer sobre a série, mas informar que o meu chefe me elegeu o próprio "Gregory House Cover". E não, não é por minha excepcional competência na minha área de atuação. É mesmo pelo meu mau humor constante e personalidade desagradável.
O que eu considerei um elogio, claro. Afinal, sou fã do Dr. House e sua eterna irritação em lidar com as pessoas, especialmente aquelas que nada tem a acrescentar em sua vida.
Só falta eu começar a mancar e arrumar uma bengala. O que, do jeito que anda minha forma física, deve faltar pouco para acontecer.

28 de jun. de 2007

Festa Junina

Não que eu vá começar uma série de posts na linha "Eu odeio..." (mas já deve tem um ou dois por aí...), mas eu odeio festa junina.
Quando criança, era obrigado a me vestir com aquelas roupas ridículas, tornadas ainda mais ridículas pela minha mãe, que enchia a roupa de retalhos "de mentira", para simular roupas remendadas, e que incluia um tenebroso e horripilante retalho em forma de coração na bunda. Sim, você leu certo: coração. E na bunda! Isso seria considerado incentivo à pedofilia hoje em dia. Mas naquela época, não, é claro! Acho que a pena por expor uma criança a um ridículo dessa magnetude deveria ser de pelo menos umas 100 chibatadas.
Além disso, claro, eu era obrigado a ir com um bigode e um cavanhaque feitos com lápis para contorno dos olhos, artigo comum nas bolsas femininas. Eu ainda não sei o que me dava maior desgosto, se a "barba" falsa ou o retalho de coração.
Para completar, aquele mico básico de fingir que estava dançando, tendo que obedecer às ordens das professoras e tentar entender alguma coisa daquelas letras horríveis das músicas da quadrilha, sem sentir nenhum prazer naquilo.
Aliás, o nome da dança é mais que apropriado, eu diria. Só mesmo mentes criminosas unidas com objetivos funestos poderiam perpetrar tamanho crime contra a inocência e bem-estar de nossas crianças (no caso, eu).
De positivo, talvez, só os doces (em especial aqueles de abóbora, batata-doce e batata-roxa, iguarias que até hoje eu adoro) e as brincadeiras, como pescaria e jogar bolas de meia na pirâmide de latas, para ganhar prendas. Mas mesmo essas coisas boas ficam ofuscadas pelas lembranças vergonhosas do "figurino", "maquiagem" e "performance artística".
Talvez assim as pessoas entendam porque eu não fico nem um pouco entusiasmado quando me convidam para festas juninas.

26 de jun. de 2007

Blecaute

Nossa, tá bem difícil escrever ultimamente. Devo ter entrado na fase de bloqueio, depois da diarréia mental.
A falta de objetivos, planos e interesses dá nisso, viu?

18 de jun. de 2007

Filmes no fim de semana

O Ilusionista. Com o Edwart Norton (excelente ator), Paul Giamatti (outro excelente ator) e Jessica Biel (bonitinha, mas nada demais como atriz). A história é interessante, a direção é bacana e a fotografia e direção de arte estão muito boas. Fazia tempo que eu não via assim um filme com um pique mais tranquilo, sem ser um blockbuster baseado em quadrinhos. O roteiro acaba sendo meio previsível (pelo menos, aconteceu tudo como eu esperava desde o começo), mas ainda assim, foi muito bem montado.

Quem somos nós? Difícil de encarar, viu? Pseudo-documentário cheio de blá-blá-blá da nova era, tentando juntar conceitos de física quântica com filosofia e esoterismo, uma salada russa incompreensível e plenamente dispensável. Tirando alguns conceitos da neurociência sobre peptídeos e neurotransmissores (alguns equivocados), pouca coisa se salva. Se fizessem um drama com a história da moça surda, daria um bom filme. Com toda aquela pseudo-ciência e bobagens religiosas, quase não aguentei até o final. E ao final do filme, você com certeza estará bem mais confuso sobre quem você é e pra onde vai.

Teve também o Bionicle 3 - Teia de Sombra e o Halloween do Pooh e Efalante, mas esses não contam, porque eu nem vi direito. Só coloquei o DVD pra rodar, se é que você me entende.

16 de jun. de 2007

Sobre o feriado

Acabei esquecendo de comentar sobre o tal feriadão.
Pois bem, resolvemos ir ao Planetário lá do Parque do Carmo, levando o filhote e os primos. Apesar de eu morar na Zonal Leste, ainda assim o lugar é bem distante. E acabou dando em nada, pois o Planetário estava fechado. Sem nenhuma justificativa ou aviso na internet. É provável que mais gente tenha quebrado a cara também. Achei o cúmulo a falta de informação sobre o lugar. Em plena era da internet, nenhum site informou sobre isso. Pelo visto, só quem telefonou é que ficou sabendo.
Pra não perder o passeio, resolvemos ir ao Aquário de São Paulo, no Ipiranga. A parte do aquário é bem legal, com muitos peixes de água doce, cobras, jacarés, tartarugas e afins. Os pirarucus são imensos e muito lindos. Também vi traíras e lambaris, o que me lembrou dos bons tempos de pescaria no sítio dos meus avós, quando era pequeno.
Os bonecos dos dinossauros que se movimentam são legais (mais para os pequenos), mas eu achei o ambiente escuro demais. Eles tem poucos fósseis de dinossauros e o espaço dedicado a eles é pequeno. Nesse aspecto, o Museu de Zoologia da USP, também no Ipiranga, tem esqueletos bem mais impressionantes.
Agora, o planetário é uma decepção. Eles não tem um projetor. A cúpula tem pequenas lâmpadas para formar as constelações. E o planetário mesmo é uma montagem mecânica simples, com as órbitas destacadas por lâmpadas no chão, com as bolas coloridas girando para representar os planetas. Tem uma apresentação bem infantil, misto de teatro e musical, que realmente só entretém os pequenos (acho que no máximo até os 7 anos. Depois dessa idade, vai ser difícil eles gostarem.).
Por fim, o cinema 3D é levemente interessante, mas algo fraquinho e sem emoção, um tanto repetitivo e cansativo. Especialmente para usar aqueles óculos horríveis e sentar naquelas cadeiras de plástico, sem nenhum conforto. Saí com o pescoço doendo. Só valeu pelo preço (R$ 2,00).
Resumindo: Um bom passeio, mais pelo aquário, que vale o ingresso pago. Como o ingresso das atrações são pagos em separado, economize o dinheiro do planetário. Pra ver estrelas, vá aos planetários do Ibirapuera ou do Carmo, mas ligue antes pra não perder a viagem.

13 de jun. de 2007

Projeto Economia de Energia

Lendo a respeito de sustentabilidade e conservação ambiental, comecei a estudar sobre o uso de lâmpadas fluorescentes compactas, e sua teórica economia de energia.
Realmente, em termos de luminosidade, a fluorescente ganha em muito das incandescentes comuns, talvez pela luz mais difusa (sem um ponto central de origem) e por ser uma luz branca (fria, segundo dizem). E em termos de potência consumida, ganham em muito também.
Mas existem alguns poréns na adoção desse tipo de lâmpada, segundo eu andei lendo:
  1. O fator de potência. Eu não sou nenhum expert na coisa, mas por haver obrigatoriamente um reator, um elemento indutivo, uma parte dessa energia se perde, resistindo à propagação da corrente eltétrica, gerando um campo magnético. Segundo alguns artigos que li, isso atrapalha as fornecedoras de energia por deformar/atrasar a onda senoidal que alimenta os concumidores de energia. Não sei dizer o quanto isso é ruim para o sistema, mas com a crescente adoção das fluorescentes, inclusive com propaganda governamental, é provável que em algum momento alguém comece a chiar a respeito se o prejuízo for tão grande assim;
  2. O descarte da lâmpada. Fluorescentes usam vapor de mercúrio, elemento altamente tóxico e perigoso se aborvido pelo corpo ou mesmo espalhado no meio ambiente. Hoje em dia, quem compra uma lâmpada fluorescente tem que arcar com o custo adicional do transporte das lâmpadas até empresas especializadas, e algumas até cobram pra receber a lâmpada. A verdade é que ainda não há no Brasil uma forma controlada e segura de descarte dessas lâmpadas, que em geral acabam no lixo comum, quando não são largadas (e quebradas!) nas calçadas, contaminando pessoas e o meio ambiente. Um perigo!
Apesar dos poréns, decidi trocar as lâmpadas em casa pelas fluorescentes. Não somei exatamente os valores pagos, mais gastei pelo menos uns R$ 120,00 para trocar todas as lâmpadas de casa, incluindo uma nova luminária para a cozinha. Como são mais duráveis, o custo compensa ao final de alguns anos.
A potência nominal total consumida em casa despencou, e a iluminação geral aumentou muito. As fluorescentes tem um pequeno inconveniente, que é a demora para alcançar a iluminação máxima, na ordem de alguns segundos, o que dá uma impressão de que não se acendeu muita coisa. Mas passado esse instante inicial, iluminam muito mais que as incandescentes que eu usava.
Minha sala tinha antes 4 lâmpadas "dicróicas" de 50 W, que além de não iluminar nada, gastavam uma montanha de energia. Eu troquei por 5 lâmpadas fluorescentes compactas de 11 W cada (quase a potência de uma só das dicróicas), com a base espelhada, que deixaram a sala brilhando e o canto do computador muito mais confortável para se trabalhar.

O problema é que a economia de energia não aconteceu. No final, a conta do mês em que eu coloquei as lâmpadas ficou igual aos meses anteriores. Pelos meus cálculos, deveria haver uma diminuição significativa nos KW consumidos, mas nem sinal disso.
Preciso agora avaliar se isso não é decorrência de mudanças nos padrões de consumo em casa. O computador anda ficando muito tempo ligado (por conta de alguns trabalhos do pessoal, mais a mania de baixar coisas via ADSL, e o bendito Counter Strike). Além disso, graças a um divórcio na família, tenho um novo inquilino que, bem ou mal, tem uma lâmpada no quarto e um computador também. Como esfriou cedo este ano, pode ser que o chuveiro tenha contribuido justamente neste mês também.
Vamos continuar acompanhando e qualquer novidade, eu aviso.
E se eu achar as notas, eu coloco os valores exatos que gastei.

11 de jun. de 2007

O segredo

O tal "Segredo" está me cercando.
Uma grande amiga diz que eu preciso assistir ao filme de qualquer jeito.
Uma grande amiga da minha esposa também recomendou com enorme ênfase.
Hoje eu vi o livro na banca, bem em cima do balcão na hora de pagar minhas revistas.
Depois, abri um anúncio da Fnac e lá estava o bicho, em promoção.
Pois é, eu finalmente entendi o "segredo": persistência.
Só pode ser isso.

P.S.: Em tempo: não! Eu não comprei o dito cujo. Nem vou comprar. E se me emprestarem, não vou ler. E só assisto o filme se a esposa fizer muita questão. E tenho certeza que será legal. Vou me divertir acabando com os conceitos do filme.

7 de jun. de 2007

Feriadão!

Sim, senhoras e senhores, finalmente eu vou passar pela experiência (quase) inédita de um feriado prolongado. Vou enforcar a sexta, manja? Coisa rara nos últimos tempos...
Mas a programação é bem extensa, viu? Nada de vadiar na cama, não!
Na quinta, um passeio com o filhote e a patroa. A patroa tá preparando o roteiro, mas não vai ser nada muito light, não, com direito a museu, exposição, parque e tudo mais. Fico lembrando quando levei o guri no Museu de Zoologia lá no Ipiranga. Ele não parava quieto e mal olhava as coisas expostas. Em menos de 30 minutos, já queria ir embora. Visita relâmpago, sabe como é? Mais ou menos o que aconteceu com o Dinos na Oca, já há algum tempo. O pai é que ficou todo bobo com os dinos. O moleque mesmo olhou com aquela cara de "Ah, tá! É só isso?". Que pentelho!
Depois, na sexta, vamos tentar pegar um cineminha e quem sabe um almoço ou jantar a dois. Coisa que também faz um tempo que não fazemos. O último filme foi o 300 de Esparta e também fazia um tempão que não íamos. Na verdade, em relação ao cinema, estou quase virando um crítico: não assisto porra nenhuma mas sei quase tudo sobre todos os filmes em cartaz.
Depois, no sábado, vai ter uma "pizzada" (???) na casa de uns amigos, a turma de pais da escola do filhote. Vamos lá, encher a pança. Que, ao que parece, é o que essa turma sabe fazer melhor! (nos incluo nessa, claro)
Enquanto isso não chega, cá estou, às voltas com essas "Malditas Transações"! Dá até nome de filme B, não dá?

31 de mai. de 2007

Camisinha do Lula

O Ministério da Saúde lança campanha para baixar os custos dos anticonceptionais, e popularizar a vasectomia.
Isso é pouco. Eu diria mais: é nada!
É só ver o que essa gente miserável tem de filho, um atrás do outro, acreditando no "crescei e multiplicai-vos", não tendo cultura suficiente pare entender o processo de fecundação, da necessidade de disciplina para o uso de pílulas e outros métodos.
Vamos parar com a hipocrisia! O que tem que ser feito urgentemente é:
  1. Legalizar o aborto. Fica um monte de homens, políticos, religiosos e intrometidos em geral discutindo sobre aborto. Vejam bem, homens, que não podem engravidar, não aguentam 9 meses de gestação, não amamentam e não perdem emprego, decidindo sobre o que uma mulher pode ou não fazer com o seu próprio corpo. Quer mais ranço machista que isso? É como se as mulheres devessem decidir se o cara pode ou não coçar o saco. E todo mundo sabe que menina de classe média alta faz aborto aos montes em clínicas de renome e tem atendimento médico de primeira, enquanto milhares de meninas sangram até a morte nos PSs públicos em decorrência de complicações em abortos clandestinos, feitos em condições tenebrosas.
  2. Oferecer, gratuitamente e com ampla divulgação nos meios de comunicação de massa (vulgo intervalo da novela das oito da Globo), laqueadura e vasectomia a quem quiser, não importando a idade, a classe social ou o número de filhos (mesmo que não tenha nenhum). Se a fulana ou fulano se arrepender depois, dane-se! Pelo menos até bater o arrependimento, não teve um monte de filhos sem condição pra cuidar.
  3. Substituir a Xuxa, no programa infantil matinal da Globo, por outra loira igualmente ridícula, a Marta Suplicy, que pelo menos tem a formação necessária, mostrando nos intervalos entre os desenhos, como se coloca uma camisinha num pênis e todos os demais cuidados para evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, em linguagem bem didática, inteligível para crianças a partir dos 7 anos de idade.
É facílimo controlar a explosão demográfica da miséria. O que falta é culhões!
No sentido figurado, claro. Porque na real, tá é sobrando disso!

Fria e solitária laje

Eu estava esperando o tempo esfriar um pouco para subir na laje e arrumar o telhado, já que passar o dia inteiro tomando sol na cabeça acaba comigo.
O problema é que o tempo fechou de vez, com temperaturas perto dos 10º C, garoa e ventos insuportáveis e perigosos (um ventinho e um escorregão bastam para matar uma pessoa que está em cima de uma laje, sabiam?).
Daí, eu fui deixando, deixando e até agora, nada.
Pelo menos não tem chovido forte e o telhado quebrado não está gerando maiores problemas, mas preciso resolver isso rápido. Mas a preguiça de deixar as cobertas é muito grande, acreditem!
Como coisas boas, devo frisar novamente a impermeabilização com o Vedapren, pois com o clima atual, nos ano passado, a parede vivia gotejando. Sinal de que eu fiz tudo direitinho.
Tenho novos planos de mexer na casa, que eu queria colocar em prática logo, mas atualmente falta dinheiro e esses vão ter que esperar um pouco mais.
A coleta de água da chuva praticamente parou, já que não choveu mais nada... Uma pena.

Breaking News

  1. Agora que o Chavéz (não, não aquele do Quico e do Seu Madruga) fechou a TV privada que lhe criticava e criou outra estatal "baba-ovo" de seu governo, finalmente começaram a entender que a Venezuela sofreu um super golpe de estado há tempos e vive uma ditadura como poucas na história da humanidade. Tudo devidamente embalado em papel-presente de "Democracia", como sempre o fazem as ditaduras de esquerda.
  2. Agora que a invasão da Reitoria da USP já passou dos limites e mais nada acrescenta à discussão sobre os decretos do Serra (que, convenhamos, careciam de mais discussão), finalmente estão percebendo que muito daquela molecada só está lá pra fazer balbúrdia e matar aula, e não dá a mínima pra democracia, movimento estudantil e pro fato de estudarem às custas do meu dinheiro. Tudo devidamente denominado de "resistência", como sempre curtiram os "revolucionários". Sei...
  3. Agora que o Renan Calheiros se explicou e no final não explicou porra nenhuma, finalmente as pessoas estão começando a entender que isso é a cara do brasileiro: mentir deslavadamente, mesmo sabendo que ninguém acredita. Porque no fundo, todo mundo, se já não faz o mesmo, é por pura falta de oportunidade. Nós somos o Renan e todos os que estão lá, mesmo não querendo admitir.

Motivação

Pois é. Andei percebendo que a minha motivação em escrever é sazonal. Eu escrevo quando dá vontade, e quando não dá vontade, não escrevo nem por decreto. O que indica que eu não sou uma pessoa metódica, organizada e disciplinada (que novidade!).
Quando dá vontade de escrever, acabo querendo escrever sobre mil coisas ao mesmo tempo, e daí, encher o blog de uma vez só. Mas daí eu penso: "não, melhor fazer aos poucos, manter a regularidade", etc. E no final, acabo não escrevendo nada.
Então, decidi respeitar esses "ímpetos literários" (hahaha!) e escrever quando e quanto me der na telha.
Por isso, da próxima vez que você parar pra ler isto aqui (eu sei que ninguém faz isso, mas você entendeu o espírito da coisa), provavelmente vai ter um monte de posts quilométricos, e depois semanas sem nada de novo.
Esse sou seu, fazer o quê.
Não gostou? Tem quem goste, tá? Embora seja cada vez mais raro encontrar alguém nessa categoria...

Promoção Imperdível!

É isso aí!
O primeiro a deixar um comentário neste blog, ganhará um... er... vejamos... bem... um muito obrigado.
Tá bom?

23 de mai. de 2007

Counter Strike Weekend

Não, não é o anúncio de um futuro evento de jogadores de Counter Strike.
É só a melhor forma de sintetizar como foi o último fim de semana lá em casa.
A coisa chegou num ponto em que a patroa deve ter pensado seriamente em divórcio...

Eu estou começando a aprender a usar rifles de precisão ("sniper rifles"), embora eu prefira um que, mesmo sendo mais "fraco", permite tiros múltiplos sem ter que recarregar a cada tiro, como o Magnum. Mas continuo lento pra me movimentar e mesmo trocar a visualização do rifle, o que gera um monte de mortes seguidas, a maioria por headshots. Teve uma com a faca também, mas porque eu fiquei parado num mesmo lugar vários minutos, dando as costas para um dos acessos possíveis dos inimigos. Mas valeu a experiência.
Também instalei novamente as ferramentas de construção de mapas, e criei um novo para treino com o rifle. É simples, mas difícil. Você com o rifle e mais de dez inimigos armados somente com a faca, todos numa depressão e você lá em cima, mirando. Acredite, é pura covardia! Eu, pelo menos, morri todas as vezes, retalhado como um porco em dia de festa...

Também vale a pena citar a evolução do engine do Condition Zero sobre o do Counter Strike clássico. O engine "aprende" qualquer novo mapa, e em seguida os "bots" (jogadores controlados pelo computador) já saem rapidinho pelo mapa, fazendo coisas bem complicadas e explorando bem o terreno. Só senti algo estranho em um dos meus mapas, mas acredito que é pela própria natureza (diria "defeitos") do mapa, que levou os bots a sempre usar um mesmo caminho, que por sinal, é o mais rápido para se chegar onde se quer.
Mas é mesmo bem mais divertido jogar contra seus amigos, ou mesmo estranhos, e imaginar a frustração deles em serem mortos por você.

16 de mai. de 2007

Mudanças

Não, não é nada demais.
Só dei uma alargada no blog, de 660 para 800 de largura.
É que aquela tripa vertical de texto meio que me enche o saco.
Agora, vamos trabalhar!
Inté!

Drogas

Há um traço da minha personalidade que é irritantemente constante, aparente e incômodo: meu desprezo total e absoluto pelas drogas e por quem as usa. Exceto, é claro, quando as pessoas o fazem por necessidade médica, embora hoje em dia essa necessidade seja muito difícil de diagnosticar com exatidão e qualquer coisa, até unha encravada, anda ganhando umas pílulas.
Eu não fumo, não bebo, não cheiro nem injeto nada (mas faço sexo, veja bem!). Tomo quando muito meus antibióticos e analgésicos quando a coisa pega, mas fora isso, evito ao máximo consumir qualquer coisa que altere minha percepção, raciocínio, disposição (mesmo que para melhor) e sanidade.
Não consigo lembrar de sensação pior na vida do que estar bêbado, e olhe que quando eu era moleque, isso acontecia muito. Hoje em dia, o gosto do álcool me dá um enjôo terrível, a ponto de eu querer cuspi-lo no ato. Já tomei uma golada de cerveja pensando ser guaraná (confundi o copo com o de outra pessoa) e quase imitei aquelas cenas de desenho animado, jorrando em cima de todo mundo. A famosa cidra na virada de ano me dá dor de cabeça no ato e me deixa tonto e indisposto.
O cigarro, então, me dá ânsia de vômito. Ficar perto de alguém fumando me faz querer sair correndo, com falta de ar; sentir isso no hálito da pessoa me dá um nojo insuperavelmente maior do que aquelas melecas de filme B de terror.
Eu tento evitar fazer isso, em prol da sociabilidade, mas admito que eu desço a pessoa consumidora dessas coisas alguns degraus na escala do meu apreço e respeito. Sim, eu respeito menos a quem fuma, bebe ou "dá um pega", entre outras práticas, tanto mais quanto maior a ilegalidade e potência da referida substância.
Reconheço meu preconceito, mas não consigo abrir mão dele. Faço um esforço consciente e muito grande em relação aos amigos que tenho, para não perdê-los. Procuro observar neles somente os motivos pelos quais lhes dou meu apreço, mas isso nem sempre é tão fácil e simples. E com certeza, tem evitado que eu faça novos amigos também.
Num mundo onde se pode falar abertamente sobre o baseado que foi ou será consumido em seguida, e a cada dia mais se pode fazê-lo na frente de quem quer que seja, sobram poucos lugares onde eu posso me sentir à vontade, que não sejam a minha casa. E isso somente no andar de cima, pois abaixo a minha família "manguaça" com freqüência.

10 de mai. de 2007

Projeto Água de Chuva: acertos

A gambiarra que eu fiz para adaptar a torneira de jardim à saída do container realmente não funcionou a contento.
Eu cortei um círculo de plástico de um espelho cego de tomada, para servir de tampão da saída e de elemento de conexão da torneira. O que eu descobri é que o plástico do espelho tem pouca resistência mecânica e elasticidade. E parece inclusive que fica mais frágil em contato com a água. Sorte que eu percebi antes que ele quebrasse de vez, pois já apresentava uma senhora rachadura. Tão logo eu tratei de desmontar a coisa toda, ele quebrou em duas partes.
Tive então a idéia de usar um cup (tampão) de PVC para esgoto, bem mais resistente e flexível. O difícil era adaptá-lo à saída. A solução foi usar um pedaço de cano de PVC de 2 polegadas, criar uma "guarda" nele, enfiá-lo na rosca da saída e colar nele o cup já com a torneira. A estrutura ficou bem mais resistente. O problema é que essa rosca da saída não veda bem, então, tive que usar bastante cola de silicone, para não vazar. Pelo menos até agora, não pingou nadinha.
Veja a foto da nova montagem:


O chato é que não tem chovido mais nada, só umas garoas que não são suficientes para alimentar o sistema. Pé d'água mesmo que é bom, necas!

9 de mai. de 2007

Top Hits

As dez mais da semana:
  1. Fight Fire with Fire - Metalica
  2. Seasons in the Abyss - Slayer
  3. Holy Wars...The Punishment Due - Megadeth
  4. Among the Living - Anthrax
  5. Empty Cries - Sacred Curse
  6. Arise - Sepultura
  7. Rebel Maniac - Viper
  8. Morte aos falsos - Dorsal Atlântica
  9. E.vil N.ever D.ies - Overkill
  10. Metal Is the Law - Massacration
Aqui é só porrada!!! Yeah!!!

5 de mai. de 2007

Cuidado!

Ao amigo que entrou aqui procurando o filtro de areia e brita para água potável, recomendo muito cuidado.
Existem muitas variáveis para garantir que a água se torne efetivamente potável, como aquela usada para lavar as mãos, escovar os dentes, tomar banho e beber.
E acredito que um simples filtro de areia e brita é insuficiente para garantir a potabilidade da água.
Nós só usamos o filtro para limpar a água o suficiente para a primeira lavagem de roupas na máquina de lavar.

3 de mai. de 2007

Quem ama, espanca!

Faz tempo que eu queria comentar sobre esse assunto.
Tenho um amigo que costuma usar esse bordão ai em cima: "Quem ama, espanca"!
Ele fala isso na tentativa de me incomodar ("me zoar", manja?) sempre que o assunto é educação infantil, quando comento algo sobre meu filho ou alguma coisa relacionada à faculdade de pedagogia (que para os desavisados, está com a matrícula devidamente trancada por todo este ano). Mas depois de ouvir a denominação do método corretivo aplicado nas crianças do meu bairro, começo a concordar com ele.
Pois bem. A última moda na educação familiar da Vila Ivone, em especial na comunidade do Mata Porco, é simplesmente a "Madeirada". Por mais que eu tente me enganar, acreditando que esse nome é usado somente como uma metáfora para um corretivo mais drástico, não posso deixar de imaginar a origem do termo, e a possibilidade de que ele não seja assim tão metafórico.
Eu me lembro de gente da minha época de criança comentando surra de chinelo, cinta, vara de marmelo e equivalentes, mas a madeirada foi novidade. E dita na mais absoluta banalidade, não somente por faltas graves. E usada não somente pelas mães (não posso falar pelos pais, pois nunca vejo crianças com pais naquele lugar), mas pelos irmãos pouco maiores.
Ou seja, a meu ver, há toda uma "cultura do espancamento" naquele lugar, e imagino, no resto deste país todo. Um lugar onde uma "madeirada" é considerada uma medida aceitável de dizer ao outro que ele está errado. E olhando a situação social em que vivemos, o tamanho da violência banal e cotidiana que nos assola, percebo que isso, essa forma de pensar e agir, está tão entranhado em nós que jamais escaparemos dela. Qualquer voz dissonante sumirá em meio aos sons dos chinelos, cintas, madeiras, gritos e choros.

Muita da minha descrença atual com tudo relacionado à humanidade começou justamente com o aprofundamento nos estudos da pedagogia, e se estendeu a todas as áreas humanas, ao ser humano em si. Perdi a fé em nossa capacidade de realmente nos entendermos, nos aceitarmos, termos respeito verdadeiro uns com os outros, sermos solidários, nos esforçarmos em fazer as coisas funcionarem corretamente, em ajudarmos ao outro de maneira real e abnegada, ou simplesmente em sermos cidadãos, com todo o estofo que a palavra carrega, o que acarreta também respeito pelo planeta e seus limites.
Por conta disso, olho com certa amargura para meus antigos trabalhos voluntários, que no fundo nunca surtiram o menor efeito, exceto massagear o meu ego. Trabalhos como os que fazia com gestantes carentes, no abrigo de menores e tantos outros, me parecem hoje vazios de resultados, e diria mais, da mais elementar possibilidade de sucesso. Vejo hoje que, por mais que você se esforce, o mundo não quer o que você tem a oferecer. As pessoas querem o que querem e ponto. E reclamam se você não lhes dá. Mesmo que você ofereça filosofia embrulhada em um pão com mortadela, elas só querem o pão com mortadela (alguns, ainda com seus orgulhos intactos, podem querer só a mortadela, ou mesmo recusá-la). Mesmo que você ofereça conscientização sobre planejamento familiar e doenças sexualmente transmissíveis embrulhada em um lindo enxoval de bebê, elas só querem o enxoval, e ainda vão pedir uma cesta básica e fraldas descartáveis (veja bem, pessoas vivendo na miséria querendo fraldas descartáveis. "As fraldas de pano dão muito trabalho!"). Mesmo que você abrigue as crianças carentes, espancadas e/ou abandonadas, seus pais farão mais algumas (ou muitas), e farão tudo igual novamente, até que um juiz tire novamente a guarda e as coloquem em abrigos. E as meninas saídas dos abrigos vão engravidar precocemente como suas mães e perpetuar o ciclo de miséria. E é assim, nesse efeito cascata que vamos vivendo, transformando a situação social em uma coisa cada vez mais caótica, miserável e sem solução.
E antes que me digam o famoso bordão, já adianto: educação não resolve porra nenhuma! Porque mesmo que exista um professor bem intencionado e (raridade) realmente consciente e sem preconceitos, ele será uma vozinha tentando soar, inaudível (ou sendo ouvida como tediosa e sem graça), em um mundo barulhento que o tempo todo diz justamente o contrário, com cartazes, luminosos, neon, caixas acústicas, megafones, banda e fanfarra. E tudo isso com um tal de ECA tolhendo qualquer tipo de atitude que se poderia tomar para corrigir o comportamento absurdo e inaceitável dos ditos "menores".
Desculpem, mas é uma luta perdida. E os milhões de professores cansados, deprimidos, estressados, violentados, mal pagos, pressionados, incompreendidos e fracassados não me deixam mentir.
Ah, e em geral, a maioria das pessoas ainda os culpa por essa situação.
Olho para eles com pena, pelo que enfrentam ou ainda vão enfrentar. Mas também os olho com raiva, da sua ingenuidade (alguém disse burrice?) e por não perceberem a real dimensão do buraco em que estão se metendo.
Talvez agora tenha ficado mais claro porque foi tão fácil trancar a matrícula da pedagogia. Porque se eu não encontrar outra forma de atuar nessa área, não valerá a pena me esforçar tanto só para ter mais um diploma.

2 de mai. de 2007

Campanha de (in)utilidade pública

O marcador é de propaganda gratuita (não cobrei nada, juro!) e (infelizmente) inútil.
Neste país não há oposição quando a mão do poder é aberta, e não há eleitorado que justifique o nome (só a ausência no dia da eleição).

Top Hits

As dez mais da semana!
  1. You Give Love a Bad Name - Bon Jovi
  2. Girls, Girls, Girls - Motley Crue
  3. Carrie - Europe
  4. Only Time Will Tell - Nelson
  5. Unskinny Bop - Poison
  6. I Remember You - Skid Row
  7. Fire Woman - The Cult
  8. Is This Love - Whitesnake
  9. Love Song - Tesla
  10. More Than Words - Extreme

Mais uma parada de sucessos!

30 de abr. de 2007

Projeto Água de Chuva: ajustes

Após os problemas relatados, fiz os ajustes necessários no projeto:
  1. remontei a gaiola, coloquei o container dentro e coloquei tudo em cima da base de madeira. Agora, preciso somente de uma tábua de madeira do tamanho do container, pois a base é ligeiramente menor que ele (coisa de 10 centímetros somente).
  2. coloquei uma extensão no tubo de entrada da água no container, evitando que esparrame demais, já que a altura da montagem diminuiu um pouco.
Bem, vejam abaixo as fotos com o container deformado. Quando tirei essas fotos, ele já estava com somente 200 litros, mas acredite, com 500 litros, a deformação nos cantos e os "pneuzinhos" do lado eram assustadores.


E aqui, temos a estrutura depois dos ajustes.


O esquema do ladrão usando a mangueira ainda não foi devidamente testado e também não sei se as pessoas que vão usar a água entenderam como arrumar tudo depois de usar, para que a mangueira efetivamente funcione como ladrão. Se as pessoas não fizerem direito, na pior das hipóteses, terei uma pequena inundação em casa. Na melhor, perco toda a água coletada.
Mas são riscos inerentes na implantação de novas políticas e procedimentos.

24 de abr. de 2007

Top Hits

As 10 mais da semana:
  1. Motoqueiro - Almir Rogério
  2. Morango do Nordeste - Frank Aguiar
  3. Realce - Gilberto Gil
  4. Eu Não Sou Cachorro, Não - Nelson Ned
  5. A Vida Não Presta - Leo Jaime
  6. O Amor e o Poder - Rosana
  7. Sábado - José Augusto
  8. Haja amor - Luis Caldas
  9. Retalhos de Cetim - Benito Di Paula
  10. Sílvia - Camisa de Vênus

Aqui, é só súúúúúúúúúúcesso!

23 de abr. de 2007

A Febre do CS

Depois de longa e tenebrosa hesitação, acabei comprando o Counter Strike original, para poder jogar via internet. E como eu adivinhava, não devia ter feito isso. Já fiquei duas noites jogando online com os amigos do trabalho. Tudo bem que eu estou em casa, mas como diz a patroa: "só de corpo presente". E acabo ficando com um sono danado no dia seguinte.
Mas eu ainda preciso dominar algumas habilidades básicas, como me mexer enquanto atiro ou recarrego, andar em outras direções que não somente em frente e andar mirando mais para cima. Eu ando quase sempre apontando pra baixo, quase no chão, e daí, quando surge alguém, eu acabo atirando no pé do cara e levo um balaço na testa. Ah, e preciso arrumar uma mesa decente pro computador, pois eu fico sem apoio para o braço que usa o mouse e com o tempo, cansa e eu perco a mira fácil.
Mas é muito legal jogar online, sabendo que aquele cara que você detona é uma pessoa real (quanto mais conhecida, melhor). Claro que na maior parte das vezes eu acabo sendo um "sitting duck", como diria o capitão Panaka (se souber de quem e de qual momento de qual filme é esta referência, deixe um comentário), e levo chumbo de tudo quanto é jeito. Pelo menos a minha honra está intacta e ninguém me matou com a faca (na verdade, até agora não vi ninguém tentando).
O CS já é um jogo velhinho, mas foi tão bem construído que ainda vale muito a pena jogar, mesmo com jogos mais modernos e complexos surgindo o tempo todo. Engine leve, roda em muito hardware em que a maioria dos jogos atuais nem instala, gráficos aceitáveis e excelente jogabilidade. E pra zoar (ou ser zoado) no escritório, não tem nada melhor, exceto talvez a sinuca no boteco.
E é incrível como a molecada joga bem, mas são tremendamente mal educados e sem paciência. Os caras reclamam até da forma como eu escrevo, de eu não jogar bem, de eu demorar, etc. E xingam o tempo todo. É como ver um monte de criança barulhenta no parquinho. E quanto mais irritados eles ficam, mais interessante fica irritá-los.
Eu sou mesmo muito chato. :)

Projeto Água de Chuva: impressões e providências

Após duas semanas de espera, finalmente choveu lá no meu pedaço.
Pude então apreciar in loco o resultado de todo o esforço dispendido no projeto de coleta de água de chuva. Vamos aos fatos:
  1. O volume de água é apreciável. Eu não fechei por completo as saídas de água existentes na laje e dada a localização do coletor, somente o excesso de água é coletado. Ou seja, uma chuva fraca não vai alimentar o sistema. O que é bom, já que segundo a teoria, a primeira água ou a água de uma chuva fraca é mais contaminada e imprópria para uso. Mas apesar disso, coletei quase 500 litros em menos de 30 minutos de chuva. O que gera certa inquietação quando ao "ladrão". Eu estou usando como ladrão, uma mangueira de jardim, e tenho sérias dúvidas de que ela tenha vazão suficiente para o volume de água que eu vi chegando. Talvez seja realmente necessário um sistema mais eficiente.
  2. A qualidade da água é razoável. Apesar do coletor de primeira água, ainda vem muita sujeira do telhado, o que torna obrigatórios a peneira e o pano para eliminar a sujeira grossa. Mas tive que rever o esquema do pano. Eu coloquei o pano na boca do container, dobrado em quatro, com as bordas para fora da boca. Resultado: a boca ficou rasa e a água transbordou fácil, além do pano ficar encharcado, facilitando o escoamento da água para fora do container. Assim, tive que fazer uma adaptação, e construi com o pano um coador parecido com os antigos coadores de café de pano. Não tive mais chuva para testar essa nova montagem, mas me pareceu bem segura.
  3. Também usei um filtro de areia para poder usar a água na máquina de lavar roupas. Usamos somente para a primeira etapa do molho, devidamente filtrada e com um pouco de cloro para garantir um mínimo de qualidade. O filtro de areia é simples, feito com uma bacia plástica cheia de pequenos furos no fundo, forrada com um tecido reciclado de PET, usado no fundo de vasos com plantas para segurar a terra. Depois, vem uma camada de brita (pedra para concretagem), uma camada de areia (de construção mesmo), e uma última camada fima de brita, só para segurar a força da água e não deixar a areia se mexer muito. Isso é suficiente para garantir uma água bem clara e livre de sujeira. O único trabalho mais chato é lavar várias vezes a areia com água limpa (eu usei a própria água da chuva) até que ela pare de sujar a água.
  4. A montagem agüentou bem. Não tive nenhum vazamento sério (um ou outro ponto em que aparece uma gota, fácil de remendar) e não percebi nenhum problema estrutural. A gaiola do container aguentou o peso sem chiar, mas o container em si me deixou preocupado. Acho que, como eu temia, ele não pode ficar cheio sem a gaiola. Ele sofreu algumas deformações razoavelmente grandes e preocupantes, e acredito que se eu tivesse optado em furá-lo para colocar as conexões, ele poderia ter rasgado. Isso vai gerar algumas alterações e um pouco mais de trabalho. Preciso esvaziar o container, remontar a gaiola, colocá-lo na gaiola e construir uma base para que ele fique em cima. Como a torneira dele fica bem embaixo, ele não pode ficar no chão. Tenho uma estrutura de madeira, que não serve para nada além de depósito de tranqueiras, que pretendo converter em base. Se ela agüenta quase 700 kilos é outra história, que só será demonstrada na prática (se não aguentar, vai ser engraçado ver aquele container tombando e derrubando 600 litros escada abaixo).
Para uma primeira vez, considero o projeto muito bem sucedido. Lavamos roupa com a água, temos uma mangueira para lavar a garagem e usei até no banheiro (por pura curiosidade de calcular o volume necessário para uma descarga). Depois dos ajustes necessários, vamos ver como vai ficar.

17 de abr. de 2007

Os 300 de Santoro mesmo!

Pois é. Levei a patroa pra assistir ao 300. E não é que a danadinha gostou do filme? Só fechou os olhos em algumas cenas, aquelas em que fica claro que os pedaços vão voar separados do corpo, como cabeças e etc. Mas ela se maravilhou com o Santoro, parecia torcida em dia de jogo da seleção ou corrida de F1 com o Senna.
E é verdade, o cara tá com tudo. Acho que nenhum ator brasileiro chegou tão longe. Mesmo que o tempo dele na tela não tenha sido tão grande, a importância do personagem no filme marca o ator e faz o povão lembrar do nome dele. Além disso, bem na época de lançamento do filme, ele também é "aquele cara que foi enterrado vivo no Lost". Ou seja, tá mais conhecido do que guaraná em Miami (tem guaraná em Miami?).

Mas eu já ouvi tanta gente falando mal do filme que estou começando a me sentir um imbecil. Eu gostei, juro! Fiquei empolgado com o filme, curti o visual, a história, os personagens loucos de Esparta, o exército persa com cara de alas de escola de samba,as flechas encobrindo o sol.
Só lamento que tenha sido uma derrota de lavada. Quatro mamilos femininos contra os 600 de Esparta, mais um punhado de outros gregos e mais alguns outros persas (graças a Deus a maioria dos persas usava alguma roupa). Essa dos 600 eu tirei do Applegeeks Lite.

Mas enfim, eu também adorei o filme do Hulk e acho que fui só eu no mundo todo. Talvez eu tenha mesmo um mau gosto patológico, vai saber.

14 de abr. de 2007

Garoto da laje III

Na última quarta-feira tirei uma folga para tentar terminar os serviços na laje. Antes que comentem, não sou vagabundo, tenho horas extras acumuladas.
Pois bem, a coisa não poderia ter sido pior do que foi.
Pra começar, deveria ter esperado muito mais tempo antes de passar a segunda camada (esta sem diluir o Vedapren), e não recomendo também fazer isso em um dia quente. O Vedapren derrete e vira quase um piche, grudando no sapato e saindo do local onde foi aplicado. Quando percebi isso, abortei a missão, remendando onde pisei e estraguei a camada.
Mas como estava lá em cima mesmo, decidi passar um pouco em algumas partes com potencial para infiltração. Aí é que começou o problema de verdade.
Estava lá, me arrastando no pouco espaço disponível e me apoiando de leve nas telhas (aquelas onduladas, do tipo Brasilit/Eternit) quando uma telha, de mais ou menos 2 m2 (metros quadrados) se esfarela na minha mão, abrindo um rombo no telhado. Acho que nunca vi uma telha tão frágil na vida. Ajudou o fato de a telha estar sem nenhum apoio no centro, em mais um flagrante de economia porca, cortesia do construtor da casa.
Passada a raiva, terminei de espalhar o restante do Vedapren que sobrou (mais da metade do balde virou na laje dentro do telhado, incluindo um verdadeiro banho na minha calça e no tênis velho - agora aposentado, emprestado do meu irmão) e já desci, indo procurar uma telha pra comprar e tentar consertar tudo ainda no mesmo dia.
Daí, subir pra medir, descer e cortar a telha, subir os pedaços e começar a consertar.
O problema (mais um) é que o telhado tem a junção entre as laterais feitas com telha de barro, unidas ao telhado com cimento. Para encaixar a nova telha, eu precisava soltar essas telhas. E quem disse que o cimento solta? Resultado: quatro telhas de barro quebradas e pequenos trechos da telha ondulada quebrada, rachada ou furada. Ou seja, tenho que comprar telhas de barro novas e refazer a junção.
Além disso, as telhas onduladas estão presas à estrutura de madeira do telhado com pregos torcidos, que se parecem ou se comportam quase como parafusos sem cabeça. É quase impossível soltá-los. Na tentativa, quebrei o cabo do martelo, o que me obrigou a mais uma descida e subida na laje, para comprar um novo.
Em suma, foi um desastre completo, que me mostrou que fazer as coisas em casa nem sempre vai ser tão fácil ou isento de problemas. Fiquei com muita raiva e um pouco desanimado, mas pelo menos aprendi algumas lições que, espero, ajudem nas próximas incursões. Vamos ver como vai ser pra consertar a junção do telhado. Sem falar nas outras coisas que nem comentei ainda.
O perigo é que esse problema só alimentou minha antipatia por aquele telhado, o que pode me levar a cometer a besteira de desmontá-lo todo, na tentativa de deixar a laje livre. Não cheguei nesse ponto ainda, mais por falta de dinheiro do que qualquer outra coisa. Mas que dá vontade, ah, isso dá!

Projeto Água de Chuva: Custos

Para os interessados, aí vai a planilha de custos do projeto Água de Chuva:

DescriçãoCustoLocal da compra
1 Container 600 lts.250,00Picillo
3 mts de tubo de pvc p/ esgoto de 2"11,28Dicico
3 mts de tubo de pvc p/ esgoto de 4"13,90Dicico
2 joelhos 90º de pvc para esgoto de 2"2,58Dicico
1 junta T de pvc para esgoto de 2"3,30Center Clastilho
1 Redução de pvc para esgoto, de 4" x 2"4,05Center Castilho
1 Cap (tampão) de pvc para esgoto de 4"4,27Center Castilho
1 Engate Flexível 50cm 1/2"2,89Center Castilho
1 Torneira de Jardim de 1/2 ou 3/4"7,90Dicico
1 mangueira de jardim de 10 mts.7,50Dicico
1 tubo de cola para tubo de pvc 75 gr.2,55Center Castilho
Transporte do container40,00
Total350,22

No final, gastei um pouco mais do que queria, devido ao custo maior do container (R$ 250,00) versus uma caixa d'água plástica de 310 Lts. (R$ 120,00), mas acredito que as vantagens compensaram os custos, como já comentei anteriormente.
A montagem principal está feita. Hoje eu consegui adaptar a torneira na saída do container. Caso alguém se interesse em saber, a torneira está montada sobre um pedaço de plástico redondo, cortado de um espelho "cego" (sem buraco) para caixa de tomada. Usei a própria rosca de adaptação para 3/4" da torneira para fixá-la. Tudo teoricamente vedado com veda rosca e cola de silicone. Estou esperando somente a cola de silicone secar (vamos aguardar as 24 hs sugeridas na embalagem) para testar se ficou bom. A montagem não está lá muito firme, mas a idéia é conectar a mangueira e usá-la tanto para recolher a água, quanto como ladrão. Daí, não haverá muita manipulação da torneira, o que deve garantir a estrutura. Claro, vai depender da boa vontade, bom senso e delicadeza de quem vai usá-la, o que infelizmente não é o forte da pessoa que mais vai usar. Vamos ver no que vai dar. Segue uma foto da gambiarra.


De resto mesmo, só falta chover. O que infelizmente parece que não vai ocorrer tão cedo. Acho que a estiagem este ano vai ser dureza...

11 de abr. de 2007

Status do projeto Água de Chuva

Conforme prometido, algumas fotos da parafernália necessária para captar água da chuva.
Em destaque, o container industrial de 600 litros, já em seu devido lugar e com o encanamento de coleta da água. Toda essa montagem está em uma área interna da casa, ao lado de uma grande janela que dá para a rua, no segundo andar.



Em seguida, uma visão geral do encanamento. Repare no tudo vertical que desce da laje, o "T" que conecta o recipiente de descarte da primeira água (aquela que lava o telhado), formado por um tubo de 4", e finalmente, do meio do "T", o cano até a entrada superior do container, equipada com uma peneira e um pano para um filtro básico de impurezas maiores. Ainda em cima do container, a mencionada tampa de rosca.



Por fim, o detalhe da referida "torneira" do container, que ainda precisa da adaptação de uma torneira de jardim, visto que esta não foi feita para uso constante.



Depois eu coloco a planilha com os custos do projeto.

10 de abr. de 2007

Errata

O post anterior era para ter sido feito no dia 13 (treze), sexta-feira. Mas tudo bem. Foi gravado às 13 horas. Já tá bom, não?

Os sete pecados capitais

Seguindo os conselhos do "homem que cheira a luz", vou tentar descobrir com qual pecado capital eu mais me identifico.
Pra começar, complicação: qual lista de pecados capitais adotar? Segundo a Wikipédia, fonte lá não muito confiável, existem pelo menos três versões da dita lista. Procurei no Google e também achei várias. Vou usar uma que eu acho mais fácil de entender (tem listas que incluem melancolia, soberba - que eu nem sabia o que era até olhar no dicionário):
  1. Gula: Sim, eu sou guloso. Não exageradamente, e depende do prato. Por exemplo, ir a um rodízio de pizzas, ou a um rodízio oriental, com sushi, sashimi e shimeji, em geral é pra dar prejuízo. Lazanha da minha mãe? Vixe! Mas a idade vai chegando e os excessos não caem bem, então, ando meio fraco como "guloso", então não seria esse o meu maior pecado.
  2. Vaidade: Tudo bem, eu tenho cabelo comprido, fiz hidratação, comprei shampoo e condicionador próprio pro tipo de cabelo, etc e tal. Tenho medo de ficar (mais) careca também. Mas feio do jeito que eu sou, magrelo, com essas orelhas e essa cara de nerd, fica difícil ser vaidoso, viu?
  3. Luxúria: Eu não entendo bem o significado nem a aplicação dessa palavra, então, posso estar enganado, mas acho que sou meio "luxurioso" (mais uma do dicionário). Sou meio tarado mesmo por natureza, daqueles que entortam pescoço na rua, e só não apanho da esposa porque ela é sossegada ou não demonstra raiva. Tenho imaginação fértil e sou bom agricultor de fantasias. Mas acho que nesse quesito, peco por falta de ação, então não posso me considerar um grande pecador nesse ponto.
  4. Avareza: Costumava ser mais mão aberta antes, e mesmo hoje, acabo cedendo facilmente. Nos últimos meses tive algumas perdas, e andei revendo alguns conceitos, o que me tornou mais avaro (sim, é sem acento), mas não sou ainda um "Seu Nonô" (quem lembrar desse, melhor correr pra aplicar botox).
  5. Preguiça: Aí depende... Sou sedentário e detesto fazer exercícios. Não gosto de acordar cedo, e ao fazer isso, costumo ficar um zumbi até pelo menos 10 da manhã. Em compensação, viro noite sem problema. Ah, e é só ler os últimos relatos deste blog que dá pra perceber que eu não sou tão preguiçoso assim, passando tanto tempo subindo na laje.
  6. Cobiça: Sim, eu quero um iPod, quero uma TV de plasma 42", um supercomputador com placa aceleradora pra jogar os jogos que eu gosto, quero poder viajar ao Japão e torrar grana com bigugangas como mangá e animê. Mas daí a cobiçar o que todo mundo tem doentiamente, não, isso não. Sou consciente do que posso ou não ter, do que está ao meu alcance. E me contento com o que tenho.
  7. Ira: não sou um poço de raiva, mas dou esporro sem problema (muitos, o dia todo e em quase todo mundo) e se tiver que brigar, brigo. Mas irado, colérico, "sanguenozóio", isso eu não sou, não.
Pois está aí. Usando esta lista, eu estou quase salvo. Falta só maneirar um pouquinho em "unas cositas" que eu garanto meu quinhão no céu. Afinal, alguém do meu cacife seria muito bem recebido lá, dada minha inteligência, responsabilidade, habilidades gerenciais, caráter, prestatividade, visão, capacidade multitarefa, facilidade de aprender e acima de tudo, carisma.

É, ainda bem que nessa lista não tinha um certo pecado. Já adivinhou qual é?

P.S.: pra quem também não sabia, lá vai:
soberba
do Lat. superbia
s. f.
,
altivez;
orgulho;
arrogância;
presunção;
sobrançaria.

9 de abr. de 2007

Garoto da laje II

Voltando ao assunto da laje, agora sobre o projeto Água da Chuva.
Fiz o danado do buraco na laje, para a tubulação de coleta da água.
Olha, tenho que confessar: foi o diabo mesmo! Ralei a mão inteira, morri de dor nas costas e os ossos da mão doem até agora. Bater em concreto realmente é muito difícil, ainda mais todo curvado e sem espaço, tendo que furar entre o beiral e as telhas de amianto, com pouco espaço de manobra (quebrei uns pedaços de telha sem querer).
Mas é vivendo e aprendendo. Eu comecei na sexta-feira à tarde, usando duas talhadeiras pequenas, que eu achei que seriam melhores dado o espaço apertado. E perdi horas para avançar poucos centímetros. No dia seguinte, resolvi testar a talhadeira maior, mais larga, e para minha absoluta surpresa, quebrei muito mais e melhor. Daí, mandei às favas o orgulho e subi a furadeira. Arrebentei tudo rapidinho, às custas da broca, que ficou um caco, mas tudo bem. Com um furo aberto pela broca, e jogando um pouco de água, ficou bem mais fácil quebrar. Mas tinha muita brita no meio do caminho, e tinha momentos em que só a combinação da furadeira e das talhadeiras conseguiu abrir caminho. Achei até tijolo baiano no meio da laje, o que me preocupou um pouco. Parece que se usa para baratear o custo da laje. Só não sei a perda em termos de firmeza da estrutura toda.
Pois bem, aberto o furo, passei o resto da tarde montando a estrutura dos canos na parte de baixo (mais um monte de furos na parede para fixar as braçadeiras dos canos), para só então poder passar o tubo a partir da laje. Mas isso foi no dia seguinte. Tive que quebrar mais um pouco no buraco, para acertar a posição, desci o cano, colei no resto da estrutura e cimentei o buraco, fixando o cano.
Mas para meu azar, começou a chover e assim ficou o dia todo. Eu protegi o melhor que pude, e o fato de não ter escorrido cimento lá pra baixo prova que o quebra-galho aguentou o tranco. O chato é que eu contava com o sol para secar o cimento pelo menos superficialmente, para dar uma primeira mão de impermeabilização.
E mais chato ainda foi ter perdido toda aquela água! Justo agora que vai começar o outono e em breve o inverno, com aquela estiagem padrão de São Paulo. Mas fazer o que? São Pedro não deve ligar muito para os desejos climáticos de um "novo agnóstico".
Fico devendo para breve umas fotos da montagem e também uma planilha com os custos até aqui.

Meu reino por um retângulo

Sobre o projeto Água de Chuva...
Não se faz mais caixa d'água retangular e ponto. No site da Brasilit, e da Eternit, não consta mais a danada na relação de caixas d'água.
Pois é, desisti. E no final, foi bom. A caixa d'água redonda eu nem cogitei, porque ficaria horrível lá no espaço que eu tenho. A solução, então...?
http://www.picillo.com.br/
Um container plástico industrial de 600 litros (cabe até uns 700 na verdade):



O container vem com uma gaiola de ferro, que no momento, está servindo como suporte, deixando o container no alto. Eu ainda não tenho certeza se o container pode ficar inteiramente cheio de água sem a gaiola para dar apoio estrutural. Se não, vou ter que fazer pequenas adaptações no projeto, mas nada grave.
Mas ele é retangular, alto (aprox. 100 x 80 x 100) e bem mais bonito que a caixa dágua redonda (bléargh!). Possui uma abertura superior com tampa de rosca, que permitiu acrescentar ao projeto uma peneira e um pano para um filtro básico da água da laje. E tem também uma torneira embaixo, embora não seja algo que possa ser acionado o tempo todo, sob o risco de quebrar ou deixar de vedar completamente. Mas eu já estou tratando de adaptar uma torneira de jardim e uma mangueira nessa saída, que vai inclusive funcionar como o ladrão, evitando que eu tenha que furar o container para isso.
Os únicos poréns:
  1. preço: custou R$ 250, mais R$ 40 para o transporte (eles não entregam e eu não tinha nenhum veículo em que ele coubesse à disposição).
  2. durabilidade: o plástico parece ser de ótima qualidade, é para uso industrial (não para líquidos corrosivos, claro), mas ele vai ficar exposto e tomar um pouco de sol. Espero que resista bem, pois se durar pouco, o projeto não dará retorno financeiro (mas como eu disse, não é o objetivo principal). Vou tratar de fazer uma proteção para o sol.
No final, acho que os benefícios compensaram o custo. Foram quase R$ 190 a mais do que a versão com caixa d'água de fibro-cimento. Não chega a ser um rombo no orçamento, e foi amor à primeira vista com o container.
E tudo isso com um agradável perfume de morango (era usado para armazenar essências para alimentos).
Eu também comprei algumas peças relativamente caras - uns R$ 20, para interligar os canos, quando ainda estava pensando que iria usar uma caixa d'água de fibro-cimento, e não vou mais usá-las. Mas acho que isso faz parte do processo "tentativa e erro" de um projeto doméstico e artesanal.

Garoto da laje

Pois então, passei a Páscoa na laje.
Na sexta-feira, feriadão, passei a manhã aplicando impermeabilizante (Vedapren, da Otto Baumgarten, R$ 88,90 a lata de 18 kg, na DiCico) em um canto da laje para tentar conter uma infiltração (Eufemismo, claro! Meu corredor vira uma verdadeira cascata quando chove) que já se arrasta por quase dois anos. Quando mudamos o problema já existia e o cara que reformou a casa para nós (por um acaso o antigo dono e construtor da casa) também aplicou impermeabilizante, mas "daquele jeito", manja? O cara gastou uma lata inteira de 3,6 kg, passou tudo em uma única mão, sem limpar, sem diluir, sem nada. Resultado: passou um tempinho e aquela camada grossa secou, trincou e rachou, deixando a umidade entrar todinha.
É um trampinho miserável passar o impermeabilizante com brocha e pincel (sem trocadilhos infames, please), principalmente porque o cara fez um telhado na laje, colado com o beiral, dificultando o acesso e o espaço para trabalhar.
Mas eu segui direitinho as instruções e fiz a primeira aplicação diluindo em 10% de água. Eu iria passar a segunda mão (sem diluir) no domingo, mas choveu o dia todo, me deixando desesperado de ter perdido o trabalho da sexta. E não é que só a primeira camada deu resultado? Não vazou uma gota! Nem ficou úmido! Apesar das dores depois, valeu cada segundo de trabalho. E fiquei motivado a passar mais uma manhã lá em cima, garantindo a segurança com mais uma camada.
E pensar que eu pagaria no mínimo uns R$ 300 pra algum carinha subir lá e fazer de novo uma lambança...

3 de abr. de 2007

Projeto Água de Chuva: status

Pois então, o projeto vai de vendo em popa ("vento na bunda"?), mas há impecilhos à vista.
Eu comecei querendo puxar a água diretamente dos canos de escape (é esse o nome?) da laje, que jogam a água direto na rua (e na cabeça do coitado que passar embaixo, claro), mas depois de pensar um pouco, vi que a melhor solução em termos de custo, trabalho e estrutura seria furar a laje. Oras, que solução genial, não? É, mas alguém já tentou fazer um furo de 2 polegadas em uma laje de concreto? Vai ser dureza, viu? Então, desce o Dreher!!!
Já comprei todos os tubos e conexões necessários para essa versão com o furo na laje, e só me falta o trabalho de fazê-lo e comprar a caixa d'água.
Eu tenho um espaço razoável para colocar a caixa d'agua, um cantinho que eu posso aproveitar. Mas imaginem só: não encontro uma caixa retangular!!! Só tem redonda, larga e baixa, justamente o contrário do espaço que eu tenho disponível.
Ainda não desisti de procurar, mas se não encontrar, vou ter que optar entre ficar com um treco horrível em termos de estética e ocupação de espaço, ou pagar bem mais caro por um tanque cilíndrico vertical.
Vamos ver o andar da carruagem...

2 de abr. de 2007

Água da chuva

No momento, estou às voltas com um projeto pessoal, que tem sido ao mesmo tempo um desafio e uma diversão sem tamanho para mim.
Desde pequeno sempre tive curiosidade sobre as coisas e exercitei algumas habilidades como montar pequenos experimentos e descobrir como certas coisas funcionam. Desde abrir relógios e rádios (e não saber fechá-los ou voltar a fazê-los funcionar) até construir eletroímãs, motores elétricos, montar circuitos eletrônicos (antes de fazer o curso técnico), fazer eletrólise, explodir substâncias diversas, testar o efeito de ácidos em seres vivos, etc., já fiz de tudo um pouco e passava horas lendo a famosa enciclopédia "Conhecer". Ah, e também queimei centenas de fusíveis (tem gente que nem sabe mais o que é um fusível) em casa. Era cair a energia e minha mãe já gritava: "Maurííííííício"!
Depois de adulto, com todos os compromissos que sempre tive e uma certa "perda de interesse", ou talvez "falta de energia sobrando", parei um pouco com essa mania exploratória.
Mas agora que eu finalmente me conscientizei de que a casa onde eu moro é realmente minha, que não há a menor possibilidade de eu me mudar de lá pelos próximos 10 anos, mesmo eu odiando o lugar, a distância, a vizinhança, e em alguns momentos até mesmo a casa (mais o cara que a construiu do que ela em si), estou querendo deixá-la mais habitável, e também desenvolver algumas idéias ligadas ao meio ambiente e sustentabilidade.
No momento, meu foco é a laje. Além de uma infiltração monstro que eu tenho que resolver logo antes que comprometa a estrutura, tenho uma área de telhado tão grande que resolvi recolher a água da chuva. Quando chove, vejo cair pelos canos de escape fácil, fácil uns 1000 litros d'água.
Dada a escassez mundial de água (ontem mesmo o Fantástico exibiu uma reportagem sobre a falta de água potável em Bombaim, na Índia, e na Ilha de Deus, no Recife), acho um desperdício tanta água indo parar no esgoto e se misturando com a sujeira. Dei uma pesquisada na internet, sobre sistemas de coleta e armazenamento, e no Brasil não tem quase nada, mas em algumas regiões de países como os EUA e a Austrália (principalmente esta), coletar a água da chuva é simplesmente uma das únicas fontes de água disponíveis.
Comparando diferentes sistemas e materiais disponíveis (sempre pensando no mais prático, fácil e barato), estou montando um sistema de coleta e armazenagem, no qual devo investir menos de R$ 200. Embora o foco nem seja poupar dinheiro, se eu economizar somente R$ 20 na conta de água, em menos de um ano o investimento está pago.
Estou pensando no momento apenas em água para lavagem da casa e da roupa (com o uso de um filtro de areia e um pouco de cloro) .
Para o futuro, quero adaptar também as descargas dos vasos sanitários, mas isso depende de alterações hidráulicas, o que significa quebrar paredes, coisa que eu ainda não estou nem um pouco afim de fazer dado o custo dos azulejos, o trabalho e a bagunça.
Aos poucos, vou contando como a coisa está se desenvolvendo, e quem quiser discutir o assunto (ó, será que um dia alguém lerá este blog?), fique à vontade nos comentários.

Blogar ou não blogar... Sem noção.

Tava aqui pensando com meus botões: porque eu mantenho um blog que ninguém lê (além de mim, é claro)?
Afinal, este blog é escrito num formato para ser lido por outras pessoas, não por mim mesmo. Se fosse um blog "íntimo e pessoal", secreto e escondido, ele teria aquele jeitão ridículo de "meu querido diário", não é?
Mas por mais que eu queira que as pessoas leiam ou comentem, eu não tenho o menor saco, tempo ou vontade de fazer o que é preciso para que as pessoas venham a este blog lê-lo, que seriam:
  1. puxar o saco de outros blogueiros e arranjar um link aqui ou ali
  2. promover a minha pessoa no orkut e soltar uns recados do tipo: "oi, eu tenho um blog! Lê ai, vai! Pleeeeeeeeeease!"
  3. postar coisas interessantes, divertidas ou profundas. E se possível, claro, com freqüência.
Assim, na impossibilidade/falta de vontade de fazer tudo isso, o blog fica assim, um relato voltado para terceiros que só eu leio.
O que serve como um termômetro da minha cabeça, e que por sinal, me mostra o quanto eu sou doente. No futuro, pode ser que eu ache interessante como um retrato de um momento da minha vida. Ou não, vai saber.

28 de mar. de 2007

Cê-lá-vi

Meu francês é muito bom, né não?
Bom, como não poderia deixar de ser, estou trabalhando tanto que o resto fica em segundo plano.
Imagine o resto como sendo comer, dormir, tomar banho, escovar os dentes, pegar busão e metrô, dar um beijo na esposa e no filhote, ler email, fazer declaração de Imposto de Renda, aguar as plantas, lavar a louça, acessar email e ler as notícias, etc., e você terá uma boa idéia de onde "atualizar o blog" vai estar na lista de prioridades.
Pois é, tadinho dele.
Ah, mas eu consegui escrever um email pra minha amigona portoalegrense (sempre quis escrever isso porque - me corrijam se eu estiver certo - me parece ser a forma errada)
e deixei um recado para uma outra amiga brasiliense (este acho que está certo).
Viu como eu sou multitarefa?
Nem o Java faz melhor!

12 de mar. de 2007

Os 300 de Santoro... Ops! Digo, Esparta!

Pois é, o filme está chegando, quebrou todos os recordes de bilheteria e eu estou muito a fim de ver.
O problema é que pintou um trailer na internet sem censura, e o sangue espirrando é tanto que se não fosse digital, tinha manchado a lente da câmera.
"E daí?", dirão alguns. "Macho que é macho gosta mesmo é de sangue!" (alguma relação com vampirismo?)
É, mas como levar a sua menina, toda meiga, toda sensível, toda paz e amor, para um filme desses, só porque ela quer ver o Santoro pelado, dourado e cheio de piercing, falando com voz de tumba?
Encrenca grossa. Acho que vou assistir primeiro sossegado, depois vou com ela. Assim, se ela vomitar e tivermos que sair nos primeiros 15 minutos, não vou ficar aborrecido.

Hipocrisia, um mal necessário

Convenhamos, as acusações de hipocrisia, são, na verdade, pura hipocrisia.
Não há como evitá-la, não há como substitui-la, não há como abandoná-la.
A hipocrisia é o cimento do mundo, a cola do tecido social, a garantia de paz e prosperidade.
Já pensou se todo mundo fosse 100% verdadeiro com o que sente e pensa, e dissesse isso em alto e bom som, bem na cara da pessoa em questão?
- "Olha, eu até acho você legalzinha, mas esse peito caído e essa banha toda me dão nojo!"
- "Olha, acho melhor você comprar uma peruca, pois essa sua careca está ridícula!"
- "Cara, como você é otário! Não entendeu ainda que a vadia só está atrás da sua grana? Ela te chifra com metade do bairro e você nem se toca!"
- "Porra, Alberto, tinha que broxar justo hoje que eu queria tirar o atraso?"
- "Irmão? Pra que eu preciso de irmão? Aquele bando de sanguessugas vagabundos vivem acabando com os meus bens e com o meu sossego! Tem como deserdar irmão?"
- "Olha, chefe, eu até faria isso para o final da tarde, mas realmente eu não estou com o menor saco pra fazer nada, muito menos para você."

Viu? Melhor continuarmos sendo educados, polidos e amáveis, mesmo que às custas do fígado e o coração.

10 de mar. de 2007

Senzala

Pois é. Veja o horário deste post e tente adivinhar onde estou neste momento.
Porque eu não consigo ser como todo mundo e mandar tudo pro alto?

7 de mar. de 2007

Esteja ciente de que...

... eu não espero absolutamente nada das pessoas.
Então, por favor, não espere e nem cobre nada de mim.
Ok?

Auto-ajuda

  1. Alguém aí sabe como se faz amigos, sem necessariamente influenciar as pessoas?
  2. E alguém sabe como ficar rico e fazer com que todos sejam igualmente ricos, significando que você não precise necessariamente acumular um capital às custas do capital de outrem?
  3. E alguém aí sabe o segredo do sucesso, da felicidade e do bem viver, que possa ser repartido entre todos, para que não haja ninguém interessado em tirar tudo isso de você?
  4. Alguém sabe como adquirir disciplina quando não se tem nenhuma?
  5. E como desenvolver habilidades e competências que nem se sabe quais são?
  6. Alguém sabe como acabar com um hábito ou um vício sem perder o prazer que eles proporcionam?
  7. Alguém sabe como se relacionar verdadeira e intimamente com outra pessoa sem deixar de ser quem você é, mas cedendo de você o suficiente para que os dois funcionem como um?
  8. Alguém sabe como ter vontade de viver?
  9. Alguém sabe o que exatamente significa o tal do "amor"?
  10. Alguém sabe a fórmula da felicidade, de preferência tão simples quanto isso + aquilo = felicidade? Desde que isso e aquilo estejam ao alcance de qualquer um, sem ter que morrer ou sofrer no processo?

Se você tem a resposta para qualquer uma das perguntas acima, que tenha passado por estudos clínicos randomizados realizados em milhares de pessoas de diferentes etnias, nacionalidades e culturas, com eficácia comprovada de pelo menos 75%, eu declaro solenemente que estou disposto a comprar seu livro e demais acessórios místico/científico/esotéricos, assistir seu workshop/palestra e me tornar seu discípulo/aprendiz/servo (ou do seu terapeuta/guru/líder espiritual) pelo resto da vida.

Se não, faça o favor de não me encher o saco!

2 de mar. de 2007

Dicas profissionais

Se quiser saber se você merece um aumento, vá até a mesa do seu chefe e peça demissão já! Se ele não desmaiar, desmaie você.

Beach Day (sem piadas infames, please)

No dia do meu aniversário (domingão), fomos à praia. No melhor estilo farofão, lotamos o busão junto com o pessoal da academia da cunhada e descemos a Mogi-Bertioga rumo à praia de Paúba.
Fomos a uma videnda maravilhosa, com imensa área verde, riacho e piscina. Mas quem vai pro litoral quer ver o mar, certo?
Um quilômetro e meio andando com o sol na cabeça, tá bom? Quem teve a brilhante idéia, hein?
A praia é legal, limpa, relativamente tranquila, mas aquele padrão de praia do litoral norte (que eu detesto): pouca onda, convidativa, mas cheia de perigos. A areia alta, a beira da água curta, com ondas pesada, molengas, estourando sem aviso bem em cima de quem tenta entrar. Andou um metro, já está com água no pescoço. Deu dois passos pra frente, água no tornozelo. Foi um pouquinho pro lado, água na cintura. O negócio mesmo é ficar nadando ou boiando. Mas como pai que é pai, tem que participar, levei o guri e mais a priminha a tiracolo o tempo todo na água. Eles achando o máximo. E eu temendo as dores depois.
E a volta, então? Sol de rachar o cano, e o guri mole, sem forças. Lá vou eu levar o moleque nas costas, e justo na subida final pra vivenda. Nos dois dias seguintes, não aguentava nem andar direito.
Mas foi legal. Fazia um tempo que eu não ia à praia, e mais ainda que não entrava no mar, em especial com o moleque. Até na piscina que eu não ligo muito eu fui. Devo estar ficando mole...

Modus Operandi

A mãe do menino Hélio Fernandes criticou o presidente Lula, dizendo que ele não quer mudanças.
Eu discordo veementemente: nosso digníssimo presidente quer mudanças sim. Se possível, iguais às que o Chaves andou fazendo na Venezuela. Perpetuação no poder, sabe assim?
Os defensores da lei, da racionalidade e do nosso sistema jurídico e social caquético e desumano não nos querem agindo "presas de fortes emoções", "no calor do momento".
Por mim, tudo bem. Juro que não darei aquele risinho de satisfação ao saber que os tais que mataram o menino foram mortos, mesmo que do jeito mais sem graça possível. Manterei toda a fleuma britânica que aprendi com os filmes do Hugh Grant.

Long time no see...

Puxa, quase um mês sem postar nada no blog! Êêêêêê, preguiça!
Bom, como citado, detonei o Blue Shift em dois dias (com ajuda dos guias na internet, claro). O jogo é relativamente pequeno, com poucas fases se comparado ao Half-Life e meio anticlimático, sem uma grande missão, exceto sair correndo, evitando monstros e soldados para sair vivo da instalação de pesquisas. Fez eu me sentir meio covarde, fugindo de tudo, só pensando em escapar. Mas valeu, foi "divertidinho".
O Opposing Forces é mais legal, mais comprido e mais difícil. Comecei no carnaval e terminei agora (com um lapso de mais de uma semana sem jogar, parado na fase final, sem saco nem tempo). O jogo tem fases meio chatinhas de passar, como algumas do Half-Life, com aquela única seqüência correta que se não for seguida, você não sai do lugar. Sem os guias, ficaria anos pra resolver o quebra-cabeça. Até porque, o áudio às vezes não permite um bom entendimento do que os cientistas e guardas explicam (ei, eu sou brasileiro, ok? Minha "língua mãe" é o tupi!). O monstrão no final também é mais anticlimático que o do Half-Life, embora bem difícil de passar (depois de morrer vezes sem fim, decidi apelar pro cheat e jogar em modo "god"). Detonei o bicho até que com pouco esforço e fim. Lembro que no Half-Life, era mais uma questão de aprender algumas habilidades e persistir. Neste, fica uma sensação de "vamos fazer uma fase impossível pro cara demorar pra passar, assim ele demora para acabar e ninguém percebe que o jogo foi feito meio nas coxas".
Pois foi isso. Carnaval bem acompanhado, nem vi quem ganhou, quem desfilou, nem nada. Quase perfeito, eu diria.